wolves ☯ larry stylinson Follow story

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— Há dois lobos lutando dentro de mim... — começou Louis. — Eu conheço essa história... — o mais novo cortou-o. — O que vence é o que você alimenta. — Certo, mas ouça direito, Curly! — o de olhos azuis respirou fundo, fitando-o veementemente. Sentia seu coração em seus ouvidos e a ânsia na boca de seu estômago crescendo a cada segundo. — Há dois lobos dentro de mim, e eles lutam para assumir o controle. Um deles é bom, o outro é mau. Não importa qual eu alimente, eles dois continuarão a brigar, porque eu não tenho a porra do controle. Eu não posso ser inteiramente bom nem inteiramente mau, e tudo isso por causa deles. Todos os dias, sem descanso, os lobos continuam lutando e isso me mata e me deixa louco! Há dois lobos brigando dentro de mim, Harry, literalmente! Um bom e outro mau, e eu não sei qual vai ganhar e tenho muito medo, por isso te peço que entenda... Eu quero ser bom, quero ser bom para você, mas eu simplesmente não posso. E tudo isso, meu amor, porque há dois lobos brigando dentro de mim, e um deles pode te machucar... ou a.u. em que harry é um nephilim e é dever de louis treiná-lo e protegê-lo


Fanfiction Bands/Singers For over 18 only. © Todos os direitos reservados

#anjos #sobrenatural #Ned-Shoran #niall-horan #Ed-Sheeran #lgbt #louis-tomlinson #harry-styles #Larry-Stylinson
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prólogo

Suas pernas queimavam com o esforço, assim como seus pulmões, que faziam com que ele ficasse ofegante enquanto fugia da criatura pelos campos de morango. O garoto, no entanto, não parou de correr nem por um segundo. A fina chuva batia contra seu rosto e molhava seus cabelos cacheados na cinzenta Liverpool, que aterrorizaria até os céticos em dias como aquele com seus trovões e casas antigas.


Mas não se enganem pelo que essa cena parece ser de princípio, caro leitor.

Os jovens olhos esverdeados não demonstravam medo, muito pelo contrário. Eram duas meias-luas de divertimento, acompanhadas das constelações de risadas que saíam por entre seus lábios quando a peluda criatura conseguiu alcançá-lo e derrubá-lo. Era sua fiel companheira, Martha, uma old english sheepdog que chegava a ser maior que o pequeno garoto que rolava pelo chão lamacento a medida que a cadela latia e o rodeava antes de lamber seu rosto.


— Martha! — suas risadas intensificavam e ele tentava afastar o rosto do grande animal que por de baixo das grossas camadas de pelo molhado que ficavam em frente aos seus olhos, encarava a criança de forma terna.


O pequeno de bochechas rosadas e cabelos castanhos grudados na testa pela chuva – esse mesmo que não devia ter mais de seis anos na época. – chamava-se Harry. Harry Edward Styles, para ser mais preciso, filho de Desmond Styles, fazendeiro local. Desmond, ou como ele prefeita ser chamado, Des, era um orgulhoso pai viúvo que certamente brigaria com o menino por ter saído sem sua permissão e se sujado na chuva – o que certamente poderia o fazer ficar doente. –, mas nunca conseguiria ficar bravo por muito tempo de qualquer forma. Talvez por essa aura de calma e bem-estar que o pequeno Harry emanava desde que era apenas um bebê.


Isso, contudo, não é o foco, e uma simples brincadeira na chuva com sua querida cadela não é o motivo pelo qual escolhi narrar esta dentre tantas cenas que aconteciam ao redor do mundo naquele exato segundo. Afinal, caro leitor, mesmo parecendo normal, o jovem Harry logo descobriria que não era – na verdade, naquele exato momento todo o curso que sua vida tomaria estava prestes a mudar-se por completo em questão de segundos.


Não ser normal nem sempre é ruim, claro, aquilo o tornava especial e único – mas também eventualmente tirará sua vida, a pesar de que um menino de seis anos de idade não realmente refletiria muito em busca de explicações por trás de seu dom. Era assim como ele por fim acabaria chamando: dom, empatia, fosse o que fosse.


