Happy Birthday, Haru! Follow story

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"- Sinto sua falta... - disse quase em um sussurro, como um segredo que só eles poderiam saber. - Eu também sinto a sua, Haru. - cada minuto que aquela ligação durava, sentia seu coração acelerar mais, e mais. - Quando você volta? - depois de muito hesitar, conseguiu fazer a pergunta que mais se fazia nos últimos dias. - Ah, engraçado você perguntar. - seus passos, que antes eram ouvidos, de repente pararam. - Por que não abre a porta pra mim, e descobre?­ - não, não era possível. Rin estava ali o tempo todo?"


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Capítulo único

A luz do sol entrava pela fresta da cortina na janela. Os olhos azuis se abriam lentamente, acostumando-se com a claridade. Institivamente levantou, e se dirigiu ao banheiro. Escovou os dentes, e lavou o rosto. Apoiou as mãos na pia, e encarou seu reflexo no espelho. Os fios negros desgrenhados, as olheiras cada vez piores, até o cansaço estava estampado em sua expressão. Quanto tempo fazia desde que não tinha uma boa noite de sono?

Surpreendeu-se ao ouvir batidas na porta. Não estava esperando ninguém, e quem seria inconveniente o suficiente para tirar sua paz ao acabar de acordar? Apenas murmurou um “Já vou”, e lentamente se dirigiu para ver quem era.

- Bom dia, Haru-chan. - surpreendeu-se ao ver Makoto parado na sua frente. O que ele estaria fazendo tão cedo em sua casa?

- Não adicione “chan” ao meu nome, Makoto. - disse suspirando. - Aconteceu alguma coisa? - olhos verdes o olharam com certa confusão. - Pra você vir na minha casa de manhã cedo em um fim de semana, alguma coisa deve ter acontecido, certo? - o dono de cabelos verde-oliva apenas sorriu ao perceber que o moreno havia se esquecido de que data era.

- Então quer dizer que o aniversariante não se lembra mais do próprio aniversário? - Haru arregalou os olhos, e correu em direção a cozinha em busca de um calendário. Makoto apenas riu, pediu licença, e entrou em busca do moreno.

Quando o encontrou, estava com os olhos arregalados, encarando o calendário em suas mãos. Não pôde deixar de soltar uma risada ao notar como Haru era desligado, quando queria, sem nem mesmo tentar.

- Makoto, me diz que isso tá errado! - exclamou o encarando e apontando para o objeto que estava sem suas mãos.
- Não, está certo, hoje é seu aniversário! Parabéns, Haru-chan. - mais uma vez, seu costumeiro sorriso pôde ser visto em seus lábios.

- Obrigado, Makoto. - disse um pouco ofegante, por causa da agitação.

O moreno se apoiou em uma das bancadas, ainda tentando normalizar a respiração descompassada.

- Se me permite, por que ficou tão agitado? - perguntou um pouco tímido. Mesmo sendo amigos por anos, sua timidez nunca o deixara.

- Ele… Ele disse que estaria aqui, no meu aniversário. - por um segundo, Makoto sentiu sua expressão se encher de amargura. Como não havia adivinhado? Era óbvio que tudo tinha ligação com ele.

Todos da Iwatobi já sabiam que Rin e Haru namoravam, não era nada novo. Mas ultimamente, parecia que nada mais importava para Haru do que Rin, e isso dóia para Makoto, principalmente por saber que não havia nada que pudesse fazer a respeito.

Rapidamente afastou os pensamentos amargos que tomaram conta de si, e voltou a sorrir como sempre fez, como se nada tivesse acontecido.

- Eu tenho certeza que ele tem um bom motivo para não ter voltado, ainda. - ouviu Haru suspirar e dar de ombros. Estava chateado, e tinha o direito de estar, mas por que não podia deixá-lo animá-lo, nem sendo seu aniversário?

- Tanto faz, agora. - dirigiu-se para o quarto, sendo seguido pelo maior.

- Haru, você precisa aproveitar o dia de hoje. - o menor sentou na cama, encarando os olhos verdes do amigo. - Rei e Nagisa sugeriram ir até o aquário, para comemorar. Por que não nos encontramos de tarde, e vamos todos juntos? - tentava ao máximo não demonstrar a amargura que sentia.

O moreno levou a mão até a nuca, soltando leves suspiros, indicando que estava provavelmente cogitando a hipótese. Depois de muito pensar, resolveu aceitar a proposta. Afinal de contas, Makoto tinha razão, precisava aproveitar como podia. Além do mais, que mal poderia fazer?

- Tudo bem, por que não? - disse finalmente. - Só me deixe tomar banho e trocar de roupa. - levantou mais uma vez, pegou algumas roupas, e foi para o banheiro.

