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niccax Neeca Ashcar

Enquanto a chuva caia sem qualquer piedade, Kakashi se recorda de todos os melhores momentos ao lado de Gai, sem qualquer esperança de sua volta. Apenas pedia para que o dia levasse embora a tempestade e trouxesse-o para seu lar.


Fanfiction Anime/Manga Not for children under 13.

#drama #yaoi #bl #naruto #fns #kakashi #kakagai #gai #bugdomileniofns #BrunoMars
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Corrosão

Disclaimer:

Os personagens de Naruto não me pertencem. Essa é apena uma história de fã para fã, sem fins lucrativos e sem comprometer a obra original.

Fanfiction também postada no Wattpad e Nyah. Plágio é crime conforme lei.

Créditos da imagem utilizada na capa: samurai-ninja898

Notas:

Fanfic feita para o desafio Bug do Milênio da page FNS, música It Will Rain – Bruno Mars.

:3








Dor… se pegarmos o dicionário e vermos sua definição, estará escrito algo mais ou menos assim:

Sensação corporal penosa, sendo classificada pelo seu tipo, intensidade, caráter e ocorrência: dor de barriga; dor difusa.
Mágoa; sofrimento provocado por uma decepção, pela morte de alguém, por uma tragédia: dor de perder o pai.
Compaixão; piedade de si mesmo ou do sofrimento de outra pessoa: demonstrou uma dor imensa diante da pobreza.
[Figurado] Expressão de um sofrimento, de uma tristeza física ou moral: música repleta de dor.”

E mesmo que passe parafraseando dias, horas, minutos e segundos, ainda sim descrever todos os meus sentimentos ao acordar no meio da noite e notar que ele não estava ali do meu lado, pela primeira vez em dez anos, me trouxe a ciência em cada célula corporal da falta daquelas vinte quatro horas longe de Gai.

Nos minutos onde o silêncio me perturbava de todas as maneiras possíveis, se arrastando vagarosamente sem qualquer piedade, recordando os melhores momentos de minha vida, como um filme.

Minhas retinas capturavam as luzes apagadas e a falta de claridade, se não fosse pela pequena fresta da janela metálica, estaria em total eclipse, contudo era agraciado pela luz prateada da lua invasiva trazendo mais dor ao me estampar que ele não estava ali. E sabia, aquela com toda certeza seria a noite mais longa de minha vida.

E o silêncio perturbador era o ponto alto da insônia, a falta do respirar dele, do aconchego de seus braços me circulando enquanto ele roncava baixinho, indicando que tudo ficaria bem. Mas desde que nos reencontramos, aquela era a primeira a vez que nos separávamos.

Costumam dizer: “tudo é mais real enquanto existe.”

E talvez por ainda existir o amor que queima em meu peito, tudo seja mais dramático. Afinal não houve um motivo concreto para se acabar, um pequeno desentendimento não deveria trazer tamanha discórdia num amor tão bonito quanto o meu e de Gai… Mas foi bem desta maneira que tudo aconteceu, um pequeno desentendimento.

Não deveria existir términos e tempos por causa de besteiras, e sim a compreensão, se este fosse o mundo perfeito, Gai ainda estaria aqui, mas não estava.

Eu era um homem dividido entre a esperança e o desespero, quase me deixando corromper por sua falta, doía em tantas proporções inimagináveis, justo eu que sempre presumi, nosso amor era eterno. Agora tocava o lado gelado onde ele costumava se deitar, agarrando em meus braços o travesseiro que prendia a essência de seu cheiro.

E foi nesse ponto melodramático, sem ao menos me reconhecer, me recordei de sua fala, pronunciada diariamente nos últimos dez anos:

“E como uma promessa, nunca deixaremos nosso amor se esgotar, porque nós amamos, e isso é mais suficiente do que qualquer coisa! Okay?”

Eu sempre respondia suspirado:

“Nunca deixaremos!”

Gai sempre se esforçou para comprimir tudo e me fazer caber em seu mundo, e ele no meu, acredito que sua falta era pior por este motivo, nós nos amávamos, e até para o mais sólido relacionamento desentendimentos veem em algum momento.

Levantei quase sem conseguir caminhar direito, meu corpo inteiro doía. Talvez pelas várias tentativas de dormir ou pela dor de cabeça resultante do estresse. Mas tudo que encontrei nesse percurso foi o mesmo do quarto, o silêncio ensurdecedor, mesmo com o som da música tocando no meu celular, os cômodos frios e vazio demais.

