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jessie_orchid Jessie Orchid

Makoto e Haru queriam apenas aproveitar os dias de folga com suas famílias, mas Ran e Ren já sabiam que eles estavam namorando, e mal podiam esperar para verem o mais novo casal interagindo em primeira mão.


Fanfiction Anime/Manga All public.

#romance #yaoi #bl #free #comédia-romântica #Nanase-Haruka #makoharu #Tachibana-Makoto #Tachibana-Ran #Tachibana-Ren #MLM
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Capítulo Único

 Ran e Ren estavam escondidos. Desde que Makoto e Haru vieram para casa passar o feriado que eles observam os dois, esperando ansiosamente por qualquer contato.

 Da primeira vez que disseram que estavam namorando, tanto Ran quanto Ren sentiram uma pontada de ciúmes. Como assim Haru roubou o irmão deles? Nunca mais poderiam tratar Haru da mesma forma após ele ter feito isso. Mas poucas horas após o inicial momento de raiva eles admitiram que não conseguiriam ignorar Haru. Ele era ótimo no pique esconde, como poderiam viver o resto de suas vidas sem brincar com ele de novo? Logo após perceberem isso eles ficaram alguns minutos em silêncio.

 —Ei. —Ren foi o primeiro a falar timidamente e um pouco pensativo. —Acho que eles formam um casal fofo.

 Não foi preciso mais do que isso para eles passarem a imaginar todo tipo de coisa. No final do dia já estavam mostrando aos pais os desenhos de como poderia ser o vestido de noiva do Haru e as cores das flores do casamento. E durante todo o ano estavam pensando em como seria cada detalhe do resto da vida dos dois.

 Mas observando os dois agora não conseguiam ver nada de diferente. Makoto e Haru estavam agindo como sempre.

 —Não adianta, Ran. —Ren disse bem baixo puxando a blusa da irmã. —Acho que eles não vão se beijar. —Ele tinha uma expressão bem triste, e a garota parecia irritada.

 —É claro que vão se beijar!

 —Estamos aqui faz um tempão e eles só estão se falando sobre as notícias do jornal!

 —Ok então. Se eles não vão se beijar por bem, vão se beijar por mal! —Ela olhou para ele com um olhar determinado. Ren entendeu e apenas concordou, ambos levantaram de seu esconderijo e foram até a frente da televisão, impedindo a visão da tela.

 —Ran, Ren. —Makoto sorriu. —Achei que já estivessem deitados. Não conseguem dormir?

 —Silêncio! —Ran disse com a voz firme. Makoto imediatamente parou e olhou um pouco assustado para ela.

 —Aconteceu alguma coisa?

 —NÃO aconteceu alguma coisa. —Ela fechou os olhos por um breve segundo. —Mas vamos concertar isso! Onii-chan! Haru-onii-chan! Se beijem.

 —Como é? —Makoto engasgou, tossiu várias vezes e voltou a olhar para os irmãos: Ran e Ren estavam de guarda em sua frente, os braços cruzados e as expressões sérias. A menina respirou fundo e repetiu, apontando de Makoto para Haru logo ao lado.

 —Queremos que vocês se beijem! —Por muito pouco o copo que Makoto segurava não foi para o chão. Ele estava pronto para perguntar uma segunda vez só para ter certeza de que havia entendido certo, quando a voz de Haru finalmente saiu.

 —Tudo bem. Makoto, vire para mim.

 —Heim?! Haru, não! Você dois não deviam estar dormindo? —Perguntou aos gêmeos. —E você não deveria tentar me ajudar? —Virou para Haru.

 —Onii-chan! Você e o Haru disseram que são namorados, mas desde que chegaram não vimos vocês se beijando! —Ran reclamou.

 —Ela tem razão! O papai e a mamãe sempre se beijam, por que vocês não fazem o mesmo? —Ren desfez a cara brava e encarou o irmão. Makoto olhou para os dois e tentou buscar refúgio em Haru.

 —Eles estão certos, devíamos nos beijar logo.

 —Está com abstinência? —Makoto perguntou mais para si que para o namorado. Olhou de novo para os irmãos. —Por que voc-

 —Não se importem com o irmão de vocês. —Haru interrompeu. —Ele é tímido, não gosta de me beijar na frente de pessoas. —Essas palavras pareceram despertar os gêmeos.

 —Ah? —Ran perguntou, os olhos brilhando. —Então vocês já se beijaram mesmo?

 —Sim. —Os gêmeos se amontoaram no colo de Haru em uma velocidade que deixou Makoto atordoado.

 —Conte como foi. —Ren pediu com uma leve coloração no rosto.

 —O primeiro! O primeiro! Conte como foi o primeiro! —Ran disse erguendo uma mão.

 —Bem, tinha gosto de carne e sorvete de morango. —Os gêmeos fizeram uma expressão engraçada, mas continuaram atentos.

