Inkspired will be undergoing a brief maintenance on Monday, 18th of February 2019 from 9h00-10h00 CET.

A vingança e o amor Follow story

P
Pati Kasur


GABRIELLE O Anjo- protetor cuidadosamente guardou a arma na parte de trás da cintura e depois Gabrielle sentiu os pés sendo tirados do chão. Os braços fortes dele a seguraram e ela sem conseguir mais impedir, deixou-se descansar nos braços dele, enterrando o rosto em seu peito. Ela sentiu o cheiro dele. Era bom. Uma mistura de perfume masculino, suor, e algo que gabrielle não conseguia decifrar. Ela pensou que talvez a palavra proteção tivesse aquele cheiro. Assim, sentindo-se abraçada por um anjo ela desmaiou, guardando na memória a imagem surreal dele. JASON O corpo esguio de Gabrielle descansava entre seus braços. Jason mal podia acreditar no que tinha acontecido. De todas as coisa que planejou para aquele dia, salvar a filha do seu pior inimigo não estava em seus planos.


Romance Religious or Spiritual All public.
0
575 VIEWS
In progress
reading time
AA Share

GABRIELLE

Aquela manhã de domingo estava  bonita. Gabrielle olhou o céu azul atraves do parabrisa do carro. O sol brilhava forte lá em cima,   fazendo Topanga parecer ainda mais quente naquele dia.Sem pensar em nada especifico ela dirigia com tranquilidade pela estrada que levava até a manção no alto da colina. Gabrielle morava em uma das casa mais bonitas e sofisticadas da cidade. Construída em cima de uma das colinas de Topanga, para chegar ao casarão era preciso subir uma estrada de curvas sinuosas e paisagens solitarias. O vento entrava pela janela aberta e parecia querer desfazer a trança que prendia seu cabelo, enquanto a paisagem desértica e empoeirada de Topanga passava ao lado, a medica que, o carro avançava estrada acima. 

Topanga era uma cidade de  paisagens desérticas,  vales, colinas e grutas. Um lugar lindo de se visitar e morar. Não era a toa que era o refugiu de muitos artistas e milionários nas férias. Isso claro, ajudava muito o sr. Reinoulds, pai  de Gabrielle, a ganhar mais dinheiro com seus impreendimentos imolbiliarios. 

Gabrielle amava morar ali. Mesmo depois da sua formação na faculdade , ela decidira voltar. É claro que seu pai, preferia que ela tivesse escolhido uma cidade com Nova york ou Los Angeles  e uma profissão mais importante do que professora do ensino infantil, mas Gabrielle havia sido irredutivel em sua escolha. 

Seu sonho sempre fora estudar e poder ajudar as pessaoas mais pobres da cidade. Desde pequena, sempre se sentira privilegiada por poder ter uma vida de abundancia, enquanto tantas outras pessoas tinha uma vida dura e dificil. Aprendera ,com sua falecida mãe ,a amar a Deus acima de tudo e herdeou dela o desejo de fazer a diferença na vida das Pessaos que realmente precisassem. 

Decidir ser professora infantil e voltar a cidade para lecionar na escola estadual sempre fizera parte  de seus planos. Por isso, Gabrielle estava ali, em Topanga, levando uma vida simples e procurando fazer o melhor que podia. Sua rotina se dividia em ensinar as crianças e ir a igreja.

Naquele domingo depois do culto, Gabrielle dirigia feliz e cantarolava a música que o pastor havia cantado no começo da manhã.Tudo parecia exatamente normal, mas derrepente tudo mudou. A vida que até aqule momento parecia tranquila estava prestes a ter uma reviravolta que Gabrielle talvez, não estivesse preparada para enfrentar.

Em um minuto, ela ouviu um barulho alto. No outro minuto, o carro deslizou e ela se viu tentando controlá-lo antes que ele saísse da estrada. Gabrielle segurou firme a direção e freiou bruscamente. O frenagem dos pneus  soaram alto na estrada acompanhado de um cheiro forte de borracha queimada. Por fim, o carro parou. Gabrielle sentiu o corpo ser lançado para frente, sendo segurado pelo cinto de segurança. 

 - Meu Deus! – ela   exclamou assustada sentindo o corpo dolorido. 

 Tentou respirar fundo enquanto sentia o coração bater acelerado contra o peito. O carro saira um pouco da estrada, mas Gabrielle conseguira freia-lo antes que deslizasse para dentro do matagal.

Depois que teve certeza que estava segura, fechou os olhos e se deixou acalmar por alguns instantes, até sentir as batidas contra o peito se acalmarem.

