Lavandas e Chocolate Amargo Follow story

Blue Martell Blue Martell

Era boba, mimada e medrosa. Mas às vezes, como o lago Okishiki, sua bobagem, seus mimos e seu medo congelavam e ela podia ser quem realmente era. Longe de Hiashi, era destemida, corajosa e impetuosa. Que pudesse ser mais assim, tão doce e bonita quanto as lavandas que tanto adorava, mas não era... Quando o ímpeto passava era amarga, tão amarga quanto os chocolates amargos que ele amava...


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#drama #amigosecreto #igrejanejihina #doençadasflores #hanahakibyou #nejihina #hentai #angst #naruto #romance
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Gosto de Lavanda


° Hello! Mais uma história, primeiro hentai... Rindo de nervouso. Espero que gostem real. Eu ainda não sei se ela vai ter continuação, mas tem muito material em andamento, por isso, não marquei a caixinha terminada.

Outra coisa: tem uma leve e implícita Hanahaki Byou na história. Não é suposição, não é delírio. A doença está presente e se eu continuar a história, a Hanahaki Byou vem junto hahahah sorry!

E pra quem não sabe, a hanahaki byou é uma doença literária que afeta vitimas de amor não-correspondido. Quando alguém adquire essa doença, seus pulmões se enchem das flores preferidas da pessoa que ama. O primeiro estágio é tossir pétalas, o segundo estágio vomitar flores e o terceiro, buquês inteiros.

No mais, espero não ter sido tão cruel!

Aproveitem a leitura! °

°°°


Rolinho primavera.

Ela amava rolinho primavera.

Tinha um toquinho tão doce quando ela colocava na boca e, logo em seguida, ela bebia o chá verde com limão que também adorava. Se aquele restaurante sempre desse amostra grátis desse mesmo prato, eles iam crescer mais rápido que o Hyuuga's Temple.

Mas ali, naquele restaurante pequenino ainda em ascensão, poderia ser quem era… E nada mais importante para Hinata do que ser a pessoa que realmente era naqueles longos, passageiros e raríssimos minutos.

Enquanto mastigava sem pressa, decidiu olhar pelo vidro embaçado pela fraca neve que caía lá fora, o espelho enorme em que havia se transformado o lago Okishiki refletia o quanto sua alma estava fraca daquela vida, mas que a resignação ainda estava presente.

A vela na sua mesa se apagou, e tão rápido quanto a luz desvaneceu ela viu um raio de luz móvel se mover a sua frente pra acender a pequena vela. Os cabelos dele, preso com alguns fios que mais pareciam chocolate soltos pelo rosto, as maçãs do rosto coradas pela correria do pequeno restaurante, a curvatura dos lábios finos marcada em uma expressão severa, desprendendo um leve cheiro de lavanda… Ele parecia ser extremamente impecável em tudo que fazia. E isso o fez chegar, deixá-la impactada e sair sem que ela pronunciasse uma palavra.


Quando pensou em dizer, ele já ia longe, com os fios soltos do cabelo no rosto e um bloquinho de notas, pronto para atender outro cliente. Ela ficou ali, enquanto vários atendentes passavam, e enquanto eles iam e vinham, ela só prestava atenção nele.

Levantou a plaquinha que indicava que queria atendimento, e logo um loiro de pele bronzeada e sorriso iluminado chegou:

— O que deseja, moça? — ele disse, com um sorriso.

— Err… Eu queria uma sopa wonton acompanhada de mais chá verde com mochiron e dangos, por favor.

Ele assentiu, sorridente, e antes que saísse ela puxou delicadamente seu avental, dizendo em seguida:

— Pode pedir pro moço de cabelos castanhos trazer o pedido? Eu seria extremamente agradecida.

Viu o moço arregalar os olhos como se entendesse alguma coisa, seguido de um “ahh!” e uma corrida apressada até quem ela pedira que lhe trouxesse o pedido. Os olhos azulados quase brancos olharam pro moço louro e depois pra ela, que deu um aceno discreto. E então ele falou alguma coisa em expressão amarga para o rapaz, que abaixou os ombros em desânimo e estendeu os braços quando o rapaz sumiu para dentro da cozinha, imediatamente o seguindo.

Ficou entristecida, sabendo que o tratamento era merecido.


Os vinte minutos que esperou o pedido foram uma eternidade de pensamentos ruins e amargurados, cheios de arrependimento. O que estava fazendo ali, afinal? Sabia que ele estava magoado e ressentido.

Quando a refeição chegou, junto a ele, se sentiu acuada e sem propósito, pois sabia que a culpa no cartório era grande.

Quando ele ia se retirar, puxou o avental dele tal qual fez com o outro moço. Ele olhou-a arredio, dizendo em tom baixo:

— O que quer, Hinata?