Parecia fora de proporção, eu não cabia naquela casa vazia, vazia demais porque Gai não estava lá. E mesmo sabendo aquela seria a realidade, ainda sim o choque deixou tudo mais assustador e triste.

Talvez Maito esquecera da nossa promessa, mesmo que na semana anterior, tivéssemos a pronunciada juntos.

Enquanto caminhava pelo breu, algumas imagens se tornava tão lúcida, era como se eu tivesse às vivendo outra vez. Parecia a única forma encontrada pela racionalidade de amenizar o coração quebrado.

Uma foto chamou minha atenção, era do nosso aniversário de dois anos, voltamos ao cais onde nos conhecemos e sem conseguir mais controlar, entre lágrimas amargas, vivenciei uma vez mais cada detalhe…

A noite estrelada à beira mar era tão bonita, poderia passar a noite inteira encarando as ondas violentas pelo marulho bater com força nas pedras ou invadir a orla, ela de manhã seria visitada por pessoas, e o mar ficaria calmo, uma vez mais. Era magnífico ao encarar o evento assustador, pensar nessas coisas.

É tão engraçado, dependendo da ressaca marítima e do cumprimento de extensão de terra ainda não invadida pelo homem, as ondas podem até mesmo atingir as calçadas, edifícios, comércios e qualquer coisa construída pelo ser humano. Mesmo assim aquela vista tão perigosa causada pela pressão da lua, ventos e tudo que a natureza pode oferecer, faz o fenômeno ser mais impressionante.

É como se a água salgada cobrindo a calçada alta, construída propositalmente ,pelo motivo citado anteriormente, tivesse a chance de ser purificado pela natureza, não que eu acreditasse em tais baboseiras, mas Gai acredita.

E foi naquele momento onde o homem de cabelos escuros num corte idiota, parou do meu lado.

Um sorriso largo em seu rosto grande, as mãos proporcionais para seu tamanho avantajado, pousaram-nas delicadamente pela cerca de madeira construída para que ninguém caísse no mar alto.

Uma elevada superfície de concreto, erguida para barrar a água, cercada de madeira maciça, para que nenhum idiota cair em alto-mar. Mesmo assim seu tamanho era prefeito para se apreciar o reflexo das estrelas ilustradas nas águas perigosas e bravas.

E o único pensamento pousou em meu consciente antes de reparar ele ao meu lado; a quantidade de pessoas bêbadas caídas naquele lugar e se perdendo para todo o sempre e se eu me abaixasse, com certeza, sentiria o mar me puxar, a água avançava feroz, sem qualquer piedade.

Mas ao me distrair notei-o. Na verdade, não tinha como o homem não ser notado ali do meu lado, tinha algo fantástico ilustrado no sorriso sincero ou no nariz largo, grande e torto que o tornava tão charmoso, quase não contive o sorriso ao vê-lo. Como se um ímã me puxasse a ele.

Tentei voltar minha atenção ao o que antes era apreciado, mas não tinha imagem mais bela exemplificando a maravilhosa paisagem formada em torno dele, a iluminação seminatural à sua volta, apenas pelas estrelas, lua e as luzes dos postes elétricos atrás, algumas pessoas caminhavam, mas eram como se todas fossem figurantes propositalmente colocadas ali para deixá-lo mais incrível.

Mais tarde saborearia o gosto de sua pele em contato com a minha boca, os seus lábios devorando os meus da maneira mais intensa. No instante em que meu peito explodiria. E depois de ter me aberto e despejado todos os meus anseios mais profundos e meus medos e ele os seus. Ele ilustraria o evento que o levou a ter o nariz quebrado, de maneira ilaria, acabamos por esse motivo rindo o resto da noite.

Mas ainda que minha mente não avançava na história, reparava na delicadeza ao agarrar o pedaço de madeira esculpida e trabalhada como cerca forte o suficiente para não se deteriorar com a maresia, com toda a certeza foi o que mais chamou minha atenção. Gai é um homem vaidoso, diferente de mim que só vou para academia quando estou morrendo, ele está lá quase todos os dias.

Tais preocupações ficam visíveis em cada músculo bem torneado de seu corpo, e isso era o impressionante em tamanha delicadeza, como se ele tocasse no objeto mais frágil, e não numa grossa cerca produzida para conter a corrosão marítima.

E foi nesses minutos enquanto eu o fodia com o olhar, em que seus olhos escuros grudaram finalmente distraído em mim, e o largo sorriso se tornou ladino. Deixando claro que ele gostava do que via, e depois de nos encararmos por muito, seus olhos percorriam meus olhos e seu sorriso gravou em minha mente. Tipo aquele clichê babaca de amor a primeira vista. Até ele dizer risonho:

Olá! Meu nome é Gai. E o seu?

