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O Senhor Branco Follow story

zephirat Andre Tornado

Mathyas, tenente da Aliança rebelde, desperta depois de um horrível acidente. Quer vingar-se do que aconteceu e para isso precisa de encontrar Luke Skywalker para entregá-lo ao terrível lorde negro, Darth Vader. Entretanto, descobre que depois do acidente passou a reconhecer e a usar a Força.


Fanfiction Movies For over 18 only. © Star Wars não me pertence. História escrita de fã para fã.

#estrelas #Luke-Skywalker #jedi #star-wars #A-Força #mito #Um-horizonte-maior #Guerra-das-estrelas
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Capítulo Único


Luke Skywalker.


O nome reverberava na sua consciência como um alarme estridente numa sala escura.


Era a única coisa que conseguia recordar – e não sabia muito bem de quem se tratava, se era alguém conhecido, se era alguém famoso, se era amigo ou inimigo. Era apenas um nome, a única coisa que restou da sua memória esfrangalhada. Não havia muito mais a que se pudesse agarrar para sobreviver ao sofrimento que o tolhia como um cobertor demasiado apertado. Era esse nome estranho e depois, um vazio. Ou seja, estava amnésico.


Havia também um espelho. Alguém que ele reconhecia como sendo a si próprio. Olhava-o e tentava tocar-lhe, mas os seus dedos não chegavam a esticar-se o suficiente para alcançar a imagem distorcida. Nem sequer chegavam à superfície do espelho. Ficava tudo longínquo e difuso, como uma miragem. O espelho era líquido e a imagem distorcia-se sempre que ele fazia algum movimento. Qualquer gesto causava uma grande perturbação. Então, aprendera a ficar estático, a combater a vontade de se mover, somente a observar a sua imagem no espelho. Era ele, mas não era bem ele. Ele tinha um problema severo de albinismo, não possuía qualquer pigmentação que o tornava alvo como a neve no planeta inóspito do sistema de Hoth. O reflexo que ele via era moreno como um colono, cabelo negro e hirsuto, sobrancelhas bem desenhadas, cores nas faces saudáveis. E sorria-lhe, essa visão negativa de si próprio, quando ele sabia que não estava a sorrir pois se sentia demasiado melancólico.


Vazio. Todo ele era vácuo espacial, universo infinito, paisagem desolada que se estendia até ser impossível perceber um limite, porque não havia fronteiras. Depois, no centro de tudo, de onde divergiam todas as pequenas coisas que ele não era, estava aquele nome.


Luke Skywalker.


Quando despertou da inconsciência, o seu corpo ardia-lhe horrivelmente. Gemeu alto, gritou. Viu, por entre a névoa dos seus olhos destreinados, as mãos enclavinhadas em duas garras vermelhas. A dor consumia-o e a raiva fazia-o estrebuchar. Nesses poucos instantes acordado não se conseguia focar em nada mais do que no peso da sua enfermidade, no calor que o amortalhava.


E esse calor transformava-se em chamas amarelas, ele contorcia-se e perdia novamente os sentidos.


Foi assim a sua traumática convalescença. A doença e a incapacidade foram combatidas, devagar, pela sua força de vontade – disseram-lhe que ele fora muito forte, que ele quisera sobreviver, mas ele não sabia afiançar se tinha tido mesmo esse querer dentro dele, não se lembrava de muito a não ser do seu reflexo em negativo e daquele nome – e quando estava mais restabelecido, não curado, mas com alguma energia que lhe permitia despertar sem ser aos gritos e em sofrimento, quis saber o que lhe tinha acontecido.


