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90's Sappy Boys Follow story

isoft yang ♡

[KAISOO | 90's] Jongin e Kyungsoo eram namorados há cinco anos, mesmo sendo um casal ativo e sempre dando uns amassos por aí, nunca tiveram uma noite completa. Nunca se entregaram completamente. E, Jongin queria dar um próximo passo na relação.


Fanfiction Bands/Singers For over 18 only.

#gay #oneshot #90's #pwp #kaisoo #sookai
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Capítulo Único - 90's Lovers

Jongin e Kyungsoo namoravam há cinco anos. Mesmo sendo tanto tempo, a paixão não diminuíra em nada, parecia que aumentava todo dia e arriscava dizer que queria tê-lo ao seu lado para sempre — era uma forma sua dizer que o amava. Isso não queria dizer que o relacionamento era avançado. E com "avançado" Jongin queria dizer...

Estava na faculdade, vinte anos, primeiro ano cursando Artes, estrela do time de futebol americano sendo o quarterback, com o número da camisa oitenta e oito; pele bronzeada, cabelo nos dreads, esse era Kim Jongin. Sua fama de pegador corria pelos corredores e pelo banheiro feminino, mas mal sabiam que apenas seu namorado usufruía de seus toques e beijos. E se dependesse dele, continuariam assim pelo tempo que desejasse.

Naquela manhã não seria muito diferente.

Com mais um dia de aula concluído, Jongin trocou rapidamente o uniforme do time pela jaqueta vermelha com suas listras nas mangas e o símbolo dourado do colégio no lado esquerdo do peito. Nem fez questão de abotoá-la, apenas fechou o armário e jogou a mochila nos ombros, despedindo-se à distância dos outros jogadores. Não deixou de ter o sorriso no rosto e os olhos brilhando.

Quem o viu correndo pelos corredores se questionou o motivo de sua euforia, imaginou os vários motivos que o deixou naquele estado e admiraram sua beleza exótica.

Jongin parecia um lobo indomável no campo mas fora dele era um pequeno cachorro carente, principalmente quando estava perto do namorado, que era era a razão de sua ansiedade, naquele e nos outros dias. Haviam dias que Kyungsoo vinha buscá-lo depois da aula e era sempre nesses que sempre viam o atleta eufórico pelos corredores, durante as aulas, os treinos e intervalos.

Correu pelo portão com a mochila dando solavancos para trás deixando-o lento; correu até o próximo quarteirão e viu o famoso Impala 67 preto, estacionado em frente à Starbucks. Jamais Do Kyungsoo o buscaria pelos arredores do colégio, tudo porque se sentia exposto demais e preferiam manter o relacionamento fora dos muros estudantis, mas Jongin sempre amou o sigilo e estilo excêntrico do namorado.

Como se fossem ímãs, o quarterback o viu saindo da loja de conveniência 24hs, com um saco de compras nos braços e um pirulito na boca. Uma visão tão comum porém ainda o arrancava suspiros.

Do Kyungsoo era um baixinho sexy de olhos grandes, sobrancelhas grossas e escuras, com lábios volumosos e rosados. Era a mesclagem perfeita de inocência e sedução. O corte de cabelo era recente com um topete armado e as laterais raspadas — onde Jongin adorava passar a ponta dos dedos durante um beijo intenso. Mesmo sendo meio gordinho tinha o maxilar marcado, os ossos da clavícula salientes — locais esses que Jongin também adorava beijar, porque era um de seus locais mais sensíveis — e os do quadris também. A pele alva se destacava em suas costumeiras roupas escuras, enquanto os ombros estreitos e o corpo pequeno davam vontade de abraçá-lo, principalmente quando ria.

Naquele começo de meio-dia — que já começava a esfriar —, Do Kyungsoo tinha o atual topete bem alinhado, as bochechas coradas pelo frio, igualmente à ponta do nariz e orelhas. Trajava sua marca registrada: jaqueta e calças de couro, uma camisa cor vinho e os coturnos extremamente limpos, tudo em tons escuros.

Jongin estaria mentindo se dissesse que ele não estava sexy, principalmente com o pirulito entre os lábios.

Kyungsoo sorriu tirando o pirulito da boca e acenando. Era a deixa para que o atleta se aproximasse.

— Como aguenta esse frio com apenas uma jaqueta dessas? — o mais velho comentou o olhando por completo, depois abriu a porta e entrou no carro. Jongin fez o mesmo e colocou o cinto. — Segura isso para mim, tem algumas coisas delicadas dentro — nem deu tempo para contestar, pois logo ele estava o entregando o saco de compras. — Mas me diga, como foi seu dia?

Jongin sempre gostou do modo como Kyungsoo sempre o surpreendia, principalmente no dia em que se conheceriam, quando o baixinho o intimidou depois mostrou-se um rapaz de sorriso fofo e riso fácil.

Não conseguiu controlar o olhar carregado de paixão para cima dele, que foi logo ligando o carro e dando partida.

— Estava ansioso para te ver — seu rosto esquentou. Kyungsoo não o olhou, estava focado na pista mas não conteve um sorriso discreto. — Eu sempre fico assim quando é você. Pelo simples fato de ser você — envergonhado, deixou a mochila no banco de trás, ainda permanecendo com as compras nos braços. Analisou-as visivelmente e rapidamente.

