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aikimsoo Ai KimSoo

Do Kyungsoo é um cantor fixo em um bar de elite dos anos 50. Apesar de ser um vampiro, já tinha 300 anos nesta vida e por isso conseguia se misturar bem com a raça humana, sem perder o controle e atacar alguém por se encontrar com sede. Teria sido mais uma noite tranquila em Suncheon se um rapaz com vestes caras e tingidas de sangue carmesim não tivesse invadido o bar, para poder matar sua sede. Com certeza, era um jovem vampiro recém-transformado. "-Ora, ora, um vampiro. - Kyungsoo murmurou para si, interrompendo seu canto e ficando parado atrás do microfone."


Fanfiction Bands/Singers For over 18 only.

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Capítulo Único — Renascer E Um Coração Que Não Bate

1950 — Suncheon


Era noite e todas as pessoas costumavam já estar em seus lares. Por mais que no dia seguinte fosse ser um final de semana, o costume era dormir cedo e acordar cedo, para que assim aproveitassem melhor o que a vida tinha de bom. Era o que acreditavam e por isso seguiam à risca essa tal rotina.

Todavia, não deixava de ser uma sexta—feira à noite e algumas pessoas precisavam extravasar todo o cansaço da semana. As mulheres ficavam em casa e se desestressariam cuidando da casa ou dos filhos, enquanto seus maridos tinham a opção de fugirem para um bar e beberem. Era desta maneira que a sociedade da época vivia.

Haviam mulheres que não eram casadas e nem "recatadas", fugindo para os bares e se entregando ao álcool. Muitos homens gostavam desse tipo de mulher para afundar seus problemas nela, durante uma grande noite de gemidos e toques. Não eram mulheres para casar, apenas para usar, justificavam.

Em meio a esta década e a este cenário, Kyungsoo estava mais uma vez em meio dos humanos e cantando no bar. Era comum para si, afinal, gostava demais de sangue, mas já fazia séculos que não se perdia apenas por sentir o cheiro de um. Tinha 300 anos de vida, não era algo para se subestimar, logo, conseguia muito bem se controlar em meio à tantos humanos com sangue fresco correndo por suas veias.

Não se recordava muito bem de sua vida anterior à transformação e nem a razão pela qual fora transformado. Sempre mudava de nome para que não fosse descoberto, embora a única coisa que soubesse era que seu primeiro nome, dado por seus pais quando nascera pela primeira vez neste mundo — como um bebê humano — era Do Kyungsoo.

Havia aprendido que para se manter vivo e bem alimentado, era necessário manter certas cautelas e ações. Não era fácil de se matar, mas atirem—no às chamas e morrerá. Kyungsoo não queria isso. A vida eterna lhe fora concedida, então daria seu melhor para vivê—la.

Atualmente, atendia como Do SeungSoo, um cantor de bares da alta sociedade. Tinha dinheiro para dar e vender, afinal, ao longo de suas décadas tinha adquirido valores humanos. Fazia de tudo para viver como uma pessoa normal, mesmo que precisasse se alimentar com sangue uma vez por semana. Estava tudo bem, desde que ninguém descobrisse, como mencionado acima.

Embora estivesse rodeado de tentações de drinks humanos, cantava com a alma, mesmo que muitos padres alegassem que vampiros não tinham uma. Não se recordava se em sua vida humana cantava daquela forma, entretanto, era feliz por poder cantar. Teria a eternidade para isso. Havia dado um hightnotequando um jovem de pele acobreada, cabelos chocolates, vestes caras e sujas, adentrou o bar.

Não teria sido nada alarmante, se suas roupas não estivessem tingidas de vermelho escarlate, assim como seus olhos. O terror se alastrou imediatamente pelos homens de negócios que ali se encontravam, afinal, o novo cliente tinha olhos vermelhos carmesim, estava sujo de sangue e seu sorriso era composto por presas.

— Ora, ora, um vampiro. — Kyungsoo murmurou para si, interrompendo seu canto e ficando parado atrás do microfone.

Cantava em um pequeno palco redondo que só cabia uma única pessoa e um microfone no suporte. Ouvia os gritos e até mesmo o barulho das teclas do piano, que ficava à sua direita, retumbarem desordenados pelo estabelecimento sempre tão calmo, mas agora tão caótico. Toda aquela situação lhe remetia ao passo, um caos que já tinha causado muito quando era mais novo, o que o fazia presumir que o jovem vampiro deveria ser isso mesmo: um jovem.

Cruzou os braços e continuou assistindo todos correrem em desespero, enquanto o dono dos cabelos chocolates se divertia com o seu drink humano. Sem dúvida, deveria ter acabado de ser transformado ou deveria fazer alguns dias, julgando pela forma como atacava e por suas vestes manchadas, porém, nobres. Era um novato, mais um vampiro para uma classe em extinção.

Estavam na década de 50 e a classe vampiresca não era tão maçante como nos anos de 1700, pois muitos haviam sido massacrados quando os humanos decidiram não mais se calar perante as atrocidades que a suposta classe superior cometia. Era justamente por tal fato que Kyungsoo se via curioso sobre o tal jovem vampiro. Há quantas décadas não se deparava com um? Não se recordava de ter saído no noticiário sobre ataques sobrenaturais ou algo semelhante. Tinha mais algum vampiro naquela cidade além de si? Estava curioso.

— Corra, Do! Ele vai te pegar também! — um dos garçons gritou para o cantor de cabelos baixinhos e terno preto de veludo.

— Já corro. — Kyungsoo respondeu e viu o rapaz nem esperar para correrem juntos. Típicos de humanos movidos pelo instinto de sobrevivência.

Esperou que todo o local estivesse vazio, restando apenas Kyungsoo, o jovem vampiro e seus drinkshumanos, para poder se pronunciar. Desceu do pequeno palco individual e caminhou lentamente até o jovem rapaz. Era tão palpável a inexperiência do mesmo, que o jovem rapaz estava completamente absorto no intenso frenesi que era ter o sangue humano descendo por sua garganta, sem se dar conta da aproximação de um outro alguém.

— Ainda não terminou? — Kyungsoo se pronunciou e na mesma hora o corpo humano foi largado ao chão, caindo inerte.

O vampiro jovem se sobressaltou e assim que percebeu ter mais alguém para se alimentar, avançou para cima de Kyungsoo. O mais velho caiu no chão, enquanto o mais novo se posicionou por cima de si, levando as presas imediatamente ao pescoço livre. Mordeu ali e sugou, enquanto Kyungsoo sentia arrepios percorrerem seu corpo.

O sangue, para um vampiro, era a vida e a luxúria. Sugar o sangue de um humano era como beber diretamente do manjar dos deuses, mas ter seu sangue sugado ou sugar o sangue de outro vampiro, era afrodisíaco. Por isso, Kyungsoo não se surpreendeu quando sentiu sua ereção surgir e deixou que o vampiro mais novo continuasse a sucção. Não iria secar como os humanos, na verdade, só iria sentir mais vontade de fazer sexo.

Sentiu a ereção do maior ser formada também e ficou aguardando o outro interromper o contato, pois estava inebriado demais com o toque para querer pará—lo. Todavia, nunca que o vampiro mais novo iria interromper, pois estava bebendo sangue e ainda sentindo a sensação do prazer.

Mas o contato precisou ser desfeito por motivos de força maior, pois Kyungsoo escutou a sirene do carro de polícia e empurrou o corpo moreno para longe. Ficou de pé imediatamente e viu o mais novo atordoado. Sentiu pena.

— Vem, vou te ajudar. — chamou e viu que o estranho entendeu suas palavras, se colocando de pé e tratando de seguir Kyungsoo.