A enfermaria mergulhava-se em sombras e havia um cheiro peculiar no ar, desagradável e acre. Não se encontrava numas instalações médicas de alta tecnologia, percebeu. Seria mais um qualquer buraco para o qual fora levado, em desespero de causa, como se em mais lado nenhum houvesse alguma coisa que pudesse ser feita e ali iriam tentar, só por teimosia. Se falhassem, ninguém se incomodaria com a perda. Havia uma única cama que era a dele e a maquinaria, com os androides auxiliares, embora fossem recentes e tivessem o aspeto de novos, eram compostos por peças recauchutadas de outros aparelhos. Estava a ser atendido por um cirurgião que ia e vinha conforme ia notando a evolução no seu estado, também percebeu. A parte da enfermagem, dos cuidados continuados, eram dispensados por dois autómatos do modelo DD-13.


Foi o cirurgião que lhe contou, com uma certa relutância. Não que se preocupasse com o impacto que a verdade pudesse ter no seu paciente, de certo modo achava inútil a informação. Talvez se tivesse apercebido, por alguma análise casual, de que os registos estavam alterados porque o paciente indicava alguma ansiedade e nervosismo e não queria estragar a sua obra, agora que a recuperação parecia mais certa do que nunca, tão perto do fim do processo.


O cirurgião, contou-lhe, então, que ele sofrera um acidente com explosivos. Um detonador térmico tinha rebentado num estabelecimento comercial em Ostyu durante um assalto efetuado por tropas imperiais e ele fora resgatado dos escombros, após o longo incêndio. Fora uma sorte ter sobrevivido, acrescentara numa voz metódica, porque ninguém tinha procurado por vítimas logo após o sucedido, acreditando que ninguém estaria ali a precisar de ajuda. Como em Ostyu não existia a capacidade para curá-lo, após algumas tentativas desastrosas de estabilizaram o seu estado grave, tinham-no contactado a ele, o cirurgião, para que interviesse. Ele aceitara o desafio e tinha-o trazido para ali.


Ficou sem saber de que cirurgião se tratava e onde é que ali ficava. Não houvera nomes, nem para a pessoa, nem para o lugar em causa.


Ele ficou intrigado. No entanto, não insistiu, pois sabia que o homem não estaria disposto a revelar mais. Talvez conduzisse ali um qualquer empreendimento ilegal na área da medicina, trabalhando em experiências proibidas e condenáveis, com resultados espetaculares e dúbios, não verificáveis. Ele não se importou muito. Se ele era uma dessas experiências, tinha saído beneficiado da loucura do médico. Estava vivo.


E isso seria algo interessante, cogitou.


Estava vivo e poderia procurar por esse tal de Luke Skywalker.


Os seus punhos fecharam-se, arrepanhando o lençol que lhe cobria o corpo despido.


Quem seria, esse maldito nome? A seguir estranhou aquela raiva surda que o acometeu, a emular as labaredas que o tinham queimado horrivelmente. Ele, de certo modo, odiava Luke Skywalker. Descansou a cabeça no travesseiro e tentou esquecer-se, mas era impossível afastar aquele sentimento corrosivo que lhe arrancava pedaços do seu espírito tão doente quanto o seu corpo.


O cirurgião pouco mais lhe adiantara sobre o seu estado, mas no pouco que considerara revelar, contara-lhe que ele iria ficar com cicatrizes permanentes devido ao incêndio. Ele estivera literalmente dentro do fogo e saíra vivo, só por si era considerado um milagre. Se as marcas no corpo seriam obviamente cobertas e disfarçadas pela roupa que usaria, no rosto exibiria para sempre aquela mancha disforme que lhe arrepanhava metade da pele do crânio. Ficaria desfigurado para sempre. Ele riu-se dessa possibilidade. Riu-se loucamente. Já tinha desafiado os deuses ao sobreviver, seria para sempre uma criatura disforme a arrastar-se pelo universo a exibir as suas cicatrizes.


Gostou dessa fatalidade – de ser feio e de ser temido.


Pois bem, o medo veio depois.