— Desse jeito vou ficar mais vermelho ainda. Avisou para seus pais que passaria o dia lá em casa? — perguntou pisando no acelerador ao se ver em pista livre e sem muita movimentação de veículos. Já estavam saindo do centro movimentado. — E que vai voltar antes das cinco? — Jongin afirmou com a cabeça para todas as perguntas.

— Você vai me deixar ou vou ter que pegar o ônibus?

— Não vou ter tempo para te deixar, moreno — lamentou, olhando rapidamente a placa de velocidade máxima e pisando mais um pouco no acelerador. — O cliente remarcou a sessão hoje para as sete.

— Ahn... — foi tudo o que Jongin disse com um pequeno peso no peito, pois gostava de andar de carro na companhia do namorado e sentir seu cheiro pelo carro inteiro.

Kyungsoo era dono do próprio estúdio de tatuagens que ficava no primeiro andar de sua casa. Ele morava um pouco afastado do centro mas sempre era procurado para sessões, trabalhava tanto que às vezes não sobrava tempo para si mesmo nem para passar algum tempo com Jongin, que apenas entendia a situação. O moreno já se perguntou se o namorado tinha alguma tatuagem mas nunca passaram de uns amassos escondidos em seu quarto ou no banco do carro.

Jongin era mais novo que Kyungsoo cinco anos, porém isso não mudava em nada a relação que possuíam, apenas um era mais cuidadoso e preocupado com o outro e, o atleta sabia o quanto o namorado era daquele jeito, tanto que às vezes desistia de alguma sessão para vê-lo. Estava muito satisfeito com o relacionamento que tinha, mesmo que nos últimos meses tenha visto o baixinho com outros olhos. Pensou que fosse a puberdade, no entanto, não. Kyungsoo era atraente, isso era inegável, o problema em questão era que Jongin queria dar um passo a mais na relação, só não sabia se estava no momento certo e se o tatuador cederia.

Às vezes se sentia muito infantil quando recebia mimos dele, não se sentia maduro o suficiente para namorá-lo, mesmo ouvindo do próprio que era perfeito do jeitinho que era. Se via como uma criança ao seu lado, como se houvesse alguma coisa muito grande entre eles e Kyungsoo odiava a ideia de algo o atrapalhando.

Jongin fuçou na sacola procurando por alguma balinha, infelizmente encontrou a caixa de cigarros e a puxou para fora. Olhou para o homem ao lado que brincava com o pirulito entre os dentes.

— Você disse que pararia, Kyungsoo.

— Estou tentando. Não sei se percebeu mas ao invés dele estou ocupando minha boca com pirulitos, jujubas e balinhas. Você sabe que não consigo mantê-la desocupada.

O atleta tentou muito não maliciar aquela frase e guardou os cigarros de volta na sacola, notando as tintas para tatuagem, algumas barras de cereais, garrafas d'água, doces e camisinhas. Camisinhas. Se perguntou o que o namorado faria com aquela dúzia, mas evitou que o pensamento saísse de sua boca, ainda assim fora notado.

— Você sabe que o Tao é bem inconveniente, às vezes.

— Mas ele precisa ir te pedir camisinhas? — Jongin pensou alto, emburrado. — Eu sei que você já tiveram um caso e tudo mais, mas eu não gosto de ver vocês dois emprestando camisinha um para o outro como se fosse chiclete. Me irrita porque eu sinto que não sou bom o suficiente para você.

Kyungsoo estacionou o carro ao notar que chegara em casa.

Ficou sério, batucando os dedos no volante, pensando em alguma respostas à altura e que não ferisse o rapaz mais do que aparentemente estava. Sabia que mesmo o moreno sendo a estrela da faculdade, haviam momentos que o próprio questionava de si mesmo. Às vezes, só queria ter a capacidade de ser tão emotivo como ele, de demonstrar tudo o que estava sentindo e ser capaz de mostrar.

Entretanto, antes que pudesse formular alguma coisa, Jongin saiu do carro e rumou para o jardim, só o esperando para abrir a porta.

— Precisamos conversar — ditou, puxando a mochila do moreno e saindo do veículo.

— Não estou afim de ter nossa primeira discussão de relacionamento no jardim da sua casa, Kyungsoo.

Jongin viu o baixinho se aproximar após trancar o carro. Mesmo que estivesse irritado com si mesmo e acabado descontando sobre ele, não podia negar que vê-lo caminhar todo de couro era uma tentação só. Ainda mais com os quadris rebolando, visgando completamente sua atenção.

— Sempre que tiver alguma coisa para falar pode contar para mim. Sabe disso.

— Às vezes eu só sinto que não sou o bastante para você, Kyungsoo! — abaixou a cabeça. — Ainda estou na faculdade enquanto você já tem um emprego, uma casa legal, um estúdio e o dinheiro próprio. Sinto como se houvesse uma grande barreira entre nós e isso me frustra, não importa o quanto eu pense que você não se importa com nada disso agora.

Então, Kyungsoo riu, não por achar ridículo ou meloso demais, mas sim porque Kim Jongin mesmo sexy naquela jaqueta, ainda conseguia ser um namorado fofo.

— Não ria de mim! — levantou o rosto e viu o tatuador rindo mexendo os ombros.

— Então não faça esse biquinho fofo, senão eu vou te morder inteirinho! — ao terminar sua brincadeira puxou o molho de chaves do bolso da calça colada e abriu a porta. — Pode deixar as compras na cozinha, vou ver se não ter recado na secretária eletrônica.