O jovem vampiro estava desnorteado. Sentia sede constantemente e só conseguia se satisfazer ao morder qualquer parte do corpo de um humano, sugar seu sangue todo e partir para outro, entretanto, aquele rapaz de cabeça quase raspada tinha um gosto diferente. Era um gosto melhor do que qualquer humano e tinha lhe causado uma sensação triplamente mais inebriante do que o simples sangue descendo por sua garganta. Tinha sentido o corpo tremer e muito prazer surgir.

Por esta razão, o jovem vampiro não hesitou em seguir o estranho de gosto e sensações maravilhosas. Estava curioso sobre o que iria acontecer, nem mesmo sentindo um resquício de medo.


(...)


Depois de se esgueirarem pela noite e não permitirem que fossem vistos por nenhum humano, chegaram à casa enorme do vampiro mais velho. O jovem vampiro ficou encantado, pois era como se sua mente finalmente começasse a pensar em outras coisas além de sede, sede, sede.

— Esta é minha casa. — o estranho mais baixo se pronunciou. — Você tem uma?

— Não sei. — o jovem respondeu. Sua voz saiu rouca, afinal, não conversava com ninguém há dias.

— Sabe seu nome? — Kyungsoo indagou e viu o mais novo ficar confuso. — Não recorda—se do seu nome? — insistiu.

— Acho que não tenho nome. — o garoto murmurou e Kyungsoo sentiu pena.

— Você sabe o que é? — questionou e recebeu uma resposta negativa. — Sabe o que sou? — insistiu.

— Alguém com gosto bom. — ouviu o outro dizer e sorriu.

— Por que não vai tomar um banho primeiro e depois eu te explico as coisas? — o mais velho sugeriu e aguardou para saber se o dono dos cabelos chocolates iria saber o que era um banho.

— Banho? Oh, eu quero! — o rapaz se animou e Kyungsoo ficou aliviado, pois não precisaria explicar.

Indicou onde era o banheiro e deixou que o dono da pele acobreada fosse se lavar, assim como fora se banhar também. O gosto e o cheiro de sangue era bom, mas era desconfortável ficar tanto tempo com aquele líquido grudado no corpo.

Não demoraram em seus respectivos afazeres e o jovem vampiro vestiu roupas emprestadas, pois só tinha as vestes sofisticadas e sangrentas no corpo. Depois de devidamente apresentáveis, Kyungsoo instruiu que o jovem sentasse no sofá, enquanto sentava em outro de frente para o inquilino.

— Você... Sabe quem sou eu? — a voz grave soou primeiro que o timbre grave de Kyungsoo. Era a primeira vez que o jovem tomava a iniciativa de falar.

— Eu sei o que você é. — Kyungsoo declarou e viu a confusão na face alheia. — Por acaso, saberia me dizer há quanto tempo sente sede?

— Acho que há uma semana. Faz muito tempo, mas também não faz. Dói ficar sem beber sangue, assim como machuca ficar no sol. — recebeu mais informação do que queria e sorriu satisfeito.

— Irei explicar melhor as coisas para você, tudo bem? Se não me entender, apenas pergunte. — Kyungsoo avisou e viu o outro concordar. — Você e eu somos vampiros, seres da noite intoleráveis aos raios ultravioletas. Ficar exposto ao sol durante muito tempo pode nos levar a morte, assim como se atearem fogo na gente. A dor que sente quando precisa de sangue, é causada por seu pouco tempo de transformação. Eu não sei quem você era quando humano e nem quem te transformou, sinceramente, me encontro surpreso e bastante curioso, pois pensei que só existisse eu de vampiro nesta cidade...

— Então eu era humano? — o jovem vampiro interrompeu a explicação.

— Assim como eu era também. Quando nos transformamos, não lembramos do que éramos antes disso. É como renascer, só que dessa vez para sempre, pois somos imortais. Você tem lembranças apenas de uma semana, então é comum que tudo seja intenso com você. Eu já tenho 300 anos, então consigo me passar calmamente por um humano, desde que não fique exposto ao sol. — informou e parou, para saber se o garoto estava entendendo tudo. Como conseguiu enxergar compreensão e mais curiosidade no par de olhos felinos, decidiu continuar. — Seus olhos irão escurecer ao longo dos anos que forem passando, podendo se transformar em castanhos como os meus, entretanto, a sede nunca irá sumir. Por eu ser mais velho, consigo beber sangue humano uma vez por semana e não me descontrolo ao ficar perto deles. Somente quando vou me alimentar, que meus olhos retornam ao tom carmesim como os seus.

— Então... Vai demorar pra dor passar?

— Sim, mas posso te ajudar com isso. Como eu disse, quando nos transformamos é um renascer e as lembranças da vida humana são apagadas. Há casos em que recordamos de uma coisa ou outra, como eu me recordo do meu nome, mas há casos que tem todas as lembranças apagadas, como o seu. Quando você for beber sangue de alguém, assegure—se de beber até a última gota, pois caso isso não aconteça, a pessoa se tornará uma vampira também. No passado, éramos em demasia, mas os humanos se revoltaram e conseguiram tornar nossa raça em extinção.

— Então por que não fazem mais? Num é só parar de beber o sangue? — o mais novo indagou.

— Porque é mais cômodo sermos poucos do que muitos. Se tiver muita gente com sede e precisando beber sangue humano, chegaria um momento em que não teríamos mais sangue humano para saciar nossa sede, porque todos já teriam morrido ou se tornado vampiros. — explicou.

— Oh, isso é verdade! Bem sábio da parte de todos. — o jovem comentou e então parou para pensar. — Então... Por que me transformaram?

— É algo que eu gostaria de saber também, porque como já disse, não sabia que existia outro semelhante nessa cidade. — confessou.

— Tem como descobrir? Queria saber meu nome, pelo menos. — o dono dos olhos carmesins desabafou.

— Posso te ajudar, mas seria necessário paciência da sua parte. Não podemos sair durante o dia, então só posso tentar recolher informações ao anoitecer. — Kyungsoo foi sincero.

— Por que vai me ajudar? — foi questionado.

— Eu me vejo em você. Quando era recém—transformado, causei quase o extermínio de uma população por beber sangue desenfreadamente. Não quero que isso aconteça com você, pois pode ser perigoso e causar alarde nos humanos. — justificou. — Mas também, há outra razão.

— Qual?

— Talvez eu tenha me sentido sozinho por todos esses anos e agora estou ansioso por companhia. Nunca contei sobre meu segredo pra ninguém, assim como nunca vivi com ninguém. Gosto da ideia de ter um parceiro para desfrutar as manhãs tediosas. — confessou sorrindo ladino. Realmente estava ansioso para ter mais convivência com outro vampiro, pois sempre foi muito sozinho.

— Entendi. — o jovem concordou e sorriu também, mas logo se lembrou de outra questão. — Como vou me alimentar? Eu sinto sede o tempo todo.

— Eu cuido disso. — Kyungsoo lhe assegurou e viu a incerteza alheia. — Eu compro sangue com frequência. Existe uma espécie de lojas com sangues. Alguns são roubados de hospitais e outros matam as pessoas para colocar seus sangues em saquinhos. Eu não mato ninguém há tempos, costumo ter estoque de sangue na geladeira e quando não tenho mais, apenas vou lá e compro. — explicou.

— Então tem sangue aqui? — o jovem se animou.

— Sim. — Kyungsoo respondeu e suspirou. — Mas... Eu gostaria de testar algo com você.

— Como assim?

— Quando você sugou meu sangue, não sentiu nada de diferente? — questionou.

