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Após partir abruptamente de Sweet Amoris há 8 anos, Sophia é obrigada a retornar a cidade para continuar a fazer parte de uma pesquisa sobre células-tronco. Como o esperado, poucas coisas mudaram na pequena cidade e ela inevitavelmente acaba se encontrando com pessoas que abandonou e agora só nutrem rancor. Ela tem que reconquistar a confiança de todos, olhar para o futuro e esquecer o passado.


Fanfiction Games For over 21 (adults) only.

#romance #drama #amordoce #castiel #rayan #oc
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Nº 77

Notas Introdutórias:


Breve legenda:

· Os [1], etc acima de alguma palavras são indicações para as referências e explicações nas notas finais;

· Itálico são os pensamentos dos personagens ou palavras estrangeiras;

· ‘com uma aspas’ são palavras que ou estão propositalmente erradas ou são gírias.

Boa leitura!

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Foram quase dez horas de voo na madrugada de quarta para quinta-feira e dizer que Sophia estava exausta era um eufemismo. Mesmo que ela fosse pequena e não precisasse de muito espaço, a poltrona do avião ainda a incomodara deveras, além de que a ansiedade pelo seu retorno só contribuiu para o desconforto. Foi com um falso alívio que ela finalmente desembarcou do avião na cidade de Nantes[1] e se dirigiu para as esteiras pegar suas malas. Eram quatro sem contar com sua bolsa de mão. Para sua felicidade conseguir um carrinho de bagagem foi mais fácil do que esperava. Agora, ela só precisava de um táxi para levá-la à estação de trem para uma nova viagem de 3 horas até Sweet Amoris, porque aquela cidade era tão pequena, assim como todas as outras que a rodeavam, que o aeroporto mais próximo era em Nantes.

Sophia realmente esperava nunca voltar para lá, mas foi uma cruel ironia do destino que o hospital que patrocinaria a pesquisa que participa sobre células-tronco ficava em Sweet Amoris. Quando saiu a notícia de que o núcleo mudaria de país, Sophia pensou honestamente que seria uma das tantas que cairia fora, mas a mantiveram. Seu orientador e principal benfeitor da pesquisa, Rayan Zaidi, tem um tio que trabalha no Conselho Nacional de Medicina da França e arranjou com ele todo o necessário para validar seu diploma na França e até um cargo de clínica geral em um hospital público de Sweet Amoris, para cumprir o último requisito necessário[2]. Por mais que ficasse tentada a recusar, era a oportunidade de ouro da sua carreira como médica e seria suicídio profissional, deixar a chance passar mesmo com o diploma de mérito em Harvard. Então, prendendo o nó na garganta, ela decidiu voltar. Com alguma esperança, todos que conhecia no ensino médio tinham buscado seus rumos fora da pequena cidade litorânea e não cruzaria com nenhum deles. Seria como começar do zero.

Ao sair do aeroporto pelo lado do desembarque, ela pôde ver vários táxis à disposição, mesmo com o intenso fluxo de pessoas. Cidade grande era realmente outra coisa. Sophia acabou escolhendo um táxi que tinha um senhorzinho simpático como motorista e que lhe ajudara com as malas. No caminho, ele fez algum comentário sobre como era bom voltar para casa, presumindo que ela estava retornado e ficou surpresa por saber que mesmo passando oito anos fora, seu sotaque não mudou e ainda a fazia parecer nacional, mesmo que ela realmente não fosse. Ela nasceu no Brasil e mudou-se ainda aos 5 anos para a França, mas realmente não dava para perceber a diferença de nacionalidade. Nada mudou desde a escola.

Sophia ainda passou por mais algumas conversas fiadas com o motorista tão simpático e estava quase raiando o sol quando chegaram na estação de trem. Novamente ele a ajudou a retirar as malas do porta-malas e Sophia lhe agradeceu pagando com uma boa gorjeta. Assim que ele partiu Sophia entrou na estação e se dirigiu para a plataforma certa. Até aquele momento ela tentava se acalmar iludindo-se de que era qualquer outra viagem, mas a verdade era inevitável: estava cada vez mais próxima de Sweet Amoris.

