Dear Teacher Follow story

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Kim JongIn era apenas mais um aluno prestes a terminar o ensino médio, contudo, desconfiava que tinha algo de especial em si por ter praticamente toda atenção de uma pessoa focada em si: Do KyungSoo, sua professora de Química. O problema era que a atenção da educadora sobre si não era sinônimo de boa coisa, pois parecia que a mesma gostava de o prejudicar, lhe dando notas terríveis em prol do próprio bel-prazer. Entretanto, num inoportuno dia, o jovem acaba pegando sua professora em um momento delicado, descobrindo que ela não era exatamente o que todos pensavam. KAISOO • ABO • KYUNGSOO!TRANS • SOULMATES • +18


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Capítulo único - Raridade Diferente




DEAR TEACHER

POR _Kiwy

CAPÍTULO ÚNICO - RARIDADE DIFERENTE





Do Kyungsoo. Este era o nome que carregava o gosto de fel ao ser pronunciado por Kim Jongin, jovem de dezoito anos e estudante, no último ano do ginásio.


Kyungsoo, aparentemente, era uma mulher gentil e educada, que apesar destas características, tinha uma postura rígida em relação ao seu trabalho. Conhecida por nunca extrapolar em sua vida profissional, constantemente dando o melhor de si — com sua paciência intacta —, sendo querida por grande parte dos alunos do terceiro ano. Mas havia quem não gostasse nenhum pouco dela, e esse alguém era Kim Jongin.

O jovem simplesmente não a suportava, e com razão. Desde o início do ensino médio, sentia uma espécie de perseguição por parte da professora em relação a si. Primeiro, as notas vermelhas em algumas atividades, depois, até os seminários onde os grupos, ao qual o Kim pertencia, sempre tiravam notas baixas, o que consequentemente atribuía para o escarlate marcar ainda mais presença em seu boletim 

Durante aqueles três — infernais, diga-se de passagem — anos no ensino médio, a Do nunca havia aliviado para o jovem, sempre utilizando sua caneta vermelha para corrigir as atividades deste. E era somente ela que tinha tal espécie de rixa consigo, pois o Kim tirava notas medianas nas matérias dos demais professores — o que fora sua única saída em escapar da reprovação por causa das notas que KyungSoo lhe dava.


Kim Jongin tinha certeza que a mulher adorava vê-lo com o semblante de desespero e sentindo-se um miserável, porque não existia outro motivo para ela gostar de sempre foder suas notas.

— Sádica dos infernos — o Kim resmungou durante uma das torturantes aulas da professora Do, que lhe entregava mais uma atividade com nota vermelha.

E Jongin não podia nem ser apontado como dramático ou algo do gênero, pois ela dava notas consideravelmente boas, até mesmo para os alunos "turistas", estes que sequer participavam das aulas. Diferente do alfa, que apesar de ir com a cara e com a coragem , sempre estava presente na classe.

Uma das piores coisas que o jovem tinha de suportar era quando os outros professores, e até mesmo os alunos, a parabenizavam pelo esforço e dedicação, mascarando a verdadeira razão dela ser especial: o fato de ser mulher. Na região, as mulheres eram mais raras do que joias — por seu número decrescente de nascimentos, o que era inverso ao dos homens — e, consequentemente, Do Kyungsoo era considerada uma pedra preciosa. Uma das poucas pessoas que tinha a dádiva de dar à luz a uma vida, que seria ainda mais valorizada se também fosse do sexo feminino .

O Kim não odiava aquele tipo de ocasião pelo fato de comemorarem por Kyungsoo ser uma mulher, longe disso, odiava tais dias por ela mostrar aqueles seus sorrisos, que se tornavam cínicos quando seus olhos se encontravam com Jongin. Tais sorrisos não enganavam o rapaz, pois sabia que eles estavam mergulhados no deboche que a educadora sentia em relação a ele.

E Jongin sabia que sua paciência estava numa situação de baú de pólvora, restava uma faísca para explodir.






× × ×







Era uma tarde ensolarada de quinta-feira quando Kim Jongin apanhou seu uniforme, capacete, luva e seu taco de lacrosse em seu armário, indo em direção a quadra onde praticava o esporte com os demais membros do time.

De longe, se podia ver alguns dos jogadores conversando entre si, enquanto ajustavam em seus corpos alguma parte do uniforme. Contudo, ao perceberem a presença de Jongin, os jovens se calaram e um clima desconfortável se instalou, o que não passou despercebido pelo garoto ao se aproximar.

— E aí, rapaziada — o Kim os saudou da mesma forma que fazia durante todos os dias de treino. Alguns responderam com "Olá" e outros sequer lhe olharam na cara. Com certeza, havia alguma coisa de errada e o rapaz não queria ficar de fora dos assuntos que diziam a respeito do time. — O que aconteceu? Por um acaso não me reconhecem? Sei que às vezes minha beleza é demais, mas não precisam se sentir intimidados — zombou dos amigos , que sorriam amarelo com a sua prepotência.

— Kai — Junmyeon, mais conhecido como "Suho" pelos demais jogadores, pois cada um dos membros tinham uma denominação em campo, chamou o jovem pelo apelido que recebeu logo ao entrar no time —, você não pode treinar com a gente hoje — disparou em um suspiro só, como se tivesse tirado um peso de suas costas.

O sorriso de Jongin foi morrendo gradativamente após ouvir aquilo sair da boca do seu parceiro de time. Com certeza ele estava tirando uma com a sua cara, assim como os outros garotos, pois o silêncio deles parecia ser em prol daquela brincadeirinha. O problema era que eles haviam escolhido a piada mais baixa para zoar o Kim.

