Hebi Follow story

ayzu-saki Ayzu Saki

Anos no futuro existe um herói chamado Hebi. Ele é importante. Ele precisa nascer. Ainda bem que existem viagens no tempo.


Fanfiction Not for children under 13.

#humor #crack #viagens-no-tempo #Habuko-Mongoose #kirishima #crackdosnamorados #desafiodosha #cracksurpresa
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Capítulo Único

Kirishima teve alguns momentos extraordinários nos últimos três anos da sua vida.

Por um lado, ele podia se orgulhar de seu crescimento, como futuro herói e como pessoa. Ele não era mais o cara inseguro de anos atrás e havia há muito se tornado confortável em sua própria pele. Por outro lado, ele podia passar alguns dias sem experiências de quase morte, fato difícil desde o primeiro ano em U.A. Ele não era nenhum Midoriya e Baku-bro no quesito de arranjar problemas, aqueles dois eram a definição de catnip para vilões, mas ele já havia passado uns maus bocados, na maioria das vezes apenas por estar no lugar errado e no momento errado. Ou certo? Vai saber.

Enfim, voltando ao ponto: problemas com experiências de quase morte. Não muito legal. Ainda mais com apenas 3 semanas antes da graduação.

Era o tipo de coisa que Aizawa-sensei havia classificado como ‘evitar a todo custo’. E ainda assim, cá estava Kirishima debaixo de uma pilha de concreto depois de uma noite não muito agradável no estágio. Mesmo sua quirk só lhe dava certa vantagem quando um prédio inteiro era derrubado na sua cabeça, então ele apenas esperava que alguém o tirasse dali rapidamente.

Para agravar mais a situação, seu comunicador não estava funcionando, e com o inferno que estava Hosu naquela noite, com ataques vindos do nada, ele só esperava que alguém notasse sua ausência e logo.

- É só se acalmar. – Murmurou tentando se mover da pilha de destroços, mas parando quando viu os pilares começarem a ceder. – Merda, ficar parado, certo.

Estava ficando difícil de respirar ali.

E foi quando ele viu a serpente. Negra com olhos vermelhos, o tamanho colossal enquanto deslizava pelos destroços dava margem a sua anormalidade. Como se o fato de ela estar ali já não atestasse isso.

De bruços Kirishima paralisou, deixando sua pele mais rígida o possível caso viesse um ataque, mas o animal apenas o fitou, a língua de fora testando o ar e olhos estranhamente inteligentes para um animal.

E parece que fitar aqueles olhos foi um erro, pois a paralisia repentina que o tomou nada tinha com medo. Os olhos hipnóticos continuavam a o fitar intensamente e Kirishima tentou falar algo, mas até suas cordas vocais estavam paralisadas. Sentiu sua quirk ceder e pensou que morreria ali, ainda mais quando viu a serpente avançar em sua direção rapidamente.

Foi engolfado no abraço da serpente e arregalou os olhos quando notou que o animal havia se tornado rígido como pedra. Em segundos notou que ele não o apertava, mas sim o protegia dos destroços, lhe dando espaço o suficiente para respirar.

Um estrondo o fez sair do estupor da situação inusitada. E logo se seguiu um frio repentino e conhecido que o fez relaxar em alívio. Shoto estava a caminho, nem mesmo sabia que ele estava em Hosu.

Viu colunas de gelo se formando e segurando os debris e testou sua voz em vão. Ele tinha que avisar ao amigo para não machucar o animal que havia livrado sua pele – literalmente – de ser esmagada.

-Hebi.

Uma voz feminina o fez arregalar os olhos. Aquela não era a voz de Shoto. Tentou virar o pescoço e ver quem estava ali, mas tudo o que viu foram cabelos brancos e sardas.

-Achou seu otou-san?

‘O quê?’

-Cryo, ele ainda pode te ouvir.

- Ah, merda.

E parece que a serpente falava. É, Kirishima devia ter batido a cabeça. Sentiu o animal se enrolar um pouco mais ao redor de si e o ouviu suspirar exasperado. Porque parece que ele podia suspirar exasperado também.