Aproveitou que ainda tinha alguns minutos restantes antes do trem sair e foi ao banheiro. Seu cabelo longo e ruivo estava com um rabo de cavalo caído e ela os prendeu novamente, deixando o aperto mais firme além de corrigir as olheiras abaixo dos olhos azuis, diminuindo ligeiramente o contrate de cor na pele naturalmente pálida. Usou o espelho de corpo inteiro para ajeitar a blusa folgada amarela com finas listras pretas e colocar a barra da frente dentro da calça para realçar o cinto marrom que combinava com sua bota de montaria. Vestiu o casaco preto que estava pendurado na sua bolsa, pois começou a sentir frio de repente.

Olhou-se atentamente e não viu muita diferença da menina magrela e esperta que se formou no Liceu Sweet Amoris[3]. Estava tão magra como sempre, embora seus seios possam ter ficado um pouco maiores e sua altura não mudou. Seus cabelos continuavam com a mesma cor e seus olhos ainda tinham o mesmo tom de azul. Talvez suas coxas tenham ficado um pouco mais grossas pelo hábito que ela adquiriu de correr todas as manhãs e andar de bicicleta aos finais de semana para espairecer. Suas roupas mudaram também. Já não andava mais de shorts rasgados e vans, com o skate pendurado na mochila. Ela agora se veste como uma mulher de 26 anos e médica de respeito.

Ela ouviu a voz mecânica da estação informar que seu trem já estava disponível para embarcar com a saída prevista em quinze minutos. Era sua deixa. Saiu do banheiro com a cabeça erguida mostrando uma confiança que ela não tinha e deixou suas malas para o bagagista do trem e embarcou. Esse trem estava quase vazio se não fosse por um ou outro casal de idosos. Sweet Amoris realmente não era a cidade mais visitada da França para encher um vagão, mas foi graças a isso que ela escolheu um lugar na janela espaçoso o suficiente para esticar as pernas cansadas de ficarem dobradas.

Quando o trem partiu da plataforma e pegou velocidade, Sophia olhou a paisagem passando e o Sol surgindo atrás dos edifícios em uma linda manhã de setembro. Eventualmente, seu corpo se rendeu ao cansaço e conseguiu cochilar por toda a viagem de três horas acordando quando o trem diminuiu a velocidade até parar.

Meio grogue, levantou e esperou que retirassem suas malas, para fazer a mesma coisa que fez em Nantes: procurar um táxi. Já do lado de fora, ela respirou fundo para acalmar seus nervos. Estava em Sweet Amoris novamente depois de oito anos e sua primeira vontade era correr para o próximo trem que partiria para bem longe dali, mas ela se segurou e manteve a respiração ritmada para acalmar seu coração. Precisando se focar em alguma coisa ela partiu procurar um táxi para levá-la ao seu novo apartamento. A cunhada de Rayan, Paltry, morava na cidade e foi gentil o bastante para procurar uma imobiliária e ser sua corresponde para dar um feedback dos apartamentos apresentados e vetar os que eram muito ruins. O escolhido tinha sido o seu favorito de todos. Esperava que fosse realmente parecido com as fotos que viu e contava com o bom senso de Paltry.

Quando finalmente conseguiu um taxista, esse novo não era tão prestativo quanto o anterior, mas não puxou assunto para papo furado e ela agradeceu por isso. Como todos os taxistas que cobravam por quilometragem, esse deu uma imensa volta para a corrida ficar mais salgada e por mais que soubesse disso, ela estava cansada até para brigar e deixou por isso mesmo, mas quando pararam em frente ao prédio, ela pagou somente a corrida e não lhe deu a gorjeta. Se ele reclamou ou não, ela não percebeu mais preocupada em analisar o prédio e a rua. A torre era alta, tendo uns doze ou treze andares. Havia uma varanda espaçosa e a entrada da portaria era grande que dava acesso a um bonito jardim de entrada.

