Habitantes Estranhos Follow story

thaycarolaine Thayná Carolaine

Ainda na década de 50 quando ainda havia preconceito com deficiências e doenças, duas crianças por curiosidade entram em uma passagem, e encontram pessoas que montaram seu próprio mundo para fugirem das humilhações vividos na sociedades por culpa do preconceito, uma aventura incrível que mostra que a aparência não define o caráter de ninguém e também ensina que assim como aquelas crianças encontraram pessoas boas poderiam ter encontrado pessoas más, então não se deve ser levado pela curiosidade.


Adventure All public.

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-Joseph-

Onde moro em todo cemitério á ao fundo um belo arco de folhas, o que será que há do outro lado? É assim que todos devem se perguntar, se é que existe outro ser tão curioso como a mim, pois ninguém nunca se quer entrou lá, ao menos eu acho isto.

Um arco todo coberto por folhas, e até algumas florzinhas brancas, notamos uma escada de concreto em baixo dela, o que nos fez imaginar muitas coisas, até pensamos que fosse uma entra antiga de algum palácio, imaginação de criança. E junto desse arco há uma grande cerca viva, tão extensa que parece que não tem fim, e alta que para se ver o que há do outro lado, só passando pelo arco.

Sempre tive curiosidade de passar por ele, só que tenho um pouco de medo, e quem não deve ter?! Se vou encontrar algo bom ou não, isso eu não sei, saberei apenas entrando lá, e coragem não me falta, sempre digo a mim mesmo: "-tenho certeza de que ainda entrarei neste lugar algum dia." repito para me encorajar cada vez mais, e não é que funciona. Mas tenho que concordar em algo, algo que um velho sábio me disse: "O que pode ser lindo por fora, nem sempre será do mesmo jeito por dentro".

É isto o que meu avô dizia para mim, sempre quando eu tocava no assunto, sobre o tal mistério da entrada do arco de folhas, ao fundo do cemitério da cidade. Pode ser um pouco confuso, porém dá para entender o que ele quis me dizer, quer dizer que a aparência pode enganar sobre o real perigo mais a frente.

"Naquele dia o menino sentou-se ao chão, com sua calça toda suja e seu suspensório todo de qualquer jeito e camisa amassada, tirou sua boina e coçou levemente a cabeça, suava tanto ao ponto de escorrer de sua testa até a gola amarrotada da camisa que nem branca era mais, e olhou fixamente para aquele pobre velho de cabelos grisalhos hipnotizado com algo do lado de fora, sentado em sua poltrona de couro já envelhecida confortavelmente com seu colete de tricô, estava observando de sua janela, suas flores plantadas com carinho e o sol que as iluminava, nem notará a presença de seu neto, então quando voltou-se a olhar para seu livro, percebeu o garoto ali sorridente.

-Ah, você esta aí! -Ele deu um leve riso, e colocou seus óculos.

Seu neto riu também, e aquele semblante que só seu avô conhecia.

-Conheço este olhar, o que você aprontou ou irá aprontar rapaz? –Lhe pergunta, olhando por cima de seus óculos.

-Se o senhor tiver tempo, queria conversar sobre um assunto, não se preocupe, eu só queria saber algumas coisas. –Respondeu-lhe tremendo, e gaguejando, como se fosse levar uma tremenda bronca.

-Deixa eu adivinhar, é sobre o cemitério novamente. Acertei? –Disse ele com suas sobrancelhas levantadas, querendo ter certeza do que se tratava, ou se já não seria pelo mesmo assunto de antes.

-Como o senhor adivinhou?! –Pergunta ele, inocente e assustado como sempre.

-Você só fala nisso ultimamente. O que quer saber? –Lhe responde rindo.

-O que o senhor sabe sobre aquele lugar? -Ele pergunta sério, como quem interroga uma séria investigação.

-Bom, ha uma lenda sobre monstros que ocuparam o cemitério, criaram um portal para seu mundo, e que todas as noites uma vampira horrivelmente pálida sai em cima de seu cavalo para se alimentar. -Contou ele como quem conta uma história de terror, mas logo em seguida ele riu, pois a face de Joseph estava engraçada.

-Você realmente acredita nisso? -Perguntou assustado.

-Claro que não, como já disse, é uma lenda. Pessoas juram terem visto alguém a cavalo saindo de lá, mas não sabemos se é verdade. -Explica ele a seu neto poucos minutos antes de adoecer."

Algum tempo depois eis que meu avô morreu, e em seu velório passei a admirar aquele lindo arco de folhas novamente, estava mais florido que o normal, achas-te que havia um lindo jardim do outro lado, mas quando finalmente tomei iniciativa e tive a idéia de passar por ele, vi que não era o que eu imaginava todo este tempo.

"-Você acredita em monstros, Joseph? - Pergunta Stacy depois que seu amigo lhe contou a lenda.

-Eu não sei, talvez não os que contam nas estórias, mas existem, em algum lugar. –Ele responde enquanto olha fixamente para o arco.

-O que está pensando em fazer? Joseph? –Stacy pergunta, mas percebe que seu amigo esta em outro lugar, e o puxa pela manga.

