A cor do amor é o azul Follow story

i_imagineat5am Ana C.

Adonis Portman é um rapaz de 23 anos que sempre passou a maior parte da vida vivendo em seu próprio mundo ao mesmo tempo em que precisa lidar com a convivência com o seu melhor amigo de infância, Noah Stan, que é o total oposto de sua personalidade em todos os ângulos possíveis. Com praticamente tudo planejado e organizado todos os dias, mas também com certo receio de seu próprio futuro, Adonis costuma viver entre os livros, desde o seu trabalho até o apartamento que divide com Noah. Mas planejamento não é o forte de Cirila Brooks, uma garota de cabelos azuis que prende a atenção de Adonis à primeira vista e quase sempre desaparece do alcance dele depois de parecer estar tão perto, para o azar do pobre rapaz.


Romance Young Adult Romance For over 18 only.

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〖 Capítulo 1 〗

Quantas centenas de vezes eu me senti um esquisito até aceitar o fato de que eu sou do jeito que sou? Ou quantas pessoas se sentem esquisitas todos os dias, mas não conseguem se aceitar?


Eu posso afirmar que me vejo como um grande sortudo por fazer as pazes comigo mesmo e por ter um grande amigo que se dedicou ao longo dos anos para estar ao meu lado. Mesmo que ele estivesse fazendo pouco caso do meu primeiro grande amor: um paletó marrom que parecia ser o último disponível na loja.


— Mas isso é horrível, cara. — Noah olhou a peça de baixo para cima e torceu o nariz em total reprovação.


— Ah... — Lancei um olhar de compaixão à peça, como se ela pudesse ouvir a conversa e estivesse com os sentimentos feridos. — Eu imaginei que não fosse ser do seu agrado, mas estou seriamente disposto a levá-lo comigo.


Quase que no mesmo instante eu identifiquei um dos vendedores e fiz um sinal com a mão. O mesmo veio até mim com toda a boa vontade e eu fiquei aliviado quando ele me disse que seria possível comprar o paletó, mesmo sendo o último que eles tinham para ser exibido. Noah revirou os olhos com um sorriso, e eu aproveitei para pegar um par de botas de couro de cano curto antes que eu finalizasse a compra e saíssemos da loja.


Eu estava mais do que satisfeito com a minha conquista de poucos minutos atrás e logo fui até a minha bicicleta que também era outra coisa que Noah não apreciava muito nessas horas.


— Adonis, me diz qual é o sentido de eu vir de carro e você de bicicleta, sendo que estávamos vindo para o mesmo lugar? Você não vai ser sugado pela poltrona se aceitar uma carona de vez em quando. — Ele passou a mão pelos cabelos em sinal de leve nervosismo e pegou a chave para destrancar o veículo preto.


— É porque... preciso ir a outro lugar agora. E eu não quero incomodar você com isso. — Olhei para minhas sacolas de compras e depois as estendi para o Noah. — Poderia deixar isso no seu carro ou no apartamento se for voltar pra lá?


— Vou jogar isso pela janela por recusar tanto as minhas caronas, seu besta — ele disse, e puxou as sacolas da minha mão com uma atitude de revolta brincalhona e as colocou na poltrona de trás. — E pior ainda se estiver indo aonde eu estou pensando que você vai.


Eu me resumi a abrir um sorriso pequeno e caloroso para ele antes de subir na bicicleta e começar a sair do lugar.


— Obrigado, Noah — falei quando eu já estava na rua, desviando dos carros de um jeito meio atrapalhado.


Depois de repetir o mesmo destino por duas semanas, dando uma pausa de pelo menos dois dias, era óbvio que isso não seria mais um tipo de segredo. Na verdade, não foi desde o começo, e minha empolgação com a minha experiência por algo que se assemelhava a um profundo encanto por alguém, contribuiu bastante para desenvolver uma dificuldade em manter a situação guardada para mim.


Eu não tive escolha. Noah sempre foi a maior ponte que eu tive para o mundo exterior e para as pessoas. E me lembro como se tivesse sido ontem: um dia um tanto quente, em que eu estava pedalando para o meu trabalho e tive o prazer de cruzar com uma garota que também estava em uma bicicleta, vindo na minha direção e depois passando pelo meu lado esquerdo.


Com certeza ela não olhou para mim do mesmo jeito que eu olhei para ela ou por tanto tempo também. Mesmo que tenha sido uma passagem rápida na realidade, no meu tempo foi bem mais vagaroso e o suficiente para me prender nos traços do rosto dela, nos seus cabelos azuis. Foi lamentável pensar por um segundo que eu não teria como saber pelo menos o nome dessa garota. Mais lamentável ainda foi sentir um baque na minha frente e só depois notar que eu tinha batido no meio-fio, e estava indo de encontro ao chão.


Foi nesse "primeiro encontro" com uma pitada de desastre que a minha cabeça começou a ter dificuldade em esquecer as ondas de mechas azuis que passaram por mim. Assim eu me vi sem saída, a não ser agradecer por Hillford ser uma cidade pequena e recorrer ao Noah que parecia conhecer metade das pessoas que vivem nela. Com um pouco de luta consegui um nome e um local de trabalho.


Cirila Brooks. Atendente de um mercado pequeno. Era para lá que eu estava indo.

May 14, 2019, 12:08 a.m. 2 Report Embed 2
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Isa Isa
Já amei continua baby...
1 week ago

  • Ana C. Ana C.
    Ahh. Mil perdões pela minha demora na resposta. Ainda estou explorando esse site. Mas fico feliz que tenha gostado c: Obrigada pelo comentário <3 1 week ago
~

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