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accohen Ana C.Cohen

Percy e Nico não eram irmãos. Eles tinham crescido na mesma casa, tido os mesmos amigos e frequentado os mesmos colégios, mas eles, definitivamente, não eram irmãos. Eles não se sentiam como irmãos e não agiam como irmãos, o sentimento fraterno que deveria estar lá nunca se mostrando presente. Nada disso importava para Nico, e tão pouco parecia ter importância para Percy; o essencial eram os gemidos, o barulho de pele batendo na pele e o que acontecia entre quatro paredes quando não havia ninguém mais para presenciar.


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#yaoi #percico #pernico #nico-di-angelo #percy-jackson
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Parte I

Esse era o momento em que o garoto de traços italianos, pele morena oliva e estatura pequena mais esperava a cada amanhecer, era o momento que Nico agarrava o travesseiro, afastava as pernas e mordia o pedaço de pano para não fazer barulho.

Esse era só mais um começo de dia, um como qualquer outro na casa dos Di Ângelo-Jackson. Parecia ridículo, mas Nico tinha adotado um tipo de rotina desde o último mês, desde que havia criado coragem para fazer o que sempre quis fazer. Ele acordava, tomava um longo banho e… e pegava o lubrificante que agora tinha um lugar fixo debaixo de seu travesseiro, o levando para o banheiro enquanto se abria com três dedos. Ajoelhado no chão duro de porcelana e de pernas abertas, um após o outro, seus dedos eram inseridos, rápidos e precisos, tão eficientes que não demorava muito para ele gemer, sua abertura tão relaxada que o fazia pensar que ele era feito para aquilo, para ser fudido contra qualquer superfície disponível e ser preenchido de sêmen até transbordar. Entretanto, suas doces fantasias nunca duravam muito mais do que alguns minutos e antes que ele percebesse, Percy estava em frente a ele, pelado e com o membro ereto, o pegando no colo e o colocando na cama, o fazendo ficar de quarto e entrando dentro dele sem aviso algum, somente segurando em sua cintura e puxando seu cabelo para trás, o fazendo curvar a coluna na posição perfeita que faria Percy o foder como se não houvesse o amanhã.

Agora, ali ele estava, Nico debaixo de Percy, gemendo feito uma vagabunda, sentindo cada estocada dos quadris de Percy como se eletricidade passasse por seu corpo, uma em especial indo mais fundo do que as outras, alcançando dentro dele um lugar completamente novo, o fazendo rebolar no membro longo e se abrir mais para Percy, querendo sentir cada pontada de dor e cada faísca de prazer que deixava suas pernas bambas, sua respiração instável e sua mente em um branco, somente concentrado na próxima sensação.

Shhhhh... disse a si mesmo, arfando. Já podia ouvir a voz de Sally e de seu pai no andar de baixo, junto com o tilintar de talheres e panelas sendo fechadas. Logo, Sally bateria em sua porta para avisar que o café da manhã estava pronto com sua voz amorosa e olhar bondoso, sempre com um sorriso gentil no rosto.

— Porra, Nico! hmmm… — Percy murmurou enquanto cavalgava Nico, forte e rápido, ronronando baixinho e rouco ao pé do ouvido de seu pequeno irmão adotivo, tão aberto e tão macio onde quer que ele tocasse, que fazia cada pêlo no corpo de Percy arrepiar só de pensar que Nico era só dele, que ele era o único que fazia Nico gemer assim, tão alto e sem pudor, como se doesse, como se ele estivesse no cio e somente Percy pudesse ajudá-lo, de novo, de novo e de novo, até que eles não pudessem mais e a necessidade dentro deles fosse suprida.

Sim, Nico sabia de tudo isso; sabia que tinha que ficar quieto, sabia que tinha que aceitar os termos de Percy e se sentir agradecido pelo pouco que o irmão lhe dava. Mas era tão, tão difícil! Porque Percy era ótimo no que ele fazia, não importando o papel que estivesse desempenhando; poderia ser o de irmão protetor, de filho comportado ou o de amigo fiel, Nico não poderia negar que Percy sabia o que fazia em todos os sentidos da palavra.