— Neji, por favor, converse comigo… Tenho ao menos um direito de nos falarmos, não é?

— Quer que eu diga sinceramente? Nem esse direito você tem. — sentou-se, desamarrando os cabelos e prendendo a liga no pulso pra não perder. — Mas se está tão agoniada pra me falar algo a ponto de me procurar aqui no Uzumaki's, algo grave deve ser.

— Não precisa ser tão arredio comigo. Eu vim aqui pra conversar calmamente e… Eu mudei, Neji, vê? — apontou para as sapatilhas ao seu lado no banco. — Não estou mais aceitando tudo que Hiashi pede, estou fazendo o que quero. Eu… Estou seguindo meu coração.

Ele olhou pra sapatilha e em seguida pra ela, retrucando:

— E você acha que uma sapatilha e umas aulas de ballet fazem diferença no que aconteceu?

— Não, sei que não fazem… Mas por favor, precisamos conversar.

Ele olhou pro lado, com a mente longe… ela de cabeça baixa, pensando em tudo que havia acontecido…

— Meu turno termina em trinta minutos, se decidir esperar, nós vamos pra minha casa e lá conversamos com calma. Pode ser?

— Pode.

Ele levantou-se, amarrando os cabelos com um ar pensativo enquanto ela soltava a respiração que nem percebia que havia prendido, e voltou a encarar o lago. Seria mais difícil do que imaginava.

°°°

A sopa tinha acabado, o chá também, os dangos eram um reles sonho e o mochiron estava bem guardado em um lenço. Hinata não pedira o mochiron pra si, pedira pra ele. Mas ele ainda não sabia disso.

Com os cabelos molhados e o cheiro de lavanda que ele sempre exalava, algo que a lembrava de chocolate amargo já prestes a acabar.

Ele agarrou na mão dela de modo que foram andando sem nenhuma palavra sequer para retirar aquela aproximação repentina. A neve caia fina sobre seus corpos, acumulando-se no cabelo azulado e na pontinha do nariz dela. Quando ela soltou o primeiro espirro ele suspirou e a abraçou, colocando-a sobre sua proteção, o que não contribuiu com o nervosismo de Hinata, que já se encontrava mais que nervosa.

Chegaram a um conjuntinho de casas branquíssimas que lembravam os dangos que Hinata havia comido minutos atrás, com seus telhados marroms imitando os molhinhos do prato. A casa de Neji era a última, a única que ainda mantinha o jardim impecável. E que jardim!

Era coberto de lavandas, quase tomado por elas! Nas janelas, perto do olho mágico da porta lapidado na madeira, nos vasinhos marrons, teve vontade de perguntar-lhe se era porque era a sua flor favorita, mas se conteve…

Assim que ele abriu a porta e lhe pediu silenciosamente pra entrar, percebeu o porquê ele decidira partir. Aquela casa era ele, completamente ele, desde a organização em ordem de cor dos livros até as cortinas de linho branco e cinza. Ele era livre ali, coisa que nunca foi em sua família.

Assim que ouviu o clique da porta levou uns segundos pra perceber o porquê suas costas estavam encostadas repentinamente na coluna ao lado da escada, com a sacola cheia de mochirons no chão caída. Neji estava lhe beijando, afoito e emergente. Assim que sua mente processou o acontecido, correspondeu com todo fervor que pudera depois de longos três meses longe dele. Do sabor que ele tinha, ele cheirava e tinha gosto do que Hinata nunca pôde ter: liberdade, privacidade, querer… Isso era Neji, passeando as mãos pelo seu corpo e invadindo a blusa social que ela trajava, já familiarizado com os botões de suas roupas, expondo os seios cobertos pelo sutiã com fecho frontal decorado com as mesmas flores que possuía lá fora, girou o botão agradecido ao gênio que inventou o fecho frontal liberando os seios que mais amava e colocou-os na boca já ávido por prová-la, ouvindo-a conter um gemido saudoso.

Parou de sugar e beijou-a de um jeito forte, rosnando em seguida:

— Jamais se contenha aqui, não na minha casa, não comigo…

Ela assentiu da melhor forma, enlaçando as pernas em sua cintura e provando o quanto ele a queria.

Ele aproveitou para carregá-la em seu colo, com cada uma de suas pernas maravilhosas agarrando em seu corpo como um abraço. Subiram as escadas aos beijos, beijos que faziam tanta falta a Neji, tanta


Sentia saudade dela, fazia tanto tempo pra ele, tanto tempo sem ela…


Quando chegaram ao quarto, ela se espantou com o tanto de gaze e algodão nas cômodas, mas não tinha como dar atenção a isso enquanto um afoito Neji arrancava a calça de moletom que ela tanto gostava. Quantas vezes Neji não invadira aquela calça de moletom a noite, enquanto escapava para o quarto dela sem que ninguém visse…

Quando invadiu-a foi com três dedos, rápido, lamurioso e agudo. Gostava de ouvi-la, ela tão quieta em frente as pessoas, parecia uma harpa a entoar-lhe melodias. Era tão bom ouví-la depois de tudo, depois do que lhe acontecera.