Kaka-sshi!

Uma vez mais meu olhos cruzaram às águas agitadas, me trazendo de volta para minha triste realidade, a casa nunca suficiente iluminada e nunca o suficiente completa, Gai não estava lá…

Passei minha mão pelos fios grisalhos, jogando-os para trás, a garganta prensou, caminhei de maneira lenta pela sofisticada sala, até alcançar o bar de madeira maciça em que mandamos construir dois anos antes, encarei as caras garrafas de bebidas nunca tocadas, já que a maioria era presentes e raras eram as vezes em que bebíamos, alcancei a garrafa de conhaque presente de Yamato em nosso primeiro chá bar.

Me arrastei sentido a cozinha e sentei com um copo qualquer entre os dedos que peguei da pilha dos postos secar, e o pensamento destruidor continuava pesando em meu peito, eu tinha que esquecer nem que fosse por alguns momentos.

Solvi de uma vez…

O líquido forte desceu queimando em minha garganta. Antes de sentir ele rasgar pela minha garganta, trazendo quase de imediato uma dormência gostosa pelo meu corpo. Uma sensação gostosa de que tudo ficaria bem.

Era o primeiro dia de estágio, eu sobrepunha em meus passo velocidade em demasia para não me atrasar, apesar da multidão caminhando em alta velocidade, me guiava apressado para o número 818. Enquanto eu caminhava apressado entre várias pessoas, minha visão alcançou o cabelo preto perfeitamente alinhado, terno e gravata. Meu coração acelerou, será que era ele?

Fazia quantos anos desde que aquele verão acabou?

Talvez nem chegasse a um, mas cada dia longe de Gai apenas dialogando com ele pelas redes sociais quando o tempo escasso se tornava menos escasso que a saudades, era um saco.

Não que tivéssemos jurado exclusividade, muito longe disso morávamos em cidades diferentes. E eu era um universitário e ele se esforçava para conseguir um emprego como executivo.

Okay, eu era o melhor aluno que aquela bagaça de universidade podia sonhar em ter, mesmo assim ainda tinha um longo caminho a percorrer. Por isso não sonhava com um relacionamento sério, havia prioridades, mas sexo sem compromisso com o bonitão, hiperativo e sagaz senhor Maito, não parecia nenhum pouco desagradável.

Mas não ele não poderia pelo menos morar perto?

Em vez de ser o mundo perfeito, onde nós dois manteríamos uma amizade-colorida e se um dia tudo se encaixasse assumiríamos um compromisso, não a realidade era uma bela porcaria, no final do verão passado cada um voltou para sua cidade de origem, não houve promessas.

Apenas as palavras dele antes de eu pegar o ônibus se fez lembrança:

— Espero que o destino nos una outra vez!

Seus lábios juntos aos meus em plena rodoviária, como se o seu gosto ainda tivesse presente em meus lábios. Ignorando todos os olhares tortos de gente preconceituosa e xingamentos.

Meu peito se encheu de saudades, será que era ele, ou uma peça pregada pelas saudades que queimava em meu peito?

Mesmo assim qual era a probabilidade de nos encontramos no centro de uma grande metrópole? Ainda mais se tratando da mesma rua?

Eu tentava raciocinar de maneira fria e quanto mais pensava, mais me arrastava para uma espécie de esperança, talvez fosse a falta de um sexo descente falando mais alto.

Mesmo assim meu peito explodiu com a possibilidade, eu estava com tantas saudades de buscar seus lábios, do calor agradável de seus braços me apertando e de ver seu sorriso iluminado… Com toda certeza era a falta de sexo descente!

E os dias se arrastavam tão sem qualquer graça, e o estágio ia muito bem obrigado, um pequeno pronto socorro numa rua movimentada, em que me obrigava a fazer grandes plantões, mas tirar sangue algumas milhares de vezes por dia era mais legal do que eu poderia imaginar quando escolhi aquele curso.

Em um dos plantões antes do melhor dia de minha vida, ou o que eu pensava ser, o laboratório, foi que eu me assustei.

— Olha quem eu achei! — Me virei o encarando tão de perto, no buffet do restaurante onde costumava almoçar.

Não sei porque perdi a fala, havia me preparado para aquele possível encontro todo o tempo desde que pensei tê-lo visto, mesmo assim perdi o ar ao notar seu sorriso largo como o do mesmo homem que conheci à beira mar. E conter o sorriso foi tão impossível como da primeira vez.

— Hey que mundo pequeno!