 —Haru, pare de falar sobre isso! —O rosto de Makoto parecia pegar fogo e a calma com a qual Haru contava aquilo não ajudava muito.

 —E foi difícil porque ele não parava de tremer.

 —Haru! —Makoto rapidamente colocou o copo sob a mesa de centro.

 —Awwn! O Onii-chan é tão fofo! —Ran colocou as mãos sobre o rosto corado enquanto falava e Ren olhava para Haru completamente concentrado.

 —Chega. —Makoto puxou os dois do colo de Haru e os colocou sentados no sofá. —Vejam, nem sempre um casal precisa ficar mostrando que são um casal desse jeito. Existem outras formas de mostrar carinho além de um beijo, e Haru e eu nos acostumamos a agir dessa forma na maior parte do tempo. Por... Diversos motivos. —Por um segundo Makoto ficou mais sério, mas quase instantaneamente voltou a sorrir para os irmãos.

 —Então vocês agem como namorados mesmo? —Ran perguntou.

 —Sim. —Makoto conseguiu ficar mais calmo e respirou fundo.

 —Então vocês sempre namoraram? —Ren perguntou.

 —Ah?!

 —Você estão agindo como sempre, então…

 —É mais ou menos por aí. —Haru concordou e os dois viraram para ele ansiosamente, deixando Makoto novamente de lado. Eles já haviam se dado conta sobre quem ali lhes daria as informações que queriam.

 —Então vocês assistem filmes românticos juntos?

 —Sim.

 —Haru, por favor... —Makoto respirou fundo enquanto os três olhavam para ele. —O que foi?

 —Você pode dar um beijo nele para fazê-lo parar! —Ren sugeriu alegre.

 —Eu concordo. —Haru falou com convicção. —Eu com certeza pararia de falar.

 —E nós iríamos dormir. —Ran disse já conseguindo ver a vitória logo a frente.

 —E amanhã vocês viriam novamente. —Makoto afirmou.

 —Sim! Mas somos facilmente comprados com um beijo! —Ran insistiu.

 —Tudo bem. E depois vocês vão dormir. —Makoto se deu por vencido e os gêmeos comemoraram sem parar de olhar para dele. Makoto sentou ao lado de Haru e puxou-o para perto, seus lábios se tocando em um beijo calmo que durou apenas alguns segundos. Quando se afastaram, olharam para os gêmeos que estavam encarando como se nunca tivessem visto nada parecido. Eles pareciam felizes e Makoto pensou que pelo menos a família inteira aprovava seu relacionamento.

 —Com licença, espero não estar atrapalhando? —Makoto quase saltou do sofá. Sua mãe não havia acabado de chegar, ele sabia só de olhar para ela.

 —Mãe? Por que não avisou que estava aí? —Makoto perguntou enquanto sentia o rosto arder de vergonha.

 —Desculpe, vocês quatro pareciam estar se divertindo. Mas acho que está na hora de irem dormir, não é? —Ela pegou Ren e Ran pelas mãos e os dois soltaram um gemido de desapontamento. —Amanhã vocês conversam mais com eles, agora já é tarde.

 Os gêmeos se despediram e foram embora, já mostrando sinais de cansaço agora que a adrenalina do fim da missão de espionagem e coleta de informações havia acabado oficialmente com a ordem de retirada vinda de superiores.

 —Eles estavam nos observando desde que chegamos. —Haru comentou baixinho e pareceu pegar Makoto de surpresa.

 —Ãh?! Sério? Eu não percebi. —Haru sentou bem ao lado de Makoto e encostou a cabeça no ombro dele, finalmente voltando a prestar atenção na televisão.

 —Sim. Eles estavam o tempo todo alertas e nos seguindo. Ei, você tem sorte com a sua mãe. A minha teria se juntado a eles pedindo que nos beijássemos. Aposto que ela vai fazer algo parecido quando formos lá em casa amanhã.

 —Hm... Mas você não pareceu exatamente muito constrangido com o que aconteceu. —Makoto colocou o braço ao redor de Haru e o aproximou mais. —Espere, você sabia que eles estavam escondidos ali? —Ele olhou para baixo tentando ver a expressão do namorado.

 —Eu me distraí com a receita de cavala que estava passando no programa quando sentamos. Acabei me esquecendo totalmente dos seus irmãos. E é claro que eu não estava constrangido. Você é meu namorado, eles são seus irmãos e demos apenas um beijo. —Ele olhou para Makoto, os rostos muito próximos. —Nada de estranho, certo? Não foi o pior que já fizemos.

 Os dois ouviram um “ai” e dois “shh” baixinhos vindo de trás e congelaram, ambos lentamente olharam de volta para a televisão e tentaram ignorar a sensação de ter agora três pessoas os observando. Haru foi o primeiro a quebrar o silêncio com um murmúrio.

 —Talvez sua mãe consiga ser mais assustadora que a minha.

 —Talvez.

Jan. 1, 2019, 10:34 p.m. 0 Report Embed 1
The End

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