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aikimsoo Ai KimSoo

Com uma vida conturbada, Kyungsoo e Jongin encontram forças somente um no outro. Amigos há anos, passam a dividir o mesmo apartamento, mesmo que Kyungsoo esteja envolvido com pessoas erradas. Devido a tantos problemas, uma solução desagradável surge e Kyungsoo pede ajuda a Jongin, agora, se Jongin aceita é outra história.


Fanfiction Bands/Singers For over 21 (adults) only.

#gay #yaoi #sexo #lemon #kaisoo #kai #jongin #kyungsoo #aikimsoo
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Um alerta

-Você pode morar comigo. Você costuma viver mais aqui do que em outro lugar. – Jongin dizia enquanto abraçava o amigo, que estava em prantos.

-Você saiu de casa pra ter sua privacidade. Por mais que eu costume ficar mais aqui do que na casa do meu pai, isso não quer dizer que eu viva aqui. Alguma hora eu vou embora e você volta a ter sua privacidade. – rebateu.

-Soo, sem discussões, sim? – o moreno cortou o amigo e afastou um pouco o corpo menor, para poder olhá-lo fixamente nos olhos. – Você sabe que eu saí de casa por não aguentar meus pais elogiando meu irmão mais velho e dizendo que eu deveria ser igual a ele. Eu não saí de casa pra viver sozinho. Sinceramente, eu já estava pensando em te chamar pra dividir essa casa comigo, porque está ficando complicado me sustentar sozinho. – confessou e viu os enormes olhos o fitarem de forma surpresa.

-Mas meu pai deixou uma enorme dívida e podem resolver fazer algo com você se eu não conseguir pagar. – Kyungsoo argumentou.

-Eles não vão fazer nada. Para de pensar no futuro e vamos nos concentrar no presente. Vai morar comigo? – perguntou e sorriu amigavelmente.

-Vou. – o mais velho respondeu e suspirou. – Mas vou precisar de roupas emprestadas. Eles me deixaram sair apenas com a roupa do corpo e só fizeram isso, pra poder conseguir o dinheiro que devo.

-Tudo bem. Considere a casa como sua, assim como tudo que está dentro dela. – o moreno decretou e não fazia ideia do quanto essas palavras eram fortes.

Kyungsoo e Jongin se conheceram no colegial, quando o moreno tinha acabado de sair de casa e tentava viver sozinho. A família de Jongin era muito rica, porém, eram muito frios também. Seus pais diziam que ele não tinha condições de viver sozinho, porque era mimado, e que deveria ter aulas de economia como seu hyung. Jongin, irritado, decidiu que viveria sozinho e saiu de casa com 15 anos. Precisou dos pais somente para se matricular em um colégio público, depois, nunca mais.

Foi nesse colégio que conheceu Kyungsoo e ambos se tornaram amigos. Kyungsoo arrumou um emprego para Jongin e assim o moreno foi conseguindo viver. Tinham terminado o colégio há 3 anos, mas continuavam inseparáveis. Kyungsoo trabalha como garçom em um restaurante e Jongin tinha conseguido emprego em um almoxarifado de uma grande empresa, fazendo com que recebesse um pouco mais do que era acostumado a receber na adolescência.

Por se conhecerem há anos e se considerarem melhores amigos, ambos conheciam os maiores segredos um do outro. Kyungsoo já tinha presenciado o hyung de Jongin implorando para o irmão voltar, assim como Jongin já tinha presenciado o pai de Kyungsoo apanhando por estar afogado em dívidas com os agiotas. A vida de nenhum dos dois era calma.

Mas dentre ambos os adolescentes – agora adultos -, Kyungsoo era o que mais sofrera. Sua mãe tinha abandonado sua família quando Kyungsoo tinha 5 anos, porque seu pai era um viciado em jogos e bebidas e a mulher não queria ficar envolvida com pessoas desse tipo. Kyungsoo cresceu vendo seu pai chegar do trabalho – era gari – e gastar o salário todo com coisas erradas. Kyungsoo vivia de muito pouco.

E como se não bastasse sua vida conturbada, tinha se descoberto gay no mesmo ano em que conheceu Jongin. Levou cerca de dois anos para contar sua opção sexual ao mais novo, pois Jongin era hétero e Kyungsoo tinha medo de ser julgado. No começo, o moreno ficou surpreso, mas logo ofereceu sua casa para Kyungsoo se refugiar quando se sentisse sufocado demais em casa. O pai de Kyungsoo era extremamente homofóbico e poderia acabar cometendo uma atrocidade se descobrisse que o filho era gay. Por medo de decepcionar seu pai, Kyungsoo vivia se sentindo asfixiado.