-O que foi?! –Grita ele, e todos o olham, principalmente sua mãe, com uma expressão de indignação, pois era o velório de seu pai, ele abaixou a cabeça e parou de conversar.

-Depois a gente fala sobre isso Stacy, agora não é hora. –Ele sussurra.

-Tudo bem. –Cochicha ela no ouvido de seu amigo, enquanto se equilibra na ponta dos pés.

Depois que chegou ao fim, eles acabaram ficando por ali, esconderam-se atrás de uma cripta enorme e diferente, seus pais nem perceberam, e assim que todos se afastaram do cemitério os dois levantaram-se, e deram uma observada no local, pois planejavam entrar lá.

-Eu tenho medo desse lugar. –Disse Stacy encolhida enquanto segurava a mão de seu amigo.

-Medo por quê? Parece um portal mágico, de conto de fadas. –Responde lhe sorrindo, imaginando o que poderia realmente estar ali.

-Mas fica em um cemitério. Você não vai entrar ali? Vai? –Stacy diz incomodada com as idéias de Joseph.

Eles decidiram ir embora, voltaram para casa.

-Esta bem, vamos para casa. Medrosa. -Ainda rápido e furioso com ela.

Vai o caminho todo chutando uma pedra, com as mãos no bolso ele pensava no que faria.

Na verdade, Joseph ainda planejava voltar ali e fazer o que tanto queria."

O que havia? Só grama, muita grama alta, mas também a nossa frente um caminho estreito, entramos, Stacy e eu. Mais adiante avistamos casas, de tons escuros e modelos assustadores, um tanto meio sombrios, que ótimo que no momento ainda estava claro, não suportaria ficar ali caso estivesse noite.

"Eles chegaram, conseguiram passar pelos que ali estavam, atravessaram o cemitério todo, e assim que chegaram onde queriam, apenas passaram.

-Onde está o jardim? –Se pergunta com uma expressão de surpresa, pois havia se deixado levar por sua imaginação.

-Que jardim? Na lenda não fala de jardim nenhum. –Pergunta ela, sem entender de que Joseph se referia.

-Mas por ser uma entrada tão linda, imaginei que pudesse haver um enorme e lindo jardim. –Prossegue ele com o assunto, meio decepcionado.

-É, o que eu vejo é um monte de mato, tenho medo do que tem depois dele. –Diz ela logo após, quase se arrependendo de onde chegou.

-Não deve ter nada demais. –Ele entra mato adentro.

-Joseph! Ai não! –Então ela fica desesperada, pois após ele entrar, não se ouviu mais nada.

Então ele volta, e tira sua cabeça para fora e assusta Stacy.

-Eu disse que não tinha nada demais! –Grita ele ao surgir do nada em meio ao gramado alto.

*grito*

-Não faça mais isso! Eu realmente me assustei. –Diz ela, brava com a mão no peito.

*risos*

-Me desculpa, eu não imaginei que você fosse se assustar tanto assim. -Ri ele de toda a situação.

Ela fica parada, muito brava e de braços cruzados.

-Já pedi desculpas. Você vem ou não? –Diz ele já sem paciência.

Então lá foi ela, quando chegaram do outro lado viram casas escuras, assustadoras, o que se passou na mente deles no momento, foi exatamente que talvez os monstros da estória fossem reais.

-Você disse que não havia nada. –Sussurra tremula.

-Não, eu disse que não havia nada demais. –Respondeu Joseph.

-Nada demais?! –Exclamou ela.

-São casas inabitáveis. Eu acho. –Responde não tão certo da situação.

Eles prosseguiram devagar, observando cada pequena construção, e perceberam que os tons escuros não eram suas colorações, mas sim porque aquelas pequenas casas, foram incendiadas."

Mas para meu azar, logo a noite veio a cair, e no céu ainda sem nenhuma estrela, o medo veio nos rodear, era como se estivéssemos em nossos quartos, quando temos pesadelos, mas ali não havia nem nossas cobertas mágicas para nos enfiar de baixo e nem nossas mães para nos acalmar, e pensei comigo, porque entrei aqui? Será que era para ser assim? Deveria mesmo ter acontecido isto algum dia?

Minha cabeça confusa, cheia de perguntas, não sabia se realmente estava sonhando ou não.

Meu desejo era que fosse um simples pesadelo que pudesse fechar os olhos e acordar tranquilamente em nossos quartos.

Aquele local era muito fora da realidade em que vivemos, mas também isso seja uma realidade que nos ausentamos, com medo de algo que eu não faço a mínima idéia.

Tentamos voltar, mas não havia aquela entrada por onde passamos, como sumiu? Nem eu sei ao certo o que houve, tal ao qual que neste local uma saída apenas, era prosseguir.

Stacy com medo, chorando muito, por pouco que não aceitou ir em frente, mas como sou o homem aqui, prometi ir à sua frente, prometi protegê-la, não que eu vá conseguir fazer isso, mas falei para acalmá-la, pois de nervoso já me bastava.

"-Calma, vai ficar tudo bem. - Disse ele a abraçando tentando.