— Senti uma sensação melhor do que quando bebo sangue humano. Eu também senti prazer. — respondeu e Kyungsoo concordou.

— Beber sangue humano é como vida, mas beber sangue de outro vampiro ou ter outro bebendo do seu, é como despertar desejos e ainda te alimentar. Eu queria sugerir que você intercalasse entre beber meu sangue e sangue humano que eu te trouxer. Talvez isso te alivie e o seu metabolismo desenvolva mais rápido, não te deixando descontrolado por sangue humano. Eu sei como a sede é desconfortável. — foi sincero.

— Por que vai me ajudar tanto? — o moreno indagou.

— Eu já disse. Talvez eu só esteja excitado com a ideia de ter um companheiro. — respondeu.

— Companheiro em que sentido? — o jovem questionou.

— Todos, se quiser. — o mais velho respondeu e ambos sorriram maliciosamente.


(...)


Fazia três dias que o novo vampiro estava sendo abrigado por Kyungsoo. O estoque na geladeira do mais velho tinha acabado e Kyungsoo precisava repor, mas agora iria avisar ao jovem vampiro que teria que se alimentar de si por três dias seguidos. Era o teste que tinham concordado em fazer.

Enquanto isso, já tinha anoitecido e Kyungsoo caminhava para o local onde sempre comprava seu estoque de sangue. Iria comprar uma grande quantidade para Jongin e aproveitaria para beber um pouco também, pois iria entrar na segunda semana sem repor um líquido sequer em seu organismo. Não queria arriscar, ainda mais agora que iria servir de alimento para o jovem vampiro.

Estava caminhando pela cidade, quando passou por um homem lendo jornal e viu uma foto estampada na capa. Parou em frente ao estranho e focou na imagem, ficando desacreditado com o que via.

— Posso olhar uma coisa rapidamente? — pediu ao humano.

— Claro. — recebeu a resposta junto com o jornal estendido em sua direção.

Imediatamente, abriu o jornal na página que tinha visto e arregalou os olhos em surpresa. Ali, estampado com uma foto e vestindo roupas militares, estava o seu vampiro pupilo.

— O senhor me venderia este jornal? — questionou.

— Sim, eu já terminei de ler mesmo. — o homem se animou por receber dinheiro e Kyungsoo logo depositou a grana nas mãos do homem.

Não seguiu o caminho que tinha em mente antes, na verdade, tratou de retornar às pressas para casa. Precisava mostrar a manchete para o seu novo amigo e como contava com a velocidade paranormal, não demorou para que já estivesse abrindo a porta de seu casarão e deparando—se com o vampiro andando de um lado para o outro, completamente desnorteado pela sede.

— Kim Jongin? — chamou e na mesma hora o rapaz o olhou.

Kyungsoo não teve tempo para dizer mais nada, apenas foi imprensado na parede e teve seu pescoço sendo atacado pelas presas do jovem vampiro. Era um pouco bruto, todavia, era inebriante. Não conteve um gemido quando sentiu mais uma sugada profunda, logo embrenhado a mão direita nos cabelos chocolates e puxando o rosto do mais novo para mais perto de seu pescoço.

As ereções começaram a se roçar e os gemidos de Kyungsoo se tornaram ainda maiores, assim como a necessidade por mais que surgia no vampiro de pele acobreada. As roupas foram rasgadas de supetão e o contato dos tórax se tornava ainda mais motivo para as sugadas necessitadas.

Kyungsoo tomou as rédeas e empurrou o corpo maior para longe, empurrando—o até o sofá e o sentando ali mesmo. A inquietação do mais novo era gritante, por isso tratou de puxar as vestes inferiores para longe e tomar o falo alheio nos lábios, deixando que suas presas também surgissem. Não mordeu, pois sabia que poderia machucar, apenas ficou causando atrito com as presas e a pele do membro.

O jovem vampiro urrou de prazer, pois o sangue que percorria suas veias pertencia aquele vampiro mais velho de olhos grandes e lindos. Mas se achava que estava atingindo níveis de prazeres insuperáveis, Kyungsoo provou o contrário quando tirou a boca do membro e mordeu a coxa alheia, sugando sangue dali.

Os gemidos do mais novo deram início, pois agora entendia qual era a sensação surreal de ser sugado por um vampiro. Infelizmente, a sensação não se propagou, pois Kyungsoo interrompeu o contato para dar início a outro. Os lábios fartos de ambos vampiros se chocaram e pela primeira vez se beijaram, cortando os lábios alheios sem querer, pois as presas estavam grandes e afiadas.

Os olhos de Kyungsoo tornaram—se escarlates, devido a estar se entregando totalmente a luxúria e aos instintos vampirescos. Enquanto beijava os lábios fartos do mais novo, tratou de tirar as próprias vestes inferiores. Ao se ver livre dos panos, sentou no colo do maior e causou fricção entre ambas ereções.

Interrompeu o beijo e jogou a cabeça para o lado, indicando que o dono dos olhos felinos poderia se fartar ali. Não iria tomar muito do sangue alheio, pois sabia que o jovem estava precisando beber sangue e não ter o seu retirado, então iria permitir que apenas fosse sugado e não sugasse.

Ao ter sinal vermelho para beber do sangue do mais velho, o jovem vampiro não hesitou e prendeu suas presas no pescoço novamente. O sangue descendo por sua garganta, a fricção dos membros e os gemidos soltos pelos lábios fartos do mais velho eram a perdição daquele rapaz novo no pecado da vida vampira.

Kyungsoo estava se sentindo necessidade demais e quanto mais era sugado, mais a necessidade de sentar no membro alheio surgia. Por isso, não se privou em levantar e masturbar o membro do mais novo, para em seguida sentar no falo alheio.

Não era totalmente a seco, pois tinha feito a masturbação e até mesmo um boquete, mas mesmo que fosse, seu corpo não sentia dor alguma — pelo menos as dores supérfluas dos humanos — e por isso tratou de começar a rebolar no colo do mais novo assim que fora totalmente penetrado. Não precisava de tempo para se acostumar.

O jovem vampiro urrou e agarrou com vontade as nádegas alheias, forçando mais contato e mais rebolado. Estavam completamente perdidos na luxúria que todo aquele contato carnal proporcionava. Kyungsoo quicava no colo do mais novo, enquanto era apertado e mordido. Estavam uma mistura de sangue, saliva e o que mais fosse surgir.

Tudo era surreal, transcende e era a primeira vez que ambos faziam sexo com outro vampiro. Kyungsoo já tinha se saciado muitas vezes em suas vítimas antes de as matar. Costumava seduzi—las e depois que tivesse o orgasmo, tratava de sugar até a última gota de sangue para ficar alimentado. Mas nada se comparava em fazer sexo com outro vampiro e muito menos um descontrolado como o que estava sentando com vontade.

Não se aguentando e cedendo aos instintos, Kyungsoo puxou uma das mãos do mais novo e cravou suas presas no pulso, sugando o líquido vermelho que dali saía. Aquele foi o ápice de todo o ato carnal que compartilhavam, pois o vampiro mais novo mordeu o ombro esquerdo de Kyungsoo e sugou com muito mais precisão no momento em que teve o pulso mordido. Os dois finamente tinham atingido o orgasmo que tanto tinham buscado.

Podiam ter um corpo mais resistente que os dos humanos, entretanto, o suor do sexo, as lubrificações comuns de uma excitação e a sensação de uma pequena morte ao ter um orgasmo ainda eram conservadas naquela vida de vampiro, por isso, Kyungsoo ficou mole e seu corpo tombou para frente, sendo amparado pelo corpo do mais novo, que estava totalmente largado no sofá.