Fora um triste miado que prendera a atenção do feliz garotinho, e ele soube naquela hora que havia algo de errado. Pôs-se de pé e sacudiu a lama que havia grudado em seu casaco, a chuva diminuía e ele pôde prestar atenção na existência de uma pequena caixa de sapatos a alguns passos de distância de onde ele e Martha se encontravam.


O objeto encontrava-se lacrado, mas parecia derreter já que o papelão fora ensopado pelos pingos que caíam insensatamente. Harry ajoelhou-se em frente a esta e, com certa dificuldade em livrar-se da fita, abriu para se deparar com um ser branco. Estavam perto da rodovia, e o garoto se perguntou se alguém havia perdido o próprio gatinho – essa era a mente inocente de um garotinho de seis anos. Foi só ao tentar pegar o felino nos braços e ser arranhado pelo mesmo que o pequeno notou o vermelho que manchava seu alvo pelo e era a causa de seus incessantes miados doloridos. O gato encarava-o assustado com seus olhos amarelos, o garoto quase sentiu os próprios marejarem. Como aquele gatinho havia se ferido?!


— Calma... — começou, no entanto, voltando à tentativa de aproximar-se. — Eu não vou te machucar... — e então o pegou no colo, sem se importar em manchar suas roupas. Aparentemente, o sangramento vinha do local aonde supostamente deveria ficar seu rabo – eu disse supostamente, porque este havia sido arrancado.


Harry respirou fundo ao encarar tal cena e juntou toda a força de um garoto de seis anos para dar um pequeno beijo próximo ao local ferido – porque seus dodóis sempre saravam quando seu pai fazia aquilo, então daquela forma o gatinho iria se sentir melhor. Naquela hora, caiu no chão quando uma pontada insuportável atingiu sua perna direita. O gato não deixou seu colo, parecia entorpecido pela aura boa da criança, mas Martha latiu preocupada quando ouviu o grito de Harry. Lágrimas desciam por seu rosto para se misturar com as gotas de chuva e seu peito pulava tamanha era a dor.


Este súbito incômodo, no entanto, cessou tão rapidamente quanto chegou, e logo era como se não houvesse nunca nem ao menos aparecido. Harry piscou um par de vezes e passou a mão livre por seus olhos enquanto a outra apertava mais o gato, que já não miava mais, contra si. Voltou para casa enquanto afagava o pelo do felino que o encarava com gratidão, não entendia muito bem o que havia acontecido, mas logo compreenderia.


Em pouco tempo, o felino – que ganhara o nome de Billy Shears. – foi efetivamente adotado após alguns dias de internação na clínica veterinária e incontáveis súplicas do pequenino de olhos verdes. O gato logo se tornara uma ótima companhia levando em consideração o fato de que o garoto morava numa fazenda afastada da cidade e não tinha muito contato com outras crianças – o que o deixava consideravelmente mais arteiro e o fazia usar a criatividade para criar brincadeiras –, apenas entrando de fato na escola aos onze anos, teve um tutor enquanto crescia.


Certa vez, Harry vira que seu pai mantinha linha de nylon para pesca em uma caixa no porão, decidiu então que deveria subir e buscá-la pois desejava fabricar uma espada com gravetos secos que haviam caído da árvore em frente à sua casa. Subiu as escadas portando uma lanterna e caminhando em passos lentos, pois tinha muito medo do local devido às diversas histórias sobre monstros que o habitavam. Por esse exato motivo, não permitiu que seus dois melhores amigos – a cadela e o gato. – adentrassem o quarto. Para ele, era uma espécime de aventura, pois teria de passar pelos monstros se quisesse sua espada.


Foi mexendo por entre as caixas após ter se assustado diversas vezes com sombras e fingido que lutava contra as mesmas enquanto ria que ele achou uma pequena caixa vermelha, e então a pegou desejando que o nylon estivesse nela. Ao abri-la, no entanto, encontrou apenas fotos antigas e um cristal arroxeado que chamou-lhe a atenção – afinal, ele era muito bonito e deixaria sua espada de gravetos com um ar diferente se ele passasse fita adesiva por ela e colocasse no cabo. Sorriu e tratou de pôr o objeto no bolso enquanto notava um rosto parecido com o seu em uma das fotos, só mudando o estilo de cabelo em topete e um instrumento – um baixo – em sua mão.