- O que aconteceu? – Perguntou para si mesma.

Mesmo com as pernas tremulas pelo nervosismo, Gabrielle  saiu do carro devagar. Fechou a porta e deu a volta . 

 - Ah! graças  a Deus!  -  exclamou quando viu que o pneu não estava furado. O que era uma sorte, ela pensou aliviada, já que ela tinha certeza de ter passado em cima de algo na estrada, talvez uma pedra grande.

Gabrielle abriu a porta do carona e pegou sua bolsa. Precisava do celular par avisar a Nana o que havia acontecido e que ia demorar um pouco mais para chegar pro almoço. Nana,sua governanta, era uma senhora querida , de lindos cabelos brancos, que cuidava de Gabrielle desde que era um bebê. Sempre que precisava se atrasar, ela se via obrigada a ligar para a Nana ou então, a doce senhora acabava lhe dando uma bronca das grandes.Era como ouvir sua propria mãe reclamar do atraso.

 Foi enquanto pensava em  não chatear Nana, que ela ouviu uma  voz estranha e asquerosa   vinda por tras.

 -  Mãos pra cima!

Gabrielle assustou-se, afinal estava ano meio do nada e há  a poucos segundos atrás estava sozinha, então como derrepente alguém estava falando com ela?  Virou-se devagar em direção a voz  e viu um homem apontando uma arma em sua direção. Ele era alto e magro. Tinha um rosto maquiavélico e aparência asquerosa.

“ O que?” O que esta acontecendo?”  Gabrielle se  perguntou confusa. Por um breve instante não consegui entender que se tratava de assalto. Mas como? Há tanto tempo morando no alto da colina e nunca, nada parecido havia acontecido por alí. 

 - Eu disse mãos pra cima! – o homem com a arma   ordenou outra vez. Sua voz era de longe a mais assustadora que ela já tinha ouvido na vida. Mesmo confusa achou melhor obedecer. 

Gabrielle estendeu o braço entregando a bolsa ao bandido e em seguida levantou rapidamente as mãos para o alto.

 - Veja quanto ela tem na bolsa. – um outro homem ordenou,  aparecendo do matagal. Esse era mais baixo e mais gordo, mas não menos assustador. 

Gabrielle ficou ainda mais apavorada. Como aquilo poderia estar acontecendo? Dois homens  a estavam assaltando na estrada que dava para a sua casa? Ninguém que fosse de Topanga teria coragem de fazer aquilo. 

O sr. Andrew Reinouls,pai de Gabrielle, tinha a fama de ser um homem frio e cruel. Aliás, a convivência com o pai era a maior dificuldade que ela enfrentava na vida. Ele não era uma pessoa fácil de conviver. Apesar de ainda ser um homem bonito e jovial, apesar dos seus 60 anos era uma pessoa de personalidade dura e controladora. Dono de uma grande empresa no setor imobiliário, ele comandava vários funcionários e uma fortuna que Gabrielle não se importava em calcular. 

Ela e o o sr. Renouls eram pessoas totalmente diferentes que não pareciam nem ser parentes. Enquanto o ai gostava do luxo, dos grandes negócios, de conviver com pessoas importantes, Gabrielle gostava do simples, das pequenas conquistas, dos sorrisos das pessoas que ajudava. Por isso, tantas dificuldades em ter uma boa convivência, especialmente depois do falecimento da sua mãe. Por toda a fama que carregava ninguém na cidade falava ou fazia nada que o contrariasse, porque sabiam que o sr. Reinoulds  usava sua fama e sua fortuna para conseguir tudo o que queria; assim ninguém se metia no caminho da sua familia. 

Então, como aqueles homens a estavam   assaltando perto da sua casa? Será que eles eram de Topanga? Ou eram criminosos da vizinhança que vinheram para a cidade em busca de “novos negócios”? Gabrielle não sabia, mas tinha certeza de que eles não conheciam ou não temiam a reputação do seu pai.

O assaltante mexeu na bolsa dela com dificuldade enquanto tentava manter a arma apontada par ela.

- só isso?! – ele perguntou com algumas notas na mão.

  - sim... só tenho isso. 

Como em um ataque de furia, o segundo assaltante foi em  direção Gabrielle com violência.

 – não me diga que só tem isso... sei de quem você é filha! - Ele  a puxou pelo cabelos  a fazendo gritar de dor e a forçando a olha-lo nos olhos. 

Naquele momento o desespero tomou conta dela. Enquanto encarava os olhos cheios de raiva daquele homem,  Gabrielle só  conseguia pensar em Deus.

