Ferocia in Mei Vens Follow story

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"A arrogância sempre é o véu que está na iminência de ser despido para efetivamente mostrar a ignorância tal como é: nua, crua e feia."


Fanfiction Bands/Singers All public.

#luna #kai #uruha #aoi #thegazette #vk #demons #punição #demônios #jrock #visualkei #ruki
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Um tiro com a arma da arrogância

Ferocia in mei vens

notas iniciais:

Eu escrevi essa história junto com @lunayaharqin :)


°°°


As pontas de meus dedos já pareciam não existir mais, acabaram ficando dormentes de tanto que eu havia digitado desde que acordara pela manhã e ainda digitava freneticamente castigando as teclas do meu notebook que era quem recebia a punição declarada pela minha imaginação fértil que não me deixava em paz.

Estico meus dedos e tombo minha cabeça para trás, fazendo um pequeno alongamento em meu pescoço tenso. Em meu lado a xícara cheia pela metade de um chá já frio, mas mesmo assim bebo e a esvazio finalmente.

Uma bela xícara feita por uma fã que me idolatra como se fosse um Deus, e sinceramente? Eu sou mesmo um Deus, o Deus das letras, do enredo magnífico que encanta e cativa a todos que lêem, o Deus que pode moldar seus personagens a seu bel-prazer apenas para ter sua necessidade saciada... era impossível ser diferente!

Um Deus chamado Takashima Kouyou.

Após a finalização do meu mais novo livro, eu pego o celular discando o número já bem conhecido por mim. No terceiro toque ele atende, a voz grave e imponente soa do outro lado.

- Alô!

- Takanori-san, liguei apenas para dizer que eu já terminei o livro. Posso ir entregar amanhã? - Após minha pergunta uma pausa se seguiu e eu fiquei no aguardo. Relembrando que eu estava dentro do prazo que havia sido estipulado por ele há um mês.

- Hãn... Será que tem como você ir até a editora amanhã pela manhã? Preciso falar com você...

Sua voz estava diferente, tenebrosa e hesitante, parecia que esperava que eu fosse
gritar a qualquer instante e eu estranhei aquilo.

- Está tudo bem? - Não consigo me segurar e acabo perguntando, não aguentando trancafiar aquela dúvida gritante que iria me perseguir até amanhã.

– Não é nada de muito importante. - Respondeu-me simplista parecendo um pouco mais tranquilo, as oscilações de humor de Takanori já não me eram novidades, no entanto, aquela reação havia me deixado intrigado.

- É apenas uma novidade.

Arqueio a sobrancelha encarando a tela brilhante em minha frente, o característico tracinho piscando diante de meus olhos como indício de que havia terminado minha história que me rendeu mais de trezentas páginas e não sei quantas palavras que quase me fizeram perder meus dedos.

- Então está bem, até amanhã!

- Até! - Desliguei o aparelho e só depois de salvar o documento no meu pen drive é que eu
saio de meu quarto indo até a cozinha e me servindo uma quantidade considerável de sakê.

Há dez anos me tornara escritor, aos trinta e cinco anos já havia experimentado de tudo, até mesmo me tornar guitarrista de uma banda, tentei, no entanto todas as minha tentativas foram falhas, mas havia algo que me fazia feliz e que aumentava um pouco meu ego, que era a escrita.

Ao iniciar a minha caminhada pelo caminho tortuoso e lento da escrita foi que eu finalmente percebi que sim, meu dom oculto era escrever. Havia nascido para aquilo e só um cego não notaria meu dom tão natural. Nesses cinco anos de trabalho, rendi tanto dinheiro para a editora de Matsumoto, que, sinceramente, ele podia beijar o chão que eu piso que ainda seria pouco.

Eu sou o melhor escritor que já existiu, e Takanori devia agradecer todos os dias por eu
ter escolhido publicar meus livros em sua editora, que nem teria reconhecimento se
não fosse por minha causa. Quando percebo o álcool começar a agir em meu organismo, trato de preparar algo mais ou menos decente para comer. Porque afinal de contas eu sou escritor e não chefe de cozinha.