O rapaz esperava que os amigos caíssem na gargalhada e fossem as lágrimas de tanto rir por sua expressão, logo declarando que aquilo não passava de uma zoeira para com ele. Entretanto, nenhum deles se pôs a dizer que aquilo não passava de uma piada . Todos mantiveram-se quietos e em um silêncio que desesperou Jongin.

— Como assim? Que merda que cê' tá falando, Suho? — Jongin perguntou, decrescente com a decisão do outro.

— Jongin, suas notas em química estão indo de mal a pior — Suho explicou. — Você sequer tira uma nota mediana na disciplina da professora Do e isso reflete não somente no seu histórico escolar, mas também no time. Cara, tu sabe muito bem o que é necessário pra' continuar no time então, por enquanto, você está suspenso. — Jongin arregalou os olhos ao ouvir aquilo. — Se continuar assim, você automaticamente será retirado da equipe — Impôs, por fim.

E mais uma vez, Kyungsoo estava tornando a vida de Jongin um inferno. Entretanto, o jovem não queria pensar naquilo, não queria acreditar. Era ridículo demais pensar que aquela mulher faria aquilo justamente com sua vida no esporte. A influência dela não acabaria até com uma das poucas coisas que davam prazer ao Kim, ou acabaria?

— Vocês estão tirando uma com a minha cara, né? — Jongin perguntou incrédulo, encarando os quatro rapazes que estavam presentes. — Qual é, rapazes? — Deu um leve soco no ombro de um, rindo forçado, tentando contagiar os outros, que pareciam desconfortáveis por também serem postos naquela situação. — Estamos no fim do ano, reta final, tanto nas matérias quanto nos jogos. Precisamos treinar, as finais estão chegando! Somos um time e um time com um integrante a menos não é um time, certo?

— Kai, sem alterações significativas nas suas notas de química, você está fora do time por tempo indeterminado. Desculpe, cara, mas é isso — Suho disse, sorrindo fraco para o amigo, que ao invés de ficar ainda mais incrédulo e perplexo, sentiu a raiva tornar-se líquida e se misturar com seu sangue, correndo por suas veias.

— Fica assim não, mano — Chen disse forçando um sorriso, tentando amenizar o clima pesado. — Você logo consegue recuperar sua média, e assim vai continuar nos treinos com a gente.

Jongin sequer escutou o que o amigo disse, pois a única coisa que brilhava em sua mente era um nome: Do Kyungsoo. O nome de quem havia causado destruição em sua vida de todas as maneiras possíveis e de quem pagaria pelo que havia feito.








× × ×







Os treinos de lacrosse eram ao fim das aulas de terça e quinta-feira. Por conta do horário, Jongin tinha a absoluta certeza de que ainda haviam professores ali na escola, por mais que os alunos daquele turno já houvessem ido embora para suas respectivas casas.

Os corredores, cercados pelos armários dos alunos, estavam vazios, desprovidos de qualquer vestígio dos colegiais . O som dos passos pesados do jovem ecoavam por todo corredor inabitada naquele momento, tornando-se o único som que reverberava por aquele silêncio. 

Talvez se pudesse prestar mais atenção em seu próprio corpo, o Kim poderia ouvir nitidamente o som do sangue correndo desesperadamente por sua corrente sanguínea e os batimentos frenéticos de seu coração, que batia com força na caixa torácica. Sua mente estava nublada por um único sentimento que se instalou ali: a raiva.

Queria mais que tudo encontrar sua professora e falar umas boas verdades na cara dela. Dizer o quão antiética ela estava sendo por perseguir um aluno em recinto escolar daquela maneira. Se tivesse oportunidade, a denunciaria em qualquer que fosse o órgão responsável pela educação. Só queria ter aquela mulher bem longe de si, o suficiente para não ser mais um impasse em sua vida, como se tornou durante aqueles três malditos anos no ensino médio.

Apertava com força seu punho coberto pelas luvas, que usava devido ao esporte que praticava. Não partiria para a agressão física, pois não era violento aquele ponto e tampouco resolveria aquilo com porradas. Queria explicações, isso se essas existissem, para justificar tamanha sacanagem que ela havia feito consigo.

E pronto para questionar a mestre e ouvir da boca dela os motivos — que não eram plausíveis — sobre o porquê daquele tormento diário, ele chegou a sala dos professores, abrindo a porta bruscamente e a fechando da mesma maneira.

Ao entrar no local, não encontrou ninguém de imediato. Estava vazio, apenas na presença de papeladas e xícaras de cafés já frios. Todavia, antes que pudesse cogitar a ideia de procurar em outro local da escola, uma fragrância extremamente doce invadiu suas narinas, tornando-se atrativa ao seu olfato e ao seu lado alfa.

Embriagado pelo cheiro que parecia entorpecer sua mente, o jovem foi guiado para onde o aroma ficava cada vez mais forte. Em passos lentos e alguns tropeços, se aproximou de uma porta, a qual ele não identificou ser usada para esconder algo. Mas sabia que por trás dela estava a pessoa que exalava o cheiro viciante.

Sua mão pousou na maçaneta e a girou, abrindo a porta do cômodo que abrigava tal fragrância maravilhosa. E o rapaz sequer ligou para o fato de ter descoberto que aquele espaço era um banheiro, pois o que testemunhava era muito mais importante.

