Veludos Follow story

besson Diêtra Besson

as gárgulas da catedral, iluminavam no campanário o cemitério de corvos e morcegos onde Isabella e Diêtra se deitavam.


Short Story For over 18 only.

#341 #258 #243 #vamp #227 #dark #gotico
Short tale
0
3.4k VIEWS
Completed
reading time
AA Share

Veludos

Isabella... Giro e giro no seu mundo e nos meu castelo ela gira e gira no meu.

É noite fantasmagórica e nós duas fomos visitar a Catedral que com suas gárgulas nos protegiam dos azares dos vivos apesar de sermos duas criaturas da noite, eu vampiro e ela bruxa.

Impressionava-me a beleza ímpar dela que cadavérica e pálida e esquálida, brilhava com seus cabelos ruivos nas noites da Catedral; lá tomávamos cálices do nosso sangue e no campanário, havia um cemitério de corvos e morcegos onde eu e ela nos deitávamos juntas.

Mas um dia tudo foi diferente, voltamos da rotina da madrugada e fomos para o meu castelo que no meu quarto quase cheio de anjos, era o lugar mais aprazível e sacramentado para nossos ossos e carnes comerem todo o calor que exalava de nossas peles.

Nessa madrugada então, uma surpresa: a Morte entrou suave pelas vidraças e com sua voz grave e baixa deu o seu Decreto santo: "as duas se amaram muito durante oitocentos séculos, agora é hora do Apocalipse visitar vocês".

E o céu se abriu em línguas de fogo que com destreza, pela Morte, nos cravou sua foice e tirou nossos espectros dos olhos da lua negra que só conseguiu com saudades, fazer um sepulcro para nossos veludos pretos e abençoados.

Hoje eu e Isabella estamos nas altas Trevas dançando ao som do órgão que nosso mundo agora tem e nossos veludos, esses, não existem mais, ficaram no sepulcro da lua negra rodando e rodando e rezando pela Via Crucis.






June 1, 2019, 7:55 p.m. 0 Report Embed 1
The End

Meet the author

Diêtra Besson Julho 1971, escritora conhecida na editora virtual em que trabalha como Rumanesk, soturnos.com

Comment something

Post!
No comments yet. Be the first to say something!
~