Mas… Percy nunca avisava quando a brincadeira estava prestes a acabar. O irmão se empurrou mais fundo dentro de Nico e, segurando na cintura fina, Percy rebolou dentro de Nico, o fazendo se deitar completamente na cama, incessante e sem perder o ritmo, tão rápido e tão forte feito um cavalo de corrida. Nico gemeu contra o travesseiro, rebolou contra os quadris de Percy e se roçou contra os lençóis tentando aliviar seu membro dolorido enquanto Percy o acertava no ponto certo, sentindo o irmão se afundar dentro dele de novo e de novo e de novo até que com uma estocada firme e profunda, Percy gozou, rebolando dentro de Nico, tentando ir mais fundo ainda e fazendo o interior apertado e pulsante mamar cada gota de sêmen que ele tinha a oferecer.

— Obrigado, cara! Eu ‘tava precisando disso. — Percy sempre dizia algo parecido com uma voz despreocupada e brincalhona, mas dessa vez, Percy fez mais; lhe deu um tapa estalado nas nádegas e a apertou em seguida enquanto deixava que o membro agora murcho saísse da entrada completamente alargada de Nico, observando um trabalho bem feito. — A gente se vê, pequeno.

Percy se levanta e coloca o jeans que estava jogado no chão, saindo do quarto logo em seguida.

Era sempre a mesma coisa.

— Merda. — Nico fungou baixinho contra os travesseiros e arfou sem fôlego. Seu interior pulsava e ardia e seu membro estava tão duro que doía, babando enquanto sujava seus lençóis, tão sensível e a beira do clímax que parecia tortura. De alguma forma, Nico nunca conseguia chegar lá quando Percy o fodia, não importa o que forte ele o fudesse. Ele não sabia se era porque era tão bom que ele apenas conseguia se concentrar na sensação de Percy entrando e saindo dentro dele ou se era porque uma parte dele era masoquista, que gostava de sofrer e não ligava se Nico tivesse um final feliz ou não.

Deveria ser a única explicação. Porque mais ele teria coragem de transar com o irmão adotivo que ele conhecia há quase de dez anos, bem debaixo do nariz dos pais, e deixar que isso continuasse acontecendo? Porque se isso acontecia, era tudo sua culpa; era porque Nico implorava e ainda por cima gostava de cada mísero momento. Dia a após dia, Percy fazia o mesmo, o usava do jeito que quisesse e depois saia do quarto como se nada tivesse acontecido. O pior era saber que esse havia sido o acordo entre eles, o pior era saber que gostava de cada segundo e de cada fagulha de humilhação que o deixava excitado como ninguém jamais conseguiu fazer. O difícil era ter que encarar seu pai e ver a mãe de Percy, a doce Sally, lhe oferecer um copo de suco no café da manhã enquanto Percy sorria com uma expressão satisfeita no rosto.

Era fácil fingir que nada acontecia quando era só ele e Percy, o irmão o fudendo contra o colchão, sem arrependimentos e sem emoção.

Entretanto, seria perfeito se ele pudesse gozar no processo.

Com as pernas tremendo e membro babando, Nico se ajoelhou na cama o melhor que pode e abriu a gaveta do criado-mudo, pegando seu favorito dildo vibratório, um de cor clara e silicone duro, levemente curvado para cima.

Nico abriu as pernas, colocou a base sob a cama com o vibrador ligado e deixou que seu corpo fizesse o resto; deslizou sem problemas até o fundo e só parou quando chegou na base, sentado confortavelmente, sentindo seu corpo se adequar a intrusão, ainda molhado e aberto por causa de Percy. Era o paraíso no inferno; nunca seria bom como a coisa verdadeira, o silicone nunca se moveria como Nico gostava ou pareceria real como ele mais queria, mas era um consolo, era o que o faria gozar e aliviar aquela necessidade que seu corpo precisava.

Porra, ele se sentia tão cansado, tão frustrado! Embora esse passo também fizesse parte da pequena rotina deles. E como em todas as manhãs, assim que Percy saiu, Nico se segurou no batente da cama e se ajoelhou, se posicionou sobre o brinquedo e rebolou enquanto descia, pouco a pouco, gemendo baixinho e encontrando o ângulo perfeito, deixando que seus quadris fizessem o que eles mais gostavam de fazer; se sentiu cavalgar o pedaço grosso de silicone e fechou os olhos com a cabeça jogada para trás, feliz por ao menos ter aquele pequeno alívio, mas um alívio certeiro que alcançava exatamente onde ele mais gostava.

