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Um subtítulo ao altar amarelo de onde vem as plantas

Eu poderia começar essa história como um outro clichê encantado ou de simples fantasiada, mas eu gostaria de compartilhar o começo como uma simples melancolia, os de tudo e o de ninguém. Os que são e os que não são nada. Quem poderá ser?

Numa tarde, antes início e agora tarde, eu o encontrei. Encontrei o dono daqueles lindos olhos pretos jabuticabas, pretos castanhos e confusos a quem olhe a primeira vez.

Um deslumbrante desnudo da minha imaginação havia me posto em estado de pré-mutação,mas longe disso, eu estava em estado de transe. O que mais me faltava naquele índico momento era um pouco de cortes químicos. Mas fora o que houvera, o que antes me faltava, hoje me indica contrações árduosas de longínquas dores e choros.

O que antes se era bom, hoje é bom demais. Como uma reação que não há estado para fazer mutação, contudo a química que antes faltava, hoje age que de imediato ao simples pensamento ou ao se lembrar de algo que o remeta.

Os olhos dos quais, antes fossem pretos feito a noite, hoje são como, olhos de crianças, doces e sutis que ao te olharem, te faz estremecer até os fios mais ocultos de onde nem se imaginava. O doce gosto do amargo e do não vai.

Naquela tarde, passeamos, de um lado para o outro, mas vamos supor que fossem polos e que tínhamos ido de um extremo ao outro, mas que sempre voltávamos ao mesmo instante. O que faltava antes, era nada menos que esses olhos. Olhos dos quais não tem como sequer esquecer.

Comemos, rimos e eu desabei. Não havia razão para tal, mas eu não queira dizer um adeus, por mais que eu soubesse que seria um até logo, eu apenas não queria. Porém, o que mais me afetava era olhar aqueles olhos, me deixavam em transe, e como se não fosse o bastante, eu já estava mais que na hora de sair do antigo e cair de cabeça em um novo.

Era uma brisa de verão, que juntava todas as coisas as coisas boas e interessantes numa mesma pessoa.O olhar inocente, que sempre me fazia querer mais.

O mais comum era a forma pela qual aqueles olhos se olhavam. Ele não via o que realmente era, ele inventava coisas paradoxais. Coisas das quais, ninguém sabe de onde ele tirava, ele apenas viajava e as criava.

Ele era um livro que não tinha sido aberto, apenas folheado poucas folhas, e acreditava naquele pouco máximo que havia se convencido de que fosse.

O que ele não sabia, é que era todo o oposto daquilo. Ele estava longe de toda aquela memória tardia.

Ah pequeno garoto, quem não te conhece não sabe o que perde. O grande esplendor que você consegue dar apenas com um olhar, e olha que esse seu olhar é o seu sorriso, grandes amoras surgem e você fica tomate. E eu detesto tomates, mas você fica mais que um pimentão.

Loucamente viajo nas suas maioneses e imagino eloquentes aventuras adentro de um caminhão em combustão pegando fogo enquanto carrega uns galões de gases.

O que não antes me importava, hoje, já não me passa um dia sequer sem que eu perceba que sinto-te longe, e que me traz saudades das costelas até o meu hipotálamo.

Eu já não passo um dia sem pensar nas grandes constelações das quais se remetem para suas pintas, pequenas obrinhas de artes que deixaram para encontrar seus meios e pontos.

July 15, 2019, 1:26 a.m. 0 Report Embed 1
To be continued...

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