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O oitavo ano de Harry Potter após a queda de Voldemort deveria ser finalmente um ano normal como qualquer outro, mas nada na vida do jovem pode ser chamado de normal. Uma poção das trevas na bebida de Harry e seu núcleo mágico foi desestabilizado. Outra poção das trevas seria a solução para que Harry não morresse lentamente enquanto seu núcleo se esvai ou estar ligado a alguém tão poderoso quanto o jovem, que não perca toda a mágica para o vínculo até que Severus consiga desenvolver uma poção que estabilize o núcleo de Harry.


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Um.


- Você conseguiu uma amostra do que ele estava tomando antes de colapsar? - Perguntou Snape quando a diretora McGonagall adentrou seu escritório.

- Por sorte senhorita Granger foi inteligente em trazer com ela o copo de cerveja amanteigada que o senhor Potter estava bebendo. - A diretora deixou um vidro fechado sobre a mesa do moreno.

- Alguma ideia de quem possa ter feito isso? - Snape precisava do máximo de informação para fazer um antídoto.

- Alguns dizem ter visto Belatrix saindo do Três Vassouras pouco antes do Potter colapsar. - Explicou a mulher com calma.

- E eu achando que depois que derrotássemos o Lord das Trevas ele estaria seguro. - Snape pegou o vidro transparente e começou a observar o líquido em seu interior.

- Nem todos foram capturados ainda. - Relembrou Minerva.

- E alguns além de serem julgados inocentes ainda recebem uma Ordem de Merlin. - Snape disse com raiva em sua voz.

- Severus! Você nos ajudou, você protegeu Potter, ele nunca deixaria você acabar em Azkaban. - Minerva odiava quando Snape fazia tão pouco caso de si mesmo.

- Eu deveria ter morrido na casa dos gritos naquela noite. - Severus não olhava para a mulher.

- Mas não morreu. - Minerva já estava cansada da conversa. - Se precisar de algo mais para encontrar a cura para o que quer que aconteceu com Potter, procure a Papoula.

A mulher não esperou resposta, apenas saiu da sala de Snape. E o homem odiava quando a diretora agia de uma forma tão parecida com Dumbledore.

Como se Severus pudesse esquecer que teve sua vida salva por Potter, e pela maldita poção que ele e Granger haviam preparado com o veneno de Nagini. Um veneno que Snape não sabe até hoje como os dois haviam adquirido.

*

Severus passou longas horas examinando e testando o que havia na bebida de Harry. E quando descobriu dois dos ingredientes não ficou nada feliz, na verdade o homem ficou preocupado. Hemeróbio e Tentáculo Venenoso, nenhuma poção feita com esses dois ingredientes era algo bom.

E o pior, era que Snape não fazia ideia de que poção usava esses dois ingredientes. Era como se todo seu conhecimento fosse inútil. Mas ele não deixaria Potter morrer para uma poção depois de ter protegido o garoto por tantos anos.

O homem precisava de mais informações sobre como a poção estava agindo em Potter, e quanto tempo ele tinha para evitar que o dano no garoto fosse permanente.

Em pouco tempo ele havia saído das masmorras e estava na enfermaria, vendo que o moreno estava deitado na cama junto de seus amigos. E para a infelicidade de Snape, Harry parecia muito pior do que o homem imaginava.

- Senhorita Granger, senhor Weasley.

Os dois alunos olharam para o professor, eles não queriam sair de perto de Harry mas era necessário. Para o bem de Harry o casal faria de tudo para ajudá-lo, incluindo deixá-lo com Snape.

Assim que os dois alunos saíram da enfermaria Snape colocou feitiços de proteção para que ninguém escutasse a conversa deles, e transfigurou a cadeira ao lado da cama de Potter em uma confortável poltrona para se sentar.

- Como você está? - Perguntou o homem.

- Desejando estar morto. - A face de saudável que Harry tinha em frente aos amigos foi deixada de lado, o menino não estava nada bem.

- Eu consegui descobrir o que foi usado na poção, mas eu ainda não sei que poção é essa.

- Se você não tem ideia eu posso simplesmente aceitar a minha morte. - Harry se deitou outra vez na cama, ficando deitado de lado olhando para o professor.

- Eu não disse que desisti de tentar descobrir, apenas que ainda não sei que poção é essa, Potter. - Snape disse um pouco bravo.

