Não Era Ciúme Follow story

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Não, Bakugou não estava a sentir ciúmes. Nem quando percebeu que o seu cacifo estava vazio, nem quando chegou à sala e viu Midoriya a entregar chocolates a todos os colegas, não, não eram ciúmes, ele iria acabar por encontrar o seu chocolate no cacifo, certo? [BakuDeku # Especial São Valentim]


Fanfiction Anime/Manga Not for children under 13.

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Não Era Ciúme - Capítulo Único

O que estava a sentir ao entrar naquela sala de aula, definitivamente não eram ciúmes, Bakugou não queria, nem iria, considerar estar a sentir tal sentimento naquele dia, o, momentaneamente maldito, dia dos namorados, o dia idiota que alguém tinha inventado, provavelmente só por querer receber chocolates de alguém em particular.

Para Bakugou, era o que esse dia significava, o dia em que recebia chocolates de diversas pessoas, desde da sua mãe, até pessoas desconhecidas que nunca tinha visto na vida, ou não tinha dado importância. Receber chocolates era algo ao qual Bakugou já se tinha habituado, pois, apesar da personalidade um pouco explosiva que possuía, sempre fora muito popular.

Nos primeiros anos, ainda no infantário, aceitava os chocolates de bom grado, fazendo inveja aos colegas que tinha à sua volta, pois ele era o que os recebia em maior número, independentemente de serem caseiros ou comprados. Não que esse facto fosse relevante para Bakugou, muito menos os sentimentos que as pessoas tinham ao lhe darem os chocolates, já que ele apenas os comia, sem nunca corresponder a sentimento algum.

E a principal razão para isso, era que a única pessoa à qual Bakugou queria corresponder, não lhe dava os chocolates diretamente, talvez por vergonha, ou medo da reação do loiro, o que acabava por deixá-lo ligeiramente mais impaciente com o passar dos anos.

Mas, Bakugou era observador e inteligente o suficiente para saber que, o embrulho feito de forma confusa e desajeitada, que recebia anualmente nos seus cacifos escolares, com chocolates visivelmente caseiros, não só pela aparecia, um pouco estranha e atrapalhada, como pelo sabor, um pouco estranho e por vezes muito doce ou muito amargo, eram de uma única pessoa, que tinha estado presente na sua vida desde que se recordava, e era a única que o tinha acompanhado desde da infância até aos dias atuais. Bakugou não tinha dúvida alguma de que esses chocolates eram do seu amigo de infância, Deku.

E aqueles eram os únicos chocolates que Bakugou aceitava verdadeiramente feliz, e esperava ansioso por receber, todos os anos, com um sorriso no rosto. E essa, tinha até sido uma das razões para Bakugou deixar de aceitar chocolates no dia de são Valentim há alguns anos, quando, numa conversa que o próprio tinha iniciado com Deku, com o intuito de fazer o amigo admitir que era o seu admirador secreto, já que nunca deixava o seu nome ou alguma carta com o embrulho, em que Midoriya dissera, com lágrimas nos olhos, que Bakugou deveria apenas aceitar chocolates aos quais poderia corresponder aos sentimentos da pessoa que os entregava, pois, caso contrário, estaria a dar falsas esperanças à pessoa, e isso era algo doloroso.

Ver Midoriya falar consigo daquela forma, tão sincera, triste e parecendo dececionado, fez Bakugou mudar o seu pensamento em relação ao dia dos namorados, não mais aceitando chocolates para tê-los em maior número, agora recusava todos, dizendo que apenas iria aceitar de uma única pessoa.

Claro que nem todas as pessoas desistiram, muitas, em vez de entregarem pessoalmente, como faziam antes, deixavam no cacifo do loiro, que se irritava e ia devolver os chocolates a todas as pessoas, sabendo perfeitamente quem tinha dado qual, mesmo os que não estavam identificados. E, no final do dia, ia apenas com um chocolate para casa, satisfeito por saborear os dotes culinários de Deku, que melhorava claramente a cada ano.