‘Meu Deus me ajude! Me ajude!” ela implorava em pensamento. “mande um anjo aqui pra me ajudar! Me proteja!”

 O assaltante passou algum tempo a segurando firmemente pelos cabelos e a encarando. A dor era nítida em seu coro cabeludo. Ela não conseguia se mexer ou podia sentir que seus cabelos iriam ser arrancados  a força.

- Você é bem bonita! – disse ele de um jeito malicioso, enquanto a encarava de perto. Gabrielle podia sentir o bafo quente e asqueroso dele respirando em seu rosto.

 - Por favor me solte! – ela implorou. – Me solte!

 - Soltar?  - ele gargalhou. – Nunca! Se você não tem dinheiro para nos dar podemos pensar em outra coisa.

O assaltante a puxou um pouco mais  a forçando a se aproximar ainda mais dele.  Ele a cheirou no pescoço. Gabrielle tentou empurrá-lo para longe, mas não conseguiu.

“ Meu Deus! Meu Deus! Mande um anjo  para me ajudar!” Implorava em pensamento.

 - Você é bonita e cheirosa! – disse ele enquanto a cheirava profundamente.

 - Me solta! Por favor! – Gritou ela enquanto lutava para se desvencilhar dele.

As lágrimas começaram desce em seu rosto. Como aquilo poderia estar acontecendo? A pouco tempo ela estava na igreja, no culto, estava feliz e agora estava ali a mercê daqueles estranhos. Era algo surreal. Ela começou a se perguntar se aquilo tudo não seria um pesadelo. Será que derrepente ela iria acordar?

 - Meu Deus! Socorro! Socorro! – ela gritava entre as lágrimas de desespero.

 - É melhor irmos ali. – Ele falou a  puxando pelos cabelos até uma árvore,  no acostamento da estrada.

  - O que você ta fazendo?  - O outro assaltante perguntou ao comparsa quando o viu arrasta-la. – ta ficando louco?

 - Já que estamos aqui...  vamos nos divertir um pouco.

 - Nós não vinhemos aqui para isso . você sabe... ele não vai gostar! - Os comparsas conversavam como se ela não estivesse alí.

 - Não me importo!  - respondeu aquele que a segurava pelos cabelos - Não vou sair disso de mãos vazias... se não tem dinheiro... quero outra coisa!

 Gabrielle se viu arrastada ,até debaixo de uam grande árvore na lateral da estrada.

 - Não! – gabrielle gritou.  - socorrooooooo! 

Derrepente ela sentiu uma dor latente em seu rosto. O bandido havia lhe dado uma bofetada  tão forte que ela caira, batendo a cabeça com força no chão. A pancada deixou seus sentidos em desordem por alguns instantes. Tentou pensar, mas era difícil. Esforçou-se um pouco mais. 

“Preciso levantar! Preciso correr!” concluiu tentando levantar. Não conseguiu. Derepente sentiu um peso sobre si a forçando a ficar deitada no chão.

  - Não! Não! Socorro!“ - gritou o mais alto que a sua voz alcançava. 

 - Cala a boca sua vadia! – Gabrielle sentiu outra bofetada arder em seu rosto, mas isso não a fez calar. Ela continuou gritando, gritando, o mais alto que podia.

 O criminoso em cima dela, a bateu mais uma vez no rosto a deixando desnorteada. A partir dali Gabrielle sentiu como se tudo ficasse em câmera lenta, como se tudo fosse um velho filme de terror. 

Seus olhos piscaram e por um instante tudo escureceu. No meio da escuridão dos seus pensamentos, ela ouviu uma voz. Uma voz que a poucos instantes, não estava alí.  

A tal voz era forte e ordenava:

 - Solte-a! 

  - O que? – ela ouviu o criminoso sobre si , perguntar.

 - Eu   disse   pra   você   solta-la! – A voz misteriosa ordenou pausadamente. Gabrielle pode sentir a fúria contida naquela ordem e ela sentiu o peso daquele homem asqueroso   sair de sobre si lentamente. 

O que estava acontecendo? Gabrielle mais uma vez tentou pensar. Quem estava alí, salvando sua vida? Esforçou-se e então conseguiu abriu os olhos. E foi assim, jogada em um chão de terra, com os pensamentos desconectados e os sentidos abalados que ela o viu pela primeira vez.

Ele era alto, forte e com longos cabelos castanhos voando ao vento. Era um anjo? Gabrielle se perguntou. Deus havia enviado um anjo para salva-la? 

Ainda no chão ela fez força para observar. O tal Anjo apontava uma arma para o assaltante que a pouco estava sobre ela. 