Makoto quase não conseguia conter o sorriso em seu rosto. Não acreditava que ele estava finalmente deixando ser ajudado. Que surpresas mais o esperavam?

- x -

Caminhava tranquilamente mexendo em seu celular. Recebia mensagens, mandava mensagens. Murmurava algumas coisas para si, e olhava em volta diversas vezes. Quardou o celular no bolso de trás da calça, e continuou a caminhar despreocupado.

- Rin! - o ruivo surpreendeu-se ao ouvir chamarem seu nome. Quando olhou para frente, reconheceu de imediato a figura alta que o esperava.

- Sousuke. - sorriu e foi ao seu encontro. - Não esperava te encontrar aqui. - o moreno o recebeu com um sorriso, e passaram a caminhar juntos.

- Eu disse que viria te buscar no aeroporto. - deu um soco de leve em seu braço, como se o estive repreendendo por ter esquecido.

- Isso doeu! - disse roçando os dedos no local em que o mais alto o socara. - E eu falei que não precisava. - retrucou, retribuindo o soco. O moreno apenas riu, e os dois seguiram para a lanchonete mais próxima do local.

Quando chegaram, fizeram seus respectivos pedidos, e procuraram um lugar para sentar. Conversas animadas e descontraídas foram trocadas, e horas se passaram sem que nem percebessem. Era estranho como sempre tinham assusto para conversar.

- Sabe, você tem olhado muito seu celular desde que você chegou. - disse tomando um gole de seu refrigerante, em seguida.

- Desculpa, é que a Gou sempre se preocupa demais. - levou a mão até a nuca, em sinal de vergonha.

- Aliás, Rin, por que voltou tão rápido? - o moreno perguntou desconfiado.

O Ruivo hesitou um pouco, pensando em como deveria responder. Soltou um leve suspiro antes de dar a resposta.

- Hoje… É aniversário do Haru. - não era preciso mais nada ser dito, Sousuke já entendera tudo. Como não havia percebido?

- Então tem a ver com ele, não é? - mesmo que quisesse, não conseguia esconder a amargura que sentia. Já sabia do tipo de relacionamento que os dois tinham, mas ainda era difícil.

- Sousuke… - o ruivo estava preparado para levar um sermão, como quando contou que Haru e ele estavam namorando.

- Eu até entendo. Quero dizer, se eu estivesse viajando, e o aniversário do meu namorado chegasse, eu também gostaria de ficar com ele. - deu de ombros. - Você já falou com ele? - Rin negou, ainda em choque, sem acreditar no que ouvira. Quando Sousuke havia amadurecido tanto?

- Eu quero surpreendê-lo o visitando mais tarde. - o moreno apenas o encarou e suspirou. Ele realmente não tinha jeito.

- Então é melhor voltarmos para a Samezuka, não? - disse se levantando.

O ruivo nada disse, apenas pegou suas coisas e passou a seguir o maior até os dormitórios de sua escola.

- x -

Já era tarde quando finalmente voltaram. Odiaria admitir, mas havia tido um dia bom na companhia dos seus amigos. Deixaram Rei e Nagisa na estação de trem, e seguiram para casa. O trajeto seguiu tranquilo, e Haru parecia ter melhorado. Makoto, particularmente, adorava esses momentos calmos que passava ao lado do moreno. Sentia como se fossem só eles dois, novamente. Infelizmente, a realidade não era bem como gostaria.

- Haru. - chamou sereno. O menor olhou para baixo, e o dono dos cabelos verde-oliva o saudou com um de seus costumeiros sorrios, antes de seguir pelo caminho diferente que o levaria até sua casa. - Ah, antes que eu me esqueça, feliz aniversário, mais uma vez! - disse um pouco mais alto para que o outro pudesse ouvir. O menor agradeceu, e voltou a subir as escadas. Mais alguns degraus, e estaria em casa.

Assim que entrou, tirou os sapatos e seguiu para o quarto. Deitou na cama, e desejou nunca mais sair. A ida ao aquário, as diversas lojas que Nagisa os fizera entrar, a parada para o lanche, tudo contribuiu para o cansaço que estava sentindo. Decidiu que tomaria banho, e logo em seguida deitaria para dormir.

Minutos depois, sentiu se celular vibrar. Quase a contragosto, pegou o aparelho, se surpreendendo com o que viu.

“Posso te ligar?

-Rin”

Sem perceber, seus batimentos ficaram acelerados. Quase que instantaneamente, discou o número e iniciou a chamada. Cada segundo que esperava, era como uma tortura. Não conseguia conter a ansiedade que sentia por poder falar com ele.

- Haru? - ah, sim, aquela voz. Quanto tempo fazia desde a última vez que ouvira aquele som?