Nico, então, sentiu a cama balançar e uma mão forte o segurar pela cintura, parando momentaneamente seus movimentos, seguido da voz de Percy, baixa e rouca a seu ouvido:

— Quem te deu permissão para fazer isso, hmmm? — A mão de Percy deslizou da cintura para o abdômen de Nico, massageando o leve contorno que o dildo fazia sob a pele. — Você é meu. Pensei que tinha deixado claro.

Não! Nico estava tão perto… tão perto…

— Eu--eu não pensei que você se importava? — Nico gemeu baixinho, sendo segurado por Percy, imóvel e empalado, o fazendo sentir o silicone dentro dele vibrar e fazendo sua frustração crescer.

Ele só precisava de mais um pouco…

— Oh, bebê. Será que você não entendeu? Você é meu. Seu corpo é meu. Seu gozo é meu. Você se lembra o que você me disse?

Ah, Nico se lembrava. Lembrava bem até demais. Talvez tivesse sido um erro, um doce erro, mas um erro que ele não conseguia abrir mão. Seu olhos arderam e seu membro babou mais, pulsando entre suas pernas, seu interior querendo mais e mais, Percy a seu lado só fazendo seu prazer e humilhação crescer.

Percy deslizou uma mão por sua cintura e chegou a sua bunda, apertando e massageando sua pele. Uma palmada então veio, bem colocada e ardida, no centro de sua nádega direita o fazendo pular e gemer, apertando o brinquedo dentro dele e massageando seu interior da melhor forma possível.

Sim, ele precisava só de mais um pouco.

Será que Percy o deixaria gozar? Só dessa vez, nos dedos do irmão? Será que ele deixaria? Nico precisava tanto…

— Hmmm… que gostoso. Você gosta disso, não gosta? Tudo o que o meu bebê tem que fazer é pedir.

Percy, então, inclinou o corpo de Nico para a frente e ainda o segurando com uma mão em sua cintura, com a outra Percy agarrou na base do brinquedo e testou o quão apertado Nico estava; ele puxou para fora devagar, deixando dentro apenas a ponta da cabeça gorda e a girou dentro de Nico, empurrando o vibrador para dentro com força, arrancando um gemido de Nico que reverberou por todo o quarto.

— Shhh… você não quer que nossos pais escutem, quer? Isso, eu sei do que você gosta. É assim, não é? Rápido, gostoso e forte. Você quer que doa, não quer? Mas… realmente doí? Eu não acho que não. Você gosta assim, quando mais fundo, melhor. Certo? Mais rápido? Sim, assim mesmo…

Nico voltou a esconder o rosto no travesseiro e gemeu longamente, deixando que a voz de Percy se derramasse sobre ele.

Isso nunca havia acontecido antes. Percy o fodia contra a cama, gozava e deixava para ele terminar sozinho e só, sem toques ou palavras, só um obrigado. Nico nunca pensou que Percy pudesse falar... falar aquilo para a ele ou… ou tocá-lo como ele fazia agora. Nunca pensou que fosse sentir tanto prazer com um pedaço de silicone que entrava e saía sem parar dentro dele, de novo e de novo, mais rápido do que Percy poderia fudê-lo com o próprio corpo, mais fundo e mais fundo, o preenchendo mais rápido do que Nico podia processar.

Mas o que fazia sua cabeça realmente girar era Percy o tocando por todos os lados. Ele tinha os lábios encostados a sua nádega quente, a tornando mais quente ainda enquanto Percy mordia sua pele; ele tinha uma mão massageando o membro molhado de Nico, brincando com suas bolas e glande, apertando e massageando lentamente e… e ele tinha a outra mão movendo o dildo dentro dele, rápido, tão rápido e tão agressivo que Nico não conseguia pensar. O barulho molhado do brinquedo batendo em sua pele era tão obsceno que o fazia querer tapar os ouvidos de tanta vergonha.

Nico nunca tinha sido fodido com tanta força em toda a sua vida. E--e ele gostava. Gostava de cada empurrão dentro dele, cada sussurro e cada barulho que seu corpo fazia.

— Você vai gozar para mim, bebê? Gozar nos meus dedos? Gozar como se fosse meu pau te fudendo até o orgasmo vir? Ah! Sim, aqui está. Você consegue sentir?

