Sob as Estrelas Follow story

niccax Neeca Ashcar

Ainda na infância uma promessa fora feita. E sob as estrelas eles recordariam.


Fanfiction Movies Not for children under 13.

#bl #descendants #amizade #fluffy #descendentes #linguagem-impropria #Uma #spoilers #harry #Gil
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Capítulo Único

Olá, pessoas, como estão?


Ahhhhh hoje meu bebê lindo e perfeito faz aniversário e juro que nessas últimas duas semanas eu quase quis matá-la, mas cá estamos, toma sua fic meu anjo e espero que goste!


Ester, parabéns pelo seu dia, que dia mais lindo e feliz. que essa etapa venha com tudo de mais lindo saúde, discernimento haha, e boas notas!

Se não sabe o quanto você é importante para mim e o quanto te quero bem!


Boa leitura para todos!







Gil levantou o rosto encarando o salão decadente e vazio. Era quase impossível imaginar que aquele lugar asqueroso em que sempre ficava repleto das maiores mentes diabólicas pudesse em qualquer momento ficar vazio daquela forma. É, porém o quase impossível havia acontecido.

Gil sempre foi julgado pela sua falta de inteligência e a preocupação exacerbada em sua aparência, assim como seu pai, Gastão, chegando a acreditar que aquela fosse a verdade, porém existia algo dentro dele que passava despercebido até mesmo a Uma, claro com se Uma pensasse em qualquer coisa além de sua vingança gerada por inveja contra Mal.

Talvez nem tanto, cogitou enquanto ponderava toda a situação.

Desde sua infância de merda, naquela ilha de merda. A Ilha dos perdidos, nem de longe era um paraíso por causa da magia imbecil conjurada pela aberração da Fada madrinha a pedido do ex-rei-Fera, nem a brisa do vento chegava ali, um lugar fedido pela a falta de ventilação.

Em sua opinião era injusto uma criança condenada pelos crimes de seu pai. Completamente injusto.

E não era falta de diálogo, tanto com Harry ou Uma, muito pelo contrário, lembrava de quando ainda criança as vezes que os três alcançavam o barco do Gancho, deitavam na proa de madeira escovada e brilhosa e ali observavam as estrelas no céu noturno, o mesmo cheiro caótico e podre, as risadas malignas que se ouvia por todo o canto, a neblina poluída deixando tudo com a mesma aparência horrorosa de sempre.

Mas por algum motivo em meio a favela esquecida pelo povo feliz de (nome do lugar que eu esqueci) o navio do Capitão gancho era bem cuidado e sempre lustroso, talvez por aquele pedaço de sanidade no meio de trechos de pichações com mensagens desagradáveis, e a de quem rabiscasse o querido navio do vilão, na prancha cairia.

Gil imaginava naquele tempo viajando em um navio tão bonito e ilustre por cada canto do planeta, mas tinha algo o impedindo de sonhar tão alto, está em cárcere naquela caralha de ilha maldita.

Enquanto as crianças sonhavam alto com um destino muito diferente daquele, na cabeça dos demais vilões cogitavam que os três "amigos" desde os sete anos se juntavam para compartilhar terríveis planos, a verdade eram outras. Uma sempre depositava nesses pequenos encontros o desejo de sair daquele lugar decadente, de curtir a brisa perfumada das rosas, de sentir o frio do inverno, fazer bonecos de neve e poder viver em águas limpinhas, como uma boa metade polvo que é.

Um dia simplesmente Harry muito fiel a amizade da garota comprou essa ideia e por final Gil.

E, era sobre esses anseios que aqueles encontros longos na proa do navio escovado significava. Planejar uma redenção para eles, já que nada verdadeiramente ruim até aquele momento contra Auradon eles haviam feito.

Mas como vocês sabem a possibilidade chegou, mas foram esquecidos, era óbvio que ele filho do inimigo número um do rei não fosse cogitado. Mas Uma se encheu de esperanças, até saber que Mal tinha sido escolhida. Por longos dias seu silêncio assustou até mesmo Harry, que sempre foi destemido, mas a noite Gil ouvia escondido a garota chorar sozinha junto do amigo. Lágrimas grossa e desesperadas.

E aquela agonia a consumiu, de corpo e alma, cada fragmento dela se quebrou. Justo Mal a impossível Mal, a desagradável e terrível Mal. Então Uma cansada de ser sempre deixada para trás, buscou por vingança. O novo Rei os esqueceram outra vez, já que tinha achado naquela cria maldita da Malévola uma paixão ardente e com juras de amor a levaria ao altar.

E Uma mesmo conseguindo vários braços direitos, homens e mulheres terríveis, respeitando a liderança para si de toda a ilha, ainda se sentia tapeada, posta para trás, ela nunca conseguiria se vingar de Mal, ou de toda nação de Auradon. Pelo menos foi o que por muito tempo acreditou, já que sua realidade era presa ali, esquecida e odiada por algo que ela não fez e nem pensou em fazer.

