Sorry To My Unknown Lover Follow story

katanakuro Katana Kuro

Sorry to my unknown lover (Desculpe-me, meu amante desconhecido) ... - ME DESCULPE! *Presente de amigo secreto do grupo Fanáticos Por NejiTen *Angst e um pouco ooc.


Fanfiction Anime/Manga Not for children under 13.

#universoninja #ooc #amigosecreto #angst #nejiten #fanaticospornejiten #Nejitensecreto2019
Short tale
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Sorry to my unknown lover

Notas iniciais:


Essa fanfic foi escrita para o Amigo Secreto do grupo Fanáticos por NejiTen. E eu peguei...


Leiam e nas notas finais Vocês descobrem. :D


Mas vamos falar um pouco sobre a fanfic, miga não sei se já leu a minha mensagem no gp mas se não leu, vai ler!


Essa foi a segunda tentativa de fanfic para você e graças a Kami ela deu certo (eu acho).


Bem já que você disse que tem uma quedinha por angst... Toma aqui teu angst. E de presente ainda tá um pouco OOC, que você disse gostar também. Gostaria de dizer aqui que sua lista de preferências foi bem problemática, e o angst foi minha lanterna dos afogados, e sua passagem de saída da minha lista negra também, já que eu devo ter lhe xingado em umas três línguas diferentes. Ah quer saber? Vai ler vai.



 



&  Sorry To My Unknown Lover &




I've missed your calls for months, it seems

Don't realize how mean I can be

(Parece que não atendi suas ligações durante meses

Não me dou conta do quão cruel eu consigo ser)


Fazia tempo que não o via, tempo demais. Tanto tempo, que, pela primeira vez desde que ele se fora ela sentiu a falta que fazia. O vazio que deixara parecia gritar "Estou aqui!" e ela detestava ouvir isso. Parecia cruel da sua parte sentir falta somente agora, doze anos depois, mas era só que pra ela era comum, já havia perdido muitas pessoas e se apegar a outras só a faria sentir mais dor. Então, quando se tornaram colegas de time, ela se aproximou a ponto de fazer amizade, todavia nunca deixou passar disso, nunca deixou se apegar, nunca se deixou sentir falta, ao menos não até aquele dia. Aquele dia fora seu limite, doze anos era demais, tempo demais, falta demais.


But I still know your birthday

(Mas eu ainda sei o dia do seu aniversário)


E aquele dia - três de julho - fora o pior, era pra ele estar completando 34 anos, mas ele não ia, porque mortos não completam anos. E lembrar daquilo - que ele estava morto - machucava muito, porque talvez se não fosse aquela guerra, ou a maldita briga que tiveram antes dela, ele ainda estivesse ali, com ela. Ou ao menos era o que gostava de pensar. Tinha esse maldito costume de se culpar por coisas que não era sua culpa. Um péssimo hábito segundo ele. A bendita frase dita por ele tantas vezes ainda permanecia fresca em sua mente, como se ele próprio a tivesse dito no dia anterior.


"Isso não foi culpa sua, e achar que foi não muda o que já aconteceu" Parecia cruel, mas era assim que ele dizia as coisas, na lata. E pensar que, a mesma frase que nunca surtira efeito algum em si antes hoje era motivo para que as lágrimas escorrecem livres pelo seu rosto, porquê por mais que ele custumasse dizer que não...


...Era sim sua culpa.


So I'm sorry to my unknown lover

Sorry that I can't believe

That anybody ever really

Starts to fall in love with me

(Desculpe-me por não acreditar

Que alguém realmente

Comece a se apaixonar por mim)


Era culpa sua não ter percebido antes, sua culpa a briga que tiveram, sua culpa ele não estar mais ali.


Se fechasse os olhos ainda podia ver o momento em que fizera os olhos dele brilharem de dor.


"Estavam sozinhos no campo de treinamento, TenTen não fazia ideia do motivo de Neji a chamar ali, mas como todos se preparavam para a guerra, ela imaginou que seria mais um dos treinos exaustivos que os dois faziam frequentemente, era a rotina deles afinal, e por mais que não quisesse admitir ela achava reconfortante aquela rotina. Era o mais próximo da normalidade que podiam chegar, com o estremecimento causado pela Quarta Guerra Ninja. Sentada em cima de uma das árvores que rodeavam a área de treino ela afiava uma de suas kunais, parando somente quando sentiu pelo vento uma mudança no ar, era o sinal da aproximação de alguém, apurando mais o sentidos sentiu na corrente de oxigênio um leve perfume de sabonete masculino e lavanda, era ele, Neji estava chegando. Como um gato sorrateiro esperou até que o mesmo estivesse abaixo da árvore na qual se prostrava para pular e aterrisar ao lado do mesmo graciosamente como o pulo de um tigre. No entanto, diferente do que era esperado, ele não estava com a costumeiro roupa para treinos e missões, na verdade ele se vestia casualmente com uma calça negra e uma blusa cinza folgada com o símbolo do clã Hyuuga e calçava uma sandália ninja. TenTen sabia que usar os trajes de missão para treinar era como um padrão a se seguir para o garoto, e ele nunca quebrava os padrões, o que significava que eles não iriam treinar. Mas o que iriam fazer afinal?


