mariahsz Mariah Eduarda

{norenmin | poliamor | dream!ot7} Onde Jeno era polígamo, e se apaixonou por seus melhores amigos, que eram contra a poligamia e não esperavam aquela declaração.


Fanfiction Bands/Singers Not for children under 13.

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Se afogando

ꪶ࿆⛱ꦿིNorenmin - Poligamia ♡ ~


Existe, no senso comum, a falsa premissa de que não é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo e igualmente, afinal, que conto de fadas envolve um segundo príncipe para se casar com a bela princesa? Que absurdo! Podemos sim ter varios parceiros e parceiras, mas com quantos deles você vai casar e se estabilizar? Dois? Três? Ao mesmo tempo? Puft, até parece. Poligamia é coisa de quem não quer firmar compromisso nenhum. Cidadãos de bem nunca pensariam nisso, gente bem criada entende o que é um bom casamento e uma relação longínqua entre duas pessoas. Crescemos com a ideia de monogamia enraizada e nos cobramos diariamente para sentir algo apenas por uma única pessoa.

Assim que nascemos, entramos num jogo cheio de regras, mas cadê aquele termo em que eu declaro que li e aceito as regras impostas pela sociedade? Não existe. É meio como um “vai lá e vive exatamente o que todo mundo espera que você viva”. E no meio dessas expectativas todas, encontrava-se Lee Jeno, um adolescente confuso e cheio de questões internas, mas que tinha uma verdade absoluta: gostava de duas pessoas. Dois meninos. Que eram seus amigos. E, como a maioria, contra a poligamia.

Renjun e Jaemin já eram amigos quando conheceram Jeno. O Lee havia se machucado enquanto brincava com Chenle e Donghyuck no parquinho, então Renjun, Jaemin e o seu irmão mais novo, Jisung, foram ajudar. Não podiam deixar o menino chorando, tinham que fazer alguma coisa, já que seus amigos pareciam perdidos.

Enquanto Jisung corria em sua casa, que era ali perto, para buscar curativos, Jaemin e Renjun ficaram e acalmaram o Lee. Ao menos tentaram, já que o mesmo não parecia disposto a parar de chorar, mas poxa, ralou o joelho! Tinha o direito de chorar o quanto quisesse, mesmo que fosse na frente daqueles meninos desconhecidos. Chenle e Hyuck iriam rir de si depois, mas pouco importava. Estava com problemas maiores— sim o machucado era um problemão— do que se importar com o que seus amigos estavam achando daquela situação toda. Depois de um curativo, lágrimas secas, algumas piadinhas e rápidas apresentações, os seis garotos começaram a brincar juntos, fingindo ser piratas e monstros do mar. E aquela foi uma longa tarde de sábado.

A partir daí, os garotos se tornaram inseparáveis. Faziam festas do pijama, lanchavam na mesma mesa na escola, e depois de um tempo começaram a sair juntos também. Isso até Jeno perceber que o que sentia por Jaemin e Renjun era diferente do que sentia pelo resto de seus amigos. Ele ainda não entendia muito bem, até decidir falar com Mark, o seu primo canadense. Jeno contou tudo, com direito a suspiros de amor e olhos marejados. O Lee mais velho explicou que tudo bem se sentir atraído por meninos, e que não tinha problemagostar de duas pessoas ao mesmo tempo. Explicou para Jeno o que era o não-tão-falado poliamor. E ele finalmente entendeu.

Estava apaixonado por seus dois melhores amigos. E isso fodeu com tudo.

Seu grupo de amigos se afastou um pouco, e sabia que a culpa era sua. Desde que começou a agir de forma estranha e inconsciente perto de suas paixões, criou uma barreira entre ele e o resto de seus amigos, mesmo que na maioria das vezes, simplesmente ignorassem isso e agiam da forma mais normal que conseguiam. Foi pensando nisso que decidiu contar para Chenle, Jisung e Donghyuck o que estava sentindo, e os mesmos concordaram que Renjun e Jaemin não aceitariam aquilo. Jeno ser gay? Ok, sabiam lidar, afinal eles mesmos tinham os dois pés na sigla, mas poligamia? Não, aquilo era muito pra cabeça de adolescentes de quase 18 anos. Não mesmo. Nunca.

Sofria diariamente, sendo forçado a agir normalmente com os amigos, ignorando o gigante elefante na sala, quando o que queria fazer era chutar aquele estupido animal e contar o que sentia. Contar que amava os dois amigos, que os queria como seus namorados, queria fazer coisas que casais fazem com eles. Queria tanto, mas tanto, que decidiu se afastar ou foderia com tudo. Jogaria no lixo uma amizade tão bonita e verdadeira, e não saberia como lidar com isso depois. Jeno era um covarde, com medo das consequências de seus atos, tinha medo de arriscar, ficando sempre na zona de conforto— nesse caso não tão confortável— e ele estava cansado disso, mas o que poderia fazer? Doía;

Doía como ralar o joelho. Doía como se sentir sozinho. Doía como perder alguém importante. Doía como estar sempre sentido, e nunca parar de sentir. Era doloroso como ralar o joelho, com a diferença de que um curativo não resolveria tudo. Jeno continuaria sentindo a ferida se abrir e infeccionar e nada poderia mudar aquilo. Talvez se contasse, mas...

Tinha medo de abrir seu coração para os amigos e não receber uma resposta, seja ela positiva ou não, porque o silêncio machuca e é sufocante, grita coisas tentamos esquecer e, não importa o quanto tampemos nossos ouvidos, o silêncio é constante, sempre presente, e nos lembra de tudo aquilo que nos machuca. Ele é barulhento. O silêncio fere, e Jeno não aguentaria.

Tudo seria mais fácil se Jaemin e Renjun não fossem tão encantadores, tão bonitos. O chinês tinha uma voz incrivelmente bela, e nas poucas vezes que cantava para Jeno, o seu coraçãozinho se derretia de amor, era demais para que aguentasse. Já Jaemin, tinha um sorriso lindo e calmante, era sempre tão carinhoso, dono do melhor abraço.

Os dois eram perfeitos, e ninguém poderia culpá-lo por se apaixonar, oras! Era só mais um adolescente com um fraco por meninos bonitos. E falando a verdade, que coração resiste a Renjun e Jaemin? Nenhum!

No meio de toda essa confusão, o coração do Lee se machucava cada vez mais, e ele tentava se manter firme, era o mínimo. Não poderia fazer nada por ora, e talvez nunca fizesse.

Em uma piscina de tristezas e angústias, Lee Jeno era a pessoa se afogando.

July 4, 2019, 12:20 p.m. 0 Report Embed Follow story
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