Toda coragem e qualquer vestígio de intenção para iniciar um diálogo com a professora, sobre a perseguição que tinha consigo, desapareceu da mente de Jongin ao se deparar com Do Kyungsoo. O capeta de sua vida, com sua saia branca até a altura dos joelhos, massageando sua genitália por dentro da calcinha de renda que usava. E o que poderia parecer uma cena comum de uma mulher acariciando seu íntimo, tornou-se algo extremamente chocante perante os olhos do garoto. Não porque era primeira vez que via uma mulher tocando em sua própria intimidade — longe disso, pois já havia visto a mesma cena por várias vezes nos pornôs que assistia —, mas sim, porque ao invés de estar acariciando uma vagina, ela estava acariciando um... Pênis.

O Kim até pensou em coçar os olhos para certificar-se de que estava realmente enxergando certo, ou estava míope e ainda não havia sido diagnosticado por um médico, entretanto, sabia que seus olhos estavam arregalados o suficiente para ter certeza do que estava presenciando. Até porque desde quando mulheres tinham um pênis no meio das pernas?

Jongin estava louco, com certeza, estava ficando piradinho. Piscou algumas vezes e abriu a boca em pura perplexidade com a cena.

A mão da mulher esfregava o pau ereto, enquanto gemidos arrastados eram soltos por seus lábios. A glande rosada era tocada constantemente pelas pontas dos dedos desta, que apertava com força a pia de porcelana. Os cabelos ondulados e castanhos escuros roçavam em sua bochecha, tendo as pontas cada vez mais úmidas, por causa do suor que escorria por seu rosto .

E droga, o odor fodidamente delicioso era expelido por ela, e além de masturbar seu próprio pênis, estava molhada pelo lubrificante natural, que tornava úmido o tecido de sua calcinha.

Kim Jongin logo identificou que a educadora estava no cio. Já havia sentido um cheiro semelhante àquele vindo de sua mãe e irmã, quando estas ficavam em tal época, no entanto a fragrância da professora era muito mais forte e embriagante. O jovem sentia que poderia passar a vida com o nariz colado em seu pescoço, somente aspirando aquele perfume gostoso.

E tentando empurrar os pensamentos sexuais para algum canto de sua mente, o estudante enfim raciocinou sobre o que estava acontecendo naquele momento, à sua frente. Do Kyungsoo não havia nascido mulher como todos
imaginavam. Do Kyungsoo era transgênero. 

Um sorriso maléfico adornou os lábios do rapaz, que sentiu-se um puto sortudo em pegá-la justamente naquele momento.

Ninguém sabia que ela era transgênero, nem os alunos e tampouco os demais professores. Todos a viam como uma mulher, uma rara e preciosa mulher. Ninguém imaginaria que ela tinha um pau entre as pernas ao invés de uma vagina. E se todos soubessem dessa farsa, seria mandada embora.

Mas como Kim Jongin — que julgava-se — era misericordioso, poderia tomar uma decisão bem menos drástica, porém letal, para acabar de vez com aquela perseguição da professora contra si. Ele só tinha que chantageá-la. Simples, e não terminaria em sua demissão, mas, caso ela acatasse direitinho suas ordens, do contrário, teria que dar "adeus" a todos.

Aquilo com certeza era melhor do que ganhar na loteria, pois a paz era bem mais válida do que o dinheiro. E logo, logo Jongin teria a paz que tanto almejava nos últimos três anos.

Sobretudo, antes que pudesse abrir a boca para começar o show de chantagem, os olhos da ômega encontraram os seus, e o rapaz sentiu seu corpo inteiro congelar ao encarar aquele par de globos oculares.

Um brilho sutil estava no olhar dela, que encarava o jovem com a boca carnuda entreaberta, de bochechas coradas e movimentando o quadril contra a mão, enquanto se masturbava.

Jongin sentiu uma queimação chata em seu estômago, em contrapartida seu sangue parecia ter gelado, assim como sua mente. O olhar daquela que desgraçou sua vida parecia apagar qualquer rastro de raiva que ele nutria a pouco. As orbes tinham o maldito poder de fazer o jovem sentir-se entregue, a mercê de suas vontades, contanto que a tivesse por perto.

Os olhares não se ligavam pelo sentimento de atração ou luxúria, pois o jogador sentiu que aquela encarada mexia com algo muito além de desejo sexual. Mexia com sua alma.

E desnorteado demais com aquelas sensações repentinas, o Kim usou o pouco da sanidade que ainda mantinha e fechou a porta do banheiro, saindo às pressas da sala dos professores e em seguida da escola.

Com sorte, talvez esquecesse o ocorrido.





× × ×





Ah, Jongin com certeza não era um cara de sorte.

Ao chegar em casa, uma das primeiras coisas que fez, foi chispar para seu quarto, onde trancou-se em seu banheiro e tomou uma ducha de água fria.

Seu punho dava leves batidas na parede gélida, tentando concentrar-se naquele ato banal, na intenção de tirar, nem que fosse apenas por uma fração de segundos, os pensamentos relacionados a cena que havia presenciado há pouco. Forçava-se para exterminar as imagens de sua cabeça, mas elas continuavam ali , vindo em diferentes ângulos e formatos.

Começou a refletir se já não estava paranóico.

Ao terminar o banho, enxugou-se e colocou as primeiras peças de roupas que viu em seu guarda-roupa. Ainda de cabelos úmidos, bagunçado para todos os lados. Jogou-se na cama de maneira nada delicada, gemendo baixo pela intensidade que seu corpo foi de encontro ao colchão.