— Isso foi tão gostoso! — Kyungsoo sussurrou e sentiu o membro alheio se mexer dentro de si, pois o vampiro jovem tinha movido um pouco do quadril.

— Eu quero repetir. — o mais novo declarou e Kyungsoo riu.

— Então vamos repetir. — o mais velho concordou, já sentindo seu membro despertar novamente. — Só não me morda muito ou posso acabar ficando fraco por falta de sangue. — alertou e viu o outro concordar.

Mas é claro que foi impossível o mais novo se conter totalmente. Acabou dando umas sugadas ou outras no mais velho, que pouco se importava por estar em êxtase por causa do prazer. Daquele jeito despudorado e longe da castidade, passaram a noite inteira.


(...)


Kyungsoo abriu os olhos e teve a sensação de ter dormido pela primeira vez em séculos. Desde que virara vampiro, nunca se sentiu exausto ao ponto de precisar dormir e considerava esse feito impossível para a nova espécie que pertencia, todavia, sentia o corpo pesado e cansado, além de ter a sensação de dormir por algumas horas.

Estava jogado no chão da sala e nu, todo mordido e marcado por culpa das mãos e presas do seu jovem pupilo. Não se arrependia de absolutamente nada, mas sabia que precisava beber sangue ou ficaria fraco demais. Não tinha secado, pois não era humano, mas sentia que estava quase perto disso. O mais novo realmente tinha lhe sugado como um sanguessuga.

Olhou para o lado e viu que o mais novo estava de olhos bem abertos, nu e no mesmo estado em que se encontrava. O jovem vampiro lhe encarava sem desviar o olhar e pela primeira vez, Kyungsoo sentiu como se pudesse ter coração e ele estivesse acelerado.

— Você está bem? — a voz do jovem rapaz questionou.

— O que aconteceu? — Kyungsoo perguntou meio trôpego de cansaço.

— Você fechou os olhos depois que teve seu quarto orgasmo e então ficou com eles fechados até agora. Pensei que tivesse morrido. Isso é culpa minha? — indagou preocupado e Kyungsoo sorriu.

— Acho que eu só sou um vampiro velho demais pra acompanhar o ritmo de um recém—transformado. — Kyungsoo comentou rindo. — Mas estou bem, só vou precisar beber bastante sangue pra não acabar fraco demais.

— Desculpe. Eu sei que você me alertou para te sugar menos, mas eu... Eu não conseguia controlar por muito tempo e quando eu via, já estava te mordendo e bebendo seu sangue. — murmurou triste.

— Não fique assim, tudo bem? Você estava com sede e tudo o que fazíamos, tirava a nossa razão. Eu também bebi de você, mesmo que eu achasse que não deveria. Você é novo ainda e não sei se perder sangue te faria mal, mas nem por isso me controlei. Acho que a graça é justamente não nos controlarmos, pois eu nunca me senti em tamanha combustão e plenitude como me senti com você. Não me arrependo e já me encontro sedento pra repetir a dose. — declarou e viu o sorriso descarado no rosto do mais novo. — Já amanheceu?

— Sim. Está fazendo um tremendo sol lá fora. — o maior respondeu fazendo careta. Detestava sol.

— E como está sua sede? — Kyungsoo perguntou. Ainda não tinha se levantado, permanecia estirado no chão e apenas com a cabeça virada para a direção em que o mais novo se encontrava.

— Eu me sinto muito cheio, nunca me senti assim. Não consigo me imaginar com dor na garganta por estar com sede de novo. Isso é culpa do seu sangue? Porque sempre que eu bebo sangue humano, parece que minha sede intensifica. Quando estávamos fazendo sexo, isso acontecia, mas era diferente. Acho que eu sentia mais vontade de te morder por saber as sensações que me causariam do que por estar realmente com sede. — confessou confuso.

— Isso é bom. Talvez eu esteja certo e beber do meu sangue acelere seu metabolismo. — murmurou e fechou os olhos, abrindo—os em seguida por lembrar de algo. — Quando voltei pra casa ontem, foi porque eu queria te mostrar uma coisa, mas você me atacou.

— O que era? — o mais novo questionou curioso.

— Acho que seu nome é Kim Jongin. — contou e tentou se sentar, se sentindo fraco. "Droga!" praguejou internamente. — Pode pegar o jornal pra mim? Acho que ele está caído na entrada. — pediu e Jongin concordou rapidamente, se colocando de pé e caminhando nu até a entrada da casa.

Kyungsoo ficou apenas admirando aquela visão do pecado e sentindo o membro querer criar vida por ter tal visão. Mas sabia que não poderia ceder ao prazer de novo até se alimentar. Nunca tinha se sentido daquela forma e esperava recuperar um pouco da força logo, pois queria ir durante a noite buscar sangue. Estava começando a sentir um pouco de ardência na garganta e sabia que era sede, então não podia passar daquela noite.

— "Kim Jongin, 24 anos, 1,82m, filho do CEO Kim JongUp e ex—soldado. O jovem rapaz retornava para casa na noite de quinta—feira e a família o aguardava para sua festa de boas—vindas, entretanto, nunca chegou até a mesma e faz duas semanas que se encontra desaparecido." — o vampiro mais novo leu a manchete e olhou para Kyungsoo. — Realmente, esse cara sou eu.

— Então é ótimo, porque agora já posso gemer Jongin. Estava quase te dando um nome pra poder gemer enquanto o tivesse me fodendo e me mordendo. — Kyungsoo provocou e viu Jongin se remexer, claramente influenciado por suas palavras provocantes.

— Então eu tenho uma família e estão atrás de mim. — Jongin comentou e sentou no chão. — Nunca mais vou poder vê—los, não é?

— Você pode, só não sei se iria se controlar. Mas acho mais seguro você não os ver por enquanto ou não os deixar te ver. Você é imortal agora, tem presas e olhos vermelhos, pode ser arriscado. — Kyungsoo aconselhou e viu o mais novo concordar. — Você quer que eu descubra mais sobre você?

— Sobre a minha vida antes de me tornar vampiro? — Jongin perguntou para ter certeza e viu Kyungsoo concordar. — Teria como fazer isso?

— Seu pai é um CEO de uma empresa de construções e eu sou um CEO de uma das maiores imobiliárias do estado. Posso entrar em contato com ele e tentar oferecer uma espécie de sociedade, dessa forma posso comentar sobre você e descobrir algumas coisas. — explicou e viu Jongin se animar.

— Eu gostaria muito! Nossa, gostaria mesmo! Apesar de gostar da vida que tenho com você agora, queria saber quem eu era, pra não ficar com a sensação de vazio. — se explicou e Kyungsoo sorriu.

— Não precisa se justificar, Jongin, eu já lhe disse que me vejo em você. Fico contente que conseguimos descobrir uma forma de saber mais sobre quem você foi antes de tudo. Minha sensação de vazio sempre vai existir, mas isso não significa que a sua precise existir também. — assegurou ao moreno e tentou se colocar de pé. Precisou fazer um grande esforço. — Vou tomar banho, acho melhor você também tomar. Estamos fedendo a sexo e sangue.

— Um cheiro muito bom, eu julgo. — Jongin provocou e ambos riram.

Kyungsoo caminhou para a direção do banheiro mais próximo, sem saber que estava sendo vigiado por Jongin. Apesar do mais novo ter sido tranquilizado pelo mais velho e estar animado por descobrir qual era seu nome verdadeiro, tinha percebido que Kyungsoo não estava nada bem e isso lhe preocupava. Ficou observando o mais velho até o mesmo chegar ao banheiro e entrar.