O rapaz fez o que foi pedido, no entanto, voltou a tempo de ver o namorado tirar a jaqueta de couro e jogá-la sobre o sofá. Pôde ver a pele alva dos braços e da nuca, em uma tentação de beijá-los, principalmente sussurrar rente ao seu ouvido. Se Do Kyungsoo já era um pecado de frente, imagine de costas. Jongin engasgou com a própria saliva ao vê-lo se abaixar para tirar os coturnos.

— O que pensa que está fazendo, pisando no meu chão com esse tênis imundo?

— Esqueci, desculpa! — ficou completamente vermelho pensando na possibilidade de ter sido pego e foi rapidamente tirando os tênis surrados e os deixando na entrada. Quando voltou a atenção para o baixinho, ele estava sentado no sofá e o olhava dos pés a cabeça. Antes mesmo que ele falasse qualquer coisa, Jongin já sabia o que ele queria.

— O cliente mudou o horário da sessão para às 6hs e tenho tempo o suficiente para te deixar todo vermelhinho — Kyungsoo falou, depois riu diante da imagem adorável do moreno se aproximando. — Você sempre fica assim quando falo desse jeito... — ao tê-lo tão perto de si, o agarrou pela cintura, fazendo-o sentar em seu colo. — Você gosta? — seu tom de voz ficou grave, arrepiando o corpo do rapaz por inteiro.

Jongin não respondeu nada, apenas olhou no fundo dos olhos do namorado antes de colar os troncos e avançar nos lábios cheinhos, tirando proveito da língua vermelhinha e macia. O beijo não era rápido, mas estava repleto de segundas intenções, principalmente da parte do moreno que com a imagem do namorado vindo em mente junto com todas suas fantasias apenas o deixava com mais vontade de tê-lo. Quem o visse tão entregue nos braços de Kyungsoo, não diria que era o mesmo Jongin que derrubava brutamontes do gramado.

Do jeito que gostava, Jongin passou os dedos na partes raspadas do cabelo do namorado, era um bom estímulo na sua opinião, ainda mais quando sentia o corpo estremecer em um toque tão simples. Kyungsoo agarrou suas coxas em uma luta interna entre descer até seu traseiro e subir pelo abdômen definido embaixo da camisa branca. Na sua opinião, era um grande desperdício mantê-lo escondido.

Jongin enterrou as mãos na camisa vinho do baixinho que gemeu contra sua boca e depois as separou, puxando-o pelos dreads e o encarando.

— Você deveria ter mais confiança em si mesmo, Jongin. Não tem noção do quanto eu gosto de ser tocado e amado por você.

E Kyungsoo arrancou a jaqueta do moreno jogando-a em qualquer lugar antes de voltar a beijá-lo com as mãos frenéticas correndo pelos braços expostos e musculosos. Para ele, Kim Jongin era um grande pecado de pele beijada pelo sol.

Enquanto ao jogador, ele só pensava no quanto queria tocar Kyungsoo da maneira mais delicada e ao mesmo tempo sem pudor, porque na verdade, já estava enlouquecendo com ideia de deitá-lo entre os lençóis e fazê-lo esquecer o mundo lá fora. Talvez, talvez realmente fossem os hormônios ou os joguinhos mentais que o namorado fazia com si, no entanto, de qualquer forma, Jongin só queria derreter nos toques do mais velho e fazê-lo enlouquecer com os seus.

— Você... — tentou iniciar algum diálogo, mas Kyungsoo não queria desgrudar a boca da sua — ...Você transaria comigo? — Jongin ansiou por uma resposta.

A campainha tocou e Kyungsoo se levantou frustrado, deixando o moreno acanhado no sofá e tendo que colocar uma almofada sobre o colo para não deixar mais tão óbvio o quê estava pensando. Antes de atender, o baixinho deu uma ajeitada no topete depois abriu a porta dando um sorriso pedindo desculpas para Jongin.

— Oi, Kyungsoo! Vim saber se tem camisinhas para me emprestar.

O moreno no sofá apenas recolheu a jaqueta do chão cabisbaixo e subiu para o outro andar. Não precisou de mais detalhes para saber que Tao ficaria ali por mais algumas horas falando sobre as noites incríveis com seu atual namorado Chanyeol e no quanto estava feliz com ele. Jongin às vezes se sentia mal por Kyungsoo, pois mesmo que o término deles fosse de anos atrás ainda havia a possibilidade dele ainda sentir alguma coisa pelo chinês.

Foi apenas mais um motivo para ficar para baixo e se sentir insuficiente para Do Kyungsoo.

Planejaram passar a tarde inteira juntos, desfrutando da companhia um do outro, diante da semana conturbada que tiveram, tanto pelo trabalho quando pelos estudos, contudo, parecia que passaria a tarde no quarto de Kyungsoo, porque ele estaria ocupado revendo o ex-namorado e depois fazendo tatuagens.

[...]

Eram quase quatro horas quando Kyungsoo terminou a tatuagem — o cliente simplesmente apareceu na sua casa dizendo que queria fazer a tatuagem logo, obviamente teve que fazê-l — e já há duas Tao havia ido embora. Ficou preocupado com o namorado no andar de cima que sequer desceu para cumprimentá-lo ou exibir o gingado exótico que apenas seus quadris sabiam fazer. Até pensou em ir vê-lo, mas precisou terminar o serviço antes para depois verificar se ele estava bem com toda aquela situação.

