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sophiagrayson Sophia Grayson

Era aniversário de Peter. Mas como todos estavam preocupados com acordos e outros problemas pós Guerra Infinita, se esqueceram dele. Até mesmo a tia May que tinha problemas no trabalho. Amargurado vai até a mansão mística de Doutor Estranho, Sanctum Sanctorum, seu novo local de refúgio. Strange sob livre e espontânea pressão e por não aguentar ver o mais novo triste, leva-o para um lugar onde o mais jovem sonhava em ir comemorar seu aniversário.


Fanfiction Comics All public.

#drama #fluffy #Doutor-Estranho #homem-aranha
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Capítulo Único

Era um dia calmo e ensolarado, escutava-se as pessoas a passos apresados ou lentos. Os carros indo e vindo. Tudo começava a voltar a sua normalidade – em termo - depois de o todo o mundo ter passado pelo trauma que foi a Guerra Infinita, reduzindo a população do universo pela metade. Felizmente logo isso foi solucionado, graças ao Homem de Ferro, Capitão América – mesmo que continuem brigados – e o que sobrou dos Vingadores.

Claro que tudo não foi um mar de rosas, logo depois de derrotar o titã e trazer todos de volta, problemas apareceram no mundo inteiro para com os Vingadores. Pessoas os culpavam pela falta de capacidade deles em protegeram a Terra e pelo que havia ocorrido.

Papeladas e mais papeladas. Reuniões. Acordos de paz. E mais uma infinidade de coisas. Mesmo depois de meses terem se passado, havia muito para nossos heróis resolverem.

Para um herói em questão – ou devo dizer mago –, não teve e não tem até o momento nenhum transtorno, Stephen Strange. As dimensões magicas estavam calmas, nenhum ser tentando invadir a Terra pelos portais dimensionais. Tudo muito calmo.

O Sanctum Sanctorum estava muito silencioso. O Mago Supremo relia uma das relíquias da biblioteca. Seu Manto levitava ao seu lado, um pouco tristinho. A calma já o incomodava. Sentia falta de um certo tagarela que vinha perturbando o lugar, Peter Parker.

O jovem rapaz se apegara muito ao mago – e o mais velho a ele, mesmo não admitindo – e ao Manto que chamava carinhosamente de Levi, quando estavam na Joia da Alma. Foram momentos difíceis para o aracnídeo e Stephen cuidou e protegeu o garoto. Mesmo não sabendo o motivo de tê-lo tratado dessa forma.

Quando retornaram, não imaginava que o menino ficaria em seu encalço. De alguma forma o mesmo descobriu seu número e nas primeiras semanas ligava e mandava mensagens sem parar. Tentou inutilmente afasta-lo, mas só o fez ficar mais presente, chegando até mesmo vista-lo em dias alternados na mansão.

Sabia praticamente de tudo que o mais jovem fazia, quem eram seus amigos, o que estava lendo, qual era sua série favorita, comida favorita, cor, alergias. Quando tinha ou não seus surtos de ansiedade e pânico. Como havia sido o dia, enfim tudo.

O mais jovem também mantinha um bom relacionamento com Levi. Conversavam, jogavam, tiravam fotos em diversas poses. E Stephen tinha quase a certeza que foram combater o crime juntos algumas vezes.

Com curiosidade excessiva perguntava admirado como era a magia e como funcionava e se podia também a aprender a manipulá-la. O mago respondia, explicava e até mesmo ensinava – o básico do básico – com uma calma nunca sentida antes, mesmo fazendo cara feia, enxotando-o quando começava a ficar tarde e perigoso. No fundo gostava da presença do mais jovem. Tinha trazido vida e brilho tanto para o lugar como na vida do mago. Os momentos que tinham, se sentia bem e feliz. Além desse calor no peito, esse sentimento um tanto esquisito, ainda não sabia o que era, mas aceitava de bom grado.

E no momento já se preocupava. Era um dos dias que o garoto costumava vista-lo e não havia chegado. Será que finalmente o menino tinha se enjoado e deixo-o para lá? Ou tinha acontecido algo? Esperava que não, em todas as alternativas.

Passou-se alguns minutos, até que sua preocupação e ansiedade chegou ao limite, fechou o livro com força, se levantou, colocou o Manto em seus ombros e desceu as escadas. Iria descobrir o que tinha acontecido.