Kyungsoo fechou a porta atrás de si e se recostou na mesma, sentindo como se fosse cair a qualquer momento. Sabia que era culpa do pouco sangue que tinha em suas veias e que precisava beber imediatamente ou poderia acontecer algo de ruim. Uma vez, encontrara um vampiro velho que não queria mais matar pessoas para sobreviver e isso resultou no corpo do vampiro perdendo todas as forças, ficando fraco e mesmo que a sede lhe ardesse a garganta, se negou a beber um líquido sequer de sangue. Até o dia em que fechou os olhos e nunca mais os abriu.

Isso preocupava Kyungsoo, pois não bebia sangue a cerca de duas semanas agora e Jongin já tinha bebido de si incontáveis vezes. Estava sendo imprudente e pondo a prova toda a sua existência, não podia mais arriscar. Sabia que não teria problema em ter Jongin bebendo de si, desde que também se alimentasse. Era como uma mulher que ficasse grávida e não comesse. Precisava se alimentar por ela e pela criança e desde que se alimentasse, não haveria riscos em estar carregando uma vida dentro de si.

Tentou se desencontrar da porta e dar um passo à frente, mas tudo o que conseguiu foi ir de encontro ao chão. Estava sem firmeza alguma para sustentar seu corpo e a sede atacava cada vez mais. Precisava muito de sangue ou iria reviver todo o desconforto de ter sede. Mas como conseguir sangue, se não tinha forças para ir atrás de um?

Jongin ainda estava na sala, olhando para sua foto estampada no jornal, quando ouviu o barulho de um corpo caindo no chão. Esperou para ver se haveria outro som e como não teve, levantou rapidamente e correu até o banheiro que tinha visto Kyungsoo entrar.

A porta não estava trancada e mesmo que estivesse, a força que usou para abri—la teria arrebentado o trinco. Encontrou Kyungsoo jogado no chão e pálido, nitidamente sem forças para se colocar de pé sozinho.

— Soo! — chamou desesperado e se agachou ao lado do mais velho. — O que aconteceu? Por que você está assim?

— Eu fiquei muito tempo sem me alimentar, meu corpo está cobrando. — respondeu sendo sustentado pelo corpo de Jongin, que estava agachado ao seu lado.

— Então vamos beber! Você precisa...

— Eu estou com sede demais, mas não tenho forças pra ir buscar sangue. — explicou.

— Então eu vou buscar pra você! Acha que consegue aguentar até anoitecer? — Jongin questionou preocupado. Sentia uma imensa tristeza só de imaginar algo de errado acontecendo com o mais velho, era como se não fosse suportar viver sem o mesmo. Não sabia a razão disso, todavia, não iria se focar nela. Precisava ajudar Kyungsoo.

— Acho que é arriscado, Jongin—ah. Você não tem controle e provavelmente nem conseguiria me trazer uma pessoa para que eu bebesse. É exigir demais de você. — Kyungsoo o alertou. Se sentia cada vez mais fraco e acreditava que acabaria dormindo.

— Não! Eu não estou com sede e consigo me controlar sim! Você precisa beber sangue ou vai acontecer alguma coisa! Eu não quero que você durma de novo, Soo, eu fiquei sozinho e muito preocupado. Não quero ficar assim, você precisa estar acordado comigo! — Jongin insistiu e Kyungsoo sorriu, sentindo mais uma vez a sensação de que se seu coração funcionasse, estaria totalmente acelerado.

— Eu só preciso dormir um pouco e vou ficar bem. Você não vai ficar sozinho por muito tempo... — antes que Kyungsoo terminasse de falar alguma coisa, Jongin o calou com um beijo.

O mais velho não entendeu o que era aquele beijo repentino, mas quando sentiu o gosto de sangue, compreendeu o que Jongin fazia. Jongin estava oferecendo o próprio sangue para que Kyungsoo conseguisse ter forças novamente.

— Não, Jongin! Isso pode te afetar e você pode acabar ficando ainda mais descontrolado que o normal. — Kyungsoo o advertiu, interrompendo o ósculo.

— Você pode me controlar depois. — o mais novo insistiu e com suas unhas, que não eram tão grandes, arranhou a mordida que Kyungsoo o dera na clavícula, deixando que filetes de sangue surgissem. — Beba, Soo, eu sei que precisa. Eu estou bem alimentado, você não. Se você beber agora, tem como ir buscar sangue depois e assim voltar a ficar forte. — Jongin insistiu e Kyungsoo o ouviu até certo ponto, pois sua sede estava ficando descontrolada e ver sangue bem na sua frente tirava qualquer raciocínio.

Foi a primeira vez em anos que Kyungsoo sentiu ser tomado por instinto novamente. Avançou em Jongin, com menos força do que avançaria se estivesse "saudável", e gravou suas presas na mordida que estava se cicatrizando. Se Jongin não estivesse disposto a ceder o próprio sangue, teria conseguido se livrar de Kyungsoo rapidamente por se encontrar mais forte.

Todavia, Jongin só precisou se controlar para não ceder a luxúria novamente e foder o vampiro mais velho como tinham feito a noite toda. Kyungsoo precisava de sangue e força, então apenas iria se controlar.

Se conheciam há pouco tempo, mas tinham uma ligação muito mais forte do que imaginariam que iriam ter. Kyungsoo era grato por Jongin o estar cedendo uma parte de seu sangue e não ter avançado nos toques, pois sabia que cederia a qualquer insinuação, mesmo que suas condições não fossem favoráveis. Kyungsoo bebeu até não sentir mais sono e quando alcançou seu objetivo, beijou Jongin com volúpia.

Não avançaram, pois poderia ser perigoso para ambos e apenas se contentaram com os lábios se tocando, além é claro, da promessa de Kyungsoo trazer sangue o suficiente para se alimentarem bastante naquela noite.


(...)


Kyungsoo esperou dois dias para se recuperar da fraqueza que teve, até finalmente entrar em contato com a família de Jongin. Depois de beber do sangue do moreno, foi a noite buscar sangue humano necessário para ambos. Claro que antes de chegar em casa, tinha bebido uns dois litros de sangue para não correr o risco de voltar a ficar fraco.

Sua teoria quanto a Jongin ficar descontrolado por perder sangue se concretizou. Quando o moreno avançou em si, não deixou que fosse mordido, pois temeu que ficasse fraco novamente. Entregou dois sacos de 5 litros de sangue para o mais novo, que bebeu tudo em um estalar de dedos. Jongin ficou mais controlado depois disso e mesmo que a vontade de ambos fosse beber o sangue um do outro, além de transar, resolveram esperar um pouco. Kyungsoo precisava ficar mais "saudável" para se aventurarem novamente.

Então depois disso, Kyungsoo tratou de entrar em contato com a família de Jongin, para poder conversar com o CEO. Marcou um jantar com o adulto, já que não existia a possibilidade de sair durante o dia. Estava ansioso para conversar com o humano, assim como Jongin estava ansioso para descobrir sobre sua vida antes de renascer.

Antes de sair de casa, Jongin puxou Kyungsoo para um ósculo necessitado. Não estavam transando, porém, não paravam de se beijar e nem trocar alguns toques. Eram atraídos um para o outro com uma intensidade absurda, chegava ser ainda mais sobrenatural do que serem vampiros. Kyungsoo chegou a nomear os toques como carinhos, porque era essa nomenclatura que os humanos davam aos toques que compartilhavam com quem se importavam.

— Eu já volto, se comporte! — avisou assim que separaram o beijo.

— Vou me comportar! — Jongin prometeu e sorriu abertamente. Kyungsoo achava o sorriso de Jongin o mais lindo que já tinha visto.