Até o fatídico dia onde travaram na mesma orla costumeira que dialogam ainda crianças sobre seus anseios, uma batalha ridícula contra Mal, seus amigos imbecis e o reizinho quebrador de promessas.

Uma sumiu, pelo que chegou a ver nas TV, mais velha que a imagem da Rainha má como o aspecto senil e decadente para ludibriar Branca de Neve e dar-lhe a maçã envenenada, ela havia enfeitiçado o príncipe imbecil, e quase se tornara a rainha de Auradon e os libertou com o mesmo ideal, sem se esquecer de onde ela vinha, depois de tudo dar errado, ela estava desaparecida das água limpas que sempre sonhou mergulhar.

Pelo menos algum deles estava conquistando a tão almejada liberdade, pensou amargo.

Mas Uma fizeram-nos acreditar que também mereciam viver longe daquele lugar decadente, daquela prisão babaca e nojenta, tanto Gil quanto Harry estavam sentindo-se tapeado pela até então amiga, tinham que sair dali de dentro também.

E era sobre isso tudo que Gil e sua não tão conhecida inteligência, refletiam naquele boteco decaído sem uma alma viva.

Ele estava magoado e nem podia justificar o motivo, apenas que vilões não se sente daquela forma, se questionava se um dia ele seria suficientemente bom. É, talvez não fosse a pessoa certa, seu pai era o inimigo número um do rei. Era melhor não se entusiasmar muito, talvez fosse para Uma e Harry, para ele em estado natural seria quase impossível.

Mas pensar em ficar longe de Harry, o peito doía. Novamente tentava se aconselhar que vilões não sentem, mas ele sentia.

Aceitou para si aquela realidade, ainda mais agora que Uma havia se mandado.

Dedilhou na mesa podre seus dedos, batendo apressado pela madeira as unhas, a sala vazia ecoou o ruído alto que escapou pela fricção no objeto antigo, ponderou se valia a pena buscar algum velho rum ou conhaque, talvez a bebida ajudaria a se livrar de sua dor.

Deu de ombros, vilões não sentem qualquer coisa que seja, dor arrependimento, absolutamente nada. Desistiu do rum por pura preguiça, vilões não levantam e procuram por bebidas eles mandam alguém os servir, mas o que acontece quando não se tem a quem mandar?

Socou a mesa, ainda preso em seus sentimentos, ele não conseguia se livrar, por mais que estivesse dentro de um mantra infinito. E antes que pudesse perceber, Harry se enfiou em sua frente praticamente se escorando na mesa suja, em sua forma sorrateira de sempre, tirando de Gil, o pensador, um gritinho afetado e o coração acelerou.

Vilões não gritam como uma garotinha, pensou ao se recompor, rolou os olhos, e falou como se não houvesse berrado pelo susto:

— Que cê quer Harry?

— Hum… — Com o seu sorriso ladino estalou em desdém a língua no céu da boca, dando uma risadinha maliciosa e por final disse. — Acho que tem um jeito de nós invadimos aquela terra encardida e encontrar Uma…

Gil o encarou com as sobrancelhas erguidas tentando entender onde Harry queria chegar.

Claro, dos dois Harry era o mais apegado aos ideais absurdos de Uma e provavelmente estava se matando por dentro por não está lá a protegendo, como se ela precisasse de proteção. Pensou e riu sozinho, recebendo um olhar engraçado do amigo, ele ainda esperava na mesma posição desconfortável encarando-o bem de perto.

Harry tocou no braço de Gil que até o momento estava sem qualquer expressão o encarando, por fim, irritado falou:

— Você não quer saber qual o plano, cacete?

— Sim quero!

Era o capeta, Harry pensou, perdendo a paciência com o amigo, não o empurrando por pouco e falhando por seguida, como sempre fazia, apenas fez um moxoxo descontente e voltou a se aprumar, ficando ereto em sua frente.

— Vem comigo marujo! — Pronunciou tomando a dianteira e caminhando de seu jeito dramático e matraqueado. Quase como um felino a espreita de sua caça.

Gil poderia reclamar da ordem, mas por algum motivo ele adorava observar o jeito como ele caminhava, apenas o seguiu sem ao menos perguntar o motivo de ser chamado de marujo, não se chateou, deixou ser guiado naquele transe do belo traseiro marcado pela calça apertada no amigo se movimentando, achou que estava na hora de avisar sobre as roupas apertadas… Ou não ele era um vilão, vilões não eram gentil com outras pessoas.

Os caminhos escuros e silenciosos foram guiados com rapidez. Até alcançar o cais e a frota de barcos lustrosos fora vista, não sabia se era ainda a imagem da bela bunda de Harry marcada na calça, ou se realmente estava admirando as estrelas iluminadas refletidas no céu.

Por um momento cogitou que a magia enfraqueceu pelo brilho e boquiaberto, correu um percurso curto segurando como uma criança as mangas da camisa bufante do Hook, entendendo que realmente havia uma falha na proteção e sussurrou:

— Será possível?