Sorry I could be so blind

Didn't mean to leave you

(Desculpe-me por ser tão cega


Eu não pretendia abandonar você)

- Pelas suas roupas acho que você não me chamou aqui pra treinar, não foi? - questionou, guardando a kunai no coldre e ficando de frente para o moreno.


- Não. - respondeu virando-se na direção de um pequeno lago que ficava ali perto e caminhado sem olhar para trás, sabia que a garota vinha atrás de si, sempre sabia.


Chegaram no lago e TenTen logo foi se acomodando no gramado que cobria toda a extensão do local, Neji continuou de pé, diferente da garota ele não se via tão confortável assim, já que ao contrário dela, tinha plena ciência do que estava prestes a acontecer, e, por mais que quisesse estar errado também tinha uma boa noção de como tudo terminaria.


- Então? A que devo este ilustre encontro? - ferina como sempre, não tinha lá muita paciência.


- Eu queria...Conversar.


- Conversar? - questionou recebendo um curto aceno como resposta. - Sobre?


- Nós. Sobre nós.


TenTen não gostou da resposta, em seu íntimo pressentia que aquilo não acabaria bem.


Apesar do assunto da conversa ter sido esclarecido, nada mais se seguiu a não ser um terrível e desconfortável silêncio. Neji não parecia saber exatamente sobre que aspecto do "nós" ele queria conversar, e TenTen simplesmente não podia admitir que sequer pensou em um "nós".


- Acho que a conversa não era pra ser assim certo? - questionou ela debochada, olhando pra ele.


- Não, não era.


- Como você imaginou que seria? -


Desta vez a voz não tinha mais tom de diversão, na verdade parecia carregada de pesar.


- Sinceramente...Não sei, eu só queria resolver as coisas. Porquê eu sei como a nossa situação está para mim, no entanto não tenho a menor idéia de como ela se parece para você. - Talvez a fala tivesse refletido como ele se sentia no momento atual, numa completa confusão.


- Talvez você queira sinceridade, mas eu não sei se seria legal minha parte da-la para você. -  Disse, a voz um tanto apreensiva.


- Por que?


- Porque nem sempre a sinceridade é bonita, ou agradável de se dar.


- Então continuar no escuro seria melhor? Andando sem saber onde pisa e se sequer existe um ponto de parada. - indagou, olhando-a nos olhos.


A resposta se deu por meio de um suspiro derrotado.


I run away when things are good

I never really understood

The way you laid your eyes on me

In ways that no one ever could

(Eu fujo quando as coisas estão bem

Eu nunca entendi

Como você me olhava

De uma maneira que ninguém jamais poderia olhar)


- Então o que você sugere? Continuar fugindo? Não vai adiantar de nada. - Voltou a questionar.


Era verdade, fugir não iria adiantar, mas os covardes não viam problemas ao fazê-lo, e naquele momento era isso que ela era, a mais pura personificação da covardia, e não tinha vergonha de dizer aquilo, afinal, os covardes era sempre os primeiros a sair e os últimos a morrer.


- Você não costuma me chamar de tola antes? Então talvez eu siga essa tolice de fugir das coisas, e não ir para lugar nenhum, é melhor do que continuar numa situação onde sua coragem de permanecer e ser sincera possa acabar mal. Para ambos.


Ela não olhava diretamente nos olhos dele, mas pelo jeito como viu as mãos tencionarem percebeu que de alguma forma ele fora atingido.


- Então é isso? Você simplesmente vai fingir que não sabe o que está acontecendo?


A resposta não veio verbalmente. Ela  apenas virou-se na direção contrária a dele, dando-lhe as costas, numa clara mensagem de "Sim, era exatamente o que ia fazer". Todavia antes que pudesse estar totalmente fora do alcançe do Hyuuga, uma simples pergunta feita pelo mesmo a atingiu.


- Mas e nós?


Fora tão baixa que ela podia jurar que não era para ter ouvido, mas ela escultara e sabia que ao menos uma resposta ele merecia.


Virou-se uma última vez para o moreno e deu-lhe única resposta que tinha certeza no momento.