Saiu de casa e tratou de caminhar apressado para o local de encontro. Não fazia uso de carro, charrete ou carroça, porque conseguia chegar onde quisesse com muito mais rapidez do que usando transporte humano. Só precisava ter em mente que seria Do SeungSoo e não Kyungsoo, quando fosse se apresentar para Kim JongUp, o pai de seu pupilo.

Chegou ao restaurante e informou sobre a reserva, sendo guiado imediatamente para a mesa. Fora o primeiro a chegar e preferia assim, pois desta forma aparentaria mais profissionalismo do que nunca. Em menos de cinco minutos, viu um homem na casa dos 40 ou mais, caminhando até sua mesa. Não foi difícil deduzir que aquele era o pai de Jongin, pois ambos se pareciam.

— Boa noite, sou Kim JongUp! — o homem se apresentou assim que chegou perto de Kyungsoo. O suposto mais novo levantou da cadeira e fez uma breve reverência.

— Prazer, Do SeungSoo. — informou.

— Demorei?

— Não, faz apenas alguns minutos que cheguei. Gosto da ideia de ser pontual, senhor. — Kyungsoo elogiou e viu o homem sorrir, claramente concordando com o que dissera.

O vampiro fez uso de seus conhecimentos sobre os humanos para poder bajular e deixar o homem de negócios confortável no jantar. Falaram de negócios e sobre a sociedade que queriam fechar, encerrando o assunto quando concordaram que seus respectivos assistentes entrariam em contato com a proposta redigida em um papel.

— Vai ser um prazer trabalhar com o senhor. — Kyungsoo comentou.

— Digo o mesmo. Eu fico feliz de ver que um rapaz na sua idade possa tomar a frente de negócios grandes. Penso que meu filho poderia ter conseguido tal feito. — desabafou saudoso.

— Oh, seu filho! Não pude deixar de ver o anúncio no jornal. — Kyungsoo se fez de ignorante sobre tudo, informando apenas o jornal, para que não desse bandeira. — Vi que ele tinha ido para o exército.

— Sim, ele foi. Jongin tem um grande senso de responsabilidade e por saber que iria herdar a presidência das minhas empresas, ele optou por ir ao exército ainda jovem, porque assim adquiriria amadurecimento e depois não precisaria se preocupar em ter que se ausentar dos negócios para servir o país. Ele sempre mandava cartas e pedia fotos de sua sobrinha. Minha filha mais velha já é casada e tem uma menina de 5 aninhos. Rahee sente saudades do tio, assim como todos nós. — o homem contou triste e Kyungsoo se sentiu mal pela tristeza alheia. Jongin era muito amado e por mais que isso lhe tranquilizasse, se sentia triste por saber que o Kim Jongin humano jamais iria poder dar o mesmo orgulho, pois ele não existia mais. — Ele finalmente tinha conseguido completar sua carreira militar após 2 longos anos e nós o receberíamos com uma festa surpresa. Nós avisamos que não iríamos buscá—lo no aeroporto, porque estaríamos ocupados. Ele nem desconfiou que era tudo uma armação para recebermos ele com muita alegria.

— Não há nenhuma notícia dele? — Kyungsoo perguntou apenas por perguntar, pois já sabia a resposta.

— Absolutamente nenhuma. O exército nos deu as provas de que ele tinha sido liberado no dia combinado e na hora combinada, então só me resta especular que algo aconteceu enquanto ele voltava para casa. Ninguém o viu, ninguém tem notícias e só me resta aguardar que ele retorne para casa. Eu me arrependo muito de não ter ido buscá—lo. — confessou e Kyungsoo pôde jurar ver um brilho de lágrimas surgir nos olhos do homem. — Mas ainda tenho fé que meu menino vai reaparecer.

— Prometo lhe informar se souber de algo. — o vampiro mentiu e sorriu compreensivo. — Mas aposto que ele deve estar bem e que ficaria muito triste se soubesse como o senhor se encontra no momento.

— És muito sábio para sua idade, jovem Do. — o senhor Kim brincou e ambos riram, mas era apenas fachada. A tristeza do senhor Kim era explícita.

Se despediram e caminharam juntos até a saída, cada um rumando para o lado que correspondia para as suas respectivas casas. Kyungsoo se perguntava se realmente contaria o que ouvira, porque tinha certeza que Jongin ficaria abalado. Era sua vida antes de se transformar, era uma pessoa importante para muitas outras. Kyungsoo não pôde evitar em se perguntar se quando era humano, também fora importante para alguém.

Não demorou a chegar em casa e assim que chegou, foi bombardeado de perguntas por Jongin. Optou por contar a verdade e viu como o semblante do sempre alegre moreno, se transformou em saudoso e triste. Depois de descobrir sobre tudo, Jongin pediu para ficar um pouco sozinho e Kyungsoo não negou, pois compreendia que era difícil.

Caminhou até uma biblioteca antiga que tinha em sua residência e pegou um livro qualquer para ler. Passou a noite inteira daquele jeito e o dia seguinte também, pois Jongin estava em seu quarto e não saiu de lá em momento algum.

O que preocupou ao mais velho, pois Jongin não conseguia ficar mais de 12 horas sem sentir sede e agora já fazia 24 horas. Não queria invadir o espaço pessoal do mais novo, entretanto, não podia negar que se preocupava demais com Jongin. De alguma forma, tinha se tornado apegado demais ao mais novo e pensar na possibilidade de não tê—lo mais ao seu lado, fazia um medo aterrorizante lhe abater. Não podia perder Jongin.

Foi até o quarto do mais novo e bateu na porta antes de entrar. Encontrou Jongin sentado na borda da cama e encarando a lua, pois tinha aberto a janela para encarar o céu. Ficou aliviado por ver que Jongin ainda estava ali, que ainda estava vivo, mas não pôde negar que sentiu o suposto coração adormecido apertar ao ver as costas solitárias do mais novo.

Nunca foi de sentimentos e muito menos de se importar muito com o redor, mas com Jongin tudo era diferente. Subiu na cama e engatinhou até onde o mais novo estava, o abraçando por trás em uma tentativa silenciosa de dizer a Jongin que ele não estava sozinho.

— Soo? — o moreno chamou e ouviu um murmúrio do mais velho, indicando para que continuasse. — Podemos visitar minha família? De longe?

— Não acha que vai ser mais doloroso? — Kyungsoo questionou.

— Eu não sei nem mesmo se estou triste. — o jovem confessou. — Apenas não consegui deixar de me perguntar como seria minha vida, se eu não tivesse sido transformado. Também me pergunto o que deve ter acontecido para que eu me transformasse.

— Eu entendo todas as suas dúvidas, pois me questionei sobre essas mesmas coisas quando tinha sua idade e ainda me questiono hoje em dia. Não sei se fico feliz por não saber nada do meu passado ou se fico triste, porque não gosto de como você está por ter descoberto sobre sua vida e sei que ficaria da mesma forma. Você se pergunta como seria tudo, porque você sabe que foi amado, mas já pensou se descobre que não foi? Eu não sei se já fui importante para alguém e não sei se prefiro não ter sido ou ter sido importante. Acho que isso tudo mexeu com nós dois. — foi sincero e sentiu Jongin segurar suas mãos. Kyungsoo estava abraçando os ombros do moreno e apoiando seu queixo no mesmo. Era uma linda imagem.

— Você é importante pra mim, Soo. — Jongin declarou e levou sua outra mão para os cabelos ralinhos do mais velho. — Quer vê—los para poder dar adeus em minha cabeça. Aquela vida não me pertence mais, minha vida agora é estar ao seu lado.