No entanto, aquele ano estava a ser diferente, pois, normalmente, assim que chegava à escola e abria o seu cacifo, estava sempre lá o chocolate tão aguardado. Então porque razão o seu cacifo estava vazio naquele dia? Isso fez Bakugou andar até à sua sala ligeiramente irritado, pronto para pedir satisfações a Deku.

Mas a cena que viu, deixou-o ligeiramente em choque, esquecendo-se por um momento o que iria fazer.

Midoriya estava a dar chocolates. Não apenas a Uraraka e Todoroki, que pareciam cada vez mais próximos de Deku, ele estava a distribuir chocolates por todos os alunos da turma 1-A, o que só fez Bakugou irritar-se e o ciúme, que o mesmo tentava convencer-se de que não era tal sentimento, preenchê-lo.

Houveram apenas duas coisas que impediram Bakugou de gritar e explodir a sala de aula onde se encontravam.

A primeira, o facto dos chocolates serem claramente comprados, daqueles mais pequenos e com embrulhos bonitos e arranjados comercialmente, o que ia contra os habituais chocolates caseiros que recebia anualmente. E o segundo, foi o facto de Deku, ao dar os chocolates, dizer que eram de amizade e agradecimento a todos da turma que o tinham ajudado desde o início do ano.

Isso significava que, os chocolates que Bakugou recebia eram claramente especiais, eram únicos e exclusivos para si, e qual a importância de os receber no inicio do dia? Ele só os comia quando chegava a casa, então poderia esperar até ao final do dia para tê-lo, acreditando que era isso que aconteceria.

E, mesmo após receber o “chocolate de amizade” de Midoriya, Bakugou continuava a acreditar que lhe ia ser entregue o outro tipo de chocolate, comendo o de amizade logo, quando viu o olhar brilhante de Midoriya sobre si, em expectativa.

Durante o resto do dia, Bakugou ia recusando os demais chocolates que lhe eram oferecidos, com as mesmas palavras dos anos anteriores, só aceitava chocolates de uma única pessoa, e essa pessoa era facilmente identificada pelos restantes alunos da turma 1-A, e até de outras turmas, mas a pessoa em questão mantinha-se em silêncio, apenas a observar o loiro de longe.

Bakugou mal se pode concentrar devidamente nas aulas que tiveram durante o dia, pois só queria que as mesmas terminassem logo, para que ele pudesse ir confirmar que o seu chocolate estaria no seu devido lugar, no seu cacifo, à sua espera, como sempre estava.

Qual não foi a sua surpresa ao constatar que, após terminarem as aulas, o seu cacifo estava cheio de chocolates, pelos vistos na academia continuava a ser popular, não que se admirasse, mas logo se preocupou em procurar o embrulho pelo qual ansiou receber naquele dia, irritando-se, e ficando dececionado, quando notou que o mesmo não se encontrava lá.

Aquilo não fazia sentido para si, onde estava o seu chocolate? Teria Deku se esquecido dele em casa? Ele era distraído, então era uma possibilidade. Ou teria desistido de lhe dar chocolates no dia de são Valentim? Mas, porquê? Teria desistido dos seus sentimentos pelo loiro? Teria criado sentimentos por outra pessoa? Não, Bakugou não aceitaria isso, iria falar com Deku e abrir o jogo, dizer que sempre soube que ele era o seu admirador, não tão, secreto, e iria tirar satisfações por ainda não ter o seu chocolate na mão àquela hora.

Não precisou procurar muito, logo viu os cabelos inconfundíveis de Midoriya, o mesmo estava de costas para si, encostado no portão da academia. Bakugou aproximou-se apressadamente, e quando estava próximo o suficiente, gritou o apelido de infância do amigo que, assustado pela voz repentina e tão próxima de Bakugou, acabou por dar um pequeno salto.