- Eu vou morrer, você pelo menos podia me chamar de Harry. - O menor deu um pequeno sorriso.

- Você não vai morrer Potter. - Snape estava bravo. - Eu não passei sete anos cuidando de você para que você morra para uma poção!

- As vezes eu esqueço disso… - Harry desviou o olhar para a parede. - Meu peito dói, se eu respirar muito fundo dói, é como se… Como se o que me mantém vivo estivesse saindo do meu corpo cada vez que eu respiro.

- Como assim o que te mantém vivo está saindo do seu corpo? - Snape não estava mais bravo, ele estava confuso.

- Eu não sei explicar, mas é como se a cada vez que eu respiro uma parte da minha alma fosse embora.

- Tire a camiseta. - Snape disse e ficou em pé ao lado do moreno.

- O quê? - Harry ficou confuso.

- Tire a sua camiseta, quero fazer um teste.

E sem tentar ir contra outra vez, o moreno simplesmente tirou a camiseta e ficou deitado de barriga para cima, enquanto Severus lançava alguns feitiços contra o peito do garoto.

Era uma sensação quente e confortável para Harry, como se seu coração estivesse sendo abraçado pela magia de Snape. Mas essa sensação confortável facilmente se desfez, e o menor começou a sentir uma dor horrível em seu peito, uma dor que o fez gritar.

- O que foi? - Snape estava preocupado, não deveria ter uma reação.

- Dói! - Harry disse se contorcendo. - Como se você estivesse esmagando meu coração!

Snape parou toda a magia que estava usando e deu uma poção para o moreno beber. Infelizmente ele conseguiu descobrir o que estava acontecendo com Harry, apenas não fazia ideia de como parar ou retroceder.

A poção que o professor deu a Harry fez com que ele dormisse, o homem deu uma rápida explicação para Pomfrey sobre ela precisar deixar perto de Harry algumas poções para dor, e se necessário fazer o garoto dormir.

*

- Então o que você descobriu Severus? - Minerva tomava seu chá enquanto conversava com Snape em sua sala.

- A notícia boa é que Potter não vai morrer rápido. - Severus não conseguia beber seu chá, estava nervoso demais depois das descobertas que fez nos livros da família Black.

- E a notícia ruim?

- Não existe uma cura ainda. - Snape confirmou o mais temido por Minerva.

- Mas tem como mantê-lo vivo e bem? - Minerva não queria nenhum de seus alunos sofrendo, principalmente Harry.

- Com magia negra seria possível estabilizá-lo. - Snape disse, mas sabia que não era viável. - A outra forma seria compartilhar poder mágico para que ele fosse estabilizado.

- Claro que magia negra está fora de cogitação. - Minerva pensou sobre o compartilhamento de poder mágico. - Existe várias formas de compartilhar poder mágico, Severus, qual delas seria a melhor opção?

- A mais forte das opções seria a melhor. - Severus estava sem nenhuma expressão enquanto dizia isso.

- Teremos que conversar com Harry sobre isso, e não sei se ele vai aceitar muito bem esta ideia. - Minerva pensou.

- Teremos não. Você vai conversar com ele sobre isso. - Severus não queria estar presente na conversa tão constrangedora que se seguiria.

- Mas Severus…

- Se ele quiser conversar comigo depois eu converso com ele. - Severus se defendeu. - Mas eu não vou ter essa conversa com você ou qualquer outra pessoa presente.

- Certo. - Minerva simplesmente desistiu de discutir com o homem. - E além de você, que outra opção eu posso dar ao Potter?

- Sinceramente não sei se há mais alguma opção. - Snape pensou um pouco antes de continuar. - Você sabe que se a pessoa não tiver um núcleo mágico forte o suficiente ela pode morrer.

- Eu sei Severus, apenas queria dar alguma opção ao menino. - Minerva ainda tentava pensar em outras opções.

- Ele tem a opção de aceitar ou morrer lentamente. - Severus já estava cansado da conversa. - Se ele quiser conversar comigo depois que você explicar tudo, vou estar em meu laboratório.

*

- Não! - Harry não estava nada feliz com a proposta que havia sido feita a ele.

- Mas Potter, ou é isso ou você vai acabar morrendo lentamente, será doloroso para você e para todos que te amam. - Minerva tentava fazer o menino pensar.

- Mas nenhum deles vai precisar se casar magicamente com o Snape! Muito menos transar com ele! - Harry estava muito irritado.