Abriu a porta da entrada com extrema rapidez, se deparando com o garoto de suas preocupações com o punho levantado para bater na porta. Seu coração se partiu com o estado do mais novo.

Os olhos castanhos, vermelhos, grossas lágrimas escorriam em sua face branca sem manchas, um pouco marcado como se tivesse acordado momentos antes. No nariz tinha um pequeno curativo, ferimento de alguma luta anterior. Cabelos bagunçados, vestia uma mistura de roupas: camiseta do uniforme, com mangas arregaçadas, lançadores em seus pulsos, calça de um pijama cor de rosa da Hello Kitty, tênis e em suas costas uma bolsa escolar.

Preocupou-se ainda mais. O que tinha acontecido com o garoto para deixa-lo tão quebrado dessa forma? Sentiu uma pancada, Peter o abraçou com força. Correspondeu segundos depois, quando o Manto saiu de seus ombros e foi para o menor em clara apreensão.

- Peter? – chamou-o com um fio de ansiedade na voz – O que aconteceu?

O menino se encolheu. Uma avalanche de emoções o dominando. Aquela onda de tristeza, se sentia inútil, sem importância, sem motivo para viver.

- Peter? – começou a suspeitar que o mais novo estava em uma de suas crises de ansiedade.

- Esqueceram de mim... – respondeu em um sussurro depois de lutar contra um bolo em sua garganta – Não sou importante... – tremeu. Suas articulações doíam. Se afundava ainda no buraco escuro onde caia.

- O que?! – levantou o rosto do menino fazendo-o encarrar seus olhos. Não manteve o contato por muito tempo, se sentia envergonhado demais para isso – Por que diz isso?

- Tia May ‘tá atolada no trabalho, quase não a vejo mais... – soluçou – Ned de férias em algum lugar longe daqui... Senhor Stark em reuniões – enxugou as lágrimas nas mangas se soltando do mago, em vão tentava controlar as emoções – Nem mensagem mandaram para mim...

- Mensagens? – tentava entender, levou o garoto para sala e o sentou em um dos sofás.

- De aniversário – puxou o ar com força, o nariz estava congestionado – Hoje é meu aniversário... sou tão sem importância que não lembram de mim... sou inútil...

Ah, sim era oito de julho. Se lembrou que o mais novo citou isso alguma vez.

Strange colocou as mãos nas têmporas. Nunca imaginou que o garoto fosse tão emotivo assim, especialmente para um fato que o mago considerava nada demais. Não tinha conhecido o mais novo antes dos eventos de Guerra Infinita, ele poderia ser diferente, mas emocionalmente estável. Isso em outros tempos poderia ser diferente. Mas para o Peter de agora era desestabilizador.

- Peter – suspirou – Não diga isso, você é importante sim, todos nós somos e não é um inútil, não acredite nisso, você é capaz de muitas coisas, basta acreditar em si mesmo – segurou em seus ombros para ter a certeza que o jovem prestava atenção – Não deixe que sua ansiedade te domine. Como você mesmo disse eles estão atarefados, não esqueceram de ti. Tem muito contratempo acontecendo. Mas jamais iriam te abandonar. Eu não iria te abandonar.

- Não? – sua voz saiu embargada, sua mente confusa lutava.

- Não – afirmou compreensivo. Um sorriso pequeno se estampava em sua face, como para tentar anima-lo, entregou-o um copo de água que apareceu com magia.

O mais novo tomou uns quatro copos de água. Demorou até se acalmar por completo. Seu animo veio de leve e continuava a falar baixo. Stephen pensava em como iria levantar o ânimo o jovem. Queria-o extrovertido e alegre como era. Como estava agora partia seu coração.

O Manto parou ao seu lado. Suas duas pontas que prendiam em seus ombros cruzadas. Se tivesse braços eles estariam cruzados. Sua clara postura para o Mago Supremo era “Você sabe o que fazer, então faça”.

- Não é tão simples assim... – disse Strange. Conversar com o artefato místico não era nem um pouco louco para ele. As vezes recebia olhares inquisidores Wong, mas não tinha interesse em opinião alheia – E não tenho mais tanto dinheiro assim...

O Manto sacodiu seu velho tecido luxuoso em detalhes como se dissesse “Ah, não! Nem vem com essa. Não iria gastar quase nada seu mão de vaca! É só abrir um portal e pronto!” “Não invente que tem algo para fazer, que não tem” “E vai ser divertido, ainda mais pois o Peter vai ficar feliz” O Manto também não gostava de vê-lo daquela forma.