As presas pressionaram a carne dos lábios do rapaz e seus olhos se fecharam, buscando por sua mente alguma imagem sobre qualquer que fosse o assunto, menos o que tivesse relação com o que havia visto mais cedo. Só precisava ocupar sua mente, pensar em algo e então aquela cena logo sairia de seu cérebro. Entretanto, cada vez que conseguia pensar sobre sua vida — como nos treinos do time de lacrosse, que estavam dando um resultado bastante significativo —, a imagem da senhorita Do invadia sua mente sem pedir permissão, e tampouco tendo pretensão de sair. 

Rendido e ciente de que não conseguiria parar de pensar sobre aquilo tão cedo, o jovem Kim cedeu aos pensamentos sobre Kyungsoo.

Durante os três anos ao qual estava enfrentando aquele inferno, nomeado de "ensino médio", pensava que a professora era uma mulher como qualquer outra das pouquíssimas que existiam pela região. Nunca havia cogitado por sua turma ou pelos corredores a possibilidade dela ter nascido homem. Por isso, Jongin resolveu focar-se ainda mais nas cenas que havia testemunhado, para ter a certeza de que havia visto certo.

Mas era impossível se enganar, ela tinha sim um pênis, como Jongin e todos os outros homens pelo mundo.

O jovem enfiou os dedos nos cabelos castanhos úmidos e massageou a cabeça, tentando acalmar-se para clarear as ideias. A ideia de usar a informação da professora ser transgênero era sua única saída para que pudesse voltar a treinar com o time, evitando uma possível expulsão.

E essa possibilidade brilhava tão atrativa em sua mente, parecendo viável a um ponto absurdo. Pediria, não, ordenaria que ela passasse a lhe dar, no mínimo, oito nas atividades e provas de química — para compensar o zero que recebeu nas últimas avaliações, o que o deixou à flor da pele —, caso contrário, seria exposta para toda a escola.

Contudo, aquela alternativa de chantagear e ameaçar expor Kyungsoo não agradava em nada ao seu alfa interior. Era como se algo gritasse em seu âmago, repreendendo todos aqueles pensamentos que pudessem prejudicar a senhorita Do, sendo totalmente contra aquilo que parecia ser a solução de todos os seus problemas.

Jongin afundou o rosto no travesseiro e bufou, tocando no peito esquerdo e dando leves tapinhas nele, gemendo desgostoso por seu coração estar acelerado somente por pensar em Kyungsoo.

— Aish, coração do caralho — o Kim ralhou com o órgão. — Ela fez da minha vida um inferno, ferrou minhas notas de propósito. E você ainda bate assim só porque estou pensando nela? Tsc, tsc, tsc. Coração realmente é vagabundo, e você é daquele tipo de vagabundo encostado, que não quer fazer porra nenhuma da vida.

Embora sua cabeça gritasse para começar a projetar o início da negociação com a educadora, seu interior desejava algo que o moço nunca imaginou querer na vida: tê-la em seus braços.

A hipótese de tê-la consigo, a saciando de sua necessidade sexual, parecia algo simples relacionado ao que realmente seu desejo implorava. A queria não só por uma noite ou por um cio, a queria para vida.

Seria um miserável de caráter se chegasse a chantageá-la, colocando pressão, indicando exibir seu segredo.

E Kim Jongin não era daquele jeito. Bom, talvez tivesse coragem de realizar algo do tipo, mas seu lado alfa não permitia que fizesse, principalmente se a vítima fosse Kyungsoo.


Ele sabia que estava completamente fodido.





× × ×






No dia seguinte, Jongin foi normalmente até a escola, no máximo do habitual que conseguia fingir estar, visto que por dentro se encontrava uma completa bagunça.

Seu cérebro parecia o quarto de um adolescente preguiçoso: um caos e todo revirado. Até mesmo sua mãe e irmã estranharam seu comportamento naquela manhã, pois estava mais quieto do que o costume, não fazendo perguntas e nem zoando sua noona como costumava fazer todos os dias.

Andou em passos lentos, como se não quisesse de fato chegar ao âmbito escolar. E durante a caminhada, o nome "Kyungsoo" tomou conta de seus pensamentos mais uma vez.

— Como se já não bastasse ter ficado na minha cabeça a porra da madrugada inteira, fodendo o meu cérebro — o Kim resmungou para si mesmo durante o percurso até o colégio, dando leves tapas em sua própria cabeça.

A melhor forma de lidar com o ocorrido, após ver a cena no dia anterior, era tentar evitar a professora. Se não esbarrasse com ela, pensaria menos no assunto. Era a única saída! Porém seu coração parecia encolher, somente por cogitar a possibilidade de se afastar dela, e Kim Jongin não era bom em lidar com as coisas do coração, pois era inexperiente nessa área e sabia que poderia deixá-lo falar mais alto do que deveria.

Sequer prestou atenção nas aulas, pouco escutou sobre o que o professor de matemática falava — era alguma coisa relacionada ao vestibular, o Kim tinha quase certeza disso —, as cenas do dia anterior martelavam em sua cabeça e ele acabou por se deixar levar.

Puta merda, o estudante daria de tudo para ficar com o nariz colado em sua nuca, aspirando a fragrância fodidamente deliciosa dela. A beijaria até ter a visão dos lábios carnudos, em um formato semelhante ao de um coração, vermelhos e inchados. E queria ouvi-la gemer seu nome enquanto gozava em sua mão, espalhando a porra que era consequência de todo o prazer que o jovem havia lhe proporcionado. Porque Jongin não se importava em pegar num pau que não fosse o seu, contanto que o caralho pertencesse a sua querida professora.