— Mas seria melhor se pudesse estar ao lado deles, não acha? — Kyungsoo questionou e Jongin negou, puxando Kyungsoo para frente. O menor acabou sentado no colo do mais novo, que contemplava a beleza do vampiro mais velho em constate com a iluminação da lua.

— Talvez pro Jongin humano fosse, mas pro Jongin vampiro não. O que eu sei, não são lembranças minhas e sim o que você me contou, que contaram a você. Diferente do que tenho agora, pois eu lembro do dia que invadi o bar em que você cantava e de como estamos nesta situação atualmente. Você é a minha lembrança mais preciosa, a pessoa que esteve comigo esse tempo todo. Você cuida de mim desde o princípio, então não trocaria o que temos por nada. — foi sincero e viu o coração se formar no sorriso de Kyungsoo.

— Eu me pergunto o que realmente temos, sabe? — o mais velho comentou. — É como se não conseguíssemos nos desligar um do outro. Desde que você me mordeu, eu sinto vontade de ser mordido e te morder também. Eu sou puxado até você sem perceber.

— Sinto o mesmo. — Jongin lhe assegurou e roubou um breve beijo.

— Sabe de uma coisa, Jongin? — Kyungsoo perguntou assim que se separaram.

— O quê?

— Faz mais de 24 horas que você não bebe sangue. — informou e viu a surpresa nos olhos alheios. — O que acha de beber um pouco agora?

— Eu não estou com sede... — Jongin murmurou, pois estava desnorteado por ter se dado conta de tal fato.

— Nem um pouco? — Kyungsoo insistiu e tombou a cabeça para o lado.

— Estou sedento de você, serve? — o mais novo retrucou e Kyungsoo gargalhou.

— É mais do que suficiente. Então, vai beber? — provocou e deu uma leve rebolada em cima do membro de Jongin, que segurou sua cintura com firmeza.

— Vamos beber, vamos matar a saudade. Tem sangue na geladeira, certo? Não quero correr risco de você ficar fraco novamente. — o moreno ressaltou e Kyungsoo sorriu como nunca.

— Se eu ficar fraco, você cuida de mim. — e antes que Jongin pensasse em dizer mais alguma coisa, Kyungsoo se inclinou para frente e mordeu seus lábios, arrancando um pequeno filete de sangue.

Jongin não se conteve e sentiu os instintos retornarem com força, por isso cravou suas presas no pescoço livre de qualquer mordida. Fazia três dias e meio que não maculava aquela pele, isso era imperdoável e precisava se redimir. A volúpia tomou conta de ambos mais uma vez e o prazer carnal guiou tudo. Desta vez, ambos estavam bem alimentados e sentiam que poderiam não parar nunca mais.


(...)


Uma semana se passou desde que voltaram a se relacionar carnalmente. Não se passava um único dia sem tomarem do sangue do outro e cada vez que isso acontecia, parecia que ficavam ainda mais ligados. Kyungsoo fez uso dessa semana para julgar o controle de Jongin também.

Era notável como o moreno não se encontrava mais desenfreado como quando se conheceram. Os olhos carmesins ainda permaneciam bem vivos, entretanto, Jongin estava conseguindo ficar sem beber sangue humano por mais tempo do que Kyungsoo teria conseguido na idade do moreno.

Por isso, Kyungsoo decidiu que Jongin estava pronto para andar até sua antiga casa e observar sua família de longe. Fez o moreno beber 5 litros de sangue antes de saírem e também bebeu, pois caso Jongin se descontrolasse, o acalmaria com o próprio sangue. Jongin preferia beber de Kyungsoo do que de qualquer outro recipiente, desde sacolas com sangue a humanos.

Assim que anoiteceu, saíram da mansão de Kyungsoo e correram até o endereço que o mais velho tinha conseguido. Não foi difícil encontrar um lugar para observar de longe, afinal, tinham a visão bastante apurada para conseguirem viver pela noite.

Viram uma criança de 5 anos correr pelo quintal da casa, enquanto uma moça corria atrás da mesma. Julgaram como sendo a irmã e sobrinha de Jongin. O moreno sorriu para a cena e até poderia ter se sentido para baixo de novo, entretanto, enxergava aquelas duas pessoas como outras pessoas quaisquer. Não possuía lembranças delas e a sensação que tinha era a mesma de quando olhou outras famílias pelo caminho. Olhou para o lado e encontrou Kyungsoo fitando a brincadeira das duas humanas com concentração. Jongin sorriu e se sentia em paz, pois Kyungsoo era sua família agora, sua única lembrança.

Viram outras pessoas surgirem e observaram tudo silenciosamente. Somente quando perceberam que todos iriam sair, tiveram que se esconder um pouco mais para não desconfiarem que eram observados. Os instintos de defesa dos humanos costumava ser muito eficaz nessas horas.

— Sua família é linda. — Kyungsoo murmurou vendo a porta do carro se fechar.

— Tem razão. Você é muito lindo. — Jongin concordou e Kyungsoo arregalou os olhos, virando o rosto para a direção do modelo e percebendo que o mesmo olhava para si e não para frente. — Minha família é você, Soo, aquelas pessoas foram minha família antes de me transformar. Agora são apenas humanos comuns para mim, humanos que poderiam ter me servido de alimento se eu não tivesse encontrado você.

— Não gostaria de voltar a ser humano? — Kyungsoo indagou e Jongin entrelaçou os dedos dos dois.

— Se fosse pra você estar comigo, não me importaria, caso contrário, me deixe assim mesmo. — respondeu e roubou um breve selar do mais velho. — Vamos voltar pra casa?

— Está sentindo que pode se descontrolar? — Kyungsoo se alarmou e Jongin negou. — Então...

— Então que quero ir pra casa e ficar com você, apenas. — foi sincero e sorriu cafajeste.

— Não tenho objeções. — Kyungsoo avisou e puxou Jongin para sair do esconderijo.

Apesar de estarem com desejo de se tornarem um, não correram e apenas andaram de mãos dadas debaixo da iluminação da lua e das estrelas, pois era a primeira vez que caminhavam do lado de fora, pelo menos estando na companhia um do outro. A maioria das pessoas já dormia e a rua estava bastante calma, por isso quando viraram a esquina e trombaram com uma moça, se sobressaltaram.

— Oh! Desculpa! — Jongin pediu e ajudou a mulher a ficar de pé, junto com uma garotinha.

— Está bem? — Kyungsoo perguntou, mas sua pergunta era para a mulher, a criança e Jongin.

— Sim, obri... Oh! — a mulher arquejou e se afastou de ambos, colocando a mão no coração. Kyungsoo se colocou em alerta, pois a mulher poderia ter notado os olhos de Jongin, mesmo que estivesse escuro. — O senhor! O senhor me ajudou! — a mulher apontou.

— Eu? — Jongin questionou ao perceber que a mulher falava de si.

— Sim! Não se lembra? Na verdade, acho que nem tem como, porque você não viu meu rosto direito. Eu fiquei tão preocupada com o senhor, fico feliz que esteja bem. — foi sincera e os dois vampiros ficaram ainda mais confusos.

— Poderia nos dizer quando isso aconteceu? — Kyungsoo pediu.