O menino não havia aceitado muito bem quando a diretora explicou que Snape estava trabalhando em uma poção que estabilizaria o núcleo mágico de Harry. Mas que até essa poção estar completa o moreno precisaria ter seu núcleo mágico estabilizado pela magia de alguém forte o suficiente para não sucumbir com o vínculo.

Era muita coisa que passava pela cabeça de Harry. Principalmente que ele não poderia mais ter Gina em seus braços, ele adorava ter a garota na cama dele, mas agora ele sabia que poderia acabar morrendo se transasse com ela outra vez.

- Essa é uma decisão sua senhor Potter. - Minerva não queria ver seu precioso grifinório machucado, mas não podia obrigá-lo. - Professor Snape está trabalhando na poção, mas ele não tem ideia de quanto tempo ele levará para criá-la.

*

Harry foi liberado da enfermaria no dia seguinte com uma grande quantidade de remédios para dor. O moreno não queria aceitar que sua única opção era se vincular a seu professor.

O jovem não via mais Snape como um problema em sua vida, um professor que o odiava. Apenas como um homem que havia sido muito magoado no passado, e que descontou nele toda a mágoa que tinha, ao mesmo tempo que o protegia.

Era algo muito complexo para a cabeça de Harry naquele momento, mas ainda havia muito para ele pensar. Como dizer a Gina que eles não poderiam mais transar? Ou até mesmo se beijar, ou qualquer coisa que fizesse ele perder o poder mágico mais rápido.

Nem quando o Lord das Trevas estava morto Harry podia ter um ano normal. Ele tinha certeza que pelo menos seu último ano atrasado seria bom e reconfortante, uma lembrança maravilhosa quando pensasse em seus dias de escola. Mas era claro que sua vida não podia ser fácil.

O moreno havia acabado de pisar dentro da torre da Grifinória quando uma ruiva pulou em seus braços o abraçando com toda a sua força. Harry queria sucumbir ao desejo e se deixar levar quando a ruiva tentou beijá-lo, mas ele conseguiu evitar.

- Precisamos conversar Gina. - Harry disse mais sério do que quando pediu a ruiva em namoro depois que a guerra havia acabado.

- Harry? - A garota estava preocupada com o que viria desta conversa.

- Vamos subir.

Harry puxou a ruiva pela mão para que subissem para o quarto do moreno. Por sorte nenhum dos meninos estava no quarto, então o moreno trancou a porta e um feitiço de privacidade foi lançado antes de puxar a ruiva para se sentar com ele na cama.

- Eu não queria que fosse assim Gina. - Harry disse triste, olhando nos lindos olhos da ruiva. - Eu queria me casar com você, morar em uma linda casa com um grande jardim, ter três lindos filhos, tudo apenas com você.

- Harry… - Gina sentia que havia algo muito errado nessa conversa, e que tudo iria piorar.

- A poção que foi colocada na minha cerveja. - Harry colocou a mão em seu peito, sentindo sua magia fugindo por sua respiração. - Desestabilizou meu núcleo mágico, eu vou lentamente perder a minha magia até que eu morra.

- Harry, não há nada a ser feito? - A ruiva perguntou preocupada, colocando a mão em cima da mão de Harry, sobre o peito do moreno.

- Alguém tão poderoso quanto eu precisa manter meu núcleo estável. - Harry começou a explicar olhando a mão de Gina, evitando os olhos da menina. - Um vínculo mágico para estabilizar meu núcleo, isso apenas evitaria que eu sentisse dor com a perda da magia, eu precisaria também receber magia da pessoa.

- Eu poderia fazer isso por você Harry, qualquer coisa por você. - Gina disse calma, acariciando os dedos do moreno.

- Não, infelizmente. - Harry explicou, voltando a olhar para os olhos preocupados da namorada. - Conheci apenas três pessoas com poder mágico tão grande quanto o meu, e duas delas estão mortas, Albus e Voldemort.

- Então, com quem você vai precisar criar esse vínculo? - A ruiva perguntou preocupada.

- Se eu aceitar, Snape. - Harry disse derrotado, admitir isso em voz alta era como concretizar.

- Mas nós podemos continuar juntos Harry. - Gina disse com esperança. - Duvido muito que o professor Snape deseje realmente manter uma relação de matrimônio com você.

