My Dream, My Gift, My Love Follow story

ethy_k Ethan K.

O que acontece quando o amor chega? Jack está confuso e apreensivo. O que está tomando conta de seus pensamentos tem nome, endereço e muito pelo. É chegado o natal e tudo o que deseja é ganhar um presente, porém, este vem com um bônus especial. Couple: BunnyJack ♥ Filme: Rise of the Guardians / A Origem dos Guardiões ~Plágio é crime, sejam honestos (≧◡≦) ♡


Fanfiction Movies For over 18 only.

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Capítulo Único

"Eu sou um guardião!"


A lua me escolheu em uma noite fria... No início achei que estivesse sonhando, mas não. Era real. Não que eu imaginei que fosse me tornar um guardião. Mas confesso que sempre achei maravilhoso fazer nevar, ver flocos branquinhos caindo e empilhando ao redor. E as travessuras... Ah, a melhor parte da coisa toda, com certeza.


Nos últimos trezentos anos sempre quis saber aonde pertencia, porque estava aqui, quem eu era... Mas a lua nunca respondeu minhas pergunta... Isso me deixou intrigado, mas fui-me acostumando com meu cajado e adoro bagunçar tudo, me divertindo por aí, fazendo flocos brancos caíram e deixarem tudo com aquele belo manto branco e frio.


Foram tempos duros quando o Breu apareceu... E quando Sandman se foi... Me senti tão culpado. Na verdade me senti culpado muitas vezes, mas consegui finalmente ser reconhecido e isso me deixou verdadeiramente feliz... Sou um guardião, é oficial.


Mas... Como nem tudo poderia ser um belo dia de neve... Ainda continuo não entendendo algumas coisas e, uma delas, é o que está doendo aqui dentro. Ainda me lembro bem daquele sorriso quando Jamie disse para aquele cabeça dura que eu não deixei que desacreditasse nele... Mas não queria apenas isso... Queria mais... Algo estava gritando em meu interior...


Depois que as coisas voltaram ao normal, como é obvio, ele voltou para a toca rapidamente. Antes de descer pelo túnel trocamos algumas palavras, mas foi apenas isso... Me reconheceu como um guardião mas pediu para que eu ficasse longe dele... Eu queria ficar perto, poxa. Mas ele nunca vai entender isso. É um marrento que só sabe pensar em ovos coloridos, Pascoa, caça aos ovos, e que eu não o cause dores de cabeça.


Oras, quando foi que eu fiz isso? Eu baguncei sua caça aos ovos algumas vezes sim, não nego, mas era para me divertir e as crianças achavam o máximo... Nem queiram saber a cara mal-humorada dele. Faltou pular sobre mim e apertar meu pescoço... Confesso que tive um pouco de receio nessa hora. Deu um calafrio e tanto!


— Jack, pensa rápido... — Estava distraído, perdido em meus devaneios e nem notei que Jamie estava por perto e me acertou uma bola de neve na cabeça.


— Ora, seu pestinha. — Ri alto e peguei outra bola de neve. Joguei contra ele, mas notou logo que eu estava... diferente? Meu sorriso estava apagado.


— Jack, o que houve? Parece... desanimado. — Eu o deixei preocupado... que espécie de guardião eu sou?


— Não foi nada... Apenas, coisas de guardião. — Respondi com simplicidade. Ele não acreditou muito.


— E guardiões devem estar tristes? — Me pegou e cocei a nuca. É um garoto muito esperto... O primeiro a me ver, digamos que tenho um carinho especial por ele.


— Não estou... Talvez um pouco... — Me levantei da estátua onde estava sentado e planei até ao chão, começando a caminhar em seguida. Ele me seguiu apressado, acho que esperava uma resposta. Estava preocupado.


— Jack... Jack Frost...


— Eu estou bem, ok? — Respondi sem parar de andar. Ele continuava me seguindo. Não queria deixa-lo preocupado.


— Eu sei que não está... — Ele falou. Parei e fez o mesmo, instantaneamente. Suspirei pesado e me agachei a frente dele.


— Apenas... Você sabe... Coisas do coração... — Estava meio sem jeito, mas ele é uma criança curiosa, o melhor era falar logo. Senti minhas bochechas corarem e ele tocou meu peito, do lado esquerdo. Confesso que me surpreendeu.


— Ah? Sente alguma coisa? Dói? Está doente? Espera... Guardiões adoecem? Jack, não quero que acont...


— Estou bem... Vai uma voltinha de trenó? — Perguntei tentando soar bem animado... Mas não sei se fui muito convincente.