Após preparar um arroz e um macarrão simples, sento-me e começo a comer, sozinho… como sempre. Minha família toda mora bem longe de mim, meus pais vivem em Kanagawa e eu não
desejava e nem mesmo ousava passar pela minha cabeça casamento.

Já tive sim, alguns relacionamentos fracassados no qual não duraram nem mesmo três
meses. E todos terminavam com a mesma desculpa “você é egoísta demais, faz apenas coisas que irão te proporcionar algum bem no final! não pensa nos outros!”.

E eu? Apenas dava de ombros e fingia que era surdo, para mim não importa o que os outros pensam ou falam de mim, a única coisa que me interessa é eu próprio, o resto? é o resto.

Termino tudo e subo de volta ao meu quarto, jogo-me no colchão macio sentindo o mesmo ceder sobre a influência de meu peso. Fecho os olhos e a conversa que eu troquei com Takanori retorna com força, despertando em mim a curiosidade crescente e a sensação de que algo irá acontecer.

E eu torço para ser algo bom.


Meus olhos se abrem de forma preguiçosa com aquele som que me causa asco, meu despertador. Como um pequeno pedaço de metal vermelho inanimado poderia me causar tanto ódio? eu não sei.

Ao me levantar de minha confortável cama, vou diretamente ao meu banheiro. Ao abrir a porta do imenso banheiro, caminho lentamente para a pia onde farei minha higiene matinal. Meu banheiro era extremamente lindo, digno de um Deus… que no caso, era eu. Meu banheiro tinha detalhes em mármore preto com um vermelho vinho que me deixava mais relaxado, sem contar na banheira que atiçava minha imaginação.

Depois de toda a parte chata ter sido feita, e minhas roupas postas, desço as escadas dando de cara com Amaya, minha empregada. Ela já deveria ter ido embora porém claramente se atrasou e teve que fazer algo agora.

– O que faz aqui? - pergunto à ela sem olhá-la nos olhos. Ela não merecia.

– Meu senhor, peço mil desculpas pelo atraso. O senhor sabe que minha mãe está no hospital e e-eu preciso cuidar dela… - Dizia já derramando lágrimas grossas.

– Você deveria beijar os meu pés e agradecer ao seu Deus estúpido por eu não demiti-la! - Disse eu com asco.

– Volte ao seu trabalho! e quando eu voltar não quero ver nem sua sombra aqui! – exclamei firmemente.

– S-sim senhor Takashima… - Diz ela sumindo do meu campo de vista.

– Gente inútil. - Murmurei.

Eu me recuso a comer ainda, tenho muitas coisas para fazer, quem sabe na volta. Pego minha maleta preta que continha meu notebook e meu pen drive de cima do sofá e saio de casa as presas. Um atraso era a última coisa que eu queria.

Sabe, Takanori deveria beijar meus pés toda a vez que lhe trago um novo livro. Se não fosse por mim, essa espelunca que eles chamam de “editora Matsumoto” já teria fechado à um bom tempo.

Ao entrar em seu escritório, vejo o pequeno sorrindo para mim e murmurando algo como… “bom dia”. Sem nem o responder, lhe dou meu pen drive contendo meu novo livro.

– Cuidado com isso. - Digo fazendo o baixinho me olhar embasbacado.

– Ainda não confia em mim? - Diz ele parecendo magoado.

– Eu confio em você, só não sei se poderia fazer algo tão bom quanto eu… - Digo entre um meio sorriso. Eu sou o melhor no que eu faço, eu vim colocar a literatura nos eixos.

– Arrogante... - murmura o baixinho que é ignorado por mim.

– Qual é a novidade que queria me contar? – pergunto curioso. Afinal, ele fez tanto mistério não é mesmo?

