Com Amor, Com Carinho Follow story

indrakimura Amaterasu '

Para Ino, Sakura era como o satélite da Terra, único e especial. Para Sakura, Ino era como um romance, cheia de mistérios e surpresas.


Fanfiction Anime/Manga Not for children under 13.

#romance #slash #naruto #fluffy #shoujo #sakuino #inosaku #universo-alternativo #femmeslash #Shoujo-Romântico #SlashFemme
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Capítulo Único

Com carinho, com amor...

Para Sakura, Ino era como um enigma, um mistério que precisa ser resolvido a todo custo. Como o mais trabalho dos romances, o mais envolvente dos livros policiais. Tão única como o satélite da Terra, rara como as estrelas cadentes. Não se sabe muito sobre o que se passa em sua cabeça, nem de quem coordena o seu coração apaixonado, não se tem nenhuma idéia definida, ou pré-montada. Somente se sabe sobre seus sentimentos, sobre o que elas sentem uma pela outra.

Já para Ino, Sakura era como a mais bela das flores, tão rara que não se pode encontrar em qualquer jardim ou floricultura. Ela existe somente neste mundo, a flor com espinhos e pétalas frágeis, regá-las e mantê-la longe de pragas faz parte do dia-a-dia de Ino. Seu desejo é manter o coração de sua amada longe de qualquer decepção.

As diferenças aos poucos podem se tornar semelhanças, não existem barreiras quando se tem amor, não se tem barreiras para um coração apaixonado. O impossível, se torna possível! O inimaginável começa a existir. Esqueça os estereótipos, vamos nos ligar ao que realmente importa! Deveríamos ver como espectadores tudo o que se passa, quem sabe um dia invadir a cena, contar a todos o que se passa. Prezar pela sinceridade, dar valor a verdade.

Se é amor não deveríamos nos prender a estereótipos, a coisas sem sentido, certo? Onde está escrito que amor entre mulheres não é real? Ser do mesmo sexo não diz nada, pois do que adianta seguir um padrão se o sentimento não é real? Ser vazio como um copo, oco como um chapéu, sem sentido como a poesia sem versos.

A rua está cheia, os carros passam de forma rápida pelas ruas da cidade, o limite de velocidade não está a ser respeitado. Muitos passam dos cinquenta por hora, outros já mais ousados arriscam passar dos sessenta.

A via escura, iluminada somente pelos postes, encarar o nada é algo tentador. Pois dos lados existem somente casais a paquerar, a dialogar animadamente enquanto trocam beijos e carícias. Compartilhando sorrisos e beijos, uma lembrança nova e prazerosa.

Sakura está parada, encostada no Mustang vermelho, com os dedos suados e com os fios rosados bagunçados, ela não sabe o que esperar, o que fazer! Ela sente que seu coração irá sair pelo peito, chegou cedo demais, na realidade nem dormirá durante a madrugada. Como uma adolescente apaixonada ela ficou a esperada do dia seguinte, com o celular sendo desbloqueado a cada cinco muitos, seus olhos verdes tentavam cravar com ainda mais precisão as feições de sua amada, da mulher que fez com que o seu coração começasse a errar algumas batidas, em outros momentos acelerar em demasiado, se esquecendo de como se funciona.

Sua tarde fora usada para ensaiar o pedido que irá demorar a ser feito, ela não tem coragem — pelo menos não ainda — de dizer como se sente, quem sabe ficar de joelhos e dizer com carinho os seus sentimentos, e esperar ser retribuída com amor.

Seus sonhos foram curtos, a maioria era sobre o primeiro beijo, a típica cena clichê de um acidente causado por Hinata e Sasuke que se dividiam entre arrumar a bagunça feita pelos filhos e dar atenção para as convidadas, cujo estavam a dividir a sexta latinha de um derivado de cevada, a famosa cerveja artesanal feita por Gaara e Itachi.

O álcool não era forte, não o suficiente para causar embriaguez, todavia Sakura se deixou levar, não suportou ver os lábios de Ino tão próximos dos seus sem estar em pleno contato com os seus.

Seu mundo pareceu girar, ela não soube dizer se era o derivado de cevada em seu organismo, ou se era a sensação de beijar a sua amada, a mulher que a deixa com a face corada. Os gostos se misturaram, o batom vermelho foi barrado com facilidade, o gosto da bala de menta e da bebida não foi dos mais agradáveis, contudo, um fato tão pequeno não roubou o rubor no rosto de Sakura, não lhe tirou a alegria dada pelo momento.

Ela sentiu que precisava demais, que necessitava sentir a pele clara e bem cuidada colada a sua, a pegou no colo, a puxando lentamente para as suas pernas, fazendo com que a loira passasse os braços entre seu pescoço.