O Kim riu em escárnio ao chamá-la daquela maneira, mentalmente. Nunca sonhou que um dia iria se referir a senhorita Do como "querida professora".

O mundo com certeza dava voltas.

Mas muito além de querê-la somente por desejo carnal, o garoto sentia que algo nasceu dentro de si, desde que o cheiro dela adentrou suas narinas. Parecia que um novo sentimento havia se instalado sutilmente — como quem não quer nada —, a partir do momento em que a fragrância lhe hipnotizou, como se uma ligação tivesse surgido. Mas parecia estar reprimido, de maneira que não ousasse querer saber o que aquele instinto era, por mais que seu alfa interior se manifestasse toda vez que o Kim se pegava pensando na professora.

Naquele dia não teria aula com ela, o que lhe deixou com a estranha sensação de frustração. Normalmente soltava fogos de artifício quando não tinha que aguenta-la, mas aquele instante parecia ser uma exceção.

Quando o som estridente do sino ecoou pela escola, indicando o intervalo, Jongin pôs-se para fora da classe, na intenção de caminhar um pouco, o objetivo era espairecer as ideias, pois sua cabeça fervilhava com tantos pensamentos relacionados a senhorita Do. Todavia, enquanto andava calmamente com as mãos enfiadas nos bolsos da calça do uniforme e com os fones de ouvido grudados nesses, pôde vê-la de longe, detrás do vidro da sala onde ficavam os funcionários da direção escolar.

Kyungsoo usava os cabelos castanhos escuros em um coque despojado, a boca era pintada sutilmente por um gloss labial incolor, a saia vermelho vinho de cintura alta se encontrava um pouco acima dos joelhos e a blusa preta marcava seus seios pequenos. Jongin sentia que poderia passar o dia inteiro somente observando a mulher, que estava com as sobrancelhas erguidas e conversava com uma funcionária, entregando alguns documentos a ela.

O Kim aproximou-se da sala e se encostou em uma coluna, podendo ouvir — mesmo que fracamente — o diálogo entre Kyungsoo e a outra moça.

— Esses são os documentos explicando o porquê de eu ter que me ausentar da escola durante essa semana, — a Do explicou. — Eles têm como conteúdo o fato de eu estar no cio e por este motivo, tenho o direito de ficar afastada.

A senhora apenas assentiu e guardou os documentos que lhe foram dados. Jongin estalou a língua no céu da boca e sorriu ao ouvir seus passos se aproximando, prestes a abrir a porta para sair. Quando a maçaneta foi girada e Kyungsoo saiu da sala, se sobressaltou ao ver a imagem do jovem Kim, com a perna apoiada na parede e brincando com os fones de ouvido, lhe encarando com algo que parecia ser deboche mesclado a malícia em seu semblante.

— Senhor Kim, não deveria estar na sala de aula? — ela perguntou, visivelmente nervosa pela presença do rapaz. — Cabular aula é algo muito ruim para seu currículo.

— Senhorita Do, que prazer em vê-la! — Jongin disse em um tom sarcástico, por mais que seu alfa interior quisesse a abraçar naquele momento. Manteria seu orgulho, bom, o resto que ainda tinha dele. — Depois da cena de ontem, achei que a senhora não...

Antes de completar a frase, sentiu a mão dela ser posta em sua boca enquanto pressionava o corpo contra o dele, o encarando séria.

— Não fale isso em voz alta — a Do disse com uma carranca, por mais que sua destra estivesse trêmula. Parecia estar mexida em ver Jongin, tanto quanto ele. — Ninguém pode saber do que aconteceu ontem, nem mesmo você deveria ter visto aquilo.

— Calma, professora — o Kim deixou o tom debochado de lado e falou preocupado. — Posso lhe ajudar no cio, se quiser, é claro.

— O que você quer em troca do seu silêncio? — ela perguntou, ignorando as palavras do rapaz, olhando de um lado para o outro, certificando-se de que não havia ninguém por perto.

— Quero conversar com você.





× × ×





A luminosidade do estacionamento da escola era precária. Apesar de ser grande, poucos carros ficavam ali, pois alguns professores e alunos optavam por bicicletas ao invés dos motores barulhentos, que exigiam muito dinheiro para mantê-los.

O automóvel da senhorita Do era um dos poucos que estavam no local, tomando a vaga que ficava em uma parte mais distante do estacionamento. Quase inacessível. E este foi o lugar que ela escolheu para conversar com o Kim.

Os dois estavam dentro do carro, o sinal que denunciava o fim do intervalo já havia soado e a direção da escola já estava ciente dos motivos de ter que se ausentar durante aquela semana. Kyungsoo estava no banco do motorista e Jongin no carona, ambos calados, tentando buscar em suas mentes palavras que pudessem dar início a conversa.

— O que exatamente você viu ontem? — ela perguntou em um tom controlado, como se estivesse preparando seu próprio espírito para lidar com aquilo.

— Vi você masturbando o seu pênis — Jongin disse simplista, dando de ombros.

A mulher soltou um longo suspiro e massageou as têmporas ao obter a resposta. Tantos anos de esforço para manter-se em segredo, para simplesmente serem jogados fora por causa de um pirralho. 

— Você não pode contar para ninguém o que viu, Jongin — ela disse em um tom rouco. — Isso se já não contou.

