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injjune yui

viviam em um triângulo infinito, onde hoseok daria a vida por yoongi, yoongi matava por jimin, jimin faria de tudo para salvar hoseok; e eu? ah eu tentava não me estressar com o barulho de coisa quebrando vindo do apartamento ao lado. no wattpad pelo perfil → @.injjune no spirit pelo perfil → @.gostar [yoonminseok!centric]


Fanfiction Bands/Singers Not for children under 13.

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park jimin e seus dois namorados

Eu sei que quando vão começar uma história, ou contar algo, costumam falar sobre si e seus corações partidos ou amores recíprocos, tendo na maioria das vezes, um enredo dramático para que possa prender os leitores e fazer com que eles queiram ler o próximo capítulo. Porém não vim aqui para contar como conheci o amor da minha vida ou como eu quebrei a cara com meu primeiro amor, não.

Eu nunca fui muito criativo, nem tive muitas aventuras ao longo dos meus vinte e quatro anos; era alguém meio sem graça, uma criança meio estranha, tímida. Não ao ponto de ser completamente introvertido, mas não era do tipo que saia por aí brincando com qualquer um ou fazendo algo perigoso. Eu nunca fiz algo perigoso também por eu não ser lá muito criativo, e com os anos, apenas piorou. No quinto ano, quando eu tive que fazer uma redação importante sobre animais, eu não sabia o que eu tinha que fazer exatamente, nem como funcionava a coisa. Eu escrevia bem, mas não sabia como escrever. Então passei a observar meu cachorro. Eu ficava o dia todo observando ele, seguindo ele, espionando ele; tirei nota máxima e uns extras, serviu como um modelo e a minha professora expôs junto de uns outros trabalhos em um mural.

Eu gostei bastante de escrever; mas ainda não sabia como ou que escrever. Como a técnica do cachorro foi mais interessante e divertida, passei a utilizá-la. Observava tudo e todos, o que me servia eu escrevia — eu plagiava vidas alheias, mas ninguém sabia esse pequeno detalhe. Então usando esse método; aqui estou eu.

Vamos do início.

Moro onde moro desde meus dezoito anos, sozinho. É um condomínio bom e a grande maioria dos vizinhos é agradável — o do bloco 2, número 104, é mais que agradável, se entendem onde quero chegar; voltando —, eu nunca tive problemas com nenhum dos meus vizinhos por longos três anos e meio, até o apartamento ao lado do meu ser alugado. Demorei um certo tempo para saber ao certo quantas pessoas moravam lá, ou quem eram, tive muitas dúvidas, mas nunca fui de meter demais na vida de quem eu não conheço — apenas observava pessoas interessantes e conhecidas, nunca pessoas como eles.

Então um belo dia eu conheci Park Jimin, um anjo em pessoa. Enquanto estava subindo as escadas com um monte de sacolas de supermercado mais minha mochila e outras coisas, ele me ajudou a subir, fomos conversando e vimos ter muito em comum, sorrindo bobos ao ver que morávamos lado a lado. Coloquei as coisas para dentro enquanto ainda coversavamos de forma animada, trocamos os números e continuariamos conversando em frente a porta se não tivessem interrompido. Ele tinha a mesma altura de Jimin, cabelos azulados e mais magro; não tinha uma cara nada boa ao me ver, me olhou de cima a baixo. O cara — que mais tarde descobri se chamar Min Yoongi — simplesmente olhou Jimin de forma brava e disse que era melhor ele entrar. O loiro se despediu de mim e entrou no apartamento quieto, sendo seguido do outro.

Podia ser namorado dele e estar com ciúmes, admito que fiquei bem curioso com eles.