— Claro! Minha irmãzinha e eu estávamos voltando pra casa por este mesmo caminho e por volta dessa mesma hora. Somos só nós duas e eu trabalho cuidando de dois idosos que moram neste bairro, por isso estávamos tão tarde na rua. Eu nunca tive medo, porque aqui é um bairro nobre e seguro, mas naquela quinta—feira eu fui jogada pra dentro daquele beco. — apontou para o beco que tinha do outro lado da rua. — Junto com a minha irmãzinha. Era um homem alto e muito forte. Não tinha ninguém pra nos ajudar, quando ele apareceu. — apontou para Jongin. — Ele gritou pro homem se afastar da gente, mas o homem fez um som estranho e avançou para cima dele. Os dois lutaram e eu queria fugir, mas eles estavam brigando bem no meio da única entrada e única saída. Não sei bem o que aconteceu, mas o homem mal foi derrubado e você me gritou para fugir. Peguei minha irmã no colo e corremos, enquanto o senhor tentava vir junto com a gente, pois disse que aquela pessoa não era normal. Acho que o homem conseguiu nos alcançar, porque você ficou pra trás e lutou mais um pouco com ele, até que eu parei e vi que o homem—mal estava recuando. Quando você voltou a correr, estava muito machucado na parte do pescoço, mas continuou gritando pra que eu corresse e não voltasse ali, porque aquele homem não era normal. Eu queria muito agradecer ao senhor por ter nos salvado e fico ainda mais feliz por ver que está bem. Fiquei preocupada. Muito obrigada, senhor! — a moça agradeceu e se curvou, forçando sua irmã a se curvar também.

Jongin e Kyungsoo não conseguiram falar nada, pois agora tudo se encaixava. Quinta—feira foi o dia da semana que Jongin estava retornando para casa, aquele caminho era um caminho que levava até a casa da família Kim, o beco escuro, a ferida no pescoço e a gritaria incessante de Jongin dizendo que o homem não era normal se encaixava em todo o cenário de um ataque vampiro.

— Já que está tão agradecida, poderia nos fazer um favor? — Kyungsoo perguntou e viu a moça concordar. — Então...

Kyungsoo pensou rápido e pediu que a menina entrasse em contato com a família de Jongin e os informasse o que aconteceu, com o acréscimo da notícia de que o moreno havia morrido ao tentar salvá—la. A mocinha não entendeu o pedido confuso, mas Kyungsoo alegou que Jongin queria ser livre e por isso precisava muito desse favor, o que foi suficiente para que a menina acatasse. Informou onde ficava a antiga residência de Jongin e pediu que a menina fosse bem cedo informar a família, tendo a palavra da mesma de que o faria.

Acompanharam a jovem até a casa em que ela cuidaria dos idosos e aconselharam que a mesma fosse mais cautelosa nos lugares. Kyungsoo também pediu que ela sempre andasse com um isqueiro, mesmo que a menina não soubesse a razão.

Jongin se manteve calado o tempo todo e de repente começou a dar sinais de que perderia o controle para o cheiro de sangue humano. Ele já tinha resistido demais e agora que começava a ter breves lembranças do ataque, pois a história da garota tinha sido um gatinho em sua mente, seus instintos estavam querendo tomar conta.

Kyungsoo se apressou em levar Jongin para casa e deixou que o moreno bebesse quanto sangue quisesse, mas tudo o que Jongin fez foi querer morder e transar com o mais velho, que cedeu a tudo e se entregou totalmente. Quando Jongin voltou aos seus sentidos, contou que lembrava do ataque e que tinha lutado com um vampiro.

— Eu teria vencido se fosse um humano, porque eu tinha acabado de sair do exército e estava em forma. — alegou e depois contou que só conseguiu afastar o homem, porque o mesmo viu um isqueiro cair do bolso de Jongin. — Eu tinha comprado o isqueiro pro meu pai, porque ele gostava de fumar.

— Provavelmente, o vampiro pensou que você poderia atear fogo nele e por isso fugiu. Faz sentido você ter sido transformado e não morto. Foi um acidente. — Kyungsoo observou e Jongin concordou. — Eu estou orgulhoso de você.

— Por quê? — Jongin perguntou confuso. Ambos estavam deitados na cama.

— Porque você salvou duas vidas, foi um humano de honra até o fim. Meu pupilo aprendeu muito bem as coisas no exército. — explicou e roubou um selar do mesmo. — Estou feliz que descobrimos tudo, você pode seguir em paz agora.

— Minha antiga família também. — Jongin ressaltou e abraçou Kyungsoo, que o acolheu com os braços bem aconchegantes.

Dois dias depois saiu no jornal a notícia da morte do herdeiro das fortunas Kim. Kim Jongin, ex—soldado, havia subido a patente para Tenente por ter morrido com honra. A família Kim estava destroçada, mas orgulhosa de seu menino, que foi um homem de honra até o fim.



2018 — Suncheon


Sing it sing it, baby (nana nana nanana)... — Kyungsoo cantava com vontade.

Era noite e estava em um palco que cabia apenas ele e o suporte para microfone. Havia um pianista ao seu lado direito, que o acompanhava no ritmo da música, que era tocada naquele bar da alta sociedade. Kyungsoo tinha revivido de seu closet roupas dos anos 50, ou seja, o terno preto de veludo, que tinha usado quando conhecera Jongin. Estava com os cabelos bem baixinhos, como nos anos 50, e cantava uma das músicas antigas da época.

Estava rolando uma festa temática dos anos 50 em comemoração ao aniversário de um historiador sofisticado, que tinha descoberto indícios de que o príncipe herdeiro de Joseon, Do Kyungsoo, não morrera na invasão da China e que na verdade tinha conseguido fugir com alguns empregados. Seu próximo objetivo era descobrir para onde o príncipe herdeiro fugira e que fim teve, já que tinha sido um rei em potencial para aquela época.

Por esta razão, que Kyungsoo encontrava—se vestindo suas roupas antigas. Era irônico ter descoberto sua identidade naquele bar, onde trabalhou no passado e Jongin o invadiu, desesperado por sangue. Cantava com ainda mais emoção do que antigamente, porque agora não estava apenas só no bar em que cantou no passado, estava no bar, cantando, usando as mesmas roupas e com o acréscimo de que Jongin dançando ao som de sua voz.

Ao longo das décadas, Jongin descobriu seu amor pela arte da dança e se aperfeiçoou nela, pois agora tinha controle e seus olhos não eram mais carmesim, apenas ficavam nesse tom quando bebia do sangue de seu Soo e faziam amor. O ato carnal tinha deixado de ser apenas uma transa, pois ambos vampiros reconheciam que tinham sentimentos amorosos um pelo outro.

As palmas surgiram quando a música fora encerrada e os dois vampiros seguiram para o camarim que o bar tinha. Assim que fecharam a porta, sorriram.

— Então quer dizer que meu vampiro era um príncipe herdeiro? — Jongin começou.

— Que casalsão que somos hein? Kim Jongin, um tenente que morreu com honras e Do Kyungsoo, o príncipe herdeiro de uma das dinastias da época de Joseon. — o mais velho concordou e se aproximou do amante. — Apesar de tudo, gosto mais do Jongin e Kyungsoo juntos.

— Até porque, é mais fácil gemer Soo do que Príncipe Herdeiro Do Kyungsoo. — Jongin concordou e segurou na cintura do mais velho, que gargalhou abertamente da brincadeira.

— Você não vale nada. — apontou.

— Não seja mal com seu pupilo, jagiya. — Jongin sussurrou e em seguida roubou os lábios de Kyungsoo para si.

Em meio ao ósculo, filetes de sangue surgiram para intensificar tudo, afinal, não podiam fugir dos instintos. Eram vampiros amantes antes de qualquer coisa, entretanto, não deixavam de ser amantes. Se o coração ainda batesse, com certeza viveria desenfreado, afinal, Kyungsoo e Jongin estavam mais para um do que dois. A imortalidade finalmente fazia—se completa para Kyungsoo.


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March 24, 2019, 9:58 p.m. 0 Report Embed 121
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