Era uma boa rua, tranquila e muito arborizada. Aparentemente, o bairro era bom também, porque ela lembra que na rua de trás tinha uma padaria e na avenida principal a alguns quarteirões antes havia um pequeno mercado, ela não precisava de mais do que isso. Paltry também lhe informou que ficava a quinze minutos a pé do hospital, então não precisaria gastar com condução. Parecia realmente perfeito, como um bom reinício deveria ser e isso a relaxou um pouco. Ela tocou a campainha da portaria e o porteiro careca apareceu.

Bonjour[4] — saudou ela. — Meu nome é Sophia, eu sou a nova moradora do apartamento nº 77. Miss Paltry ficou encarregada de trazer as cópias dos meus documentos.

— Ah claro. Posso só olhar seu documento e confirmar? — pediu o porteiro.

Sophia já estava preparada para isso e sua identidade estava de fácil acesso. Após o porteiro confirmar no sistema de monitoramento a identidade da nova moradora, ela entrou e o porteiro, que descobriu se chamar Pierre, a acompanhou até o andar. Pelo que ela pode ver o prédio estava organizado e limpo, mostrando que prezavam pela manutenção, mesmo com o valor do condomínio relativamente baixo.

Ela se despediu de Pierre e entrou na sua nova casa e felizmente era igual às fotos que viu. A varanda era enorme e dava para a rua de trás. Graças a isso a sala era iluminada, arejada e espaçosa com seu piso de madeira da cor marfim. A cozinha e a lavanderia eram um pouco pequenas, mas seria o suficiente só para ela. O quarto da suíte era aconchegante, mesmo que só tivesse um colchão no chão pela falta da cama. Sophia conseguia imaginar o potencial que aquele apartamento tinha de virar seu refúgio num lugar que ela não queria estar. Em outras palavras, ela amou sua nova casa. Ela estava sorrindo de costas para a porta aberta quando ouviu uma batida na madeira e uma voz animada começar a dizer:

— Você deve ser a nova moradora, eu sou seu vizinho de frente... — A voz se interrompeu quando Sophia se virou e eles se encararam chocados.

— Alexy?!

— Sophia?!

Os dois falaram ao mesmo tempo surpresos com esse acaso, porém ambos se recuperaram rápido. Alexy perdeu o humor, enquanto Sophia ficava embaraçada. É claro que o universo lhe odiava.

— Então você voltou — disse ele num tom mais seco, embora ainda civilizadamente.

— Sim, consegui um emprego bom aqui, não podia recusar — ela disse em voz baixa.

— Entendo. Boa sorte — Ele disse simplesmente e deu as costas indo embora e voltando para o seu apartamento, literalmente em frente ao dela.

Estava muito bom para ser verdade”, pensou a ruiva enquanto via a porta branca fechada, que tinha apenas o nº 76 em dourado.

Sabendo que não adiantaria nada ficar parada com cara de idiota, ela fechou a porta, como se isso fosse o suficiente para se afastar do restante do mundo — mais especificamente, do seu vizinho.

Antes que seu cérebro hiperativo começasse a recordar de memórias desagradáveis, decidiu começar a transformar aquele ‘apê’ vazio em algo mais habitável e para começar a se sentir em casa, ela tirou as botas e ficou de meia. Só a breve caminhada da sala para o quarto para levar as malas, suas meias ficaram imundas. Hora da limpeza bruta.

Como ela não tinha nada no apartamento, vestiu as botas novamente e decidiu ir até o mercado. Porém antes de sair, olhou pelo olho mágico se o corredor estava livre, para sair e apertar o botão do elevador, entrando o mais rápido possível assim que ele abriu as portas no seu andar.

Ela se despediu do porteiro que conheceu há quinze minutos e andou para o mercado. Não foi uma caminhada maior que sete minutos e comprou tudo que seria necessário para os primeiros dias e outras coisinhas que encontrou porque o mercado era maior que ela esperava e havia vários utensílios para casa. O resto teria que ir vendo aos poucos e se amaldiçoou por pensar que seria uma boa ideia não comprar um apartamento já decorado. Sorte que ela tinha um bom fundo no banco e alguns prêmios de pesquisas que ela ganhou na faculdade. Novamente ela tinha que agradecer sua genialidade.