E Percy estava certo. Nico não conseguia se controlar. Sentiu como se um choque subisse por suas pernas, as tornando bambas e chegasse até seu interior, se dividindo entre sua próstata e seu membro, fazendo sua mente ficar em branco por segundos intermináveis, choque atrás de choque, até nada mais restou além da respiração rápida de Percy contra sua pele e a mão dele sobre seu corpo.

— Agora, sim. Viu? Você só tinha que pedir.

Nico continuou onde estava, estatelado contra os lençóis, e tentou raciocinar. De bunda para cima e respiração instável, tudo doía; seu rosto estava tão quente que ele podia sentir o calor emanando de sua pele. Nunca havia se sentido tão humilhado em toda sua vida. Não, não era isso, era diferente, era uma mistura de emoções; tinha certeza que o sentimento era outro. Era algo que deixava seu interior fervendo e sua pele febril, que o fazia querer se esconder e se oferecer em uma bandeja de ouro para Percy ao mesmo tempo. Mas… mas, Nico seria tudo o que Percy quisesse com tanto que Nico pudesse se sentir assim; tão humilhado, mas aquecido por dentro e amado, mesmo que fosse de uma forma totalmente distorcida.

— … co, vamos lá. Me deixe ver esse rostinho bonito.

Nico então arfou, desenterrando o rosto do travesseiro e se sentindo mais envergonhado ainda. Mas tudo estava bem, porque Percy sorria para ele e… e segurava o membro ereto e pronto em frente a seu rosto.

Nico olhou para os olhos de Percy e entendeu perfeitamente o que o irmão queria. Deixou que Percy o guiasse para mais perto e gemeu baixinho quando aquelas mãos grandes agarram sua cabeça e o puxaram para fora da cama pelos cabelos, finalmente esfregando a cabecinha inchada em seus lábios. Percy de pé e ele de joelhos entre as pernas do irmão. Eles nunca havia feito aquilo, mas Nico havia treinado com afinco na esperança de que um dia Percy o deixasse tocá-lo como Nico mais queria. É por isso que Nico tomou um fôlego profundo, protegeu os dentes com os lábios e relaxou nas mãos de Percy, sentindo a cabeça gorda passar por seus lábios e o talo alcançar sua garganta de uma vez só, o fazendo engasgar e tossir, sem resistir quando as mãos de Percy o manteve engasgando.

— Eu sinto muito, bebê. Eu esperei por tanto tempo. Você entende, certo? — Percy falava como se tentasse se desculpar, mas Nico não via motivo. Nico gostava, ele não estaria aos pés de Percy feito seu brinquedinho sexual se não gostasse.

— Porra! Tão talentoso. Com quem você andou treinando, hmmm? Foi aquele seu amigo da escola? Ele teve te ensinando essas coisas?

Nico tentou mover a cabeça e dizer que não, que ele nunca faria isso, que ele só conseguia pensar em Percy e em quando Percy o fuderia novamente, o deixando frustrado e insatisfeito, lhe dando mais uma migalha de atenção.

— Hmm... eu acho que eu não ouvi? Mas isso não é importante, é? Você sabe o que fazer.

E Nico sabia. Ele se remexeu em sua posição, ajoelhado no chão, ainda com dildo dentro dele vibrando, e segurou nas pernas de Percy, abriu os lábios o máximo que pode e chupou e engasgou, usou a língua para acariciar onde pudesse tocar enquanto sua boca fazia aquele vai e vem rápido e molhado com a ajuda de Percy, muito menos agressivo do que Nico esperava.

— Eu posso gozar na sua boca? Ou você prefere nesse rosto bonito? Hmmm, você gostaria disso? Nico, bebê. Você vai tomar tudinho, vai?

Nico quase pode ouvir a palavra ‘papai’ saindo dos lábios de Percy, não que a afirmação estivesse tão longe de ser verdade. Percy o defendia e cuidava dele, comprava coisas para ele e dava o que ele precisava quando Sally ou Hades não estavam perto para suprir suas necessidades. Nico não se incomodava com a ideia, pelo contrário, estaria pronto se Percy quisesse brincar de casinha. Mas, em seguida, Nico arfou surpreso e esqueceu o que pensava quando Percy se afastou dele, se sentando na cama com o membro ainda ereto apontando para cima, tão perto de seu rosto, mas tão longe ao mesmo tempo.

Nico não perdeu tempo, ele engatinhou olhando para o olhos de Percy e tocou suavemente nas pernas abertas do irmão, pedindo permissão.