Seu pai podia ser o que for, mas Kyungsoo o amava e isso o sufocava.

E por amar o homem, estava sofrendo com a morte dele. Sofria por ter perdido sua única família e também pelo desastre que sua vida tinha se tornado. Seu pai deixou uma enorme dívida, que estava sendo cobrada a Kyungsoo. Os agiotas estavam atrás do menor, mas deixaram o mesmo livre para ver como o mesmo conseguiria o dinheiro todo. Os agiotas pouco se importavam com Kyungsoo, queriam apenas a grana que o falecido devia.

Em troca da liberdade parcial, Kyungsoo tinha ficado sem lar e sem roupas. Os agiotas pegaram sua antiga casa como uma parcela do dinheiro. Por conta de toda essa confusão, que Jongin tinha Kyungsoo em seus braços e tentava confortá-lo dizendo que tudo ficaria bem. Kyungsoo era muito grato por ter Jongin em sua vida. O moreno era a única coisa boa que tinha lhe acontecido desde que nascera.

Amava tanto o melhor amigo, que sofria de um amor platônico. Levaria sua paixão para o túmulo, porque morreria se tivesse que ficar afastado da melhor coisa que tinha acontecido em sua vida.


-x-


1 mês depois

Os agiotas tinham procurado Kyungsoo no dia do pagamento do menor e levaram todo o dinheiro. O pequeno Do não fazia ideia de como contaria para Jongin que não teria como ajudar com as contas. Se sentia um tremendo lixo. Questionava-se porque ainda insistia em viver e sua única resposta sempre era a mesma: “Jongin”.

Parado em frente a porta da pequena casa que dividia com o moreno, Kyungsoo respirava fundo tomando coragem para entrar. O pior era saber que o moreno não gritaria consigo e que ainda diria que tudo ficaria bem. Jongin era bom e especial demais. Kyungsoo não suportava a intensidade do maior, porque se sentia desmerecedor de qualquer coisa vinda de Jongin. Só sabia trazer problemas para o mais novo.

Tomado de uma coragem momentânea, Kyungsoo abriu a porta com a chave e encontrou Jongin deitado no sofá, todo agasalho e assistindo televisão. Kyungsoo fechou os olhos com força ao pensar que estragaria toda a paz que o mais novo sentia.

-Oh! Soo! Você chegou! Estava te esperando pra gente jantar. Você demorou hoje. – Jongin falava de forma totalmente alheia aos problemas, enquanto se levantava do sofá. – Eu fiz ramén pra gente. – contou orgulhoso e então parou.

O sorriso que Jongin carregava foi morrendo aos poucos. Viu que Kyungsoo carregava uma expressão nada boa e se preocupou. Algo de grave tinha acontecido e isso só se confirmou ainda mais quando Kyungsoo deixou uma lágrima cair e saiu correndo para a cozinha. Jongin não entendeu nada, mas ao ouvir o barulho dos talheres, se sentiu receoso.

-Kyungsoo, o que aconteceu? – perguntou correndo até a cozinha e encontrando o mais velho com um facão na mão. Aquilo o desesperou completamente. – Soo, o que você pensa que está fazendo?-Poupando você. – respondeu e se preparou para cortar uma veia fatal do pescoço.

-NÃO! – Jongin gritou e correu até o menor.

Os dois deram início a uma luta. Jongin tentava, com todas as forças, tirar o facão da mão de Kyungsoo, mas o menor estava com uma força anormal. Jongin sempre soube que o mais velho era mais forte que si, mas agora parecia muito maior essa diferença de força. Constatar este fato fora desesperador para Jongin, porque isso significava que Kyungsoo estava realmente decidido a morrer.

-Soo, eu não sei o que aconteceu, mas não tome uma atitude dessas! Você é a única pessoa que eu tenho. O que vai acontecer comigo se você morrer? Se você se matar bem na minha frente? – o moreno indagou, enquanto ainda tentava desarmar Kyungsoo.

-Você vai sofrer, mas vai ficar bem depois. – o baixinho respondeu e Jongin sentiu a visão embaçar por culpa das lágrimas.

-Ficou maluco?! Eu vou definhar, ter pesadelos e me culpar por ter pedido você! – se alterou ainda mais e sentiu a força de Kyungsoo diminuir. – Você diz que me ama, que eu sou seu melhor amigo, e eu sinto o mesmo. Me conte o que aconteceu e vamos dar um jeito nisso juntos. Ser melhor amigo significa estar ao seu lado nos piores momentos também.

-Mas você sempre está comigo em momentos ruins, porque eu só tenho momentos ruins, Jongin! – Kyungsoo rebateu e tentou soltar os braços das mãos do mais novo, que apertou mais seus braços, mostrando que não iria ceder. – EU SÓ TE DOU MOMENTOS RUINS!