– Ah sim, sobre isso… bom, temos um novo escritor conosco e… cara, eles estão dizendo que ele é melhor que você. - Diz Takanori meio receoso claramente com medo de minha reação.

Antes mesmo de eu conseguir expressar alguma reação, Takanori joga uma revista sobre críticas literárias na minha frente.

Pego a revista com ódio e leio coisas que me fazem quase suar frio.

“Novo escritor auto denominado Kai, estaria superando o escritor destaque Takashima Kouyou? Kouyou sempre foi considerado um rei, mas pelo visto seu reinado está acabando.

Kai, trás uma nova coisa para a literatura, algo que não havia sido explorado por ninguém mais antes. Kai mistura a literatura gótica com uma poesia viva e envolvente. É espetacular!”

Raiva. Ódio. Medo. Todos os sentimentos negativos existentes se apoderaram de mim de uma só vez. Eu não conseguia me conformar… como… como… COMO?!

– Te vejo depois Takanori, passar bem. - Digo pegando a revista e me levantando bruscamente da cadeira e batendo a porta atrás de mim.

Só pode ser um sonho, é impossível ser real. Sinto o álcool tomando posse de meu cérebro e me fazendo querer esmurrar a cara do tal Kai, até sangrar e fazê-lo implorar por misericórdia. Como… como?

Era cedo da tarde ainda, e eu estava prestes a fazer a coisa mais doida de toda a minha vida… Eu iria marcar um encontro com esse tal Kai para tentar entender o motivo de tudo isso.

Sentado em meio aos estilhaços de garrafas de whiskey em minha volta eu lia os livros de Kai, tentando entender como ele conseguiu me superar. É impossível ainda ao meu ver, eu sou insuperável, eu sou um Deus… Eu não escrevo qualquer merda por aí! eu escrevo coisas profundas…

Como um moleque de no máximo uns 25 anos com uma escrita supérflua e fútil poderia me superar? É impossível.

Rio com desgosto. – Talvez esse encontro vá ficar para amanhã, temos muito para fazer. - Gargalhei rumando ao meu computador pronto para colapsar de tanto escrever.

Quando o som estridente de meu despertador ecoou pelo cômodo, eu já me
encontrava em pé, parado feito uma perfeita estátua de mármore que qualquer
escultor que se preze se mataria para tentar copiar minha imagem perfeita através de
uma escultura.

Vou até ele e o desligo utilizando mais força do que o necessário. Permaneci até as
duas da manhã escrevendo, e o restante da noite acordado remoendo tudo que se
passou ontem.

Kai

Só de mencionar mentalmente aquele nome ridículo, já sentia todo meu corpo se
arrepiar e meu estômago embrulhar causado por uma náusea forte. Aquele infeliz vai se arrepender do dia que ousou nascer, quem ele pensa que é para atravessar o caminho de Takashima Kouyou? Um louco, com certeza.

Decido entrar no meu espaçoso banheiro e logo após tomar um banho rápido, saio e visto uma roupa simples que não condiz em nada com a minha personalidade.

Ao descer as escadas encontro a casa completamente vazia, a mal agradecida de
minha empregada ainda não havia chegado, mais uma vez atrasada e isso para mim
era imperdoável. Tinha que ir atrás de uma nova empregada com urgência, o que não falta nesse país de merda são pessoas dispostas a trabalhar.

Poucos minutos depois estou diante de um Starbucks que se encontrava parcialmente vazio. Escolho uma mesa um pouco afastada e fico esperando a moça vir anotar meu pedido. Fico esperando mais um pouco, ele estava atrasado e se tem algo que eu não tolero é atraso. Detesto ficar esperando.

Qual era a pessoa que aparentemente não tinha responsabilidade para cumprir seus próprios compromissos? Tanabe Yutaka que eu tive o desprazer de conhecer como Kai.