O mercado oferecia por uma taxa extra para alugar um caminhão de transporte para as compras e ela pagou essa primeira vez para levar as coisas, já que havia muita coisa. Como era realmente muito perto e ela precisava para agora todas as coisas, ela acabou indo de carona com a van.

O resto do dia foi ela limpando tudo, desde o chão até os armários embutidos da cozinha para tirar as traças de dentro. Limpou os vidros da janela, a geladeira, os dois banheiros também. No final da tarde ela estava exausta e com as costas doendo, mas estava satisfeita que seu apartamento estava cheirando a lavanda e não cheiro de tinta e lugar que ficou fechado.

Após tomar um banho e pôr um pijama que não era mais que uma roupa velha, Sophia se deu o trabalho de pegar seu celular e ver as diversas mensagens que seus amigos da América lhe enviaram, respondendo a todos antes de dormir.

Lamentavelmente, nem mesmo seu corpo esgotado foi suficiente para manter os pesadelos longe. Sophia acordou no meio da noite assustada e suada e a única coisa que ela se lembrava do sonho era de uma luz ofuscante e gritos ecoando na sua cabeça. Trêmula, se levantou da colchão/cama jogando os lençóis no chão e foi para a cozinha enchendo um copo de água da torneira.

Não se lembre disso, não se lembre disso, não se lembre disso”.

Tomou o copo de água de uma vez e voltou para o quarto. Porém, muito assustada para dormir, pegou o notebook e ficou o restante da noite procurando lojas de mobília e comprando online alguns bibelôs de decoração, focando toda sua energia no entusiasmo de ter uma nova casa.

 Na manhã seguinte ela ouviu o interfone tocar na cozinha confusa de quem poderia ser, afinal, ela estava de volta a menos de um dia e para sua surpresa era Rayan, o seu orientador que a ajudou com os procedimentos de transferência. Ela permitiu a entrada dele e esperou que chegasse até o seu andar e cinco minutos depois, houve uma batida na porta.

Lá estava um homem de pele morena, intensos olhos verdes e um cavanhaque bem aparado. Sophia nunca o tinha visto em roupas tão informais, em uma camisa branca aberta nos primeiros botões, mostrando um torso surpreendentemente tonificado, um colete azul turquesa e um blazer azul-marinho casual, combinando com uma calça preta e sapatos lustrosos.

— Professor que surpresa agradável! — Ela sorriu simpática.

— Sophia não precisa ser tão formal. Superamos essa fase de mestre e aluno, pode me chamar apenas de Rayan — disse ele calmo e ligeiramente sedutor, embora Sophia ache que não foi de propósito.

Rayan Zaidi era médico neurologista e foi seu professor e orientador em Harvard, inclusive a recrutou para fazer parte da pesquisa de células-tronco para reversão de paraplegia. Aparentemente, a família dele tinha uma grande Influência na França, o que facilitou várias coisas, tanto da transferência dela, como para benefício da própria pesquisa. Além de ser inteligente e autor de diversas matérias em revistas científicas sobre células-tronco, ele tinha um charme incontestável, que o tornava sexy mesmo sem querer. Por mais que já tivesse superado seu pequeno ‘crush’ pelo professor, às vezes, Sophia ainda ficava encantada com ele. Como naquele momento.

— Certo. Por favor, entre. — Deu um passo para o lado, permitindo que ele entrasse no apartamento vazio. — Desculpe, eu ainda não vi os móveis.

— Não tem problema, vim apenas para ver se você chegou bem e se o apartamento estava a seu gosto.

— Ele está ótimo! — exclamou, sincera. — Lembre-me de agradecer à Miss Peltry, tenho certeza que não foi fácil ser minha correspondente.

— Eu darei o recado a ela, mas tenho certeza que ela não achou incômodo nenhum. Presumo que você não está com a cozinha montada, me acompanha em um café da manhã?

— Não será ruim para você? Deve estar ocupado com a reforma da sua casa.