— Ah, como o meu bebê é guloso. Ele está em fase de crescimento? Me deixe ver. — Percy perguntou e então tocou no membro de Nico que estava ereto novamente, fazendo o pequeno estremecer dos pés a cabeça.

— Ainda não foi o suficiente, foi? Com você nunca é. Mas eu tenho uma coisa para te dizer… — Percy se aproximou do ouvido de Nico e sussurrou bem baixinho — …pra mim também não é.

Percy então jogou Nico na cama de barriga para baixo, montou em cima dele e fechou as pernas de Nico, sentando nas nádegas ainda doloridas do irmão e voltou a penetrá-lo, o cavalgando fundo e rápido. Dessa vez, Nico não teve nem tempo de esconder o rosto; Percy puxou Nico pelos cabelos e começou a cavalga-lo, para a frente e para trás, fazendo Nico gritar a plenos pulmões, um longo e doloroso gemido que fez a pele de Percy se esquentar como nada mais poderia.

— Oh, bebê. Você é tão bom. O melhor que eu já tive. Ninguém se abre assim para mim, ninguém geme desse jeito para mim. Hmmm… — Percy ronronou, voltando a abrir as pernas de Nico, o colocando de quatro e voltando a se enfiar dentro dele, massageando asperamente entre as pernas de Nico. — Hmmm… acho que vou ficar com você, vou manter você bem juntinho comigo. O que você acha disso? Você acha que consegue?

Nico no momento não conseguiria fazer nada. A única coisa que sabia era que seu mundo estava desmoronando, mas que a voz de Percy o mantinha flutuando e o corpo sob o seu o preenchendo de novo e de novo o mantinha conectado à realidade. Mas ele não podia mais, não havia nada que seu corpo pudesse continuar a dar; o ar havia abandonado seu corpo e seus pensamentos haviam escapado para longe; ele não podia mais, mas seu corpo seguia o ritmo de Percy, de novo e de novo e de novo, de novo até Percy dissesse que era o bastante.

Nico sentia vontade chorar; talvez ele já estivesse. Isso algum dia teria fim, essa vontade de estar perto de Percy mesmo que fosse desse jeito? Mesmo que tudo dentro dele doesse e que cada fibra em seu corpo o pedisse para parar?

O que havia de errado com ele?

— P-por favor… — Nico conseguiu falar, choramingando, algo que mais parecia um miar, baixinho e agudo, arrancado do fundo de seu peito.

— Shhh… estamos quase lá. Você pode sentir?

Oh, sim. Ele sentia. Sentia a forma que apertava Percy dentro dele, suas respirações rápidas e movimentos apressados. Sim, ele sentia. Sentia seu coração disparar e.. e deuses! A mão de Percy ainda o estimulava, urgente e áspera, sentindo que Percy não pararia até que Nico gozasse.

Ele queria, ele jurava que queria, mas faltava alguma coisa… alguma coisa que ele não conseguia dar nome… alguma coisa…

— Goze para mim. — Percy disse com a voz rouca e com uma estocada profunda e rápida.

Nico grunhiu desesperado e frustrado, sentindo a ordem reverberando em seus ossos, a voz autoritária, intrínseca e enraizada nele, de seu irmão mais velho lhe dizendo para obedecer, para ser o garoto obediente que Percy conhecia. Entretanto, era difícil se concentrar; os quadris de Percy batiam contra sua bunda quente e suas mãos o apertavam tão forte deixariam marcas, o trazendo um pouco mais perto do precipício, mais e mais até que… Ah! Nico gemeu surpreso, Percy segurou em seu rosto e encostou seus lábios, o primeiro beijo deles! O choque daquele simples contato fazendo sua cabeça girar e… Ah! Finalmente… Sim! Porra! Nico achava que estava guinchando, que desmaiaria a qualquer momento.

Ele piscou, tentando impedir as lágrimas de caírem, mas… deuses, doía, era a única coisa que Nico sabia. Doía e era a melhor das dores. Nico guinchou e se curvou contra Percy, seu corpo tensionando por completo e fazendo Percy ter que segurá-lo contra seu peito, fazendo os movimentos do irmão mais frenéticos e agressivos ainda, mantendo Nico imobilizado e gemendo embaixo de Percy, se contorcendo todo e grunhindo. E então o alívio veio, Percy estremeceu dentro dele, beijando seu pescoço e os mantendo colados quando Nico estremeceu pela última vez, soltando um gemidinho dolorido e se deixando relaxar nos braços de Percy, seu pequeno membro gozando seco.