— Não, mantive apenas 'pra mim — o timbre do jovem soou insinuante.

— Mas... Aish, eu sei que você vai querer fazer alguma coisa contra mim, pelo que descobriu. — A Do suspirou baixo, prevendo a dor de cabeça que teria com o jovem.

— A senhora está enganada, professora — Jongin proferiu naturalmente. — Eu não usarei isso contra você, porque seria uma pessoa de péssima índole se fizesse algo do tipo — o jovem dizia com tanta convicção, que sequer parecia ter cogitado a ideia de chantageá-la.

O olhar da Do percorreu até chegar ao de Jongin, lhe encarando um tanto incrédula pela decisão do rapaz. Porém antes que pudesse responder, uma careta de dor tomou sua face.

— Pegue uma pílula da cartela que está dentro do porta-luvas, por favor — ela pediu, fechando os olhos com força, apontando para o local.

O Kim assentiu e abriu o compartimento, tirando de lá o comprimido de cor rosa.

— Para que servem essas pílulas? — ele perguntou, se referindo ao remédio que estava ali dentro.

— Retardar meu cio por algumas horas — o respondeu, vendo o estudante tirar uma das pílulas da cartela.

Ao receber tal resposta, Jongin parou imediatamente o que fazia, a fitando com o cenho franzido.

— Não as tome, pois passarei ele com você — informou convicto, vendo a mulher ficar perplexa com seus dizeres.

— O quê? Você está ficando doido? — perguntou descrente. — Jongin, eu não sou igual a sua mão, ok? Um cio não é apenas enfiar o pau e pronto, adeus. Passar um ciclo com uma pessoa é ficar a semana inteira saciando o desejo dela e cuidando da alimentação e higiene. E vejamos, você é um moleque, mal saiu das fraldas e com certeza ainda bate punheta enquanto vê pornô.

O Kim poderia protestar e sentir-se ofendido pelas palavras rudes da professora, mas apenas sorriu gentil — o que não era de seu feitio, principalmente se esse sorriso fosse direcionado para alguém como a Do — e pegou as mãos da moça.

— Já sou maior de idade e sei o que faço ou deixo de fazer, inclusive me responsabilizo pelos meus atos — respondeu, acariciando o polegar no dorso de sua mão, ela parecia relutante em relação a proposta.

— E como você vai explicar para os seus pais sobre ter que passar uma semana inteira fora de casa, na residência de uma estranha? — disparou.

— Relaxa, meu pais ficarão muito felizes em saber que eu finalmente comecei a sair com alguém — Jongin retrucou, beijando a mão da ômega que continuava hesitante.

— E por que justamente comigo? Não sei se você percebeu, mas nossa relação de professora e aluno não é a mais exemplar — explicou revirando os olhos.

— Você despertou alguma coisa no meu lado alfa, que eu simplesmente não consigo dominar — respondeu sincero, vendo a Do crispar os lábios.

— E como sabe se não tenho um parceiro para passar meu cio? — proferiu pela última vez.

— Porque se tivesse, não teria aceitado conversar comigo. — O Kim sorriu presunçoso, a vendo mordiscar os lábios com sua resposta.

— As camisinhas estão no banco detrás. — Aquela confirmação foi apenas o gatilho para Jongin atacar os lábios da professora com a rapidez de uma bala, colando boca com boca e indo com suas mãos direto para a cintura desta.

O veículo pareceu ser pequeno até demais para sustentar dois corpos acesos pelo desejo, pois o Kim enfrentava dificuldades para conseguir manter o ósculo com a Do, por causa do volante e outras ferramentas na parte interna do carro. O rapaz mal soube explicar para si mesmo como, e em qual parte de sua vida ficou tão entregue a alguém como naquele momento, visto que sentiu uma pressão contra seus ombros e logo se viu no banco de trás do carro, tendo Kyungsoo lhe beijando de maneira afoita, sentada em seu colo.

O resultado dos dias — intensos — de treinamento de lacrosse pôde ser sentido quando as mãos da professora deslizaram por seus braços, apalpando os músculos do rapaz, que sorriu malicioso quando ouviu os arfares escapando dos lábios dela ao segura-la pela cintura e colar ainda mais os corpos.

A barra do suéter — vindo juntamente a da camisa por debaixo — de Jongin foi levantada ao mesmo tempo em que a blusa da Do fora retirada , o que deixou ambos com os troncos nus. Quando os olhos do moreno focaram no tórax de Kyungsoo, tiveram uma visão clara dos seios pequenos por dentro do sutiã preto de renda. Não parecia ser algo que a mulher tenha colocado durante o processo de mudança, e sim que cresceram com o tempo. O Kim acabou por pegar-se pensando se ela ingeria hormônio ou se havia feito algum procedimento que lhe resultasse ter seios, entretanto todos os seus pensamentos foram cortados quando aquele maldito cheiro delicioso veio de Kyungsoo, chegando as narinas do jovem.

O efeito do remédio havia passado e agora ela realmente estava no cio.

O rebolar em seu colo denunciou o quão necessitado o íntimo dela estava por Jongin, que teve seus lábios judiados pela boca alheia enquanto suas mãos desciam o zíper traseiro da saia. A peça de baixo foi retirada do corpo da ômega em uma velocidade que o alfa mal pôde explicar, estava se deixando levar pelos seus instintos, por mais que ambos tivessem noção do que estava acontecendo ali.