Já estava terminando meu cappuccino quando a porta se abre, um rapaz de aparência
jovem, com os cabelos médios loiros e um ar simpático adentra o recinto. Ele vasculha
o local com os olhos e parece ter conseguido encontrar o que queria quando seu olhar
encontra o meu.

O rapaz caminha na minha direção e sorri simpático – sorriso no qual eu não consegui
corresponder – e dois furinhos atraentes surgem em suas bochechas.

- Você deve ser o famoso Takashima Kouyou. Prazer, eu sou o Tanabe Yutaka ou Kai como preferir. – Havia gostado daquele “famoso” entre a sua fala e eu não podia não concordar com
ele ao se referir comigo utilizando tal adjetivo.

- Sim, sou eu, sente-se! - Ele se acomodou na cadeira diante de mim, o sorriso irritante ainda em sua boca.

A mesma menina que me atendeu se aproximou e Kai pediu apenas um cappuccino e eu preferi pedir mais nada.

- Fiquei muito surpreso com o seu email! - Começa ele soando estranhamente sincero.

- Mesmo? Por quê? - Ele me olha com os olhos arregalados, parecendo genuinamente surpreso com a minha pergunta.

- É que você é um excelente escritor e bem famoso também, nunca imaginei que alguém como você iria querer falar comigo. - Aquilo, de certa forma, fez meu ego inflar ainda mais, mas nem mesmo seus elogios fizeram minha raiva por ele diminuir. Eu ainda o detestava, e todo aquele ódio se alimenta ainda mais pelo simples fato de ele existir.

Se dependesse de mim, apenas eu seria o único escritor na face da terra. Ergo meu rosto em sua direção.

- Fico muito feliz em ouvir isso, você não faz idéia. – Um resquício de sorriso bailou em
seus lábios, sorriso este que eu fiz questão de desmanchá-lo – No entanto, existe algo que eu não tolero, concorrência!

Kai franziu o cenho, sem conseguir compreender o que eu queria dizer com isso.

- Como? - Ele externa sua dúvida em forma de pergunta, e eu me encosto na cadeira tendo um
vislumbre maior de sua expressão confusa e amedrontada.

- Não se faça de inocente garoto, você sabe muito bem o que eu quero dizer! Eu não gostei nada, nada de saber que você está fazendo mais sucesso do que eu, isso eu não admito, será que deu para entender agora, pivete? - Ele olha ao redor engolindo seco, parecendo tão nervoso que parecia que ia sair correndo dali a qualquer instante.

– T-takashima-san... Será que dá para continuarmos essa conversa em outro lugar? - Ele pediu com a voz trêmula, finalmente paro e olho ao nosso redor percebendo enfim que algumas pessoas nos olhavam, atentas a nossa conversa alterada.

- Vamos então! - Jogo algumas notas altas o suficiente para pagar o que eu consumi e o que ele sequer teve tempo de provar e levanto da cadeira, ele imitou meu gesto e ambos saímos juntos da cafeteria. Descemos a pé mesmo – eu que não ia colocar aquele moleque em meu carro – pegamos uma rua paralela, logo adiante encontramos um jardim botânico, entramos ali e atravessamos uma pequena ponte de madeira e depois estávamos dentro de um bosque… sozinhos.

- Desculpe, Takashima-san, mas eu acho que você está exagerando... Eu não sou tão bom assim na escrita quanto você, eu já li alguns livros seus e sei do que estou falando, você...

- CALA A BOCA PIVETE! – perco o controle de vez e grito com ele, seguro na gola de seu casaco e ele me encara com os olhos arregalados. – Toda essa humildade e essa
pose de bom moço me dá asco.

Solto ele com força e o moreninho quase cai no chão, até que seria uma cena interessante, mas infelizmente o desgraçado tinha um excelente equilíbrio.

- E-eu não entendo… - Ele tenta falar e eu logo o interrompo.