— Hazz... — ele virou-se para trás ao ouvir uma voz, deixando a caixa cair enquanto se sobressaltava e buscava a lanterna.


— Quem está aí? —sua voz tremia enquanto ele buscava a origem daquele som. Parou ao encontrar um garoto logo atrás de si mesmo. Ele tinha um topete, como a pessoa na foto, mas não parecia em nada com Harry, a pesar de aparentar ter a mesma idade.


— Você tem que vir comigo! — o gritou com sua voz aguda e sotaque puxado de Liverpool. — É urgente! — então correu em direção à porta e a abriu. Harry respirou fundo e, a pesar de relutante, seguiu correndo na direção que o garoto seguia. Martha os acompanhou latindo a todo momento no encalço dos dois.


— Quem é você?! — o pequeno gritava em questionamento enquanto atravessavam a casa. Ele de certo modo aparentava ser familiar, a pesar do Styles nunca ter visto aqueles olhos azuis e cabelos castanhos antes. O garoto nunca o respondeu, no entanto.


Ao chegarem na sala, o pequenino pôde ver o próprio pai caído no chão com uma mão no peito, então seus olhos se encheram de lágrimas e ele gritou enquanto se ajoelhava perante a Des Styles, tocando em sua face e sentindo todo seu mundo desmoronar quando o seu coração se apertava de forma dolorosa e foi sua vez de gritar de dor à medida que sua artéria se contraía. O barulho chamou a atenção de seu tio Mike, que prontamente levou pai e filho para o hospital, mesmo Des afirmando que não sentia mais nenhuma dor.


Felizmente, foi relatado que Desmond havia sobrevivido ao infarto, a pesar de que dali para frente carregaria sequelas. De acordo com os médicos, a dor que seu filho sentira fora apenas por uma espécie de surto hipocondríaco ao ver o pai passar por aquela situação. Harry não deu ouvidos por nem ao menos entender o que todos aqueles adultos que se achavam donos da razão falavam, mas parte de si mesmo entendia o que tinha acontecido. Parte de si mesmo percebeu que tinha o dom de absorver a dor dos outros para si. Ele não sabia como, demorou até mesmo para descobrir um jeito de ativar aquilo ao longo dos anos quando acompanhava seu pai para suas visitas periódicas ao hospital e testava sua teoria segurando a mão de enfermos. Só anos de prática o fizeram ter total controle.


E os anos trouxeram questionamentos.


Por que aquilo acontecia com ele? Por que ele era especial? Qual era o seu propósito no mundo então?


Bom, Harry no final ganharia as respostas, mas elas viriam com um preço que talvez fosse alto demais para ser pago. E foi.


Na adolescência, o garoto foi convencido pelo seu tio Michael a ver uma terapeuta após a morte de Martha. Ele havia o flagrado conversando sozinho diversas vezes, e tinha medo que aquilo fosse um tipo de stress pós-traumático. Harry, no entanto, jurava que uma criança de com olhos azuis e nariz afinado de seis anos vivia aparecendo e reaparecendo ao seu redor em momentos que ele precisava de ajuda. Fosse por conversas rápidas ou até mesmo mais profundas, o menino de cabelos castanhos sempre voltava para ele – e então vários outros, como uma mulher de cabelos negros e um homem de pele escura. Todos, de acordo com seu tio, nunca estavam lá. Aparentemente, ele estava certo.


Então, aos quinze anos, Harry Styles foi diagnosticado com esquizofrenia.

Feb. 11, 2019, 5:46 p.m. 3 Report Embed 0
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Atila Senna Atila Senna
Um começo intrigante. Gostei.
3 days ago

  • annie mcfly annie mcfly
    muito obrigada! espero que continue gostando 3 days ago
Anonymous Author Anonymous Author
Estou adorando!
4 days ago
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