- Deku não vai ficar muito feliz com isso. – Sentiu o corpo ao redor do seu mudar e logo um homem o segurava nos braços. Os cabelos eram negros e espetados, os olhos vermelhos eram estranhamente familiares e os dentes pontudos. Se não fossem as escamas negras ele juraria que havia sido copiado. O homem o fitou e sorriu, o segurando com tanta facilidade nos braços que era desconcertante. - Só tira a gente daqui. Ele vai apagar em três segundos.

Antes de conseguir ouvir a resposta a escuridão o tomou e não viu mais nada.

Kirishima acordou no meio do asfalto com Bakugou estapeando seu rosto e paramédicos ao redor. Ninguém viu como saiu dos destroços e a última imagem na sua mente eram dos olhos vermelhos da serpente no rosto de um homem estranhamente familiar que o carregava ao lado de uma mulher de cabelos brancos ainda mais familiar.

Kirishima estava confuso, mas pelo menos estava vivo.

........................................................

Três semanas depois e Kirishima havia jogado o acontecido para algum recanto da sua mente, ainda mais quando tudo foi indicado como alucinação pela equipe médica. Uma concussão severa faz isso com alguém.

Na noite da graduação toda classe 3-A decidiu comemorar alugando um salão. Familiares e amigos foram chamados, e Kirishima estava tendo uma ótima noite, até ouvir sem querer a conversa de Tsuyu-chan com uma das amigas que foram convidadas. Ele lembrava vagamente de Mongoose, que havia graduado em Isamu dias antes e visitado U.A anos atrás. A aparência dela era distinta o bastante para ser inesquecível.

O que o chamou atenção, no entanto, foi um nome que ela pronunciou.

-Você disse Hebi?

As duas o fitaram e Kirishima coçou a cabeça envergonhado e fez uma reverência.

-Ah, desculpe ouvir a conversa.

-Tudo bem, Kiri-chan. – Tsuyu virou o rosto com um pequeno sorriso. – Conhece Habuko-chan?

-Ah sim, lembro dela. Muito prazer em rever, Mongoose-Kun.

A garota o olhava sem falar nada, e Kirishima não sabia o que pensar disso.

-Habuko-chan estava contando de um ataque durante o estágio semanas atrás. Alguns heróis ajudaram, mas ninguém sabe nenhuma informação sobre eles.

- Cryo e Hebi?

Mongoose se empertigou com isso e assentiu rapidamente. Os dois se aproximaram sem perceber, tentando conversar com o barulho ao redor no salão. Havia um estranho senso de familiaridade nela agora que notava, algo que não conseguia definir.

- Uma mulher que usava gelo, e um herói que podia se transformar em uma serpente e...tornar corpo em pedra. – Ela falou isso com um olhar de contemplação o fitando intensamente.

-Ele podia paralisar com os olhos também. – Acrescentou coçando o queixo, não percebendo o olhar de Tsuyu entre os dois. – Então não foi minha concussão.

-Habuko-chan contou algo interessante também, Hebi a chamou de Oka-san.

Kirishima teve a sensação de ser eletrocutado, e quase procurou Kiminari ao redor por isso, mas na verdade foi o sentido de realização estranha com esse fato. Que não podia ser o que estava pensando, porque não fazia nenhum sentido.

Oh, merda.

- Você está bem Kiri-chan?

- Ah, é? Hum, tenho que ir. Viu Midoriya?

..........................................

Midoriya parecia contemplar sua narrativa, as pernas balançando no muro atrás do salão de onde havia o arrastado, porque com certeza aquilo ia além do que podia lidar.

- Eu estou ficando maluco?

-Improvável. – Brocolli boy negou, os olhos com um brilho maníaco que não era muito reconfortante para Kirishima. – Sabe o que isso significa?

-Que bati a cabeça com força demais? Histeria coletiva?

