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lolita Lolita Briefs

Trunks sofre uma grande discriminação por conta de sua identidade de gênero, fazendo com que a famosa estilista Bra Briefs intervenha por ele. Após isso eles criam um laço de amizade ou será que algo mais do que isso? O que será que aconteceu com Trunks? Qual será o grave segredo que Bulma esconde de Bra?


Fanfiction Anime/Manga For over 21 (adults) only.

#bissexualidade #travesti #trubra #trunks #bra #dbz #dragonball #universo-alternativo #drama #romance #Desafiodblugarproibido
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Dando um jeito especial!


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Bra Briefs era uma famosa estilista, que criou sua própria grife de roupa aos dezoito anos e que fez muito sucesso na alta sociedade de Satan City, o que tornou suas criações exclusivas e muito caras. Com apenas vinte anos de idade, ela foi mundialmente reconhecida no mundo da moda como uma ótima estilista, todos a prestigiavam, compravam suas coleções e por conta disso um ano depois Bra abriu uma enorme boutique no centro da cidade, que comercializava exclusivamente sua marca própria, que se chamava Venony Sly. Com o enorme sucesso que fazia, a azulada estava até pensando em abrir filiais de sua Boutique em outras cidades, porém encontrava-se analisando se valia apena e se conseguiria dar conta da demanda.


Atualmente Bra estava em seu escritório que se localizava no andar acima de onde ficava sua boutique, ela encontrava-se concentrada desenhando um vestido exclusivo para uma atriz famosa que fez uma encomenda, ela já tinha passado para o papel duas idéias maravilhosas. Quando de repente, uma discussão vinda do andar inferior onde ficava a loja lhe chamou atenção, lhe fazendo parar o que estava fazendo e descer até lá, pois ficou preocupada.


****


- Queridinha é melhor você voltar da sarjeta da onde veio! Nós não vamos fazer uma roupa de requinte para uma pessoa como você – Falou a loira de forma grosseira.


- Mas eu tenho dinheiro para pagar! E até onde sei qualquer pessoa que tenha dinheiro pode comprar uma roupa aqui, não importando quem seja! – Retrucou uma moça de madeixas roxas chateada.


- Olha aqui sua travesti, eu sei que você faz programa a duas quadras daqui e nós não toleramos esse tipinho de gente aqui! Onde já se viu uma travesti que faz programa andar com uma roupa da nossa grife, desenhada pela famosa Bra Briefs, poupe-me coisinha! – Lucy fez cara de nojo e fez menção de chamar o segurança que estava do lado de fora da loja.


Bra que tinha ouvido aquela última parte da discussão ficou furiosa com o preconceito de sua funcionária, que não deveria tratar os clientes daquele jeito, não importava quem aparecesse por lá, desde que tivesse dinheiro podia comprar as roupas que tinham lá expostas e até mandar fazer uma exclusiva com ela. De repente voltando a realidade, Bra interrompeu aquela briga.


- Lucy, pare agora! Ela tem razão, nós vendemos para quem tiver o dinheiro para pagar, não distinguimos ou discriminamos ninguém! Por isso mesmo que abri essa boutique, foi para as pessoas comuns comprarem, caso pudessem e desejassem! – Esbravejou a azulada.


- Mas isso é péssimo para a sua marca! – Retrucou a loira indignada.


- Pegue suas coisas e dê o fora daqui Lucy, você está demitida, passe amanhã de manhã e acerte sua dispensa com a Videl! – Gesticulou Bra aborrecida.


- Mas vai me demitir só por causa dele? Isso é tão injusto! Você ainda vai me dar razão e daí será tarde demais – Protestou a funcionária antes de sair furiosa da boutique.


Bra suspirou e olhou para a cliente, que a encarava com um sorriso nos lábios e admiração no olhar.


- Obrigado por me defender daquela preconceituosa!


- Não precisa agradecer, só fiz o certo! Agora eu vou te atender, já que fiquei com uma funcionária a menos e as outras estão ocupadas paparicando as clientes. O que você gostaria de comprar? – Questionou a azulada atenciosa.


- Gostaria de fazer um vestido exclusivo contigo, é para uma festa de casamento, é da minha prima metida a madame! Quero arrasar na festa – Revelou Kelly empolgada.