Assim que os olhos verdes de Midoriya se encontraram com os vermelhos de Bakugou, um leve rubor fez-se presente nas bochechas sardentas de Deku, que estava claramente envergonhado pela aproximação repentina, e pelo facto de ter o olhar de Bakugou direcionado a si, de forma tão profunda.

Nesse momento, Bakugou suavizou a expressão do seu rosto, assim que os seus olhos se direcionaram para o que Midoriya tinha nas mãos, era um embrulho, claramente feito pelo próprio, de tão desajeitado que estava. Um sorriso suave, e ligeiramente vitorioso, fez-se presente no rosto de Bakugou, que logo voltou a encarar os olhos de Midoriya, arqueando uma sobrancelha, e Deku apenas corou ainda mais, desviando o olhar.

No entanto, não durou nem um par de segundos, para Midoriya voltar a levantar o olhar e encarar Bakugou de forma determinada.

– Para ti Kacchan. – Disse erguendo o embrulho em direção ao loiro, que permaneceu em silêncio. – Eu sei que só aceitas chocolates de uma única pessoa. – Justificou-se com a voz nervosa. – E por isso já estou à espera que rejeites. – Comentou mordendo o lábio inferior, continuando a falar claramente nervoso. – Mas… eu dou-te sempre chocolates neste dia. – Admitiu fechando os olhos rapidamente, abrindo-os lentamente, encarando o chão com um olhar triste. – Talvez não os tenhas notado, já que, como és incrível, recebes muitos, mas. – Voltou a encarar o loiro, vendo a sua expressão, surpreendentemente, neutra, ganhando coragem para continuar. – Mesmo assim… eu deixo-os sempre no teu cacifo, porque… eu, já há muito tempo… gosto de ti Kacchan. – Confessou fechando os olhos, ainda com o embrulho erguido.

Bakugou, assim que Midoriya terminou de falar, agarrou o embrulho e bufou, desviando o olhar, tinha o rosto corado e um sorriso nos lábios, Deku tinha acabado de se declarar para si, algo pelo qual já esperava há algum tempo, não conseguindo conter a felicidade.

– Já estava a demorar. – Murmurou Bakugou mantendo o sorriso no rosto, abrindo o embrulho, vendo os chocolates com uma aparência bastante boa, tendo em conta que tinha sido Deku a fazê-los.

Provou um pouco, deliciando-se com aquele sabor, já tão nostálgico e cada vez mais delicioso, mas lembrou-se de algo na declaração de Deku que lhe tinha feito surgir uma dúvida.

– Deku, tu sabes quem é a única pessoa de quem aceito chocolates? – Perguntou Bakugou, parando de comer, arqueando uma sobrancelha.

Midoriya estranhou a pergunta, ainda admirado com o facto de Bakugou não só ter aceite o seu chocolate, como por ter começado a comê-lo.

– Sim, a tua mãe. – Respondeu com um sorriso, como se fosse uma coisa obvia, mas quando Bakugou fez uma expressão incrédula, Midoriya duvidou da própria resposta, fazendo uma cara confusa, voltando a falar, para confirmar. – Não é?

– O quê? – Gritou Bakugou incrédulo, como é que Deku poderia ser tão observador em relação a umas coisas, enquanto que outras não tinha noção alguma. – Claro que não. – Negou bufando. – És tu, seu idiota! – Confessou ligeiramente corado.

– E-eu? – Perguntou Midoriya incrédulo, ficando ligeiramente corado, ganhando esperanças sobre ter os seus sentimentos correspondidos.

– Sim. – Confirmou o loiro passando uma das mãos no cabelo, suspirando. – Quem mais me daria chocolates caseiros com aquela aparência? – Perguntou retoricamente, vendo Midoriya abrir a boca espantado. – Se não soubesse que estavas apaixonado por mim, ia pensar que me querias envenenar. – Comentou, rindo ao lembrar-se da aparência que os primeiros chocolates tinham.