O ar não faltou, pelo contrário, sentiu que poderia passar horas ao lado da amada, sem sentir qualquer cansaço.

Aquele a estragar o momento fora Sasuke, que reclamou de ser o único a ficar longe da mulher que ama, Hinata sorriu carregando o bebê se três meses no braço, Itachi e Gaara riram, afinal também foram interrompidos, mas diferente do outro casal não se acanhava quando o assunto eram seus sentimentos, eram sinceros, sem qualquer vergonha ou timidez. Gaara e Itachi se amavam, não negavam tal coisa, apesar do preconceito sentiam que eram capazes de tudo. Afinal tinham um ao outro, e somente essa afirmativa bastava.

Ambas desejam ter pelo menos um terço dessa coragem, não precisa ser muito, somente um pouco dele bastava. Dizer aos familiares, principalmente, aos pais que suas princesas gostavam uma da outra não seria uma tarefa fácil, principalmente sendo de famílias tradicionais.

Sakura sentiu suas pernas tremerem, Ino ficou bela no vestido justo, era somente um fim de semanas entre amigos na chácara da família Uchiha, um feriado de três dias acontecerá. A rosada ficou responsável por levar a loira, que estava sem o carro, Sasuke e Hinata iriam na frente com os gêmeos.

Gaara e Itachi iriam ir somente no dia seguinte, tinham alguns assuntos a tratar, o que a Haruno achou estranho, afinal o Uchiha mais velho não costuma trabalhar em dias de sábado, principalmente em um sábado a noite.

— Desculpa a demora — A loira abaixou a cabeça envergonhada. —, droga! Eu estava tentando achar um presente que preste, ou fazer — Sakura não se julgou capaz de entender o fim da frase, também desistiu de opinar, estava ocupada demais observando a beleza da mulher a sua frente.

— Não tem problema, eu acabei de chegar também — Mentiu. Estava a esperar a loira a mais de uma hora, não queria se atrasar por saiu cedo demais de sua casa. —, vamos Sasuke deve estar surtando, juntamente com Hinata, disse a eles que estávamos a caminho, mas ainda nem saímos da cidade. — Ela riu ao imaginar a cara que o Uchiha deveria estar, ele as alertou sobre os perigos na rodovia e na estrada de terra, pediu para que não dessem carona a ninguém e que deixassem o carro abastecido.

— Deixa ele surtar — Disse animada. —, mas toma! — Ela estende a pequena caixa para Sakura, que a encara sem entender. Seu aniversário já passou, ganhará um suéter branco com desenhos de coração da amiga. — Espero que goste, não sabia ao certo o que te dar, na realidade eu pretendia te entregar quando chegássemos na fazenda. Mas não teríamos tempo e nem privacidade, Gaara me ajudou com a cor, mas acho que ele estava errado.

— Por isso eles não foram na frente? — Ela faz que sim.

Depois do beijo Ino ficou pensativa, sabia dos sentimentos da amiga, queria retribuir os sentimentos da Haruno, afinal ela sente o mesmo, mas a vergonha a fez recuar. Isso a limitou na hora de dizer como se sentia. Ambas passaram pequena parte da vida amando o mesmo homem, amar Uchiha Sasuke era algo difícil, um jovem com temperamento forte e que só tinhas olhos para a jovem Hyuuga.

A amizade começou com elas tentando colar o coração partido uma da outra, saindo juntas e comendo potes seus sabores de sorvete favorito todas as sextas à noite, gastado horas mandando mensagens uma para a outra, contado sobre as frustrações do dia-a-dia e das dificuldades encontradas por ambas. Dormindo juntas e compartilhando, desde lágrimas a sorrisos.

Ino pensou que fosse somente a amizade crescente, a troca mútua de momentos alegres que fez com que borboletas reinasse em seu estômago, a sensação se igualava às vezes em que via seu antigo paquera passar a sua frente. Somente a dor de ver que ver a amada do lado de Karin, ou até mesmo perto de Hinata, não se iguala a de quando via Sasuke ficando com a primeira que desse sopa — coisa que acontecia quando sentia que Hinata nunca seria sua —, sentia ciúmes e em algumas vezes não conseguia disfarçar.

Morder a ponta unha e jogar o cabelo para trás, eram a sua forma de tentar fingir que não se importa. De que mesmo com o coração quebrado ela ainda estava inteira, quase não estava danificada. Sakura não é dela, nunca será, a rosada aos poucos estava a cair de amores por Toneri, primo de segundo grau de Hinata — que aparentemente tem um caso com Sai, afilhado de Hatake Kakashi.

Porém, quando sentiu os lábios se Sakura colados ao seu pensou que fosse somente a sua imaginação criando asas e fantasiando coisas, quando ela a puxou para perto, tocando em sua cintura.