- Qual é o seu nome? Preciso anotar aqui na ficha! – Pediu Bra pegando o tablet na mesinha e abrindo no cadastro da loja, onde era anotado o nome de todos os clientes que compravam lá.


- Me chamo Kelly, mas o nome que consta no meu documento é Trunks Sadala – Explicou a jovem.


- Prazer Kelly, eu me chamo Bra Briefs!


- Você é mais linda pessoalmente sabia? A televisão não faz jus a sua beleza – Elogiou a arroxeada, fazendo a azulada corar.


- Obrigada! E então me diz como você quer o vestido? Me segue até meu escritório que lá tenho meus papeis para rabiscar as ideias! – Gesticulou andando na frente, enquanto Kelly a seguia.


Chegando a sua sala, Bra acomodou-se em sua mesa de desenho, e fez um gesto para a arroxeada sentar-se na cadeira ao lado dela.


- Então você quer um vestido para uma festa de casamento que arasse? Vamos ver o que tenho aqui na minha mente – Murmurou Bra enquanto rabiscava rapidamente três esboços de vestidos de festa, um mais bonito que o outro, deixando a cliente de boca aberta, admirada com sua criatividade.


- Nossa, os três são divinos! Se eu tivesse dinheiro mandaria fazer todos esses aí!


- Então, que tecido você gostaria de usar no vestido? – Perguntou atenciosa.


- Acho que seda ficaria bonito e leve! Gosto de seda...


- Uhumm, então a melhor opção, seria o terceiro esboço! Tem um decote generoso e é aberto atrás, e pelo que vejo vai ficar bom em você, seus seios são grandes!


- Quanto que vai custar? – Inquiriu preocupada.


- Quinze mil dólares, mas posso dividir esse valor em 12 vezes no cartão!


- Não tenho todo esse dinheiro, sua ex-funcionária tinha razão, me empolguei demais vindo aqui! Quem sabe na sua loja lá embaixo tenha algo mais em conta! – Falou triste a jovem se levantando.


- Tenho uma proposta para você, lhe dou esse vestido, mas em troca você tem que ser uma de minhas modelos para a coleção que estou desenhando, preciso de várias modelos e você tem uma boa altura e outros ótimos atributos, então pode ser uma delas. Vou pedir para um amigo te ensinar a desfilar na passarela.


- Será que suas outras modelos vão aceitar uma travesti no meio delas? Não quero criar complicações para você, pois algumas pessoas são preconceituosas – Retorquiu séria.


Bra ficou pensativa, mas não achou problema nenhum, pois sabia lidar com suas modelos, mesmo as mais geniosas.


- Não tem problema, quem manda geralmente é eu e se elas não aceitarem só lamento, pois não vou me dobrar a vontade delas!


- Então acho que vou aceitar sua proposta... já que você acha que não tem problema nenhum!


- Então tira a roupa e fique só com as roupas intimas, pois preciso te medir! – Ordenou a azulada se levantando para pegar a fita métrica na gaveta da mesa.


Kelly que era super desinibida por conta de sua profissão, logo tirou a blusinha e a saia, ficando apenas de calcinha e sutiã.


Bra ao encarar Kelly, achou seu corpo lindo, seus seios eram muito bem feitos, pareciam dela mesmo, eles não pareciam de silicone. O seu bumbum empinado e durinho a fizeram ficar com inveja. Mas como tinha que agir de forma profissional, foi em passos largos até sua nova modelo e tirou suas medidas de forma cuidadosa. De repente aquele silêncio que se fez entre as duas incomodou a azulada, que gostava de conversar com suas clientes.


- E então Kelly... você tem namorado? Faz tempo que trabalha aqui perto? Não precisa me responder se não quiser, só estou tentando conversar um pouco – Sorriu a azulada enquanto tirava a medida da cintura da arroxeada.