Num dia em que se sentia francamente melhor, tentou levantar-se daquela cama. Queria sair daquela enfermaria, sair daquele lugar que era ali. Começou por se sentar, as mãos espalmadas ao lado do corpo. Respirava depressa e tinha a cabeça a rodopiar. Rosnou impaciente por se encontrar ainda tão fraco e de repente sentiu uma dor perfurante nas costelas. Um calor imenso espalhou-se dentro de si como se lhe tivessem despejado lava líquida pela goela. Urrou assustado.


Recordou os momentos que antecederam a explosão. Era a primeira vez que tinha uma memória lúcida de alguma coisa. Estavam numa mesa, ele supôs que era no tal estabelecimento comercial em Ostyu. Um bar em tons brancos e metálicos. Estavam a beber aguardente de Carida. Os outros bebiam. Ele não. Nem ele… nem o irmão. O seu irmão gémeo, aquele que era uma cópia da sua imagem, mas moreno. Ele era albino, o seu irmão tinha uma tez trigueira, como daqueles povos dos planetas das colónias. Dois copos à sua frente, intocáveis. Havia dois homens que se riam como se fossem os melhores amigos do mundo, não lhes distinguia as feições. Havia um terceiro homem que tudo vigiava. Um homem jovem, loiro, ansioso. Dois neimodianos, dois indígenas de Ostyu. Eram eles que tinham os detonadores térmicos na mão. Sim, foram duas bombas. Um astromec a apitar ruidosamente. Tiros laser e tudo descambou. Não eram os stormtroopers do Império, eram eles próprios aos tiros uns com os outros. O seu irmão caíra fulminado, um disparo tinha-lhe rebentado o peito. Os detonadores térmicos rebolavam pelo chão. Ele rastejava atrás de uma dessas esferas que tinham luzes a piscar.


Depois… Depois veio a temperatura anormalmente alta. Ele ardia por todo o lado.


O jovem ansioso. Esse… Esse era Luke Skywalker!


E com o fogo que lhe queimava a pele, que lhe destruía a identidade, que o reduzia a cinzas, veio outro calor. A consciência maior de que tudo estava interligado através de fios invisíveis de energia que permeavam todas as criaturas, toda a matéria. A Força!


Na enfermaria ofegava sem fôlego, os seus pulmões comprimiam-se e ele já não sabia como fazer para regular a sua respiração. Confuso e desalentado, acossado e enraivecido, apenas rosnava como uma besta ferida.


A Força! Ele sentia-a como uma maldição a correr-lhe nas veias. O seu sangue estava em ebulição e ele desejava libertar-se daquela prisão. Não era somente aquele quarto no meio de nenhures, estando à mercê de um qualquer médico louco e experimentalista. Ele sentia-se prisioneiro… do universo. Como escapar de uma cela tão gigantesca e vasta que o confinava ao espaço minúsculo de um buraco?


Alçou um braço e apenas com a vontade do seu pensamento, derrubou os equipamentos médicos que estavam do outro lado da sala. O estrondo atraiu o cirurgião que veio acompanhado de uma criatura baixa e peluda, que ele nunca tinha visto antes. Sentiu-se exposto, vulnerável. Ele só queria o cirurgião, não queria que mais ninguém o visse naquele estado. Dirigiu o mesmo braço à criatura e levantou-a no ar. Ao fechar os dedos da mão viu que estrangulava a criatura, que se agitava desesperada, com as patas ao redor do pescoço para aliviar o aperto. O cirurgião chamou por ele, pediu-lhe que parasse.


E ele, obediente, cheio de aflição e de um rancor indiscritíveis, parou.


Baixou o braço e a criatura caiu no chão, uivando de dor. Saiu da enfermaria a rastejar.


- O que se passa comigo? – perguntou a tremer. – O que se passa comigo? Estou amaldiçoado! Sinto em mim… Sinto tudo em mim!


O cirurgião explicou-lhe lacónico que ele tinha ficado demasiado sensível, permeável ao exterior.


Não sabia o que isso significava e não quis mais explicações.


Sensibilidade… Isso não significava nada. Sensibilidade. Ele nunca fora sensível!