Stephen arregalou seus intensos olhos verdes azulados.

- Tsc! Não sou nem mais respeitado pelo meu próprio manto sagrado – resmungou. Antes de presenciar algum tipo exótico de sermão na linguagem do Manto, emendou – Está bem – levantou as mãos rendido, seguiu até a cozinha onde o garoto estava no momento.

E lá estava Peter com uma colher de sorvete na mão e comendo o gelado de baunilha diretamente do pote.

- De onde isso saiu? – perguntou com uma sobrancelha levantada em dúvida.

- Ah, isso? – o aracnídeo apontou para o sorvete – Comprei antes de vir para cá. Estava dentro da minha bolça. Quer? – perguntou oferecendo a espátula

Negou com a mão. O olhar apreensivo do mais velho incomodou Peter.

- O que houve?

- Você foi para uma loja de conveniência vestido assim?

- Assim como? – respondeu com outra pergunta. Strange suspirou impaciente. Então o garoto estava tão atordoado que nem percebeu a esdrúxula combinação que vestia.

- Esquece – afirmou. Com um gesto abriu um portal – Deixe isso aí e vamos – pegou o garoto como saco de batatas.

- O que? – o garoto perguntou surpreso pelo ato do mais velho – Para onde vamos?

- Segredo! – com ajuda do Manto fez o sinal de silêncio.

Passaram pelo portal, logo sendo recebidos com o sopro do vento quente e o intenso Sol da Florida. Logo Peter foi colocado no chão e quase teve um troço pela segunda vez naquele dia.

ESTAVAM NA DISNEYLAND. Era o lugar que queria mais ir na vida!

Logo percebeu outra coisa. Suas roupas, não se lembrava de tê-las. Camiseta preta do Homem de Ferro, calças jeans boca de sino – Está na moda de novo viu?! – tênis da Mizuno azul com detalhes pretos e amortecedores, meias do Homem Aranha – não me diga?! – colar de prata e seus fiéis lançadores em seus punhos.

Stephen também estava com outras roupas para se camuflar melhor entre as pessoas normais. Polo azul escuro com desenhos em verde, calça social, assim como os calçados, enrolado no pescoço um cachecol vermelho que Peter suspeitava se o Levi.

- Como fez isso?! – perguntou se referindo a troca de roupas – Me ensina?

Strange riu.

- Algum dia, quem sabe? – Isso podia se o mesmo que nunca.

- Estamos na Disney?! – afirmou contemplando o lugar – Mas por que estamos aqui?

- Não se faz dezoito anos todo dia Peter – o mago respondeu com uma calmaria que não era muito comum dele, seu coração ficou mais aliviado ao ver o sorriso do mais jovem – E sabia que você sempre quis vir aqui, escutei quando disse uma vez...

- Espera doutor – pediu – Não sabia que realmente me escutava?!

- Assim me ofende guri – brincou colocando uma mão no peito dramaticamente – Sempre escuto o que diz, mesmo que não demostre – ficou surpreso com a própria sinceridade.

O sorriso de Parker foi maior. Isso aqueceu o coração de Stephen e aquele sentimento desconhecido voltou. Já supôs o que era, mas como era orgulhoso não admitia. Não podia ser? Não é?!

O jovem menino deu outro abraço no mago. O Manto tremeu de leve feliz.

- Obrigado Dr. Strange – agradeceu, soltando-o momentos depois.

- Disponha, garoto – sorriu contagiado – E Feliz aniversário!

Logo o garoto pegou Strange pelo pulso e o arrastou feliz por todo parque. Ficaram até o início da noite lá, saíram com um monte se suvenires. Foi o pior início de dia para o Peter e a melhor tarde. O menino esqueceu de seus fantasmas, voltando a típica tagarelice, completamente extrovertido.

Para Stephen foi gratificante ver o garoto melhor, não tinha muito interesse naquele parque temático. Aqui e ali o Manto se rebelava para ficar ao lado o mais novo. Todas as vezes foi impedido pelo mago, afinal pessoas que não conheciam a magia iriam se assustar e quem sabe causar um transtorno maior.



“Nunca pensei que fosse tão ficar tão feliz em vê-lo bem, tagarelando e sorrindo. Tristeza não combina com você. Meu filho. Nunca vai combinar.”

July 8, 2019, 11:20 a.m. 0 Report Embed 1
The End

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Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

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