— Talvez seja a hora de termos uma conversa, não acha? — o próprio Jongin falou assim que o baixinho colocou os pés no quarto.

— Acho que sim — e entrou no cômodo sentando na cama ao lado do moreno.

— Antes de qualquer coisa quero dizer que sim, eu queria muito transar com você, já venho pensando nisso há meses. Quero dar um outro passo na nossa relação! — ao concluir suas palavras, foi como se uma tonelada de pedras houvessem sido tiradas de seus ombros.

— Então, é por isso que você anda se rebaixando? — Kyungsoo não evitou o riso e Jongin levantou o rosto para olhá-lo. — Olha — tocou no joelho do namorado —, eu também pensei nisso quando namorei outros caras e me arrependi muito de ter ficado com eles na primeira oportunidade. Não quero isso para você. Não quero que se arrependa por se entregar para mim e depois perceber que poderia ter esperado mais um pouco. Ou que não sou o cara certo para você.

— Mas eu tenho certeza de que você é o cara certo para mim, Kyungsoo. Qualé! Estamos juntos há cinco anos, cinco anos de tesão acumulado e estresse também. Eu não gosto de te ver perto de outros caras porque penso que eles são melhores, que eles são maduros o suficiente para te amar do jeito certo. Pode até parecer de eu ser visto como um moleque perto de você.

— Cinco anos de diferença não são nada.

— Mas eu acho que se nos entregarmos completamente eu vou me sentir mais confiante. Porque eu saberia que você me quer da forma que eu te quero. — Jongin não soube o que viu nos olhos de Kyungsoo, porém não se sentiu rejeitado ou que ele ignorou suas palavras.

— Só saiba que não sou nenhum calmo durante o sexo, mas com você eu faço uma exceção. Só hoje — O quarterback sentiu o rosto queimar, as mãos suaram e o corpo esquentou por dentro das vestes. Aquele tipo de reação vinha sendo comum desde que olhara para o namorado com outros olhos. — ...Quero te fazer uma coisa. — Kyungsoo o empurrou lentamente pelos ombros na cama e colocou-se sobre suas coxas, depois analisou o moreno desde o tronco até o cabelo em dreads. — Não se controle, não quero que se controle.

— Não vou... — e logo em seguida, Jongin o tomou nos lábios com a mão em sua nuca para aprofundar o ósculo. Já havia se segurado por tempo demais. — Eu sempre te achei sexy com esse corte de cabelo... — comentou durante o ato com os lábios inchados e as mãos indo freneticamente de um lado ao outro pelo corpo de Kyungsoo, que em resposta apenas deu um sorriso olhando-o nos lábios e voltando à beijá-lo.

Com o corpo em chamas, Jongin afundou as mãos na pele leitosa de Kyungsoo, que apenas pensou no quanto o namorado estava, sedento, porém, tinha que fazer jus às suas palavras.

— Nós vamos foder para valer!

Kyungsoo avançou contra o tronco do moreno sentindo as mãos grandes o apertar em todos os locais, o explorando fielmente, talvez tentando mapear suas curvas mentalmente. O traseiro roçava contra suas coxas, sentiu o membro pulsar dentro das calças e quase gemeu, quando o moreno movimentou o quadril em movimento lento, porém certeiro, capaz de enlouquecê-lo. Kim Jongin não era tão inocente assim.

— O que você quer que eu faça, Jongin? — sussurrou rente ao ouvido do namorado que com o rosto completamente vermelho só lembrou dos quadris do baixinho rebolando enquanto andava. As mãos subiram por suas coxas e alcançaram o traseiro redondo e volumoso. — Gosta disso? — Kyungsoo riu, arrepiando-o ainda mais e movimentou o quadril para cima e para baixo, roçando os membros guardados pelas roupas. — Eu vou sentar em você, Jongin...

Tirou a camisa vinho, as calças, os sapatos e as meias, atirando-as no chão, tudo sobre o olhar do jogador que apertou as mãos em seus quadris com a respiração densa. Analisou-o completamente, desde as coxas fartas à cintura, tudo com curvas suculentas. Imaginou-se beijando-o, mordendo-o, marcando-o.

Kyungsoo sabia que era observado e amava isso, adorava se exibir. Vestindo apenas a peça íntima, levantou-se, sentando-se apoiado nos joelhos. Era a combinação perfeita da elegância, poder, paixão carnal, tentação e desejo. Puxou as vestes do namorado e o olhou, da maneira que o arrepiava inteiro e o deixava sem palavras. Pensou ter visto um adolescente, todavia, as curvas provaram o contrário.

Os lábios carnudos de Kyungsoo faziam Jongin delirar só de imaginá-los marcado todo o seu corpo, como nas outras vezes que quase transaram no Impala 67. Sentiu uma fisgada em seu baixo ventre. Estava despertando aos poucos. Os olhos castanhos e penetrantes do tatuador também o observava. 

Agora, ambos estavam um frente ao outro encarando-se olho a olho, o que não teve longa duração, pois já estavam carregados de desejo intenso. Vez ou outra mordiam os lábios, se provocando.

Kyungsoo colocou as mãos sobre o abdômen trabalhado do moreno, raspando as unhas curtas na epiderme dourada.