- Para de ser bobo seu moleque insolente! – Exclamo irritado. – Já que até agora, o babaca não entendeu, eu vou explicar certinho…

Aproximo-me um pouco e ele dá um passo para trás, eu dou outro para frente e ele para trás mais uma vez, ficamos nessa até ele ficar encurralado no tronco de uma árvore.

Fico a centímetros de distância dele.
- Eu quero que você pare de escrever. – Seus olhos se arregalam. – Isso mesmo, se você não parar de escrever eu não responderei pelos meus atos, será que deu para entender?

- Isso é uma ameaça?

- Um aviso, se for teimoso o suficiente para me desobedecer... Bom, digamos que eu
não me responsabilizo pelo que acontecera com você! Está avisado!

E assim saio dali deixando aquele pivete para trás, encontro meu carro e após entrar
no mesmo vou até o meu apartamento. Assim que passo pela porta, sinto um par de olhos sobre mim, todo meu corpo se arrepia e eu passo a língua pelos meus lábios secos.

Minha paranóia fala tão alto que eu começo a vasculhar a minha casa atrás de um possível agressor, bandido, assassino ou que for, no entanto não encontro ninguém.

Me sinto tão desconfortável dentro de minha própria casa que saio e dou uma volta
para arejar a cabeça. Prefiro jantar em um restaurante de classe e nem me importo com o valor alto de minha refeição e depois de pagar saio do restaurante e pego um rumo qualquer.

Por incrível que pareça, eu estava com medo de entrar em minha própria casa. - Pare de ser bobo, Kouyou, não há nada de errado em sua casa, o único errado aqui é você!

Discuto comigo mesmo e crio coragem o suficiente para voltar para casa. Ao entrar subo direto para o meu banheiro, de banho tomado visto meu pijama de seda e logo deito-me para tentar dormir um pouco.

Durmo com a luz acesa mesmo, como forma de me deixar um pouco mais tranquilo, no entanto no meio da noite acordo assustado e suando frio, havia tido um pesadelo. E pode ser apenas coisa da minha cabeça, mas enquanto a minha mente continuava entorpecida por causa do sono, eu tive a sensação de ver um homem todo de preto
dentro do meu quarto.

Engulo seco e olho cada cantinho do meu quarto apenas para confirmar de que estava
mesmo sozinho, e felizmente estava. No entanto, a sensação de ainda estar sendo observado esmagava meu coração.

O que diabos está acontecendo comigo?

Ao olhar o relógio espanto-me, eram 03:00 horas da manhã! por qual motivo eu acordei justo agora?

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Esse barulho… vindo de minha sala de estar fez com que meu coração quase não batesse por 1 minuto… Parando para me concentrar no som… era como… uma bengala batendo no chão.

O que é isso? o velho esquizofrênico do 201 invadiu minha casa? - Vou direto ao telefone ligar para a polícia. Ao pegar o telefone preto que se localiza do lado da minha cama e colocar no meu ouvido… Eu ouço uma voz melodiosa rindo como se tivesse ouvido a piada mais engraçada do mundo.

Um grito clamando por socorro vem do outro lado da linha me fazendo cair no chão e arrebentar o fio do telefone graças ao susto que levei.

– Socorro! - ouço novamente. – QUEM ESTÁ AÍ?! - gritei em plenos pulmões. O medo estava me fazendo ficar irracional.

– socorro! - A inútil da minha empregada estava rastejando até mim com o corpo completamente queimado. – Minha mãe… POR SUA CULPA ELA MORREU! - grita ela me fazendo correr em desespero pelo meu extenso corredor.

– POR SUA CULPA! EU SÓ QUERIA CUIDAR DELA… SUA CULPA! – Ela some. Como mágica ela some. – Eu devo estar enlouquecendo mesmo. - comento para mim mesmo até ouvir uma coisa que me comprova minha lucidez.

– VOCÊ! - era Takanori, completamente sujo e ensanguentado. – VOCÊ ACHA QUE É O MELHOR HM? POIS BEM, NUNCA SERÁ! - Diz ele. - Eu desesperadamente desci minhas escadas com lágrimas de medo descendo de meus olhos deixando o que supostamente seria Takanori para trás.