 - Passa pra lá, seu imundo! – Gabrielle o ouviu ordenar. 

Ela viu o outro criminoso, já de joelhos e com as mãos na cabeça a poucos metros de onde estava. Viu o seu comparsa, na mira da arma, caminhar e se colocar de joelhos ao lado dele tambem. 

 - Você está bem?  - o anjo perguntou a ela.

Sem conseguir entender direito o que realmente estava   acontecendo,   Gabrielle tentou se levantar. Sua cabeça rodou, sentiu algo molhado escorrer por seu rosto. Pensou que eram lagrimas, mas o liquido era vermelho. Percebeu que sangue escorria em seu rosto saindo de um corte que ardia em sua testa do lado direito. Mesmo assim, tentou levantar devagar. 

O anjo - homem a segurou pela cintura, com uma das mãos, em um meio abraço a colocando de pé; enquanto a outra mão mantinha a arma apontada para os criminosos. Gabrielle podia sentir a força daquele meio abraço, mas podia sentir também o esforço que ele fazia para não machuca-la ou assusta-la ainda mais. 

- Cuidado!  -  Ele disse com uma voz de trovão. 

Gabrielle achou que talvez, em outra circunstância ,a força daquela  voz poderia assusta-la, mas naquele momento a fazia sentir-se segura e protegida.

 - Obrigada! – ela balbuciou para ele e percebeu que estava chorando quando ouviu sua voz sair entre soluços. 

Gabrielle tentou manter-se de pé, mas as pernas estavam tremulas e mal conseguiam sustentar o peso do seu corpo esguio. Sem pensar duas vezes, deixou que seu corpo se apoiasse no dele. Ele era ainda mais alto e forte de perto. Gabrielle podia sentir os músculos fortes a segurando com cuidado. 

 - Você está bem?  - ele quis saber.  

Afastando-se um pouco para encara-lo, Gabrielle o observou. A visão estava embasada pela lagrimas, mas foi possível ver o rosto dele de perto. Por um longo momento, tudo pareceu desaparecer ao redor com a beleza daqueel rosto. 

O anjo - homem tinha lindos olhos esverdeados, seu rosto era másculo e bem definido por traços afilados. Sobrancelhas arqueadas que modelavam seu olhar em uma mistura de misterio e ferocidade. Cabelos longos e revoltos desciam até abaixo dos ombros, modelando seu rosto perfeito.

Gabrielle achou que ele poderia ser facilmente confundido com alguma pintura famosa, de algum deus grego. Ele era lindo demais. Uma beleza exótica e diferenciada, algo que não se encontrava facilmente por ai. Exatamente como um anjo deveria ser.

  “Lindo!” ela pensou. Meio atordoada , ela sentiu vontade de toca-lo. Precisava saber se tanta beleza era de verdade ou ela estava delirando pelos tapas que havia sofrido. 

 - Você é lindo! – ela balbuciou sem pensar direito. Levantou  a mão devagar até encostar as pontas dos seus dedos finos no rosto dele.

Por um tempo, que Gabrielle não soube dizer quanto, ela acariciou devagar os traços finos dele, quase com devoção.

Os dois assaltantes, aproveitando-se do momento de distração,   levantaram –se e saíram correndo. O anjo- protetor fez menção em ir atrás dos dois, mas Gabrielle implorou entre lagrimas: 

- Não! Por favor... não me deixe só!

  O peso de tudo aquilo caiu de vez sobre ela. Gabrielle sentiu   o corpo querer desmoronar com tantos tremores. Era como estar com muito frio. Agarrou –se nele  com força. Prendeu a camisa preta que ele usava entre seus dedos, como se aquele gesto o pudesse impedir de partir. 

 - Fique comigo! – ela implorou.

O Anjo- protetor cuidadosamente guardou a arma na parte de trás da cintura e depois Gabrielle sentiu os pés sendo tirados do chão. Os braços fortes dele a seguraram e ela sem conseguir mais impedir, deixou-se descansar nos braços dele, enterrando o rosto em seu peito.

Ela sentiu o cheiro dele. Era bom. Uma mistura de perfume masculino, suor, e algo que gabrielle não conseguia decifrar. Ela pensou que talvez a palavra proteção tivesse aquele cheiro.

Assim, sentindo-se abraçada por um anjo  ela desmaiou, guardando na memória a imagem surreal dele.


Jan. 4, 2019, 11:50 p.m. 0 Report Embed 1
To be continued...

Meet the author

Comment something

Post!
No comments yet. Be the first to say something!
~