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A construção de parágrafos, capítulos e volumes obedece a todos os rituais para que o sentido não se perca numa teia de ilusões. Composta por olhares distintos, estendendo o sentido de representatividade e diversidade, sobretudo porque o fator humanidade fala mais alto do que os modismos, convencionalismos e críticos ácidos. Escrito em 14 de abril de 2019.


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Nossa História

Antes de quaisquer motivações, esta história iniciou por influência de outras. Memórias e acasos. Reencontros, redescobertas, reconciliações. Promessas cumpridas e desfeitas, arrependimentos e rompantes de coragem. Perdas e ganhos, sorrisos tristes e lágrimas alegres, mãos que se unem e se soltam, abraços que fazem qualquer adendo se tornar dispensável. Se não for o exato retrato da realidade nua e crua, é, sem dúvida alguma, um repensar significativo de existências que se convergem, se entrelaçam e procuram a sua voz.

A construção de parágrafos, capítulos e volumes obedece a todos os rituais para que o sentido não se perca numa teia de ilusões. Composta por olhares distintos, estendendo o sentido de representatividade e diversidade, sobretudo porque o fator humanidade fala mais alto do que os modismos, convencionalismos e críticos ácidos. Estes últimos nem sempre são justos e tampouco devem se sustentar na empáfia de serem os donos da verdade — às vezes destruir um sonho é mais proveitoso do que edificar um terreno que se constrói lentamente e sofre baques incorrigíveis, as tendências vêm e vão e o moralismo é hipócrita por excelência.

Dedos indicadores em riste, lábios rígidos, olhos estreitos. A personificação do ódio que na maioria das vezes se desenvolve sem uma razão lógica. Duelar com ele é duas vezes perder. É melhor não saber, não se igualar a quem precisa matar sonhos para se manter de pé, quem enxerga maldade onde não há, o outro como uma ameaça ao que quer que seja, quem nem se permite um olhar mais atento e um exercício franco de empatia.

De tantos impostores se passarem por ele, o amor é temido. Um elemento que torna essa história única dentre tantas, por mais que não seja incrivelmente original, é o amor. Tão somente ele, desdobrado em infinitas formas de demonstrar, sentir, escrever, porque dividido em infinitésimas fagulhas, não perde o sentido nem a direção, quanto mais o propósito. Multiplica-se pelo espaço. Se não for ignorado, é capaz de operar os mais emocionantes milagres e curar os corações quebrantados por tantos dissabores.

Haverá um ponto final para que as cortinas se fechem, mas essa história nunca terá fim de verdade, porque ela é talhada no amor. Dentre as poucas certezas das quais me aposso, a mais notável é a de que o amor não morre nunca, não quando é verdadeiro, não mesmo, porque ele é a representação mais louvável do infinito. Essas aventuras (ou desventuras) são o recorte escolhido de um ponto de conflito onde cada personagem será tocado e útil para o desenvolvimento do enredo.

Sabendo disso, posso adormecer mais tranquila. As críticas de araque se findam na falsa imparcialidade para jogar sal na roseira alheia, arrancando os brotos com uma violência ímpar, porque querem colher pranto, pouco se importam com os rastros de destruição que deixam, desde que matem um sonho.

No entanto, e se esse sonho vencer o ódio? As linhas nos dirão se sim ou não. Em todo caso, as reticências encerram essas modestas reflexões...

April 30, 2019, 3:25 p.m. 0 Report Embed 2
The End

Meet the author

Mary Sou curitibana, estudante de jornalismo, gosto de pop rock e odeio funk, nas horas vagas gosto de jogar The Sims, tenho um carinho enorme pelos anos 90, então ainda gosto de colecionar CDs dos meus artistas favoritos e assistir a vídeos antigos no Youtube. Meu maior laboratório depois da leitura e da prática propriamente dita da escrita são as pessoas, suas vivências, experiências e sentimentos.

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