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xhasashi Hasashi Rafs

Tudo parecia normal na vida de Kakyoin, até a tarde chuvosa em que encontra um iPod perdido no ônibus da faculdade. Preocupado com a possibilidade de alguém furta-lo, ele o leva para casa e começa a busca por informações sobre o possível proprietário do aparelho. O primeiro empecilho de sua busca é descobrir uma senha, nem ao menos o papel de parede dava alguma resposta, deixando a identidade de seu verdadeiro dono uma incógnita para o jovem. Tudo que ele tinha era a playlist de oitenta e seis músicas que o estavam viciando. Seja como for, prometeu a si mesmo que embarcaria na missão de desvendar aquele mistério e retornar o dispositivo para quem ele realmente pertencia. [Jotaro x kakyoin] [JotaKak]


Fanfiction Anime/Manga All public.

#jojo #universo-alternativo #songfic #Noriaki-Kakyoin #Jotaro-Kujo #jojo's-bizarre-adventure #jotakak
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O iPod


Notas: Essa história também é de autoria da LittleFox


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Era sexta-feira, caminhava a passos largos para casa, querendo que seu dia de estudo e trabalho terminassem logo. Sabia o quanto a rotina de estagiário e de graduando o deixava cansado, porém, não podia desistir das coisas que tanto almejou. Por isso, se esforçava tanto para conciliar tudo.

A chuva fina chocava-se contra o seu rosto, apertava o capuz de sua blusa de moletom na vã esperança de tentar aplacar o resfriado que sabia que pegaria em breve, principalmente pelo tempo ter mudado tão bruscamente daquela forma. E mesmo assim, apesar de tudo, não via a hora de chegar em casa, olhar pela varanda do pequeno apartamento que morava na faculdade e ver a água caindo do céu.

Como todos os dias, pegou o ônibus exatamente às 17:40; sentou-se no mesmo banco de sempre, já era possível ver as primeiras gotas de água que caíam do céu, molhando a janela do lado de fora. Kakyoin olhava a paisagem distraidamente, seu dia seguia cansativo e tudo que queria naquele momento era um banho quente, uma boa noite de sono - coisa que não estava conseguindo ter já fazia um certo tempo -, já que seus trabalhos da faculdade só eram possíveis serem feitos a noite.

Tudo parecia igual, exceto pelo fato de ter algo entre o estofado de onde estava…

Pelo visto, alguém havia deixado um objeto para trás.

Pegou novamente o pequeno aparelho em mãos e acabou rindo: Um iPod, quem usaria algo tão antigo assim? Ou melhor, como havia conseguido conservar aquela pequena peça por tanto tempo?

Tentou mais uma vez apertar o botão do meio na esperança de ligá-lo, porém, sem sucesso. Guardou novamente o aparelho dentro de seu bolso e seguiu para sua casa, torcendo para achar em meio suas coisas velhas um carregador que fosse compatível.

Mas...e se tivesse quebrado?

Apesar de ser mais uma quinquilharia, seria uma pena uma relíquia como aquela ter estragado, principalmente por aparentar estar bem cuidado.

Andou depressa, tanto pelo clima como por ansiedade, consequentemente não demorou muito para chegar em casa, acendeu as luzes e largou a mochila no pequeno sofá da sala. Suspirou, por finalmente saber que poderia descansar; mas, diferente dos outros dias, ao invés de se jogar entre as almofadas, foi em direção a cômoda de seu quarto vasculhar as gavetas em busca de um carregador que servisse para o iPod que encontrou.

Amaldiçoou-se ao perceber quão desorganizadas as gavetas se encontravam, jurando a si mesmo que as arrumaria assim que tivesse tempo. Depois de quase vinte minutos revirando as diversas xerox's do curso, panfletos de restaurantes, alguns fones estragados e pincéis velhos, Kakyoin finalmente achou o antigo carregador de seu iPhone. Não estava em seu melhor estado, o revestimento do cabo estava amarelado e se olhasse de perto podia notar que a ponta do USB começava a enferrujar.

Serviria, pelo menos por enquanto.

Conectou-o na tomada e logo a tela do aparelho se acendeu evidenciando que o mesmo carregava, sorriu satisfeito e aproveitou o tempo que não poderia utilizá-lo para preparar o jantar que estava acostumado: macarrão instantâneo. Por mais que o gosto não se comparasse em nada a comida caseira que tanto sentia falta, em questão de praticidade o CupNoodles ganhava com uma vantagem esmagadora.

Por fim, sentou-se para jantar. Vez ou outra desviava o olhar para o aparelho que estava carregando em cima do braço do sofá,  balançava a perna em ansiedade, irritando-se pelo tempo que estava levando para que a carga se completasse. Talvez o mau estado em que o carregador se encontrava estivesse comprometendo seu desempenho.  

As olhadelas em direção ao sofá faziam-se mais presentes a cada instante enquanto a ansiedade de Kakyoin aumentava cada vez mais, por fim, resolveu que não adiantaria em nada ficar parado esperando. Levantou-se pegando o estojo com suas tintas e pincéis, retirou o cavalete do canto da sala posicionando-o em frente a sacada e tentou - inutilmente - terminar o quadro que havia começado na semana anterior.

Era impossível sentir-se mais frustrado do que naquele momento, encarava o espaço no quadro sem mais esperanças de conseguir pintar naquela noite. Já não aguentava mais batucar o pincel contra o cavalete, por mais que fosse involuntário.

Quando deu por si já havia tirado o aparelho do carregador e a tela começava a iniciar. Prendeu o ar ao ver o antigo sistema de operacional. Como esperava, havia uma senha. Por mais idiota que fosse a idéia, foi impossível não testar o típico um, dois, três, quatro. Não funcionou.

Pegou o notebook que estava na descansando na mesa pronto para anunciar no grupo da faculdade que o iPod havia sido encontrado e antes que publicasse o texto seus olhos viajaram para o aparelho prateado. Não conseguiu impedir que seus dedos de deslizarem na tela, sabia que não conseguiria acessar nenhum aplicativo, mas nada o impedia de dar play no music player já que aquela era uma das poucas funções que não eram bloqueadas.

Seria aquilo uma forma de invadir a privacidade de alguém? Talvez. Provavelmente. Porém, era algo que não conseguiu evitar, logo a melodia desconhecida começou a preencher o cômodo. Era relaxante e ao mesmo tempo melancólico. Não demorou muito para que o vocalista começasse a cantar e seus olhos procurassem o título da canção pela tela do telefone.

Slow it down, The lumineers.

Sorriu. Seja quem fosse o dono do iPod não tinha mau gosto, e aquilo incitava ainda mais sua curiosidade. Não esperou com que a música chegasse ao fim, passando para a próxima faixa. No fim das contas, achar o iPod não havia sido tão ruim assim.

Jan. 27, 2019, 7:41 p.m. 0 Report Embed 0
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