Sentiu o interior dela lhe apertando, ela teria ali, bem nos seus dedos, enquanto sugava seus seios. Isso mesmo, assim que ele gostava de fazê-la ir ao céu, totalmente submissa a ele.

Mas como sempre Hinata não lhe era submissa, ela não era submissa a ninguém, ela gostava de tirar-lhe o doce da boca justamente quando ele estava prestes a comê-lo.

Ela agarrou seus cabelos com os, mordendo o pescoço dele em seguida, e sussurrando em seu ouvido:

— Quero que me chupe, Neji. Quero sentir o meu gosto na sua boca quando te beijar.

Ele riu tão satisfeito quanto uma criança ao ganhar sorvete. Imediatamente colocou a perna esquerda dela no seu ombro direito, e deu-lhe o beijo mais íntimo que alguém poderia dar. Sentiu ela morder os dedos e arrancou com um tapa, advertindo implicitamente que não se contivesse, sentindo os dedos do pé dela pressionarem suas costas. Quando penetrou-a com a língua, ela não se conteve, e era isso que queria. Ah, como queria, adorava isso… sentiu as mãos dela se libertarem da prisão de suas mãos e subirem pra seus cabelos prontas pra tirarem ele justo no momento em que ela gozaria em seus lábios, mas sabia que ela não teria forças uma segunda vez, era sempre assim, na sua boca ela não tinha forças de recusá-lo, não quando ela estava tão perto, não quando o interior dela já apertava sua língua e ela já murmurava palavras desconexas:

— Neji, por favor, por favor… Me deixe… Ter...

Com os dedos a massageando ele se deu a oportunidade de respondê-la, sabendo o que aqueles suaves tremores no interior dela significavam.

— Molhe agora, Hinata, molhe pra mim… Me dê meu doce.

E quando sua língua tomou o lugar dos dedos dele ela obedeceu, como raras as vezes ele tinha presenciado, deixando o gosto em sua língua que ele tanto amava.

Ela levantou com uma fúria nunca antes vista por Neji fora dali, fora deles… do mundo deles. Irritada com a quantidade de roupas que ele ainda vestia, ele fazia ela gozar num estalo e ainda assim vestia aquela quantidade de roupas. Deitou-lhe no colchão, agradecendo por Neji ter comprado uma king size e arrancando aquela bendita calça beje e se deparando com o volume que ele já exibia. Gostava dele assim, duro e molhado já com o pré gozo, pronto para invadí-la como só ele fazia, não esperou nem mais um segundo para livrá-lo da prisão que era aquela boxer e abocanhá-lo.

Ah, a saudade daquele gosto… Três longos e malditos meses longe daquele gosto. Longe dele.

Chupou-o de cima a baixo. Adorava passar a língua na ponta e arrancar-lhe palavrões.

Neji apoiou-se com os cotovelos no colchão macio, olhando-a com um dos olhos semicerrados, os cílios cheios de gotículas de lágrimas. Ouviu a voz dele rouca e fervorosa:

Porra, Hinata, assim n-não… Assim… Caralho.

Sentiu-o se levantando, agarrando seus cabelos com a mão esquerda, a direita em seu pau forçando passagem entre seus lábios, que ela abriu de bom grado e chupou, com ele dizendo o quanto era bom sentir sua língua nele dessa forma tão ávida.

Hinata levantou-se pousando a mão em seus ombros e encostando a boceta em seu pau, fazendo Neji estremecer e apertar seu corpo junto a ela, pegando o preservativo em seu bolso esquerdo e em seguida rasgando a embalagem com os dentes, raivoso com o truque que ela adorava fazer pra deixá-lo mais perto de gozar pra ela.

Colocou a camisinha rapidamente, olhando para ela buscando seu consentimento, a qual respondeu com um beijo.

— Senta pra mim, Hinata, por favor.

Odiava quando ele pedia por favor, porque fazia ela instantaneamente molhar e ele invadí-la de uma vez, porque sabia em seu olhar que ela queria.

Quando Neji penetrou-a, ela instantaneamente fincou as unhas em suas costas e mordeu seus lábios. Neji era grande e sabia disso, e sabia como ela gostava, eram anos afinal, e ele nunca perdia o timing. Ele sabia que ela gostava quando ele penetrava-a de uma só vez. Era gostoso.