— Ainda vou te ver jogar, Jongin. Eu amo o modo como seu corpo se move, principalmente dançando. É tão sensual... — observou-o e notou um leve rubor em suas bochechas, enquanto ele espalhou as mãos pelo tronco magro, analisando o contraste entre as duas peles. Kyungsoo soltou uma risada rouca, fazendo todos os pelos presente na nuca do atleta eriçarem. Aproveitou o momento e aproximou o rosto do pescoço meio suado e inspirou fundo, sentindo o perfume Égoïste, o mesmo que o presenteara no começo do ano. Esta é uma fragrância com um marcante acorde rosa-sândalo em sua composição, produzindo um ar romântico, mas sustentado pela virilidade do tabaco. Notas de baunilha e canela completam a estrutura de Égoïste, conferindo um ar sério e chique, sexy e inovador ao homem que o veste. — Você é tão bonito, Jongin... — elevou o tronco novamente, passando a movimentar o quadril para cima e para baixo — Vou te recompensar.

Jongin fechou os olhos e puxou o lábio inferior entre os dentes. Não conseguia crer no que estava acontecendo, mas estava maravilhado com a sensação de ter o traseiro do namorado o esmagando; o cheiro impregnado nos lençóis e invadindo suas narinas o enlouqueceu ainda mais. Ao abrir os olhos o viu descendo e subindo, focado no trabalho. Estava tão bonito. A epiderme leitosa chamava sua atenção, como se implorasse para ser tocada, marcada e amada.

Agarrou as bandas com suas mãos grandes, o coração acelerou ainda mais ao ouvir Kyungsoo gemer arrastado e jogar a cabeça para trás, revelando o pescoço alvo. O pomo de Adão subiu e desceu em um gole em seco. Nunca Kim Jongin desejou Do Kyungsoo como naquele momento. Pensou em beijá-lo perto do ouvido, na nuca, pelos ombros, porém, as reboladas que tinha sobre a pélvis o desconcentrava. Apertou mais forte a cintura do tatuador, que arfou alto com tal ato e sem pensar duas vezes pôs os braços em seus ombros largos aumentando a velocidade. Aquele ato foi como um incentivo para Jongin que o puxou, o derrubando sobre seu tronco e encaixou os lábios carnudos no pescoço branco. Magistralmente, passou seus lábios pelas laterais do pescoço, dando beijos e chupões, enquanto as mãos grandes passeavam pelo corpo parcialmente nu, sentindo a pele quente contra a ponta dos dedos. O som que saia de sua boca toda vez que os lábios chocavam-se com a epiderme do baixinho podia ser ouvido em alto e bom som.

Jongin sentiu outra fisgada dentro das calças.

Agora, estava totalmente excitado e Kyungsoo percebeu, tanto que aumentou a velocidade mais uma vez das reboladas, apenas para senti-lo certeiro entre as nádegas e enlouquecê-lo ainda mais. Jongin parou os selares na tez alva e encarou os olhos do namorado. O olhar de ambos cruzaram-se e observaram as pupilas dilatadas que estavam assim por conta da excitação naquele instante.

E, sensualmente, o moreno aproximou a boca dos lábios do outro. Eles pareciam tão atraentes e convidativos, mais ainda entreabertos e com o hálito quente saindo entre eles. As bocas dançaram sensualmente uma sobre a outra. Pareciam sincronizadas e possuíam o encaixe perfeito, como se já estivessem programadas para tal movimento. Jongin pediu passagem com a língua, ao ter sido permitido, brincou com a do namorado. Antes, o que era apenas uma dança envolvente de bocas, agora era uma batalha envolvente de línguas. Eram como uma guerra, porém não por espaço, e sim, quem explorava melhor.

Para finalizar, puxou o lábio inferior do baixinho e mostrou um sorriso sacana. Quis mais e repetiu a dose de sua bebida viciante. As mãos bobas passearam pelas costas macias, que com o toque arqueou-se. Pôde senti-lo arrepiar e estremecer com seu toque. Ouviu mais um gemido fluir dos lábios volumosos e inchados de Kyungsoo.

— Suponho que já tenha pesquisado sobre sexo, não é? — o tatuador perguntou entre suspiros e gemidos, dessa vez, quieto sobre o colo do moreno que assentiu com a cabeça. — Então, você já sabe o que deve fazer? — Jongin não falou nada, apenas ficou olhando pelos cantos, envergonhado. — Eu já deveria imaginar, sendo sua primeira vez...

Kyungsoo se levantou. O moreno sentiu falta do calor de seu corpo, apoiou-se nos cotovelos e apenas notou a movimentação do namorado pelo quarto, entre abrir as gavetas, fechá-las e voltar à procurar. Ele estava de costas e Jongin pôde ver a pequena tatuagem do rosto de um lobo em seu ombro direito com algumas rosas se espalhando pelas costas e sumindo em pétalas vermelhas. Era linda, ainda mais contrastada na pele alva.

— Achei! — o baixinho exclamou, virando-se para o moreno. Jongin quase engasgou ao ver os objetos em mãos. Tudo bem que sabia da existência deles, mas nunca pensou na possibilidade de usá-los, porque imaginou que na hora teria coragem e não precisaria daquilo tudo. — Eu precisava me divertir enquanto você não estava preparado. Mas agora eu não vou usar o vibrador.

Kyungsoo voltou para a cama, jogou sua última peça de roupa e sentou novamente em seu colo.