-CLARO QUE NÃO! – Jongin retrucou e conseguiu jogar o facão no chão. – Você me ajudou a arrumar um emprego, ficou ao meu lado, me fez feliz somente por estar comigo e sorrir pra mim. Se eu ainda estou aqui, é graças a você! Você é minha família, não me tire isso! – pediu não se importando de estar deixando tão clara sua vulnerabilidade.

-Jongin... – Kyungsoo balbuciou e caiu em prantos, sentindo os braços do maior o rodearem em um abraço acolhedor. – Eu sou um fracasso, era melhor eu ter morrido! Os agiotas levaram todo o meu dinheiro. TODO! Não sobrou absolutamente nada, Jongin.

-Sobrou sua vida. – o moreno o corrigiu e sentiu o menor tremer ainda mais em seus braços.

-Você não entende? Eu não vou conseguir te ajudar a pagar as contas. Você disse que queria me chamar pra morar com você pra gente dividir as despesas, mas tudo o que fiz foi aumentá-las mais e agora eu nem vou poder ajudar a pagar!

-Está tudo bem. Eu pago tudo. – Jongin o consolou e se afastou, para afagar o rosto do mais velho. – A gente passa a economizar mais. Só me prometa que não vai tentar se matar novamente. – pediu e viu Kyungsoo desviar o olhar. – SOO!

-EU NÃO POSSO PROMETER ISSO! – o mais velho gritou e Jongin lhe deu um tapa na cara.

-Desculpa por isso, mas você precisa se recompor! – o moreno brigou e viu a surpresa do menor. – Se você se matar, vai me levar junto. Não é na forma poética, eu vou me matar também. – deixou avisado.

-Jongin...

-Se você se cortar, vou me cortar também. Tudo o que fizer contigo, vai acontecer comigo. Você agora tem a minha vida em suas mãos. Decide o que quer fazer com ela. – decretou e largou o menor na cozinha. Não estava mentindo sobre fazer em si o que Kyungsoo fizesse nele.

Jongin se importava demais com Kyungsoo e se o perdesse, não suportaria. Se estava vivendo feliz e na própria independência, devia tudo ao mais velho. Preferia morrer com Kyungsoo do que voltar a sua vida antes de conhecer o menor e Kyungsoo sabia muito bem disso.

Os dois eram como um e seriam um até o fim, porque no momento que Kyungsoo fraquejasse, levaria a vida de Jongin junto.


-x-


3 meses depois

Kyungsoo tentava viver. Não tinha tentado se matar novamente e tinha aprendido a driblar os agiotas. Pelo menos era o que pensava até aquele momento, em que estava encurralado por dois capangas e o chefe da quadrilha.

-Nós sabemos que você não está dando seu salário todo. Você deve estar guardando e andando só com a pequena quantia do seu pagamento. Eu vim te dar um alerta, garoto. Na verdade, vim te dar uma solução. – alertou e se aproximou de Kyungsoo, que se encolheu. – Se prostitua. Você é bonito e minhas fontes dizem que é viado. Use seu rabo pra ganhar dinheiro.

-Eu não vou fazer isso! – se exaltou e recebeu um soco no rosto.

-Grite comigo de novo e eu mato seu amiguinho! – vociferou. – Se prostitua e me pague o dobro do seu salário inteiro mês que vem. – mandou e deu as costas para o menor, mas acabou o olhando por cima do ombro. – Pra te dar um incentivo, saiba que se não fizer isso, seu amiguinho que vai sofrer as consequências. Existem capangas no meu meio que gostam de comer homens. No final, sempre matam quem eles fodem, fica a dica. – terminou de dizer e foi embora, deixando Kyungsoo desesperado para trás.

Depois de se recuperar do choque, Kyungsoo caminhou de volta para casa. Sabia que morrer não resolveria nada, porque se Jongin desse para trás em se matar também, acabaria sendo atormentado pelos agiotas. Kyungsoo não sabia se apenas abusariam de Jongin e o matariam depois ou se fariam pior. Apostava no pior, porque aqueles homens pioravam cada vez mais.

Chegou em casa e ficou feliz por não ver Jongin ali. O moreno estava em uma festa da empresa que trabalhava e chegaria mais tarde. Talvez até mesmo ficasse com alguma mulher lá. Kyungsoo preferiu afastar esses pensamentos da mente e se apressou a ir para o banho. Com o incentivo da água gelada, porque precisavam economizar a luz, tomou um banho rápido, se vestiu e correu para o quarto, se enfiando debaixo das cobertas. Não queria ter que encarar Jongin naquele dia.

July 20, 2019, 3:38 p.m. 0 Report Embed 0
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