Rebolou quando ele estapeou sua bunda, agarrando com as unhas fazendo ela sentar mais forte, mordendo seus seios a marcando-a sem pedir permissão já que se pedisse saberia o que ela diria.

Hinata jogou Neji na cama, arrancando a blusa preta que ele já devia estar sem, apreciando seu abdômen e sugando seu mamilo enquanto descia por todo seu pau. O quanto ela estava molhada e queria marcar aquele abdômen com sua boca não estava na história…

Neji puxou seu cabelo, querendo beijá-la enquanto sentia ela descer por ele. Quando a beijou sentiu que ela lhe apertou mais e queria mais disso, queria que ela lhe apertasse mais e mais. Queria sentir a boceta dela lhe fazendo aquela doce massagem até gozar nele, mais uma vez, mais uma e mais uma…

Levou sua outra mão até a bunda dela e fez ela descer mais fundo e forte, sentindo seu pau ficar quente com o quanto ela estava molhada… Ela sempre estava tão quente. E ficava mais a medida que ele metia mais fundo nela. Sentiu ela quebrar o beijo pra gemer forte, ela gozaria assim pra ele, totalmente a mercê do desejo dos dois. Era assim que gostava dela, montada em si cavalgando sobre seu pau, gemendo seu nome enquanto descia por ele…

Sentiu-a apertar mais, e mais, quando a voz aveludada avisou o que ele já sabia:

— Vou molhá-lo, Neji, deixe-me molhá-lo. Me deixa gozar nele.

— Molhe, vamos, Hina, goze pra mim…

Beijando como ela sempre o beijava quando gozava, sentiu ela gozar, mordendo seus lábios e em seguida abrindo a boca em forma de um O- inaudível.

Era demais pra ele, ela gozar desse jeito, sem represálias, podendo gritar seu nome à vontade… Sentiu o pau latejar e jorrar nela, mordendo seu outro seio, assim marcando os dois, como gostava, caindo por cima dela sem deixar todo seu peso cair sobre os dois, sentindo os tremores dela se findando.

Passou as mãos pelo rosto dela, tirando os cabelos do rosto de porcelana que tanto amava, olhando nos olhos de quem detinha seu coração sem reservas, vendo-a sorrir como nunca via na Mansão Hyuuga:

— Vem pra cá, mora comigo. Sai daquele antro que não te permite ser quem é.

Ela olhou pra baixo, olhou pros livros confusa e levou dois dedos aos lábios, impondo uma barreira mental entre ele e ela como sempre fazia quando era criança.

— Não, não posso… Isso não devia ter acontecido, eu sinto muito, Neji. Isso foi um erro terrível, eu… Eu preciso ir embora.

Ela levantou-se apressada, recolhendo as roupas e vestindo-as de qualquer jeito, calçando os mocassins e indo o mais rápido possível até a porta, com ele o observando do topo da escada, com a primeira bermuda que agarrou no criado mudo. Quando ela deu meia-volta pra perguntar-lhe onde estava a chave, ele se antecipou:

— Está no nicho a sua direita, é a chave com a fitilha roxa.

Ela fechou e abriu a boca inúmeras vezes, desconcertada. Quando ela fechou a porta finalmente deixando o local, ele olhou para a mesma coluna a qual testemunhara o beijo ainda pouco dos dois amantes, viu os mochirons espalhados pelo chão e correu para o banheiro, com uma coisa incomodando sua garganta, a primeira onda de espasmos veio acompanhada de fluídos e milhares e milhares de ramos de lavanda. O cheiro impregnado lembrando-o dos minutos atrás. Já acostumado, pegou a gaze e os algodões e limpou os lábios, feridos de tanto apertá-los durante o vômito, tentando conter as lágrimas e a amargura. Ela nunca seria dele. Seria assim, pra sempre assim…

E não queria que o fosse. Não queria sentir seu coração se despedaçar toda vez que a mimada e medrosa Hinata tomasse o lugar da destemida e sem amarras que amava e pegasse seu coração para si e o esmigalhá-se minutos depois.

Pegou o celular, tomando a decisão que procrastinava a tanto tempo. Depois de enviada a mensagem, deitou na cama, encarando o celular que logo vibrou. Desbloqueou a tela e viu um preocupado “tem certeza?”, escreveu em floating um “Sim.” e bloqueou o aparelho. Não queria mais lembrar de Hinata, queria esquecê-la, e ia. Realmente, dessa vez ia, de uma vez por todas. Agarrou mais seu travesseiro, e quando recebeu a mensagem com hora e local da clínica onde seria feita a cirurgia já dormia. Era melhor assim… Nos seus sonhos, Hinata era dele, somente dele e pra sempre.





Feb. 19, 2019, 4:57 p.m. 0 Report Embed 120
To be continued...

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