Isso que eu mais amo em Gai, apesar de sua personalidade competitiva e seus exageros com vestuário o cabelo ridículo e a fala alta e rápida. Ainda sim seu bom humor sempre contagia por onde ele anda. Fazendo pequenos comentários ao longo dos dias que ilumina a vida de todos.

E eu o encarava naquele misto lotado de vontades de o agarrar e lhe arrancar sua roupa, e a clara confusão se estava tudo certo já que havia passado um longo tempo desde nosso encontro. Num misto acanhado, eu lhe deu um sorriso mínimo e disse:

— Que mundo pequeno mesmo!

Continuei me servindo como se aquele encontro não fosse grande coisa, mesmo querendo dizer o quanto eu senti saudades e todas aquelas coisas clichês que qualquer história babaca de amor usam e abusam.

Terminei de montar meu prato e me dirigi a qualquer mesa, julgando que Gai fosse até mim, matar a saudade, me surpreendi quando ele passou reto dando um sorriso sacana e praticamente me ignorando depois, ao se sentar com outro homem. O tal homem se vestia praticamente igual a ele, com um terno de alfaiataria bem cortado, como se fosse sob medida.

Eu os vi conversando de forma animada sobre trabalho, enquanto me fazia ser invisível com meus fones de ouvido desligados, o homem falava sobre sua esposa e seus dois filhos, rindo e mostrando fotos da família no celular, e perguntando sobre relacionamentos para Gai. No ponto em que eu estava entretido, alguém colocou um prato claro na mesa eu olhei para cima era Yamato outros dos estagiários que trabalhava comigo.

Pude ver os olhos escuros de Gai grudarem em mim, com raiva, e depois de virar, eu não contive e ri, e Yamato ergueu o cenho passando a mão na cara como se as possíveis risadas fosse dele, acenei negando e mudando de assunto animado:

— Eae está muito ansiosos para o próximo plantão?

— Você fala sobre o laboratório? — Eu fiz que sim — Normal!

Não pude deixar de concordar com a cabeça. Naquele tempo Yamato me assustava, ele vivia com aquela cara mal dormida por causa dos plantões e estudos puxados, não que eu fosse menos cansado, muito pelo contrário, mas naturalmente sua pele após acordar era opaca e sem vida. Como um defunto.

E de todos eu era o com menos experiência e aquela seria minha primeira vez no laboratório fora das aulas.

— Mas a primeira vez eu fiquei nervoso!

Por um instante achei que Yamato morreria bem diante do meu nariz, ele pediu que enchesse um copo com muito café, e lotou de açúcar, depois mexendo como se aquilo fosse supernormal e falou:

— Tenho prova hoje se não for assim não aguento o ritmo, não sei como você não aparenta sono! — Deu de ombros.

— Eu ainda não tô fazendo tantos plantões, deve ser esse o motivo!

Ele concordou com a cabeça e depois disse com a cara assustadoramente insossa e pálida.

— Pode pá, aproveita!

Voltei para minha refeição saboreando a salada com quinoa e tomate, voltando também minha atenção para Gai na outra mesa que ganhava uma expressão sombria em seu rosto, comendo com velocidade, depois o vi pedi licença para o colega tão alto quanto ele e vir em minha direção, minha vontade era sorrir enquanto nossos olhares se cruzaram, mas tentava me controlar.

Ele se sentou do meu lado assustando Yamato que praticamente dormia em cima do prato de comida e depois falou:

— Kakashi, você vai sair comigo?

Eu poderia não demonstrar gostar de uma boa competição, mas Gai desde nossa primeira vez me trouxe a tona meu lado mais competitivo, por isso o respondi:

— Quem sabe!

Ele riu. Se voltando sério, mas sem desfazer o sorriso largo.

— Amanhã aqui?

— Amanhã aqui!

"…"


May 1, 2019, 5:09 p.m. 1 Report Embed 1
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Alice Alamo Alice Alamo
Olá, meu amor <3 To participando de um desafio do Inkspired e por isso preciso te deixar um comentário falando de um erro gramatical da sua história. Eu só vou pontuar uma coisinha ou outra porque sua escrita tá linda e você evoluiu muito! Tem algumas vírgulas fora do lugar e algumas palavras faltando em alguns trechos como "justo eu que sempre presumi, nosso amor era eterno", vê? O uso de vírgulas em algumas partes como ao deslocar orações ou depois de advérbios longos também ajudaria a pontuar melhor o ritmo do texto. Fora isso, a fic tá lindinha, meus parabéns! <3 #TheAuthorsCup #TheGrammarN_zi
July 15, 2019, 4:51 p.m.
~

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