Amou sentir o gosto da bala de melancia misturado ao cheiro de flores que vinha do cabelo rosado. Sentiu seu interior se contrair, seu coração acelerou, seus pulmões sentiram dificuldades em tragar o ar para dentro de seus pulmões. Tudo girou por breves segundos, sua mente vagou para outro planeta, para uma realidade em que o amor entre elas era real.

Esse é o seu mundo alternativo favorito, o melhor que se pode existir.

— Não precisava! — Alegre, a Haruno levantou a blusa feita a mão, os pontos foram bem dados, o seu nome talhado em seu meio e o pequeno eu te amo a encheram de esperança.

— Leia a letra miúda. — Pediu.

Eu te amo... — A loira sorriu ao ver a amada ler a pequena frase. — Namora comigo? Isso é sério Ino? — Ela sentiu seu coração, o músculo responsável por bombear sangue para o seu corpo falhar, um mar de teorias a invadiu, juntamente com o sensação de ser correspondida. — Pois se for mais uma das suas brincadeiras, pode ter certeza que dessa vez não haverá perdão!

— Juro que não é nenhuma brincadeira, Sakura, quando eu te vejo, me sinto estranha.

— Estranha de que jeito, em um bom sentido ou em um mal?

— No bom sentido, é uma sensação similar a de quando eu via Sasuke, só que ainda mais intensa! Tão intensa que me faz viajar para outro planeta — Sua mão estava a tremer, percebeu esse pequeno detalhe quando tocou em Sakura e sentiu os dedos da mão esquerda da Haruno transpirarem. —, Sakura não é uma brincadeira, eu sei do que falo, do que eu estou sentindo! Prometemos consolar uma a outra e nos ajudarmos nos momentos difíceis, mas eu te amo Sakura, e não sei o que fazer e nem quem recorrer caso você não sinta o mesmo. Não tenho cola para colar o meu coração de novo.

Não suportou, as lágrimas que escorreram foram para aliviar a pressão em seu coração que ficava menor a cada segundo. Em sua mente a palavra “não te amo” ecoa, em certos momentos parece ser cantarolada e em outros ditas lentamente, vagarosamente para que fosse decorada por si.

Essa é a segunda vez em quase trinta anos de vida que ela ama alguém, todavia essa é a primeira vez em que ela diz em voz alta. Que fala o que realmente sente, o amor é uma coisa engraçada, já que normalmente ele começa a existir em forma de amizade e em outras surge do nada.

Em certos momentos ele escolhe a pessoa errada, em outros a pessoa certa e o momento errado. Agora ele achou a pessoa certa, na hora certa e no melhor momento possível.

— Você não precisa de cola — Sakura a puxou para um abraço, doeu ver ela chorando, com o rímel borrado e com os cabelos lhe cobrindo a face. As mãos não pararam de tremer mesmo depois de ter acabado com a curta distância. —, não vou embora, não irei te rejeitar. Não irei virar as costas para o nosso amor, quando te beijei fiz por não suportar a distância existente entre nós. Te amar deixa os bares desta cidade ricos e o meu bolso falido. — Ela riu, enquanto tentava arrancar pelo menos um sorriso da Yamanaka.

Ela sentiu que o seu pequeno discurso não amenizou o clima, as pessoas olham a cena com certa curiosidade.

Ino sente que a resposta um tanto vaga de Sakura é uma forma de rejeição, se esforçou para fazer a blusa de tricô para ela, queria que seu pedido fosse único, apesar de não ser original. Vira a ideia na internet, achou divertido, apesar de trabalhoso.

— Sakura, diz que me ama! Que o seu sentimento é real e que não estou me iludindo de novo, não quero outra decepção. Não sei se suporto outra...

— Não terá outra decepção, eu não vou te rejeitar, quem seria o idiota que diria não a mulher que ama? Tem que estar muito louco para fazer isso, mas infelizmente a minha loucura se limita a te amar de forma intensa e incondicional. Eterna e única.

Ela se afasta, limpado as lágrimas que caíram, ela encara Sakura que sorri de forma aberta, o vento está a bagunçar os fios rosados e aos fios loiros.

— Então isso é um sim? — Sakura afirma.

— Sim, Ino eu aceito namorar com você — Suas bochechas esquentaram, afinal, nunca dera um beijo em público, mas a ousadia da namorada a inspirou.

Não se ligou para o fato de estar atrasada, nem de estarem com os corpos colados a lataria do Mustang, estar ao lado de quem se ama é a melhor sensação existente.

Sem segredos e nem olhares furtivos, somente o mais puro e sincero amor.

March 23, 2019, midnight 0 Report Embed 0
The End

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Amaterasu ' Ela queria ser um arco-íris, por isso desejei ser o céu atrás dela.

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