A Bruxa de Ivè Lanc Follow story

candylear Candy Lear

"Não existe como provar melhor que te amo que matando você." Fanfic baseada na história de @NellyHime "Malum Malus" com o projeto independente e sem comprometer a obra original.


Fanfiction Anime/Manga For over 18 only.

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Primeira Carta — Impressões

Carta encontrada em uma caixa velha sob uma base falsa de um armário na última casa de Alessia Helton Atsugi, por piores que suas condições de exposição pareçam ter sido seu papel ainda está em excelente estado seguramente colocado em um envelope simples com o carimbo em cera portando o brasão da família Atsugi. Dentro da caixa, cujo formato assemelha-se ao de uma para sapatos feita de madeira, também existe um colar prateado com um crucifixo de cinco centímetros e meio de altura por dois e meio de largura em seus braços encrustado por doze pequenas safiras e uma ametista pouco maior a seu centro, Nikolas diz que pode ter alguma relação com ser a Primeira Cor, violeta foi escolhido para representar a família Atsuga nos tempos da Bruxa Indelével, Radasha Atsugi. Também encontramos uma adaga de não mais que vinte centímetros, parece ser feita de platina, no entanto merece ser analisada antes de tomar conclusões do tipo, sua lâmina é fosca e afiada, ainda que demonstre um leve desgaste que indica ter sido utilizada mais de uma vez, capaz de cortar o dedo de um dos investigadores curiosos quando tentou tocá-la, esperávamos que estivesse empapada de veneno —não estava —, então levamos-o de volta para Nyarem. Seu cabo não é grosso, mas é incômodo segurá-lo por muito tempo pelo atrito dos detalhes na pele, um de meus assistentes afirma serem assinaturas cravadas do nome de cada um de seus portadores de forma aleatória e uns sobre os outros. Deve pesar, no máximo, 150 gramas e é inflexível, em mãos habilidosas representa um perigo que não é desejável ser corrido.


Um especialista ficou responsável por levar os dois últimos itens para análise, mas fiquei como responsável para ler a carta, pois sou o único de meus companheiros que ainda tem conhecimento da língua morta das bruxas. Seu estilo de escrita é formal e algumas palavras estão riscadas, pode não tornar a leitura impossível, entretanto deixa-me curioso sobre as suas ideias originais. Não existe nada além do papel grosso da carta dentro do envelope, seu cheiro forte revela que ao menos as bordas possuem veneno, preciso segurá-la com luvas especiais e utilizar de uma máscara para que meus olhos não ardam.


Transcrita:

"28/01; Ala Oeste do Forte abandonado de Sollen, o Magnífico;

Querida criança,

De tantas cruéis e indecisas tardes invernais decidiste que hoje viria ao mundo; não sei o que deveria pensar sobre ti, pareces até capaz de pressentir minha chegada ao fazer minha prima, sua mãe, entrar em trabalho de parto no exato momento em que piso na soleira da porta de nossa não-tão-mais-grandiosa mansão familiar. É engraçado pensar que mesmo depois de tanto tempo fora ainda recordo de todos os detalhes sobre a construção, seria ainda mais docemente nostálgico caso nossos outros parentes observassem-me como um ser humano e não um verme. Sinto muito por manter-me distante de teu local de nascimento, porém sinto que se meus delicados e sensíveis tímpanos forem obrigados a ouvir mais um grito de uma mulher em trabalho de parto junto de trezentas outras vozes de curiosos desleixados eu mesma afogaria sua mãe na banheira de água quente que fui forçada a levar para servir de algum auxílio.

Para tua infelicidade, acredito, um garotinho rechonchudo de cabelos loiros-morangos com pele deveras corada e orelhas de lobinho veio antes, ainda ontem, restando a você apenas a opção cruel de distanciar-se da mulher que te traz ao mundo. Eu, particularmente, vejo-me ressentida, sua vinda adia minha saída aumentando meus gastos em enviar mensagens de desculpas infindas para uma irritada Chefe e mais: não estava em meus planos de vida cuidar de um bebê, ter cuspido o suco de tomate que bebia quando minha prima Farik sugeriu esta possibilidade reforça isso. Não desisti de minha fertilidade à toa, o símbolo marcado a fogo em minhas costas pode ter cicatrizado, mas seu significado não tornou-se mais flexível. Portanto a sensação que o destino debocha de minha face enaltecendo seu poder ante minhas escolhas apenas ganha força quanto mais penso sobre.

Não é gracioso? Sempre critiquei os humanos para, no fim, pensar que caso houvesse atido-me mais às palavras freudianas não teria sido ignorante e deixado que meus desejos cegassem-me para a realidade vigente. Já tinha consciência do quão próxima de dar a luz Janac estava, foi pura infantilidade arrogante que me condenou a este destino.

É pressuposto que eu disserte sobre algo como sua madrinha recém-nomeada, apresentarei um pequeno discurso assim que a manhã chegar, uma maneira de te fazer honrarias e desejar-te mais felicidades ou qualquer porcaria — não repita, é uma palavra feia — do cunho, no entanto não tenho a menor das vontades em fazê-lo; convenhamos: tal esforço pode ser em vão já que podes morrer à qualquer mísero instante, não precisa se culpar se for o caso, posso contar nos dedos a quantidade de partos de bruxas que obtiveram sucesso que já vi, serias apenas mais uma entre tantas outras, uma quebra de expectativas.

Não devem existir números capazes de contar a quantidade de vezes que já revirei meus olhos em frustração desde o início desta semana, perco tempo apenas em respirar aqui; tremo, pequenina, tremo com o desejo de jogar tudo para os ares e voltar para o meu caminho até Bristol do qual jamais deveria ter desviado o curso, todavia reconheço seu lugar e que levarão muitas luas e sóis até que o seu tio retorne com sua família para levá-la para viver com eles, tempo mais que suficiente para que minha avó amarre-te nas costas de um morcego como uma escrava das superstições. Digamos que foste esperta, agora que parei para analisar melhor a sequência de acontecimentos, meu ódio por vampiros forma quase que uma barreira dentro de nosso cinturão verde que, se fosse mais forte interiormente, poderia quebrar com um único empurrão, impedindo-me de ficar em uma distência maior que uma milha de você sem que as árvores comecem a chorar ao meu redor em culpa. Levarei-te comigo quase que certamente.

Mas você ainda pode morrer.

Cruze os dedos."

May 14, 2019, 12:01 a.m. 0 Report Embed 0
To be continued...

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Candy Lear Será que sou realmente digna do que representa escrever?

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