Jongin tinha total noção de que já tinha agarrado o traseiro do namorado, o apertado e o arranhado, no entanto, nunca tinha o visto daquela forma, nu e em uma posição tentadora. Foi inevitável não apertá-lo, deixando a marca de seus dedos na carne farta. Alisou a linha da coluna, fazendo o baixinho arqueá-las e inevitavelmente o traseiro em sua direção. A boca salivou só em imaginar beijando-o, sentindo o namorado ficar molinho em suas mãos.

— Você é bem guloso, Jongin.

Kyungsoo o olhou pelo canto do olho, depois deu um sorriso.

O moreno paralisou ao vê-lo separar as nádegas — dando-lhe completa visão da entradinha apertada — e depois enfiar os próprios dedos melados de lubrificante. Era provável que poderia desmaiar apenas com a visão. O coração batucou no peito e o sangue correu mais rápido nas veias; o quarto esquentou ainda mais. Deixou as mãos nos quadris do baixinho, apenas o olhando enquanto fazia o trabalho. Daria tudo para ver a expressão de Kyungsoo naquele momento.

— Presta atenção...

Os dedinhos pequenos moviam-se no canal estreito, vez ou outra aumentando a velocidade e parando, para depois acelerar novamente. O corpo em brasas respondia aos estímulos quase de imediato. A entrada ia se acostumando com o tempo, mas Kyungsoo estava tão focado no trabalho e no prazer que quase esqueceu que estava sendo observado. Ao lembrar, a ponta das orelhas ficaram vermelhas. Ele sempre gostou de se exibir, principalmente para Jongin. Rebolou contra os dedos, quicou sobre eles, a boca se abrindo gradativamente com cada acerto na próstata.

Jongin apenas o via se foder com os próprios dedos, gemendo alto e quicando como se não houvesse amanhã. Sabia que ele precisava de mais estímulo para chegar em um orgasmo e queria ajudá-lo, tocá-lo. As pupilas dilataram ao notar uma palavra tatuada na nádega esquerda. Ohana, era a palavra. Família. Jongin sempre soube que Kyungsoo não era muito próximo dos pais, mas sempre desejou o melhor para eles, isso o fez apaixonar-se ainda mais pelo baixinho.

Kyungsoo gemeu arrastado o nome de Jongin quase gozando. O pau melado na frente e duro pedia por um pouco de atenção, no entanto, queria focar apenas no moreno que se segurava para não jogá-lo no colchão e fazer o que desejava. Isso se conseguisse vencer a vergonha e não tivesse medo de machucá-lo. De repente, o baixinho se levantou e puxou sua cueca até os tornozelos — até então, ambos já estavam sem sapatos ou meias —, depois encaixou-se novamente no colo do moreno, porém, daquela vez, com o pau duro do mesmo encaixado entre as nádegas.

— Oh, Kyungsoo... — Jongin falou com um sorriso safado no rosto. Agarrou o traseiro em mãos e passou a apertá-lo, movimentando o quadril lentamente roçando o membro duro na entradinha pulsante. — Esperei tanto por isso... — a visão o enlouqueceu ainda mais, principalmente quando o namorado passou a rebolar para frente a para trás, vez ou outra expondo o canal melado. — As aulas de sapatedo te fizeram bem.

Kyungsoo apoiou as mãos nas coxas trabalhadas do quarterback e separou bem as pernas. O rosto vermelho com as têmporas suadas entregou seu estado mais crítico, igualmente ao cenho franzido e os lábios maltratados.

— Eu vou ficar no comando... — ditou, ajeitando-se novamente no colo do moreno, tentando focando no prazer dele, contudo, estava difícil quando sentiu o membro duro encaixado em seu traseiro. — Você precisa relaxar. Tudo bem? — ele não viu, mas Jongin assentiu olhando-o enterrar seu pau na entrada. — Vou me movimentar... — a frase quase não saiu pois havia vários palavrões e gemidos presos na garganta. Subiu e desceu com o quadril, sentindo a entrada alargar no formato do membro do moreno que agarrou sua cintura por reflexo. — Você precisa relaxar, Jongin...

Mesmo que quisesse, Jongin não conseguiu, ficou hipnotizado pela forma como Kyungsoo descia por seu pau, dedicado e gemendo alto. O suor se apossando das peles quentes e a voz melodiosa do tatuador chicoteando as paredes. Jongin nem notou a marca dos dedos na cintura fina, mas tentou continuar com os olhos abertos enquanto o namorado engolia-o por inteiro, às vezes parando na base e rebolando lentamente. As nádegas rosadas e a entradinha o abrigando por inteiro fez sua boca salivar ainda mais, porém descontou com um tapa estalado em uma das bandas do traseiro farto.

Kyungsoo parou de se movimentar. O corpo tremeu na base e Jongin fechou os olhos ao sentir o canal se contrair em seu pau.

— O que foi? — o moreno perguntou preocupado.

— E-Eu não esperava pelo tapa.

— Desculpa...

— Não, tudo bem. Pode bater mais se quiser! — e voltou a quicar, com o traseiro avantajado encostando na pele suado da pélvis dourada. — Awn, Jongin! — até então, o membro de Jongin estava melado de lubrificante, facilitando os movimentos do baixinho que eram precisos e frenéticos. Kyungsoo jogou a cabeça para trás quando sentiu outro tapa. Primeiro ardeu, depois veio o prazer, fazendo o sangue correr pelo corpo. Suas nádegas tinham duas marcas avermelhadas.