- Eu tinha dois relacionamentos ao mesmo tempo na realidade, uma mulher mais madurae um cara muito bonito, mas já mandei os dois passear.Ocara era um safado e não valia apena! Acredita que ele roubou metade do dinheiro que consegui em uma semana ralando? Pois nem todos os clientes são gentis, alguns são muito nojentos, é um sacrifício enorme ganhar dinheiro, só trabalho com isso porque preciso, se eu tivesse uma oportunidade melhor sairia das ruas! Já trabalho aqui perto a uns dois anos. A mulher mandei passear porque era muito ciumenta e vivia me perseguindo, não tenho paciência para isso– Revelou observando Bra compenetrada analisando o seu corpo, até subir para tirar a medida de seu busto e tórax.


- Clientes mulheres te procuram também? Só por curiosidade – Pediu enquanto anotava todas as medidas numa agenda.


- É bem raro disso acontecer... em todos os anos que fiz programa, somente duas me contrataram e elas eram totalmente pervertidas! Geralmente o que mais acontece são de alguns casais mais liberais me procurarem, para uma festinha mais picante – Respondeu de forma espontânea.


- Posso imaginar, mas agora mudando de assunto, para quando você precisa desse vestido?


- Para sábado a noite! Hoje é terça-feira, você acha que consegue fazê-lo nesse curto espaço de tempo? – Perguntou preocupada.


- Mas claro que sim, vou colocar duas de minhas costureiras mais experientes a fazer o vestido para você! Quando você vir prová-lo na quinta-feira a noite de conto mais detalhes sobre a coleção que quero que você participe como modelo.


- Certo! Mas, por favor, me tire uma dúvida! Por que você está me ajudando desse jeito? Se nem me conhece! Eu ser travestinão te incomoda nem um pouco? – Pediu desconfiadaencarando a azulada que cruzou os braços.


- Eu estou te ajudando porque simpatizei contigo e não me incomoda em nada você ser uma travesti, minha mãe me criou para ser uma pessoa sem preconceitos e respeitar o próximo! A irmã da minha mãe é lésbica, e ela sofreu bastante preconceito da família dela e só minha mãe a apoiou, elas são muito unidas! Adoro minha tia, por isso prometi a mim mesma que nunca julgaria ninguém por sua orientação sexual – Revelou Bra séria.


- Então sua mãe é bem maneira, gostaria de algum dia conhecê-la, pois ela soube te criar bem! – Elogiou com um sorriso.


- Quem sabe mais para frente! Tenho uma pergunta para você, tenho uma dúvida, não seria mais apropriado você ser chamada de transexual do que de travesti? O termo travesti não é pejorativo? - Questionou pensativa.


- Olha Bra, eu gosto de ser chamada de a travesti, eu prefiro assim, mas também eu poderia ser chamada de a transexual, pois a grande maioria prefere assim.Por exemplo, minha amiga Scheila, se vê como transexual e detesta que a chamem de travesti, por isso esse termo vai depender de pessoa para pessoa. É algo muito pessoal! - Respondeu a arroxeada.


- Obrigada pela explicação! Quase ia me esquecendo, qual é o numero de seu sapato? Preciso comprar um que combine com o modelo que desenhei.


- Eu calço 41, acho que você só vai encontrar esse número de sapato feminino no Shopping Glandys, eu compro lá! Tem várias lojas de sapatos muito boas!


- Ótimo, então amanhã vou lá e quando você vir provar o vestido na quinta-feira a noite, já fica tudo completo com os sapatos.


- Nossa, eu não acredito que você vai me dar até os sapatos, você não existe Bra.


- Assim você me deixa sem jeito, Kelly! – Falou a azulada enrubescida.


- Muito obrigado mais uma vez e passar bem minha linda! – Despediu-se a arroxeada abraçando Bra e saindo do recinto.


Após ficar sozinha a estilista caminhou novamente até a mesa onde estava o seu esboço de um vestido super elegante que se encontrava quase finalizado, no entanto seus pensamentos estavam tão agitados, que não a deixavam se concentrar. Então parou, por um momento e ficou se questionando o real motivo que a fez ajudar Kelly, e um pouco relutante se convenceu que era apenas por simpatia, porém tinha também outro sentimento estranho que não sabia explicar.


****


Enquanto isso, numa ostentosa empresa tecnológica, uma mulher de cabelos azuis bufava irritada ao olhar o número que a estava ligando aquela hora novamente, ele não desistia, ficava a perseguindo com as mesmas perguntas, já estava perdendo a compostura que ainda matinha. Aborrecida atendeu o celular.