-Mas eu estou com medo, não dizem que o medo nos salva de fazer burrices? -perguntou ela deixando ele mais trêmulo.

-sim, mas às vezes o medo também pode ser falho, como agora, não tem nada com o que se preocupar, não tem absolutamente nada aqui. -respondeu ele mantendo a pose de homem corajoso tentando confortá-la.

-Espero que você esteja certo Joseph. -disse ela caminhando vagarosamente em sua frente.

E atrás ele engolindo em seco seu pavor."

Bem meu nome é Joseph, não que está seja uma boa hora para me apresentar, mas se passar por anônimo nesta história que não irei, tenho nove anos, minha amiga Stacy também. Somos amigos desde que nós nos entendemos por gente, nossas famílias são amigas há muito tempo, começou com um "vai lá fazer companhia pra mocinha" e eu obedecia, até que crescemos e começamos a criar aventuras, criávamos maluquices sobre os vizinhos, e tudo acabava despertando nossa curiosidade, só que desta vez nossa curiosidade nos meteu em um possível grande problema.

Bem continuando a história...

Estava sentindo calafrios, como se algo passasse por mim, sem que eu percebesse, parecia que não estamos sozinhos, sentia a presença de algo que me fazia estremecer, com aquele lugar tão escuro, amedrontante, solitário, e morto, pensei que não agüentaria prosseguir, pois quanto mais conhecia onde estava, eu perdia a esperança de voltar para casa, mas fui forte e segui, talvez tudo o que senti não passou de medo, um grande medo que me fez alucinar.

No meio do silêncio ouço sons de galope vindo de trás de nós, forte e acelerado prestes a nos atropelar, logo saímos rápido da pequena estrada, e ficamos atrás de um arbusto, observamos que, desceu de um cavalo que por sinal era preto, uma moça de capa longa com capuz, capa de cor preta também, muito pálida e magra, cansada ela se sentou perto de uma arvore, seus cabelos avermelhados deixam a mais pálida como um vampiro ou algo do tipo, tirou ela algo de dentro de sua capa, um cantil arredondado e bebeu, pingou de seu rosto um liquido vermelho, pelo jeito aquilo era sangue, arregalados os olhos, mas permanecemos, ela então se recuperou e voltou a subir em seu cavalo novamente, e seguiu em direção a um bosque mais a frente, pois a estrada terminara ali.

-De repente eis que surge algo de trás deles, e pega Joseph, foi tão rápido que não se pode ver quem ou o que o capturou, e logo Stacy assustada corre para a estrada de chão novamente. Ela fica apavorada olhando para o arbusto, chama por ele pensando que talvez fosse uma brincadeira, mas percebe que não se tratava de brincadeira alguma.

Sem saber o que fazer, ela segue em direção ao bosque, idéia arriscada, porém já era tarde e não poderia voltar e ela não fugiria sem procurar o amigo.

June 25, 2019, 7 p.m. 1 Report Embed 3
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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Escrevo-lhe por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para ajudar os leitores a encontrarem boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. A Verificação não é necessária caso não tenha interesse em obtê-la, então, se não quiser modificar sua história, pode ignorar esta mensagem. E se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através do Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada em revisão pelos seguintes apontamentos retirados dela: 1)Pontuação: "Ainda na década de 50 quando havia preconceito com deficiências e doenças, duas crianças" em vez de "Ainda na década de 50, quando havia preconceito contra deficiências e doenças, duas crianças"; "entram em uma passagem, e encontram" em vez de "entram em uma passagem e encontram — o "e" está adicionando uma informação, não precisa vir separado por vírgula. Em "uma aventura incrível" há uma mudança de ideia central; portanto aconselho que essa frase se inicie em um novo parágrafo. "só tenho certeza de uma coisa, eu entrarei" em vez de "só tenho certeza de uma coisa: eu entrarei"; falta de vírgula em vocativos. 2)Verbo: uso de "á" em vez de "há" para denotar existência: "Em todo cemitério á ao fundo" em vez de "Em todo cemitério há ao fundo". 3)Grafia: "se quer" em vez de "sequer" — "se quer" é equivalente a "se deseja" enquanto "sequer" possui semelhança com "nem mesmo" ou "ao menos"; "A!" em vez da interjeição "Ah!". 4)Acentuação: "esta" em vez de "está"; "ira" (que significa ódio") quando se quer dizer "irá" (futuro do verbo "ir"). Obs.: os apontamentos acima são exemplos, há mais o que ser revisado na história além deles. Aconselho que procure um beta reader; é sempre bom ter alguém para ler nosso trabalho e apontar o que acertamos e o que podemos melhorar, e os betas do Inkspired, quando contratados, fazem uma análise detalhada da sua história e a enviam através de um comentário. Caso se interesse, esse recurso também é disponibilizado pelo Inkspired através do Serviços de Autopublicação. Além disso, também temos o blog Tecendo Histórias, que dá dicas sobre construção narrativa e poética, e o blog Esquadrão da Revisão, que dá dicas de português. Confira! Bom... Basta responder esta mensagem quando tiver revisado a história, então farei uma nova verificação.
July 22, 2019, 8:13 a.m.
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