- Não poderemos Gina. - Harry disse ainda mais triste, e apertando os dedos da ruiva entre os dele. - Se eu te beijar meu corpo vai tentar pegar sua magia como forma de tentar estabilizar a minha própria, e se… - Harry não queria nem pensar na possibilidade. - Se nós fizemos amor, eu posso te matar sem querer, pegar toda a sua magia, porque você vai estar fisicamente e psicologicamente vulnerável.

A ruiva tentou falar algo, mas Harry a impediu antes disso.

- Eu não posso te obrigar a manter um relacionamento comigo desse jeito, eu desejo manter a sua amizade, isso é tudo o que eu peço.

Harry pegou a mão de Gina e deu um beijo na palma da mão da ruiva, ele sentiu como se estivesse melhor com esse simples ato. Mas quando olhou para Gina, ela parecia começar a ficar pálida e ele entendeu, contato físico com as outras pessoas também roubaria a magia delas. Ele soltou a mão da ruiva como se tocasse no fogo, e não demorou para ela voltar ao normal.

- Me desculpe, eu não sabia que…

- Tudo bem Harry. - Gina disse com calma, recuperando a cor de suas bochechas pálidas. - Eu vou te apoiar em todas as suas decisões, porque antes de tudo nós éramos amigos.

- Obrigado. - Harry disse aliviado.

- Agora, como sua amiga. - Gina disse com um sorriso solidário. - Você por acaso tem alguma inclinação para homens? - Harry riu, não acreditando na pergunta.

- Digamos que explorar a minha sexualidade não foi algo que eu tive muito tempo até alguns meses atrás, e eu estava um pouco ocupado com dois belos pares de peitos nas minhas mãos para pensar se eu não gostaria de segurar um pau que não era meu. - Harry disse com um sorriso cheio de segundas intenções.

- Você não presta Harry Potter! - Gina disse rindo.

*

Depois que Ron e Hermione finalmente decidiram aparecer, Harry contou aos dois sobre toda a situação, e principalmente, sobre a importante decisão que deveria fazer. Ter um vínculo com Severus Snape ou morrer lentamente enquanto sua magia se esvaia.

- Você já conversou com o professor? - Hermione perguntou.

- Não, eu saí da enfermaria e falei com a Gina primeiro. - Harry respondeu. - Professora McGonagall que me explicou tudo, e disse que o professor Snape havia concordado.

- Então você deveria falar com ele. - Hermione disse decisiva.

- Mione, é o Snape. - Ron disse com uma aversão total ao homem, os anos de humilhação ainda não havia sido superado pelo garoto.

- Sim, é o professor Snape. - Hermione falou. - O mesmo professor Snape que vêm ajudando o nosso lado, e protegendo o Harry desde que ele tinha onze anos.

- Mas ele é velho. - Ron continuou insistindo.

- E Harry pode escolher entre se vincular ao homem ou morrer lentamente. - Hermione deu um ultimato. - E sabendo como Harry é poderoso pode levar anos até que toda a magia dele saia do corpo, anos de dor e sofrimento, então Harry?

- Eu vou falar com o professor Snape. - Harry disse envergonhado por não ter pensado que por mais que a magia dele esteja se esvaindo, levaria anos para realmente ele morrer, e sinceramente ele não queria sofrer tanto tempo.

- Professor Snape! - Ron disse outra vez, e ganhou um olhar irritado tanto da Hermione quanto de Gina.

- E Harry. - Gina disse com um olhar brilhante. - Por favor, nos conte o que existe por debaixo delas roupas de professor quando você descobrir.

- Sim! - Hermione concordou totalmente. - Todas as meninas imaginam o que ele esconde embaixo daquelas vestes volumosas. - Harry não conseguiu se segurar e começou

a rir.

- Definitivamente eu não vou dizer. - Harry disse revirando os olhos. - Ele provavelmente tem tantas cicatrizes no corpo quanto eu, duvido muito que seja a visão mais sexy do mundo.

- Eu posso garantir que cicatrizes de guerra é algo muito sexy. - Gina disse com um olhar provocativo.

- Não me olhe assim! - Harry disse abismado, ele adoraria ter a ruiva outra vez em seus braços, mas sabia que não podia, pela segurança dela.

- Gina, eu preferia não ter os detalhes! - Ron disse revoltado.

- Ok, chega vocês dois. - Hermione disse tentando não rir. - E Harry, vá ver o professor Snape.

Jan. 30, 2019, 12:34 p.m. 0 Report Embed 0
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