Uma relação daquele tipo, muito além de cadernos e canetas, entre aluno e professora. Estariam em maus lençóis caso alguém descobrisse. E talvez fosse o fato de correr esse risco — de ser pego prestes a foder a Do — deixasse o Kim mais excitado, ainda que o efeito causado em seu corpo por estar na presença dela, já fosse algo ao qual nem sua sanidade pudesse explicar.

— Alfa, agilize logo isso — Kyungsoo disse em um tom imperativo, quase um rosnado. O Kim sorriu ao notar a necessidade dela em relação a tê-lo dentro de si. E seu sorriso cresceu mais ainda por ela tê-lo chamado de "alfa". Aquele dia, com certeza — se não fosse o — era um dos melhores de sua vida.

Jongin direcionou seus lábios ao pescoço da professora, mordiscando levemente a epiderme, arrancando arfares sofridos por parte dela devido a carência de toques. O Kim a tocava tão lentamente, parecia desejar tortura-la. Uma das mãos do jovem foi enfiada na calcinha da ômega, tocando o pênis já ereto pela excitação daquele contato — embora fossem escassos demais comparados a sua necessidade.

A mão esfregava o membro na mesma lentidão dos beijos, o que incentivava a ômega a fincar as unhas curtas nos braços de Jongin, como se pedisse para ir mais depressa e com mais força. A boca do jovem sugava a pele como se estivesse degustando um sabor maravilhoso, o que não era longe de ser verdade, comparado ao que sentia em está traçando beijos por aquela área e ainda sentir o cheiro dela tão próximo.

A velocidade da masturbação pareceu aumentar de acordo com necessidade da ômega, que fechou os olhos e soltou gemidos manhosos, mordendo os lábios, tentando conter os sons. Jongin descobriu adorar senti-la sobre seu colo, se remexendo involuntariamente por causa da bombeação em seu pênis, que parecia inchar por causa da porra que estava prestes a jorrar. O Kim até pensou em questioná-la pelo orgasmo tão rápido, entretanto lembrou que ela estava no cio e por isto estava muito mais sensível.

Sentiu algo úmido em seus dedos, mas não era o sêmen de seu pênis e sim sua lubrificação natural. Ela estava molhada para um caralho.

O rapaz interrompeu os movimentos, recebendo um muxoxo em resposta, a tirando de seu colo, e a pondo sentada com as costas na janela, para conseguir desafivelar seu cinto e retirar sua própria calça. A ômega também resolveu tirar as peças de roupa que ainda lhe restavam e por isto, arrancou rapidamente o sutiã e removeu a calcinha, dando a Jongin uma bela visão da excitação que havia preocupado a ela. O lubrificante natural escorria por suas pernas e as veias de seu pênis estavam saltadas pela masturbação que havia recebido há pouco.

O Kim massageou seu próprio pau por debaixo da boxer ao ver aquela cena e rosnou um "puta merda!", tentando entender como ainda mantinha o autocontrole com uma cena dessas.

Tirou a última peça de roupa de seu corpo e apanhou um pacote de camisinha que havia ali. Nem se importou com a forma ao qual rasgou a embalagem, colocando apressadamente o pedaço de látex.

— Fode logo, alfa. — A ômega gemeu manhosa, esfregando as coxas, uma na outra, para causar uma fricção em seu próprio pênis. E com aquele pedido nada inocente, Jongin mandou o resto de sanidade para puta que pariu.

Ficou por cima dela e lhe beijou, um beijo sedento e urgente, repleto de estalos e arfares. As mãos da ômega segurando o rosto do alfa e ele apertando sua cintura, logo descendo até as nádegas, apalpando aquela região abundante. Com o fim do ósculo, a virou de costas e levantou seu quadril, tendo a visão de seu buraquinho molhado pela lubrificação natural.

Seu membro foi guiado até aquele orifício, aparentemente pequeno demais para recebê-lo, entretanto, quando a glande conseguiu ser adentrada facilmente e o gemido arrastado fora solto da boca da ômega, Jongin soube que não seria uma missão impossível conseguir satisfazê-la.

Optou por esperar ela se acostumar com a invasão da glande, imaginava o quão doloroso era ser penetrada naquela área. Contudo, o rebolar da bunda contra seu quadril lhe deu a certeza de que deveria continuar e, com isto, ele continuou com a penetração. Ouviu o som das unhas fincando no estofado do banco, descontando a sensação que sentia.

Quando esteve por completo dentro, Jongin ouviu a respiração pesada e acelerada da mulher, desconfiou até que ela estava mordendo os lábios para conter os gemidos que queria soltar. E fora preciso apenas um rebolar sutil contra seu pênis que o Kim começou a estocá-la, com força e precisão.

O movimento não foi apenas de seu corpo, pois o corpo da ômega pareceu estremecer por completo com a série de estocadas. Tais movimentos causaram o desmanchar do coque até então formado despojadamente em seus cabelos, os fios castanhos — que iam até abaixo dos ombros — se soltavam por si só, caindo sobre os ombros da ômega.

O barulho do quadril do alfa se colidindo com as nádegas da ômega foi um dos sons que faziam companhia aos gemidos roucos de Jongin, que percebeu que a entrada da educadora era incomparavelmente melhor do que sua mão — amiga de vários anos de punheta. O Kim se sobrepôs às costas de Kyungsoo, traçando uma trilha de beijos até chegar a nuca, onde colou seus nariz na região sob os cabelos sedosos soltos.