- Rin, onde você está? - podia ouvir o ruivo rir do outro lado. Provavelmente tinha soado mais desesperado que o normal.

- Bem, eu ainda não posso te dizer onde eu estou. - se fechasse os olhos naquele instante, podia visualizar seu sorriso. Ah, como sentia falta daquilo

- Pode pelo menos me dizer se você está bem? - deitou-se novamente, fazendo de tudo para controlar sua respiração.

- Ah, eu estou bem, sim. - não pôde evitar sorrir de canto. - E quanto a você? - podia ouvir passos, do outro lado. Rin estava andando enquanto falava com ele?

- Também. - deu de ombros, instintivamente. Ouviu o ruivo murmurar um “hum”, e continuar a andar.

- Isso é bom, não é? - pelo que pareceu uma eternidade, os dois ficaram calados, como se não tivessem mais nada para falar.

- Sinto sua falta… - disse quase em um sussurro, como um segredo que só eles poderiam saber.

- Eu também sinto a sua, Haru. - cada minuto que aquela ligação durava, sentia seu coração acelerar mais, e mais.

- Quando você volta? - depois de muito hesitar, conseguiu fazer a pergunta que mais se fazia nos últimos dias.

- Ah, engraçado você perguntar. - seus passos, que antes eram ouvidos, de repente pararam. - Por que não abre a porta pra mim, e descobre?­ - não, não era possível. Rin estava ali o tempo todo?

Sem pensar duas vezes, largou o telefone na cama e correu até a porta. Não se importava de tropeçar nos próprios pés, só precisava ter certeza, ver com seus próprios olhos que a pessoa que mais amava no mundo estava no mesmo país que o seu.

Quando abriu a porta, não acreditava no que via. Rin, o seu Rin, estava bem ali na sua frente, de onde nunca deveria ter saído. Sentia que tudo não passava de um sonho, e logo, logo iria acordar.

- Yo, Haru. - sem aviso prévio, o moreno o envolveu em um abraço mais que apertado, quase derrubando os dois. O ruivo também o envolveu em seus braços, roçando o nariz na curva de seu pescoço.

O menor levou as mãos até o rosto do amante, acariciando suas bochechas. Sem aguentar mais, uniu seus lábios aos dele, transmitindo toda a saudade que sentiram através do beijo.

- É melhor nós entrarmos. - disse ao se separarem, um pouco ofegante por causa do recente ato. O maior assentiu, e os dois entraram.

Enquanto fechava a porta, o ruivo o abraçou por trás, roçando seus lábios em sua nuca, depositando um beijo em seguida.

- Feliz aniversário, Haru. - sussurrou em seu ouvido. - Desculpe não ter te comprado nada. Me diga algo que queira, e eu prometo te dar. - o moreno virou para encará-lo, e mais uma vez tomou seus lábios para si.

Iniciaram um beijo apaixonado, voraz, necessitado, como se fosse a primeira vez que tivessem se beijado. Suas línguas se entrelaçavam, travando uma batalha pela dominância. Quando houve a falta de ar, foram obrigados a se separar. Orbes azuis e vermelhos se fitavam, não querendo perder um momento sequer. Lentamente, Haru se apoiou na ponta dos pés, para que ficasse mais perto do ouvido do ruivo.

- Eu quero você, Rin. - disse sussurrando, mordendo seu lóbulo, logo em seguida.

Nada mais precisou ser dito. O ruivo levantou o moreno, e o mesmo entrelaçou as pernas em sua cintura. Vorazmente, tomou seus lábios com desejo e luxúria, demonstrando ter perdido o mínimo de razão que ainda tinha.

Desajeitadamente, ia conduzindo o amante para o quarto, esbarrando nas paredes e em alguns móveis no processo, arrancando risadas de ambos. Ao chegar, deitou-o na cama, ficando por cima dele. Retirou sua camisa, passando a distribuir beijos por todo seu pescoço, raspando as unhas curtas em seu abdômen definido, arrancando suspiros do parceiro. Impaciente, o moreno tentou tirar a blusa que o ruivo usava, mas não obteve sucesso. Notando sua frustração, o mesmo retirou sua própria camisa, revelando o corpo musculoso que tinha. Se ao menos ele soubesse o quanto tinha sentido falta de tocá-lo e ser tocado daquela maneira.

Uma a uma, todas as roupas que usavam foram sendo tiradas, até estarem completamente expostos um ao outro. Ter o contato de pele com pele, as respirações descontroladas, os sons emitidos, os dois coraçãos batendo na mesma intensidade, parecendo que iam explodir a qualquer momento. Tudo era como deveria ser. Enquanto tivessem um ao outro, estariam sempre a um passo de adentrar o paraíso.

Feb. 12, 2019, 4:50 p.m. 0 Report Embed 0
The End

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