— Porra, Nico. — Percy ronronou no ouvido dele, se retirando dentro de Nico.

Nico se ouviu soluçando e escondeu o rosto novamente, tentando respirar sem se humilhar mais ainda, não entendendo porque isso estava acontecendo. Aquele tinha sido o melhor sexo da vida dele e ele achava difícil qualquer coisa se comparar. Mas então Nico sentiu… sentiu o sêmen de Percy escorrendo por suas pernas e… deuses! Percy estava brincando com sua entrada abusada, empurrando o sêmen que escorria para dentro. Nico não precisava olhar para Percy, para saber o que o irmão pensava. Mas ele queria, queria ver a emoção que poucas vezes Percy deixava transparecer.

Nico, então, se virou de barriga para cima e observou Percy, ele tinha um certo brilho no olhar e mordia os lábios como se quisesse fazer algo que ele não deveria. Nico deixaria se Percy pedisse, porque não havia nada que ele não fizesse por Percy.

Ele abriu mais as pernas e se deitou nos travesseiros, mantendo suas mãos acima da cabeça, ainda observando Percy e ainda soluçando baixinho; membro murchando lentamente e rosto corado, embora o que fizesse seu coração disparar fosse os brilhantes olhos verdes do irmão e a visão daqueles cabelos bagunçados como se um furacão tivesse passado por cima de Percy.

— Você acha que agora foi suficiente? — Percy finalmente disse, sentado entre as pernas de Nico, sua respiração ainda descompassada. Ele massageou a entrada de Nico e depois deu dois tapinhas ali, fazendo Nico guinchar e se contorcer todo, lágrimas escorrendo por seu rosto e sua entrada pulsando e expulsando mais esperma.

Nico abriu os lábios, mas voltou a fechá-los, um soluço saindo no lugar. O que ele deveria falar? Que ele nunca ficaria satisfeito em ver Percy saindo de seu quarto como se nada tivesse acontecido? Dizer que ele não gostava de ver Percy se afastar e que cada passo que ele dava Nico se sentia mais sozinho? Nico preferiu dar as costas para Percy e respirar fundo, ele não seria aquele que diria a última palavra. Mas ao Invés de ouvir a porta bater, Nico sentiu o colchão se mover levemente. Um corpo se deitava ao lado do seu, o puxando contra um peito largo e forte, o abraçando, encaixando seus corpos e colocando o rosto contra a nuca de Nico.

Uma mão repousou em sua cintura e a outra segurou em seus cabelos, virando o seu rosto para encará-lo.

— Você cheira tão bem. O que é que te faz tão especial, hmmm?

Nico arfou, dessa vez, por um motivo totalmente novo. Isso não fazia parte da rotina deles. Definitivamente.

Era a única coisa que não fazia.

— Percy, o que você está fazendo? Nossos pais… eles podem entrar a qualquer momento. — Nico disse isso, mas ficou onde Percy havia o colocado, segurando na mão que Percy tinha tocado em seu peito, tentado a fechar os olhos enquanto Percy segurava em seus cabelos e o encarava fixamente.

Nico não se lembrava de se sentir tão bem.

Ou tão assustado.

— Eu disse que ia ficar com você, não disse? Quem liga se eles verem. Eles já sabem, de qualquer jeito.

— Eles--eles sabem? — Nico tentou sair dos braços de Percy, mas Percy o puxou de volta e o prendeu em um abraço apertado, uma mão o segurando pela cintura e outra pelo ombro.

— Não faça isso. Você vai ser o meu garoto obediente e fazer tudo o que eu mandar, não vai?

Como Nico poderia dizer não quando Percy falava desse jeito, todo confiante e rouco ao pé do ouvido dele, o segurando tão firme e gostoso?

Nico acenou que sim e relaxou, sentindo seus corpos se moldarem juntos novamente.

— Esse é o meu garoto, vou te recompensar por todo o tempo perdido.

Ele não sabia o que isso significava, embora tivesse somente uma certeza.

Nico faria tudo o que Percy mandasse.

March 6, 2019, 7:06 p.m. 0 Report Embed 119
To be continued...

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