E então os gemidos ficaram claros para sua audição. Eram baixinhos e afoitos, como se ela estivesse fazendo algo terrivelmente gostoso. Os soluços de prazer mesclados a fragrância fodidamente deliciosa embriagavam Kim Jongin, que estocava a entrada da Do cada vez mais rápido.

A mão do jovem foi até o membro gotejante da mulher quando percebeu que ele próprio estava prestes a gozar, com a pressão que aquele cu fazia contra seu pênis — pois a professora era apertada para um caralho e seu ânus parecia querer expulsá-lo, o que causava ainda mais prazer para ambas as partes.

A destra a subir e descer do pênis que expelia pré-gozo. O alfa aproveitou a mão livre e segurou o rosto da ômega, levantando sua face e assim podendo ver o reflexo dela através da janela do carro. Estava completamente corada, a testa encontrava-se gotejando pelo suor e os lábios inchados por causa das tantas vezes que ela os mordia em uma forma — falha — de conter os gemidos.

E não foram precisas muitas estocadas para Jongin chegar ao ápice, juntamente a Do, que gozou na mão dele, a enchendo de porra.

O alfa permitiu-se deitar completamente em cima dela, apoiando seu queixo no ombro alheio, ouvindo a respiração descompassada da ômega. Ambos os corpos estavam cansados, além de que, aquela semana seria cercada por eventos como este.

O Kim deixou a preguiça de lado e saiu de dentro da ômega, vendo que todo o seu sêmen estava na camisinha. A retirou de seu pênis e enrolou, jogando-a numa pequena área de lixo que tinha dentro do carro. Seu alfa queria era encher a ômega de porra até receber a visão do próprio sêmen escorrendo pelas pernas dela, pois era aquela a ordem da vida. O lobo sempre atiçaria aquele tipo de desejo para procriar, para assim seguir a linhagem. Mas Jongin não dava tal poder ao seu alfa l, pois ainda estava cedo para pensar em filhotes, por mais que tivesse certeza que estes seriam lindos se tivessem Kyungsoo como omma.

Se acomodou em uma parte do banco detrás e a viu levantando-se com cautela, fazendo uma careta de dor pelos movimentos recentes. Com o rosto todo vermelho, tanto de excitação como de vergonha.

— Sabe que isso foi apenas o início, né? — ela perguntou retórica. — Eu estou no cio, mas ainda estou sã. Terá dias em que eu sequer falarei com você, porque estarei ocupada demais sentado no seu pau ou sei lá, na sua cara.

Jongin soltou uma gargalhada ao ouvir aquilo. Nunca pensou que poderia falar o que estava prestes a dizer, mas apenas soltou.

— Você é adorável — o Kim disse encantado com a ômega, selando a bochecha dela, que mesmo sem pedir, pegou o suéter dele para cobrir sua nudez. — Mas por que você me dá tantas notas baixas em química?

— É sério que você quer discutir sobre suas notas logo depois de trepar? — a Do perguntou incrédula, erguendo as sobrancelhas. Antes que o Kim pudesse se desculpar, ela voltou a falar. — Não sei se sabe, mas é realmente muito ruim em química.

O estudante abriu a boca, cético com aquilo, mas antes que pudesse retrucar, ela continuou.

— Nos dois primeiros anos eu pegava no seu pé, porque você realmente era terrível em química. — Ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha, sorrindo envergonhada. — Mas este ano... Quando fez dezoito, sei lá, as coisas mudaram. Dizem que os alfas após atingir a maioridade, ficam sedutores e tendem a chamar ainda mais a atenção das ômegas. Talvez tenha ocorrido esse efeito de atração comigo. Então eu comecei a pegar ainda mais no seu pé, acho que foi uma forma de descontar a minha frustração por não poder ter algo com você, já que é um aluno da escola e eu sou uma professora.

O aluno queria poder dizer algo, mas sequer tinha palavras para respondê-la. Não sabia como reagir e tampouco o que dizer sobre aquilo.

— Desde que eu vi você daquele jeito... — O Kim se referiu a cena do banheiro. — O meu alfa interior ficou muito estranho. Virei a madrugada pensando em você, e eu sentia que te queria, não apenas sexualmente, mas sei lá, para vida, para sempre. Cogitei até na ideia de sermos soul...

— Mates? — a Do completou sugestiva, recebendo um manear positivo do jovem.

— Pensei que fosse besteira, mas parece a coisa mais viável nesse momento. — Jongin acariciou a bochecha de Kyungsoo com o dorso do dedo indicador.

— Anh... Você sabe dirigir? — ela perguntou mudando de assunto, se desvencilhando daquela história de almas gêmeas.

O Kim se separou dela e apanhou sua calça, a vestindo mesmo sem a cueca.

— Meu presente de dezoito anos foram aulas na autoescola e meses depois, minha carteira de motorista. — Jongin sorriu presunçoso. 

— Então nos leve para casa — ela pediu, e ele gostou de ouvir o "nos". Significava que ele ficaria lá por um bom tempo.

Esticou o corpo e sentou no banco do motorista. Pôs o cinto e ligou o carro, logo pegando no volante e pisando no acelerador para saírem dali.

E enquanto dirigia, sentiu novamente aquela fragrância maravilhosa invadindo suas narinas. Olhou pelo retrovisor do carro e assistiu uma cena que fez seu pau pulsar por dentro da calça. Kyungsoo estava com o nariz colado no suéter do atleta enquanto enfiava dois dedos na própria entrada.

Com certeza, aquela seria uma longa semana.

Feb. 11, 2019, 3:58 p.m. 0 Report Embed 0
The End

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