O tatuador estava com as pernas bambas, o traseiro doendo, o suor escorrendo pelo pescoço e o pau duro como pedra. Estava chegando ao limite e parou os movimentos, tentando se recuperar.

— Kyungsoo, vira para mim. Acho que agora eu consigo.

Quase esgotado, o baixinho balançou a cabeça.

— Qual posição você acha que consegue? — perguntou, ainda sentado sobre o pau pulsante.

— Você está cansado, deixa eu tentar ficar no comando...

Kyungsoo balançou a cabeça novamente, desencaixando a entrada e depois caindo ao lado do moreno, com os olhos fechados e os lábios inchados de tanto morder. Jongin ficou sobre si e passou a deixar selares pelo rosto avermelhado do baixinho, descendo pelo pescoço indo até as clavículas salientes.

— Agora, me deixa cuidar de você... — sussurrou em seu ouvido, tendo como resposta os braços de Kyungsoo ao redor de seu pescoço. Jongin o tocou no queixo levantando o rosto corado para olhá-lo. Deixou um beijo na ponta do nariz e depois leve mordida no lóbulo de sua orelha. 

— Não fica sendo fofo comigo em uma situação dessa — reclamou o mais velho vendo o moreno se esticar para o lado e pegar o lubrificante. Estava vendo seu garoto crescer. Do Kyungsoo já tinha perdido sua sanidade juntamente com Jongin. Ele, com o pau melado de lubrificante e coberto pela camisinha que encontrou na gaveta do criado-mudo, encaixou-se entre as pernas do baixinho que reprimiu o palavrão na ponta da língua.

Jongin ainda continuava a admirá-lo. Não se cansava. Observou o levantar e descer de seu peito. O coração estava a mil, tanto por saber que já podia dominar um corpo, quanto por ter o privilégio de olhar tal cena tão tentadora. Passou uma de suas mãos pelas coxas do outro e notou-o se arrepiar com o toque.

Aproximou a boca dos mamilos rosados de Kyungsoo e abocanhou o esquerdo. Como se fosse o bem mais precioso de sua vida, marcou-o, chupou-o fazendo Kyungsoo soltar suspiros e gemidos. Encarou a expressão de prazer que tomava conta da face do baixinho. Novamente tomou conta de seus lábios enquanto suas mãos tiveram desejo próprio, explorando cada milímetro de pele que possuía o corpo do tatuador. Kyungsoo também aproveitou, passando suas mãos pelo abdômen, braços, costas e pescoço de Jongin.

Ambos gemiam baixo contra a boca um do outro, desfrutando do calor que emanava de seus corpos.

Jongin se afastou para se posicionar na entradinha mal tratada. Entrou com facilidade mas esperou um tempo até que Kyungsoo lhe desce liberdade para continuar.

— Pode ir, não se controle.

Os braços de Kyungsoo estavam ao redor do pescoço do moreno, que beijava seu pescoço deixando suas marcas espalhadas. Tê-lo ali, só para ele estava sendo loucamente envolvente, e afirmava isso a cada nova estocada, indo cada vez mais fundo, fazendo o tatuador delirar de prazer e começar a falar palavras desconexas, sem sentido. Uma ardência passou pelas costas do moreno e ele gemeu de prazer ao perceber que tratavam-se das unhas curtas do tatuador, também marcando-o, deixando transparecer sua frustração sexual.

Seus corpos colidiram-se entre si de uma maneira perfeita, mais incrível do que Kim Jongin havia imaginado há semanas atrás. As costas de Kyungsoo deslizava pelo colchão enquanto o moreno tinha a cabeça enterrada em seu pescoço, enquanto o quadril era certeiro em cada estocada, fazendo-o sentir entrar por completo e depois sair. O canal apertado apenas enlouquecia o jogador que ia brutalmente contra o corpo pequeno do parceiro, inalando o perfume natural de sua pele.

Da boca de Kyungsoo só saia gemidos, altos e claros e todos no nome de Jongin, que focado, apenas continuava o estocando.

— Mais rápido, Jongin! — pediu. As pernas entrelaçadas no quadril do moreno dava mais liberdade para o sexo. Sentia a pélvis colidir com seu traseiro, causando barulhos pelo quarto. — Ah, Jongin! — mordeu seu ombro quando fora acertado na próstata várias vezes seguidas. — Aí, Jongin! Isso!

Jongin o obedeceu, aumentando a velocidade. Levantou o tronco e analisou o namorado com os dedos brancos por apertar os lençóis, enquanto entrava lentamente no canal quente e úmido.

Kyungsoo estava uma bagunça, uma bagunça excitante. O topete estava destruído e assanhado; o rosto corado com as têmporas suadas — igualmente ao resto do corpo —, a tez repleta de marcas rochas, a ponta das orelhas vermelhas, tal qual como os joelhos, os cotovelos e o traseiro; as costas arqueadas e os mamilos rosados.  Nunca em todos os cinco anos de relacionamento, Kim Jongin tinha visto o namorado tão entregue daquela forma.