Rayan tinha uma casa fixa em Sweet Amoris, mesmo que estivesse morando nos EUA. Como vinha raramente para cá, ele começou uma reforma grande na casa que calhou de não terminar antes dele voltar. Infelizmente, devido a todo o processo para validar seu diploma na França, ela e ele não vieram juntos. Ele chegou quase dois meses antes dela.

— Te garanto que estou livre para sua companhia, que é sempre agradável. — Rayan sorriu de lado para ela.

— Tudo bem então. — Sophia retribuiu o sorriso dele. — Me dê cinco minutos para me arrumar. — Ela não esperou a resposta dele antes de correr para o quarto e colocar uma roupa mais apresentável.

Após revirar as quatro malas, ela escolheu uma camiseta folgada vermelha com um casaco de manga ¾ branca e uma calça jeans escura e sapatilhas vermelhas. Como não teve disposição para lavar o cabelo ainda, ela o prendeu em uma trança francesa para disfarçar a oleosidade e finalmente saiu do quarto, encontrando o outro homem inclinado na varanda apreciando a paisagem do alto que seu apartamento fornecia.

— Desculpe a demora, vamos? — Sophia perguntou tentando evitar olhar para bunda do seu professor e a partir de segunda feira chefe, já que Rayan estava trabalhando no mesmo hospital público que ela faria os três anos de teste.

— Sim claro.

Os dois saíram do apartamento vazio e quando chegaram à rua, Rayan a guiou para seu carro. Eles foram todo o trajeto conversando e ela ia contando algumas coisas que lembrava da cidade. Não havia mudado quase nada. O café da manhã foi agradável e já estava no final da manhã quando ele a trouxe de volta, se despedindo com um suave até logo.

Sophia chegou no seu apartamento e ficou uma hora mexendo no computador até que se irritou em ficar enfurnada e decidiu sair e ir ao centro dar uma olhada nos móveis e alguns eletrodomésticos. Um sofá e uma TV eram altas prioridades no momento. Ela esperava que tivesse alguns móveis até o resto das suas coisas chegarem de navio em Sweet Amoris.

Ela passou o resto da tarde andando pelo centro evitando propositalmente a loja do Leigh que ainda existia e almoçou na antiga lanchonete perto da escola. Até o final da tarde ela conseguiu uma TV, um hack, um sofá e um gaveteiro para guardar as roupas que trouxe com ela e que seriam entregues no dia seguinte. O restante da sua segunda noite de volta, passou com ela assistindo a documentários.

No final de semana algumas coisas a mais que ela comprou chegaram e ela passou a maioria do dia ajeitando as pequenas coisas e fazendo mais algumas compras de alimentos básicos. Ela nunca mais cruzou com Alexy no prédio e ela agradeceu por isso, até que a segunda feira chegou e com ele seu primeiro dia no hospital.


Continua...

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Referências:


Título: O 77 é um número cabalístico que representa o discernimento da alma na direção de sua evolução maior. Representa a libertação, a capacidade de aceitar mudanças e a compreensão da lei da transitoriedade, o sucesso e a ascensão na direção da Luz. O apartamento da Sophia tem esse número para representar de forma abstrata a mudança na sua vida.

[1] Referência à sede da Beemoov, empresa de games responsável pela criação e desenvolvimento do jogo.

[2] Para a validação do diploma na França é necessário fazer o Procedimento de Autorização de Exercício (PAE), exclusivos para médicos formados fora da França. Esse processo envolve fazer três tipos de prova: teórica, prática e de domínio da língua e o número de candidatos para aprovação para cada especialidade depende do Ministério da Saúde. Após o candidato ser aprovado, tem que cumprir três anos trabalhando em serviço público de saúde. Passado esse procedimento o médico apresenta seu currículo exclusivamente europeu para uma comissão médica especializada dentro do Conselho Nacional de Medicina (da França).

[3] Na França o ensino médio é chamado de Lycée, que traduzido para o português é liceu.

[4] Significa “olá” em francês.

Feb. 3, 2019, 8:55 p.m. 0 Report Embed 0
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