— Está mesmo bem? — Ele fez aquele ar desconfiado. Acenei e abriu um sorriso enorme. Crianças sempre querem se divertir. — Boa. Então vamos. — Falou animado.


— Fé em mim e prego a fundo... — Falei mais animado e logo comecei a fazer o caminho de gelo enquanto ele deslizava rindo as gargalhadas. Seus amigos começaram a se juntar a nós e virou uma festa. Ao menos consegui dar uma animada. E eles, nossa, estavam muito entusiasmados. Isso me enchia de felicidade.


Nessa noite tudo estava calmo. Com a derrota do Breu, Sandman voltou a trazer os sonhos felizes a todos... Eu queria que esse homenzinho dourado me desse um sonho gostoso também... E eu poderia sonhar com ele.


Não devem conseguir imaginar um Jack Frost triste... Talvez... Não exatamente triste... Ah, como eu queria saber transmitir isso para vocês e então poderiam senti-lo mas... Não consigo. Acenei para Sandman assim que ele veio ter comigo sobre o telhado. Nos tornamos próximos desde então e era bom conversar com ele.


— E então? Muitos sonhos? — Perguntei sorridente e ele acenou frenético. Começou a criar essas figuras de areia dourada que só me deixavam baralhado.


— Woow... Entendi, entendi... — Suspirei pesado. — Está uma noite calma... — Comentei distraído. Ele franziu o cenho e me olhou desconfiado. Um ponto de interrogação se formou sobre a sua cabeça e eu sei que ele quer saber o que eu tenho.


— Nada de mais... Saudades, talvez. — Ele ficou mais confuso ainda, sorri e peguei meu cajado fazendo um desenho do coelho ali mesmo no telhado da casa. Ele sorriu e colocou a mão em meu ombro. Um coração partido em dois apareceu sobre sua cabeça, acabei rindo, ainda que baixo.


— Você é esperto. — Fiz uma careta, ele sorriu animado e assentiu com a cabeça. — Melhor eu cuidar dos flocos de neve... Estamos quase no natal, e não existe natal sem neve... Ou sem o North e os presentes. — Rolei os olhos ao falar a última frase e ri. Sandman já me olhava de forma reprovadora.


— Não diga isso ao North. — Sorri e sai dali voando e comecei a fazer a neve cair. Branca, fria... Mas reconfortante. Enquanto voava por aí, estava pensativo... E se eu dissesse isso a ele? E se eu fosse ter com ele? E se... Simplesmente não dá...


Acabei passando dias pensando no que fazer. Pensando em vários "ses" mas acabei por não chegar a conclusão alguma. Finalmente o natal veio. Todos estavam eufóricos e eu tratava de fazer nevar em todos os lugares. North logo sairia para trazer os presentes tão esperados por todos... Eu queria vê-lo, aquele velho sempre me dá bons conselhos. Mas não teria coragem para falar sobre isso com ele.


Depois de terminar meu trabalho, que amo muito fazer, voltei a me sentar sobre um dos telhados. Me encolhi, puxando os joelhos para perto do rosto e abracei minhas pernas. Coloquei meu capuz e fique ali encolhido.


O que eu faço? Isto... está me matando... Que droga...


— Ei, moleque... — Norh apareceu com um sorriso enorme que se apagou quando olhei para ele. — Jack? Você está bem?


— Estou... Apenas um pouco... — Forcei um sorriso.


— Para baixo? O que é isso. Hoje é Natal... HOHOHO. — Sorriu amplamente me fazendo levantar. Imaginem que me agarrou pelo casaco e tirou meus pés do chão com grande facilidade. Acabei rindo com isso...


Me senti uma pluma.


— E cadê meu presente? — Perguntei sorridente. Não se pode estar triste perto desse grandalhão. Ele sempre vai te fazer sorrir, acreditem, eu sei.


— Deixa isso para as crianças. A menos que queira um brinquedo. — Ele riu. Rolei os olhos e fiz uma careta divertida.


— Talvez um coelho... — Deixei escapar sem querer e ele sorriu cúmplice... Acho que entendeu o que eu quis dizer... Ou talvez não.


— Isso pode se arranjar. — Pegou uma caixa do seu enorme saco e me entregou. — Agora trate de sorrir, não quero tristeza no meu grande dia.

— Certo, certo. Obrigado, North... — Falei com um sorriso e ele acenou antes de descer pela chaminé da casa aonde eu estava sentado.