Já dentro do meu apartamento, logo depois do ocorrido, enquanto guardava as coisas nos armários, eu ouvi barulhos estranhos vindo do corredor, mais p’r’o fim — lado p'ra onde ficava o apartamento de Jimin — e não sabia se eu deveria me preocupar. Era impossível ouvir o que falavam, mas gritavam alto. Eram duas pessoas gritando e não ouvi a voz do Park. Talvez fosse outro apartamento, o andar de cima costumava dar dessas. De vez em quando pessoas estranhas se mudam para cá e eu não queria, de jeito nenhum, pensar na possibilidade de Jimin ou do “namorado” ser como essas pessoas problemáticas. Deixei isso de lado, se fossem desse jeito o problema era deles, não meu. O único problema que dizia respeito a mim era o livro que eu não estava conseguindo escrever.

Eram tempos ruins para os escritores, meu bloqueio criativo costumeiro já havia dado as caras a tempos. Eu tinha tudo para escrever mas então, nada se encaixava. Como eu poderia me manter a ficar observando as pessoas se eu nem saia de casa? Em quem eu me inspiraria? Ler livros ou ver filmes só me deixava mais frustrado de não conseguir algo bom, meu chefe estava no meu pé. Aliás meus bicos como revisor também não me ajudavam. Histórias maravilhosas porém era cansativo, corrigir textos não era algo que eu amasse fazer, me sentia cansado vendo aquele monte de palavras, linhas, parágrafos. Como não estava escrevendo eu precisava fazer algo, então eu estava como revisor, e eu fazia o meu melhor. Às vezes eu levava o trabalho p'ra cama e ficava lá revisando até umas três ou quatro da manhã, quando meus olhos se cansavam e as letras passavam a se embaralhar. Isso ficou enjoativo, sentia vontade de vomitar só de lembrar o livro sobre um romance misturado com detetive e policial que eu tinha que começar. Era um livro ótimo, quer dizer, Namjoon havia escrito, todos seus livros são ótimos, tudo o que ele faz é ótimo; eu realmente tinha gostado do livro mas ficar lendo e relendo o mesmo parágrafo várias vezes só porque as palavras não entravam na minha cabeça era difícil. Bem difícil.

No dia seguinte era cedo quando Jimin bateu em minha porta. Conversamos, ele me pediu desculpas e explicou as crises de ciúmes que seus namorados tinham.

De início não entendi o plural, mas logo ele continuou, falando sobre Min Yoongi, o cara de vinte e quatro anos — atualmente tem vinte e oito  —, que tinha cabelos azuis e que era completamente apaixonado pelo Park, porém não ia com a cara do outro, falou sobre seu temperamento explosivo e irritado; depois seguiu para o próximo: Jung Hoseok, apenas um ano mais novo que Yoongi, esse Jimin me falou que era seu nenê. Hoseok era ruivo, e o pequeno falou sobre a personalidade calma e compreensiva que ele tinha. Eram opostos e Jung sofria por Yoongi.

Foram coisas que me deixaram bastante curioso, a forma como Jimin me falava de ambos...  Poliamor não é uma coisa que se vê todo dia, e muitas vezes quando nos deparamos com ele nós preferimos acreditar que não existe. Eu faria o mesmo — por mais que eu já tenha tratado disso em algum pequeno conto, quando se é escritor você entende que algumas coisas ficam só em livros — porém dava p'ra ver o quanto Jimin amava ambos, e depois que entrava no assunto só conseguia falar deles e mais nada.

Refleti meus antigos amores e nunca cheguei ao ponto do loirinho. Nunca os amei dessa forma. Eram apenas noites, ou algumas paixões passageiras. Eu nunca me colocaria na frente de uma arma por meus namorados, nenhum deles me valia a pena; porém Jimin sim, e ainda mesmo que tivesse levado o tiro, os colocaria em primeiro lugar, depois pensaria no seu machucado.

Senti curiosidade por sentir esse amor. Eu realmente gostaria de amar dessa forma uma vez. Mas eu sou uma farsa e eles sempre descobrem antes mesmo de que eu acabe me apegando ao romance.

Jan. 18, 2019, 6:12 a.m. 0 Report Embed 2
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yui acabei parando aqui, sla

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