- O que você quer dessa vez? – Questionou Bulma enraivada.


- Quero que você admita que Bra é minha filha e pararei de lhe perseguir! – Replicou Vegeta Sadala arrogante.


- Essa é a milésima e última vez que lhe digo que Bra é filha do meu marido. Broly é o pai dela! – Retrucou perdendo a falsa calma que matinha.


- Não me faça rir, Bulma! E aquela vez que transamos naquele congresso na capital do sul? Eu tinha recém ficado viúvo e você nem resistiu minhas investidas, como você gostou da maneira que te fiz gemer a noite inteira! E olha só que coincidência, para o meu espanto Bra tem 22 anos, o mesmo tempo da nossa última noite de sexo.


- Pode parar Vegeta, eu já era casada com Broly naquela época e Bra é filha dele, bem capaz que eu iria engravidar de você.


- Você tem certeza disso?


- Tenho sim! – Mentiu a azulada colocando a mão livre na cabeça temerosa, pois não tinha 100% de certeza.


- Então vamos fazer um teste de DNA! – Sugeriu decidido.


- Não vamos não, vai cuidar de seu filho, Vegeta! Ele precisa de seu apoio e você o negou, o fazendo sair por conta própria de casa, pois ele não se sentia bem com seus comentários desagradáveis. Não adianta você bufar ai do outro lado da linha não... sua irmã Gine me contou tudo o que você fez com Trunks! Que vergonha! Não acredito que na época da faculdade eu namorei um cara tão preconceituoso como você!


- Aquela fofoqueira linguaruda de uma figa, me paga! – Rosnou o moreno.


- Passar bem, Vegeta! Pare de me ligar! – Esbravejou a azulada antes de encerrar a ligação, deixando seu ex-amante falando sozinho.


****


Naquela noite, quando Bra chegou à mansão em que vivia com seus pais, encontrou sua mãe na sala acomodada no sofá pensativa, enquanto degustava um cálice de vinho. De imediato, a jovem notou que sua genitora estava preocupada com alguma coisa, mas quando a viu disfarçou.


- E então meu amor! Como foi hoje o seu dia? – Pediu curiosa ao ver a empolgação da filha.


- Foi bom... ajudei uma travestique não podia comprar um dos meus vestidos, ela vai ser uma de minhas modelos de coleção e em troca eu dou o vestido pra ela.


- Nossa querida você é um amor, sempre está ajudando os outros, lhe criei direitinho! Espero que ela cumpra com o acordo dela!


- Tenho certeza que vai, ela parece ser muito honesta, logo que a vi já simpatizei com ela. E como foi seu dia mãe?


- Mais ou menos filha, hoje parece que me incomodei mais do que o normal! Quase ia me esquecendo de falar, a Gine vai dar uma festa para a filha que vai casar, no sábado a noite! Nós fomos convidadas, embora eu saiba que você não gosta da Ribrianne, que não são amigas, mas faça esse esforço por mim! Por favor, me acompanha na festa? – Suplicou Bulma em expectativa.


- Que alternativa eu tenho? Claro que vou... – Respondeu Bra revirando os olhos, pois detestava a aniversariante.


- Ótimo! Quero que você use um vestido de arrasar!


- Com certeza, mãe! Quero esfregar minha beleza na cara daquela cobra!


- Nossa... pelo jeito esse ódio é mortal! – Murmurou a empresária se levantando.


- Papai vai demorar a chegar em casa? – Questionou Bra caminhando até a escada que levava ao piso superior.


- Não! Ele ligou dizendo que logo chegaria! Vamos jantar hoje em família!


****


Nesse mesmo instante, Vegeta estava em casa, em seu escritório particular remoendo tudo o que Bulma tinha lhe dito, no entanto aquilo não tirava o seu foco de saber se Bra era sua filha ou não. Seus pensamentos estavam agitados e o remorso o incomodava, o fazendo ligar para Trunks, mas não ter coragem de falar com ele, pois quase sempre encerrava a ligação ao ouvir a voz do filho, que estava um tanto diferente.


-

Continua

May 13, 2019, 5:10 a.m. 0 Report Embed 122
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