Quando percebo, já me encontro em minha sala de estar. E lá estava ele, o homem de vestes negras e cabelos negros que atormentava minhas noites. Me observando com um sorriso irônico bailando nos lábios.

– Finalmente nos encontramos oficialmente. - disse ele sorrindo macabro.

– Q-quem é você? - pergunto trêmulo pelo medo que atravessava meu corpo.

– Eu sou… aquele que causa medo no ateu mais cético, eu sou aquele que atormenta às crianças a noite, eu sou aquele que de tudo sabe, eu sou aquele que te mostrará quem você realmente é. Eu sou a verdade. - diz ele com um ar divertido.

– Que brincadeira é essa? Kai é você? se for você se mostre agora! - digo tentando achar uma resposta plausível para toda aquela cena que se mostrava em minha frente.

– Pobre criança… - diz ele parecendo decepcionado. – Realmente não faz diferença. - diz ele ficando sério novamente.

Aqueles olhos… negros como a noite pareciam ler minha alma.

– Uruha venha aqui. - diz ele batendo com a bengala no chão. Do lado mais escuro da minha sala veio… eu mesmo… COMO ISSO ERA POSSÍVEL?

– Impossível… -digo quase desmaiando.

Logo o tal “Uruha” cai de joelhos na minha frente. O pior ainda estava para acontecer. Minha, ou melhor, sua pele começara a derreter deixando o corpo em carne viva e todos os seus órgãos internos expostos.

uma lufada de vômito de minha parte me deixa desnorteado

– Esse é como você realmente é, feio, nojento e acima de tudo… um nada. - disse ele com asco.

Preto. Era tudo o que eu vi depois disso.

Ao acordar no chão de minha sala de estar inicialmente suspiro aliviado acreditando que tinha sido só um sonho. Até ver correntes pesadas em meus tornozelos e pulsos fazendo meus braços doerem.

Com dificuldade me levanto e fico horrorizado com a cena, Meu corpo completamente queimado, quase irreconhecível…

– A arrogância fez isso com você Kouyou, aproveite a eternidade banhada em dor e sofrimento que enfrentará. - diz o homem de preto sumindo antes mesmo de eu conseguir dizer algo.

– A… Eternidade… -digo e me ponho a chorar no chão.


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Nesta quinta-feira, 23 de setembro, o escritor best seller corpo completamente queimado em sua casa nesta manhã. Não se sabe o que aconteceu realmente com o escritor. Seu

Nesta quinta-feira, 23 de setembro, o escritor best seller corpo completamente queimado em sua casa nesta manhã. Não se sabe o que aconteceu realmente com o escritor. Seus fãs estão arrasados.

“arrogância, irmã gêmea da mediocridade, é o veneno mais contundente da alma e do espírito, ela pode ferir sua vítima, mas seu dano maior será para si próprio." esta quinta-feira, 23 de setembro, o escritor best seller Takashima Kouyou foi encontrado com o corpo completamente queimado em sua casa nesta manhã. Não se sabe o que aconteceu

Nesta quinta-feira, 23 de setembro, o escritor best seller Takashima Kouyou foi encontrado com o corpo completamente queimado em sua casa nesta manhã. Não se sabe o que aconteceu realmente com o escritor. Seus fãs estão arrasados.

“arrogância, irmã gêmea da mediocridade, é o veneno mais contundente da alma e do espírito, ela pode ferir sua vítima, mas seu dano maior será para si próprio aconteceu rea

March 10, 2019, 3:14 a.m. 0 Report Embed 0
The End

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Burialriotbitch Jrock / Visual kei/oshare kei / Non-binary [he/him] / Brazilian ★ / the GazettE hard fan / 伝え切れぬ程 此処は暗くて何も見えない 終わる事の無い空白に何を見る?/ we rock!

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