Se fechava os olhos via para além das suas pálpebras fechadas. A sua visão alcançava muito longe e era capaz de ver coisas que nunca tinham acontecido, coisas que iriam acontecer, coisas que ele podia fazer aos que o rodeavam. Viu-se a si mesmo, por exemplo, a matar o cirurgião, embora quando o estranho médico lhe disse que podia partir nada lhe tivesse feito. Simplesmente, deixou aquele lugar que era um rochedo sombrio, provido de uma atmosfera artificial, que vogava na quietude sepulcral de uma cintura de asteroides de um sistema não cartografado, nas fronteiras longínquas da galáxia.


Parou num planeta da Orla Exterior, onde chegou manipulando mentalmente alguns contrabandistas que negociavam clandestinamente naquelas rotas, à procura de riqueza fácil embora nenhum deles ainda tivesse ficado rico. Eram todos um bando de miseráveis que se vendiam por uma garrafa de rum corelliano. No planeta estacionou num vilarejo esconso e foi ganhando notoriedade a jogar sabacc. Ganhou também créditos e colecionou informações preciosas sobre as movimentações militares mais recentes do Império. Eventualmente tomou conhecimento do criminoso Jeiz Becka que estava a esconder-se de Darth Vader, dos exercícios com a frota imperial no sistema de Silexa, de negócios com escravos repatriados, armas que eram traficadas entre ladrões que faziam assaltos recorrentes aos estaleiros de Kuat.


Ele tinha sido um tenente da Aliança para a Restauração da República, recordou-se. O tenente Mathyas. Era esse o seu nome verdadeiro. Não lhe causou nenhuma reação. Nenhuma ressonância no coração. Deixara de sonhar com o espelho que lhe devolvia o reflexo sorridente do seu irmão gémeo. Deixara de ter dores, embora as marcas da sua pele engelhada castigada pelo fogo lhe causassem algum prurido quando se irritava. Deixara simplesmente de sentir… A não ser a Força, que o deixara mais suscetível a provocações que ele não perdoava, sob qualquer circunstância. A Força, o poder que ele ganhara quando sofrera o acidente com a explosão em Ostyu, era uma chama negra, poderosa, infalível que ardia permanentemente dentro dele. Se no início julgara-a como uma maldição, ao perceber como podia manipular os outros e o ambiente que o rodeava com um sucesso ilimitado, ao ponto de causar veneração e assombro, aceitara as suas novas capacidades como uma dádiva do Destino.


Tornou-se mercenário e fez-se líder de um grupo de bandidos. Impunha-se pelo seu discurso raivoso, pelos seus métodos cruéis, pela sua pujança mortífera. Olvidou o seu nome antigo, sepultou-o com o que tinha sido antes de Ostyu. Varreu de si qualquer lembrança de humanidade e de sanidade.


Converteu-se no Senhor Branco e fez de Remir, um sistema miserável, a sua base de operações. Negociou com oficiais do Império Galáctico armamento secreto, comprou e libertou escravos de Silexa para criar uma multidão de apoiantes que o defenderiam em caso de necessidade de montar uma guerra local. Criou um pequeno reino onde governava incontestável, rodeado dos seus guerrilheiros que o endeusavam e temiam em igual proporção.


Foi numa noite em que recebia um almirante ambicioso que soube que Darth Vader estava à procura de um certo piloto rebelde. Era quase uma questão pessoal. O almirante estava ligeiramente bêbado, depois de ter emborcado meia dúzia de copos de whisky contrafeito, produzido por uma destilaria pessoal operada por um dos seus guarda-costas. O homem estava tão desejoso de se embebedar, alguma desilusão relacionada com a carreira, que nem notou que a beberagem era intragável.


- Luke Skywalker.


O nome do piloto rebelde causou calafrios no Senhor Branco.


- Luke Skywalker? – rosnou.