-Viagem no tempo. – O outro lhe deu tapinhas bem rápidos em seu braço e sacudiu seu ombro, falando rapidamente e embolado. – Tem um filme bem antigo de alguém que voltou no tempo para salvar a mãe de alguém que seria muito importante para o futuro e que alguém do futuro foi enviado para matar. Os ataques em Hosu do nada naquela semana? E no distrito de Mongoose-kun? E esse herói que salvou vocês, ele tem a quirk de vocês, mas melhorada, e chamou vocês de paiemãeeKirishimaissosignificaquealguémfoienviadoparamatarvocêseeleveioparaimpedirissoeassimpodernascere...

-Midoriya!

-Ah, desculpe, desculpe. Mas Kirishima, para isso acontecer você deve ter um papel fundamental no futuro, viagens no tempo não são feitas assim do nada...

-Como sabe disso? – Perguntou desconfiado.

-Palpite. – A risada dele era falsa enquanto pulava do muro rapidamente. – O fato é que tem que guardar isso com você, e conversar com Mongoose-Kun apenas.

- Por quê?

Olhos verdes o fitaram intensamente enquanto o puxava para baixo.

-Porque vocês têm que fazer um filho, ora.

- O QUE!

-Aconteceu alguma coisa?

A voz entediada fez os dois se soltarem. Shoto os olhava da porta, o olhar intenso na sua mão onde segurava a de Midoriya.

Kirishima o largou rapidamente.

-Nada, Shoto! – Midoriya sorriu inocentemente e sussurrou. – Lembre-se, segredo e não deixar de fazer um filho. Se ele voltou, é porque é importante!

E com isso o maluco da classe voltou ao salão com seu guarda-costas.

Kirishima preferia ainda que fosse histeria coletiva.

.................................................

-Então, Kirishima também. – Shoto jogou a lata de chá gelado no lixo enquanto os dois desciam a rua juntos. Teriam um grande dia amanhã, e nenhum dos dois gostava muito de festas. – Com isso foi Bakugou, Shinsou, Jirou, Kaminari, Uraraka e nós dois.

Izuku assentiu, a expressão pensativa. Ele não havia conseguido dormir muito bem desde que a situação começou. Situação sendo um grupo estranho o salvado de um ataque e uma garota pulando nele o chamando de otou-san. Ainda ficava um pouco tonto de justo ele ser a quem eles confiaram a situação que estava acontecendo.

‘Porque eu vou ser o herói número 1 comandando missões de viagem no tempo. Toma essa, Kacchan!’

Não que depois ele não tivesse contado tudo a Shoto. E Kacchan descobriu sozinho. Detalhes.

-Kirishima não parece saber muito da situação.

Heróis sendo salvos do nada por filhos vindo do futuro, vilões viajando no tempo tentando impedir que esses filhos nasçam. Apenas mais um dia normal na vida deles. Pelo menos a situação parecia ter se estabilizado. Agora era só ter certeza que todos os envolvidos eh...tenham filhos.

- Não fica nenhum pouco curioso sobre Cryo?

-Por que ela tem sua quirk, mas é a cara da minha mãe e me chama de otou-san?

Izuku tinha pensado nisso. Porque fazendo as contas dos heróis que descobriu que vieram e de quem foi salvo era fácil saber quem era filho de quem.

- É esperar para ver.

O futuro parecia bem interessante.

..........................................

Quatro anos depois

Parece que Izuku não tinha motivos para se preocupar.

Kirishima parou os dois na comemoração anual dos heróis. Mongoose estava conversando com Tsuyu, uma mão na barriga protuberante.

Shoto olhava fixamente para isso, ao lado de Izuku que conversava animadamente com Kirishima. O herói franziu o cenho em contemplação e sussurrou para si mesmo, mistificado:

-A criança vai sair de um ovo?

-Shoto?

-Nada.

June 9, 2019, 3:02 a.m. 0 Report Embed 1
The End

Meet the author

Ayzu Saki Detesto o tempo, sempre adianto meu relógio para nunca me atrasar, e ainda assim me atraso. Detesto o tempo, porque ele não cura as coisas, só passa. Queria domar o tempo mesmo, para viver todo o que quero viver e não pode caber na minha vida. Essa é a minha sina, e um monte de histórias não terminadas no fundo da gaveta.

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