- Eu nem sabia que existia um nós.


E assim que as palavras foram proferidas ela viu a dor refletir nos olhos perolados, e a dor dele doeu nela, mas não a fez voltar, apenas a incentivou a continuar sem nunca mais olhar para trás, afirmando inutilmente para si mesma que aquela havia sido a melhor decisão."


Talvez se na época não tivesse que afirmar dia após dia para si mesma que manter sentimentos acima da razão não cabia no dever de um Shinobi, ela não teria ido, enquanto ele ficava ali parado, vendo-s ir embora com dor brilhando os olhos claros. Talvez se não fosse tão covarde em relação a sentimentos que para si não era comuns, a única lágrima que escorreu pelo seu rosto no momento teria servido de incentivo para voltar atrás, para não tornar aquilo uma decisão da qual fosse se arrepender depois. E só talvez, se não se fizesse de cega pelo que já tinha percebido a mais tempo do que gostaria de admitir, a estória deles não teria um final tão trágico e cheio de ressentimentos.


Mas aquelas eram apenas suposições, que no meio da noite perturbavam seu sono e provocavam diariamente sua consciência.


My ignorance has struck again


(Minha ignorância ganhou mais uma vez)

E hoje, tantos anos após, depois de tanto negar para si mesma, depois de sentir o coração trincar em milhares de pedaços quando o dele parou para que o de seus amigos pudessem continuar batendo e ter que aguentar até o final, porquê era esse o dever de um Shinobi, ela finalmente sentiu a dor.


Ela veio lenta e forte, pulsando como se fosse o próprio sangue que a mantinha viva, correndo por seu corpo junto com a culpa, culpa por não ter lutado, e por ter deixado ele escorrer por sua mão como a areia escore pela ampulheta, e só quando toda a areia foi embora ela sentiu a falta que ele fazia.


I failed to see it from the start

And tore you open 'til the end

(Eu não percebi isso desde o início

E te machuquei tanto)


E movida por essa falta ela se arrastou até ali. A mesma área de treinamento onde o tinha visto pela última vez antes da guerra, antes de não o poder ver nunca mais.

O local estava diferente, todavia, para ela ainda parecia o mesmo, se fechasse os olhos poderia vê-lo ali treinando para provar seu valor e garantir sua liberdade, mas sabia que se o fizesse também veria mais uma vez os olhos lilases cobertos de dor, e ela não queria mais ver aquela cena, era doloroso o suficiente vê-la se repentindo toda noite em seus pesadelos.


Como um lembrete de culpa.


Se ele ainda estivesse aqui provavelmente estaria a chamando de tola por ter pensamentos tão depreciativos que não levaria a lugar algum.

O pensamento lhe trouxe lágrimas aos olhos, que caíram acompanhadas do som da tempestade que logo chegaria. Que irônico, parecia que até mesmo o céu chorava por ele. Assim como ela agora. Mas de que adiantava chorar agora depois que tudo já tinha se perdido? Não adiantava nada. E era por isso que o fazia, passara tempo demais se guiando apenas pela razão, pelos mandamentos Shinobis, tempo demais guardando tudo para si mesma, como uma represa. E quando represas estouraram elas trazem destruição, exatamente como estava fazendo agora, destruído, jogando fora. A culpa, a frustação, a saudade dele. Tudo.


Só esperava que ao final da inundação ela pudesse recuperar algumas boas lembranças e, quem sabe um pedaço esquecido de si. No entanto isso só poderia ser resolvido depois, agora ela estava ocupada demais transbordando e sendo lavada pela chuva que começara a cair.


Sorry to my unknown lover

(Desculpe-me, meu amante desconhecido)


E enquanto as lágrimas que banhavam o rosto retorcido pela dor se misturavam com a chuva que caía parecendo também chorar a dor que a falta dele fazia, virou a face retorcida para o alto e em meio a tanto desrespero e tristeza apenas uma fala quebrou o silêncio da noite chuvosa de Konoha.

- ME DESCULPE!



&Sorry to my unknown lover&

 

Notas Finais:

E lá vamos nós.

Minha amiga secreta que não é mais secreta é a @Louise Alves

Então gostou? Digno do seu presente? Sei que ficou muito curtinho e confesso que estou meio temerosa mas espero que tenha lhe agradado.


Jan. 27, 2019, 1:51 p.m. 0 Report Embed 121
The End

Meet the author

Katana Kuro O que dizer? Bem sou Katana, canceriana moro na bahia e amo de paixão ler e escrever, e livro pode mandar que eu devoro. Ah sou um doce de pessoa, quando não tou de TPM claro. Bem é isso

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