- Sim – respondeu o almirante alheio ao que estava a provocar no seu interlocutor, olhando para o fundo do copo. – Esse Luke Skywalker destruiu uma importante arma secreta do Império. Não sei do que se tratava… Nem sempre sabemos tudo o que se passa. É importante, para nos manter… submissos e obedientes.


A Força ondulou em vibrações quentes e dolorosas. O Senhor Branco encolheu-se, incomodado com a sensação de esmagamento da alma. Respirou fundo, tentando afugentar o mal-estar. Não podia deixar-se afetar. Percebeu que involuntariamente tentou ligar-se ao Skywalker através do cosmos. A Força era forte também, nesse piloto. O tal jovem de Ostyu, loiro, ansioso. As imagens tremularam na sua mente. Ostyu… Em Ostyu tinha outro nome. Em Ostyu tinha também um irmão que perdera.


A vingança, essa era a razão. Retribuição.


Queria Luke Skywalker, era o único rosto do qual ele se recordava claramente daquela mesa de companheiros, para se vingar de tudo o que perdera. Ele tinha deixado qualquer coisa para trás que era importante… Só não se lembrava. Tinha apenas a imagem desse Skywalker na mente e era nele que canalizava toda a fúria impante do seu rancor. O Skywalker iria pagar pelo seu sofrimento.


Perguntou:


- Existe uma recompensa?


- Sim – revelou o almirante pedindo mais whisky, estalando os dedos. – Não sei o que Vader pretende pagar, mas deverá ser muito pois ele quer desesperadamente colocar as mãos em cima desse rebelde. Ou talvez não queira pagar nada, pois Vader consegue sempre o que quer.


- Irei capturar esse homem.


- Boa sorte! Ouvi dizer que muitos têm tentado, mas ele escapa-se facilmente. Dizem que tem poderes mágicos ou algo assim…


- Poderes mágicos? – O Senhor Branco soltou uma gargalhada rouca.


Ele também tinha poderes mágicos.


Depois de despedir o almirante, quedou-se no pátio do seu aquartelamento a contemplar as estrelas que piscavam no quieto céu noturno de Remir. Poderes mágicos… A Força. Queria enfrentar Luke Skywalker, estar na presença de outro utilizador da Força, para saber como seria. Não tinha quaisquer dúvidas de que ele sairia vencedor. As suas sombras eram invencíveis, engoliam tudo o que o contrariava. Assim que pusesse os olhos em cima de Luke Skywalker iria manipulá-lo e vergá-lo. O piloto rebelde que Vader perseguia seria dele antes de ser do temível lorde negro. Talvez o despedaçasse tanto que nada restaria para Vader aproveitar… Essa perspetiva fez-lhe nascer no coração gelado uma alegria feroz.


Mas havia uma estranha luz cintilante que o confundia, nessa escuridão perniciosa. Um aviso.


Uma visão, também.


Ele estava ajoelhado. O seu corpo já não sentia nada. Era a insensibilidade da morte. Sorria, demente. Os seus poderes mágicos tinham-no servido demasiado bem e ele tinha vencido a batalha, mesmo que existisse uma derrota.


- A Força…


- Não és um digno utilizador da Força, Mathyas. Tenho pena de ti.


Piedade… Assombro… Aflição… Um fim sem possibilidade de retorno. Pecados sem redenção.


A visão daquele futuro dissipou-se.


O Senhor Branco assentou as mãos na cintura, olhando ainda o céu. Sorria. Sabia que iria cumprir a sua vingança. E depois…


Depois o futuro era sempre reconstruído à medida dos nossos atos e dos nossos desejos. Não existia e só existiria depois de se fazer uma escolha. E ele tinha feito a sua. Um nome. Era um nome. Ele perseguia um nome, uma ideia. Uma presa, no imenso jogo dos predadores.


Luke Skywalker.

Feb. 4, 2019, 9:25 a.m. 0 Report Embed 2
The End

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Andre Tornado Gosto de escrever, gosto de ler e com uma boa história viajo por mil mundos.

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