Esperei que ele fosse embora para desfazer o embrulho... Adivinhem... Realmente tinha um coelho. Sorri abraçando o coelho de pelúcia. Aproveitei que estava mais animado e fui voar por ai enquanto fazia desenhos de gelo nas janelas das crianças. Sandy estava por perto cuidado dos seus sonhos, aposto que todos sonhavam com presentes... Até mesmo eu... Mas era um presente grande, peludo e muito mal-humorado e cheio de si! Haja ego para Bunnymund.


Quando penso desse jeito, melhor eu não falar nada e continuar na minha. Mesmo que doa... Muito... Isso é muito confuso. Não deveria ser permitido a um guardião se apaixonar... Mas aconteceu... Aquele sorriso lindo... Seu olhar... Tudo nele parece tão... Mágico.


Como isso aconteceu? Eu gostaria tanto de ter essa resposta... Não sei. Aconteceu, somente. E agora aqui estou eu. Sentado sobre essa escultura, olhando para um coelhinho de pelúcia e imaginando-o aqui. Chego a ser patético.

— Se ao menos você pudesse olhar para mim com os mesmos olhos... E me dar o mesmo sorriso. Meu sonho poderia se tornar realidade?


— E porque não, hã? — Me assustei e caí sobre um monte de neve. Olhei em volta, tinha uma sombra ao lado da escultura... Uma sombra grande, com duas orelhas familiares muito peludas.


— Desde quando você se ocupa de ouvir os pensamentos dos outros? — Perguntei um pouco emburrado, embora estivesse feliz por ele estar aqui e ter ouvido isso e... Ao menos não tenho que pensar em mil e uma formas de dizer o que sinto.


— Desde quando esses pensamentos são tão altos que dá para ouvir há quilómetros. — Falou com seu ar de superioridade, que novidade.


— O que quer aqui? Não é costume seu sair da toca antes da Pascoa, Canguru. — Voltei a me sentar sobre a estátua.


— Não quando tenho assuntos para tratar aqui em cima. E é COELHO, pirralho! — Ele saiu de detrás da estátua e olhou para mim, ralhando e abraçando seu corpo por causa do frio.


— E que assuntos seriam esses, Can-gu-ru? — Perguntei, travesso, descendo para o chão e o encarei. Ele corou levemente, isso me deixou confuso e sem jeito.


— Assuntos... O que isso te interessa de qualquer forma? — Ele me pegou... Fiquei sem saber o que dizer. Vamos Jack, você pode pensar em alguma coisa.


— Isso... Realmente não me interessa... — Dei-lhe as costas e comecei a caminhar no sentido contrário a ele... Eu sabia. Não tenho chances algumas. Suspirei pesado olhando para o coelhinho que tinha nas mão e o abracei.


— Desde quando Jack Frost se dá por vencido tão facilmente? — Ele perguntou, sua voz parecia próxima, mas não parei de andar... Até sentir seus braços me envolverem.


— Não me dei... — Murmurei com um pequeno sorriso.


— Realmente é um moleque. E ainda assim pegou algo precioso de mim... Eu fui muito descuidado. Ninguém pega nada de Bunnymund dessa forma tão descarada e sorrateira! — Ele falou com seu ar irritado de sempre e me virou para ele. Desviou o olhar por um instante, parecia sem jeito e eu... Estava totalmente sem graça e nas nuvens. Meu rosto estava quente e o tom pálido mudou rapidamente para rosado.


— E o qu... — Antes que eu pudesse responder ele me beijou... Não pensei em mais nada e apenas deixei cair o cajado e o coelho de pelúcia. Abracei-o com todas as minhas forças, seus braços envolveram minha cintura e... Se isso é um sonho, eu não quero acordar dele... Nunca mais.


Lá em cima, no céu, além da lua que nos comtemplava, Sandman formava corações de areia com um sorriso.


— Afinal ele conseguiu seu sonho, ah, companheiro... E seu presente... — Falou North para o homenzinho dourado que acenou sorridente.


— HOHOHO... Feliz Natal para Todos... — A voz de North ecoou pelo mundo todo enquanto voava no seu trenó puxado pelas renas, certamente voltando para o Polo Norte. Não me lembro se ouvi isso ou não... Enquanto me perdia naquele beijo e o abraço caloroso.


Mesmo não acreditando que seria possível, eu realmente consegui que meu sentimento alcançasse esse coelho que nunca saberei no que está pensando...


Mas, de uma coisa eu nunca esquecerei... Essas palavras que Bunnymund sussurrou entre o beijo e que aqueceram totalmente o meu coração.


— Eu te amo...


Por isso, continuem acreditando, mesmo que pareça algo totalmente impossível. Nada o é realmente... E eu o sei agora, mais do que nunca.

June 9, 2019, 4:02 a.m. 0 Report Embed 1
The End

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