O amigo se virou rápido para encarar o rosto embasbacado de Gil, apenas se deixou surpreender com os olhos claros brilhantes e as poucas sardas no nariz fininho aristocrata dele. Um verdadeiro príncipe, mesmo que as diversas situações dissessem o contrário pelas roupas esfarrapadas e imundas de pirata.

E Harry amava encarar aquelas sardas clarinhas tão de perto, era uma infelicidade não dizer o quanto Gil era bonito todos os dias, ou o cabelo loiro e encaracolado mesclado a suas mãos ficassem tão bonitos. Enquanto a falha mágica ainda formava um círculo nítido das estrelas e do mar, Harry não poderia perder aquela única oportunidade antes de rever Uma.

Apenas se inclinou tocando os seus dedos no rosto encardido repleto de sardas, acariciando o maxilar bem delineado e másculo de Gil, antes de tomar seus lábios num beijo, um beijo casto, mas repleto de tantas expectativas de ambos, mesmo tímidas as línguas se encontraram rapidamente, ainda os estômagos se embolaram, naquela velha e clichê ideia de borboletas batendo suas asas em seus estômagos.

Não estavam nem perto demais, ou longe demais, ou se apertando demais. Os corpos mal se tocavam, o mais íntimo contato fora aquele beijo, era as mãos trêmulas de Harry tocando o rosto de Gil. Ásperas, contudo seu toque era delicado.

Enquanto a fuga, Uma e uma possível vingança eram esquecidas, as estrelas ea lua marcando nitidamente aquele momento especial, os dois se perdiam no contato. Gil avançou o beijo sugando de leve os lábios de Harry, mas ainda sim era tudo muito sutil e carregado de sentimentos. Até o fatídico momento de os dois darem conta do que estava preste a fazer minutos antes.

Tinham todo o tempo do mundo para se beijar depois, Uma tinha de ser encontrada, então quase ao mesmo tempo se soltaram, ainda com a vontade de beijar pairando sobre eles o sabor do tudo novo e os corações em um único batimento.

E antes que toda a magia no momento se dissipar encararam novamente a fenda, Harry guiou Gil segurando sua mão, por mais que tivesse uma oportunidade de fugir, ainda era cedo demais para deixar de sentir o toque de sua pele contra a sua, era tudo tão sensual, mesmo que o objetivo ainda fosse fugir por aquele buraco.

Enquanto observava a falha mágica, Hook em toda sua expertise com navios e ao notar até onde abaixo do mar a fenda estava, percebeu que um dos navios suntuosos que herdará de seu pai seria grande demais e não passaria, por isso optou por um barco a remo, ele deixou estacionado o mais próximo que pode da fenda antes de chamar Gil para fugirem juntos. Sem graça por não poder usar um de seus navios, se virou e disse:

— Queria eu poder ser metade peixe, mas nem sou, então mãos a obra marujo!

Gil avaliou a situação, quase rindo do amigo e num salto curto, adentrou o barco, era uma única chance até a fada madrinha, ou os guardas reais, notassem a fenda. Por isso, bateram o mais rápido que puderam os remos no mar podre daquele lugar podre e antes que o feitiço voltasse com força total estavam livres.

Ainda sim não pararam de remar até encontrar um lugar seguro, não puderam ver pela última vez, antes que a fenda se tornasse algo sólido, a ilha onde cresceram, mas uma coisa sabiam, estavam juntos, e agora só faltava Uma.

E a encontrariam-na, aquela era uma promessa e mesmo que fossem vilões tinha algo que os uniam, e nada nem ninguém, muito menos aquele rei almofadinha, destruiria aquela amizade estranha e duradoura.

May 8, 2019, 11:03 p.m. 1 Report Embed 120
The End

Meet the author

Neeca Ashcar Com gosto aguçado em descobrir, vivo fazendo mil e uma pesquisas. A leitura é meu mecanismo de vida e a escrita é tão necessária quanto água. Escrevo tudo que me dá na telha. Tudo mesmo… De casais velhinhos passando os últimos dias de suas vidas juntos, até o ataque de uma horda de zumbis esfomeada e sedenta de sangue. Não espere constância! ;) 💚Mama NagaIta — Igreja Suprema: KakaGai — Tipo Rapadura. 💚 Nath, eu te amo, my Best!

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Di Angelo Di Angelo
Meu Deus. Meu Deus. Verônica pelo amor eu gostei demais aaaah, eu tinha "perdido" o interesse quando você disse que ia fazer, mas você fez e, mano aaah amei. Olha esses dois filhos da mãe, sendo lindos juntos e lembrando da Uma. E sendo bons amigos e lembrando de como são bons amigos da Uma(minha querida). Lindo demais. Aí cara obrigada e você fez isso pra mim e eu aqui ainda pensando na sua, mas vai sair. Valeu marida💜
May 8, 2019, 6:37 p.m.
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