Deku permanecia num estado de choque, não acreditando no que ouvia, vendo Bakugou comer mais um pouco de chocolate.

– Idiota. – Disse Bakugou continuando a saborear o que lhe tinha sido oferecido e, ao ver que Midoriya ainda estava confuso e a desacreditar, pegou num pouco de chocolate e levou-o à boca de Deku, que a abriu em reflexo, começando a comê-lo, vendo Bakugou lamber os dedos que tinham tocado os seus lábios, percebendo naquele momento que não era um sonho.

– Mas… mas, tu nunca me disseste nada sobre isso. – Disse Deku cruzando os braços e fazendo beicinho.

– Tu sabes muito bem que eu devolvia todos os chocolates. – Comentou Bakugou num sussurro, ligeiramente irritado. – Então porque achas que nunca recebeste os teus de volta? – Perguntou retoricamente, arqueando novamente uma sobrancelha, divertindo-se com a expressão constrangida de Midoriya.

Deku tinha percebido isso há algum tempo, ouvia todas as pessoas que davam chocolates a Bakugou refilarem e lamentarem por terem os seus chocolates rejeitados ou devolvidos, e estranhou isso não lhe ter acontecido. O seu lado pessimista queria fazê-lo acreditar que Bakugou simplesmente o deitava fora, por não saber de quem eram, mas por outro lado, Deku queria acreditar que era por ser correspondido, tendo apenas coragem naquele ano para confirmar.

– Então… era eu. – Observou Midoriya corado, e com um sorriso suave nos lábios, Bakugou concordou sonoramente.

– E este ano demoraste. – Comentou Bakugou, terminado de comer, satisfeito. O seu chocolate daquele ano, por alguma razão, estava ainda mais delicioso que os outros que já tinha recebido.

– Bem, eu não queria entregar secretamente este ano. – Admitiu Midoriya, brincando com os dedos. – Eu queria receber uma resposta. – Confessou corado, encarando Bakugou com um brilho nos olhos.

– Realmente. – Murmurou Bakugou aproximando-se de Midoriya. – És mesmo um idiota. – Sussurrou rente aos lábios de Deku, logo os tomando para si, iniciando um beijo, que fora rapidamente correspondido.

O beijo era doce, desejado por ambos os lados, aproveitado na mesma intensidade, no entanto, tiveram de se separar, e quando o fizeram, ambos estavam corados, com sorrisos nos rostos.

– Espero que tenha servido como resposta. – Disse Bakugou, deitando o embrulho fora e, ao ver Midoriya concordar com a cabeça, pegou-lhe na mão. – Vamos embora. – Disse entrelaçando os seus dedos nos de Deku, que se surpreendeu pelo ato.

– Juntos? – Perguntou incerto, andando ao lado de Bakugou, encarando as mãos de ambos.

– Claro, estamos juntos, então isso é obvio nerd. – Respondeu Bakugou revirando os olhos.

– Juntos, como se fossemos namorados? – Questionou Midoriya envergonhado, desejando uma resposta positiva.

– Não é como se fossemos, nós somos, ou nem isso percebeste? – Perguntou Bakugou com um sorriso divertido nos lábios ao ver o rosto de Deku voltar a ficar rubro.

Afinal, aquele dia não tinha sido tão mau como pensou, quando abriu o cacifo e o mesmo se encontrava vazio. Afinal aquele sentimento ao ver Deku distribuir chocolates, realmente não tinha sido ciúmes, Bakugou simplesmente estava a cuidar do que, agora oficialmente, era seu.

June 21, 2019, 7:20 p.m. 0 Report Embed 1
The End

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Beatriz PFT25 Viciada em BNHA! ❤ Apaixonada pelo Todoroki Shouto! ❄❤🔥 Escrevo nos tempos livres! ✍ TT: Beatriz_Kami7 Sintam-se livres para falar comigo :3 Tenho conta também no Spirit, Wattpad e Nyah, todas com o mesmo nome

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