Voltou com as estocadas brutas sentindo as costas arderem pelos arranhões, o ombro doer pela mordida e o pau expelindo pré-gozo dentro da camisinha. Kyungsoo chegou ao orgasmo primeiro, jorrando esperma pelo próprio peito, entretanto, Jongin continuou com as penetrações, olhando o modo sensível como o namorado estava debaixo de si, com os lábios sendo maltratados pelos próprios dentes. Segurou suas pernas moles e as separou, forçando-se contra o corpo suado do baixinho que seguia o ritmo da cabeceira da cama contra a parede.

Jongin era selvagem no campo, fofo nos braços de Kyungsoo, porém bruto entre quatro paredes. Kyungsoo percebeu no modo como ele continuou à estocá-lo e na expressão fechada que possuía. Mesmo cansado, preocupava-se com o prazer do namorado, então, tentou focar-se em dá-lo.

Deixou as mãos nos ossos salientes do quadril ainda sentindo o membro invadi-lo, surrando a próstata freneticamente e às vezes diminuindo a velocidade só para castigar. Levou uma das mãos para o próprio pênis e passou a se masturbar, tudo sobre o olhar de Jongin que o olhava como uma fera indomável com os braços ao lado de sua cabeça e o corpo grudando de suor.

— Vira aí, Kyungsoo!

E, ele se virou, ainda com o pau dentro de si. Se empinou na direção do namorado enterrando o rosto no travesseiro. Abafou o grito ao senti-lo afundar-se em si novamente, segurando-lhe pelo quadril e indo rápido, como se nunca fosse chegar ao limite.

Jongin se maravilhou com a cena de si mesmo entrando no canal estreito, indo fundo e sentindo as nádegas colidindo contra sua pélvis. Ter Kyungsoo completamente entregue era melhor do que havia imaginado, ainda mais vendo as tatuagens dele e em como podia tocá-las. Levou uma de suas mãos ao pênis alheio que balançava e roçava no lençol. O masturbou e massageou os testículos, sentindo os joelhos vacilarem. Estava chegando ao limite.

Kyungsoo se viu mais empinado ainda com a mão subindo no falo enquanto era fodido rudemente pelo moreno. Gemeu arrastado ao senti-lo gozar e contraiu a entrada tendo total noção de que Jongin estava vendo. Agarrou o próprio traseiro, puxando as nádegas para os lados e rebolando no pau ainda dentro de si, dando para o moreno a completa visão do pênis enterrado em sua entrada.

Jongin estava parado, terminando de ejacular e inerte com a visão a sua frente. Ao terminar, Jongin se retirou do namorado, levantando-se da cama e indo jogar a camisinha no lixo. Foi ao banheiro, se lavou, vestiu a calça moletom que trouxe na mochila e voltou ao quarto.

Kyungsoo ainda estava na mesma posição, tentando regular a respiração.

— Eu já te disse que te acho muito sexy com dreads? — o mais novo comentou, levantando o tronco mas permanecendo com as pernas imóveis na cama. Estava dolorido e exausto. — Que horas são? — perguntou, olhando ao redor procurando por algum relógio. — Você perdeu o ônibus, vou ter que te levar para casa, senão seus pais são capazes de vir aqui te buscar! — levantou-se bruscamente, porém, uma dor o fez cair novamente sobre o colchão. — Talvez eu esteja um pouco arrependido por ter pedido para você não se controlar, mas é só um pouco.

Jongin riu, aproximando-se da cama e deixando um beijo na ponta de seu nariz.

— Ah, não! Você é aquele tipo de homem que fica super protetor depois de uma foda e fica mimando! Cadê meu Jongin fofo de hoje mais cedo, ou o selvagem que estava me fodendo? — Kyungsoo falou baixo, envergonhado pelo ato do namorado. Puxou o cobertor para se cobrir. — Daqui a pouco eu te levo para casa. Me acorda em quinze minutos — ditou, deitando com dificuldade na cama e se virando em direção a janela. Notou que já estava escurecendo. Sentiu a aproximação de Jongin atrás de si, depois o braço dele ao redor de sua cintura. — Só dorme, você deve está cansado.

— Você não vai sem grudar os olhos nesses quinze minutos, Kyungsoo.

O tatuador se arrepiou ao sentir a respiração do moreno contra sua nuca, depois beijos sendo espalhados por seu pescoço.

— O que está fazendo? Vá dormir — resmungou com a bochecha esmagada no travesseiro.

— Estou apenas retribuindo o carinho que você me deu enquanto estávamos fodendo.

— "Fodendo"? Só transamos uma vez e já está falando essas coisas? Você é bem imprevisível! — Kyungsoo fechou os olhos já se preparando para dormir, pelado mesmo. No entanto, Jongin invadiu seu cobertor e se encaixou entre suas pernas. — O que você está fazendo? — voltou a questionar, dessa vez com um sorriso malicioso no rosto já entendendo o recado. — Ah, sim! Mas vá devagar, ainda estou dolorido!

— Você não vai nem conseguir me levar para casa — passou a espalhar selares pelo tronco cheio de marcas e pintinhas. — Por que você tem "família" tatuado no traseiro? — perguntou, abaixando a calça moletom e se masturbando. O banho foi inútil.

— Foi minha primeira tatuagem, então não poderia ser muito exposto. Agora, só foca nesse boquinha fazendo maravilha!

— Mas foi você quem disse que não consegue manter a sua desocupada.

Então, mostrou um sorriso ladino, desarmando Kyungsoo completamente.

Feb. 9, 2019, 8 p.m. 0 Report Embed 0
The End

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yang ♡ 80年代的情人 ♡

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