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aana_chann Ana Oliveira

Alice Rossi é uma moça jovem, porém marcada pela vida. Seus pais foram mortos por assassinos muito cruéis, e por nunca ter nenhum tipo de reconhecimento fraternal, a menina se sente frustrada. Vivendo no recém aberto Orfanato para jovens mulheres, a Alice não tem nenhuma felicidade para compartilhar. Até que em sua vida, aparece Leila Angelis, uma renomada estilista, disposta a adotar uma jovem já crescida. Juntas, elas aprendem o verdadeiro sentido de amor maternal, amizade e lealdade. "Apenas saiba que você não está sozinha. Você sempre poderá voltar para casa."


Drama Not for children under 13.

#tragédia #adoção #mãefilha #amormaternal #drama
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.Home- Prólogo.

"União é a chave, 
Vamos esperar,
Até que venham nos buscar,
Mas nunca deixaremos uma irmã para trás."

O mantra era repetido pelas irmãs todas as noites, sem erros, todas em perfeita harmonia. No orfanato Saint-Luix, esse era um tipo de grito de guerra.

Mas, para a maioria das meninas ali presentes, o significado era completamente diferente.

Era como um grito de socorro.

Todas as meninas ali praticamente imploravam para serem adotadas, e ir embora daquele inferno em forma de casarão.

Nove da noite.
Todas as meninas- algumas moças- reuniam-se em um imenso cômodo, com exatas treze camas, cada uma para a respectiva garota que a ocupava.

Obviamente, todas queriam ficar na janela. Ali dava uma vista ótima do céu.
Ali elas se permitiam sonhar.

Então, para não haver confusões, cada dia era sorteada uma nova garota, para ficar ali apenas uma única noite.

Isso era mais do que o suficiente.

-E a escolhida de hoje é... -A superiora fez uma pausa, notando a ansiedade das presentes. -Alice Rossi.

A escolhida sorriu. Ao menos, algum sorteio na vida ela teria que ganhar, não é?

-Que sorte a sua, Alice.-Gabriela sorriu para a amiga. Queria eu ser a escolhida.

-Sabe que eu não ligo tanto para isso, Gabriela. Se quiser, eu posso cedê-lo a você.-Alice sorriu. Mas ela não queria. Queria sentir a tal esperança a qual todas falavam, mas a amiga estava acima de qualquer ilusão sua.

-Oh não, não. Eu já fiquei na semana passada.

Antes que Alice pudesse responder, novamente a voz superior se fez presente.

-Lembrem-se de acordar bem cedo, e amanhã estarem devidamente arrumadas. Teremos visita, e, se derem sorte, ao menos uma de vocês irá embora.

As meninas ficaram agitadas. Todas falavam da possível "adoção" de uma delas, e todas, igualmente, queriam ser a tal que iria embora.

Não é como se todas ali se amassem. Era bem o contrário disso.

Claro, o que sairia de bom de várias meninas de quinze e quatorze anos, todas juntas e forçadas a viver juntas?

Exatamente, nada.

—E... quem irá vir amanhã, senhora? Q-Quer dizer... s-só de c-curiosidade... é q-que...—Eliza corou. Ela era uma menina muito tímida, e isso era fofo. Mas com o tempo, começou a irritar. Todas reviraram os olhos juntas.

—Por enquanto, contentem-se em dormir, meu turno acabou por hoje. Vão, amanhã acordarão bem cedo para arrumar o orfanato.

Todas as meninas obedeceram, e em especial, uma delas foi até o seu lugar destinado, por uma noite, mas ainda sim, seu lugar. Antes de dormir, cobriu-se e esticou a mão em direção a uma estrela.

—Eu só queria ter... alguém.

E adormeceu. A manhã seguinte seria bem cheia.

~♡~

—Acordem, acordem!— Shizumi gritava. A bela imigrante japonesa estava mais do que ansiosa.

—Shizumi! Ainda temos quinze minutos! Vá dormir!— Erika gritava também, acordando o resto das meninas que ainda dormiam.

—Erika-chan, precisamos acordar agora! Eu não quero que me batam de novo...

—Se vocês continuarem com essa palhaçada de gritaria, é aí que vamos apanhar mesmo. Sugiro que parem de fogo, e se arrumem logo. Ah, por favor.

Todas agora olhavam para a cacheada. Tudo bem que, Alice sabia ser grossa quando queria, mas ao acordar ficava pior. Isso tirando o fato de que, Erika sempre foi uma grande filha da puta.

Erika e Alice se encaravam mortalmente. As duas eram igualmente orgulhosas, e nunca admitiam que gritassem com elas.

—Bem...— Gabriela pigarreou, vendo o clima que se formara.— Vamos logo, estamos perdendo tempo.

                                           ~♡~

—Antes de nossa convidada chegar, vamos aos avisos; O orfanato está perfeito, então não estraguem nada. Sejam educadas, não falem nada de ruim ou que possa me constranger. Não briguem.—Ellie, a diretora, suspirou.—Em outras palavras, não sejam quem vocês seriam normalmente.

Alice revirou os olhos. Aquela mulher era doida, e ela não via a hora de meter um soco no meio da cara dela.


Antes que Ellie começasse a falar novamente, ouviram-se o som da companhia.

—Leila disse que só iria chegar às nove… Mas são oito e meia!?

—V-Vou… a-abrir a porta...—Eliza corou, mas isso já não era novidade.—B-Bom dia senhora, o orfanato Saint-Luix sente-se feliz em recebê-la.

Dito isso, Eliza fez uma pequena reverência. De fato, era uma menina muito educada. Todas a acompanharam, e a mulher mais velha sorriu.

—Oras, isso tudo não é necessário—Passou a mão por entre os cabelos lisos de Eliza, que por sua vez corou. Voltou sua atenção para Ellie, e sorriu sarcasticamente.—Olá, irmãzinha. Pegando pesado nos doces, eh? Pois devia. Está com uma cara péssima.

—Você é tão discreta, Leila.

—Quer saber? Acho que doces não resolveriam seus problemas. Uma boa transa, talvez ajudasse.—Ao falar isso, todas as mulheres ali presentes coraram. Até mesmo Ellie.—Ai, que foi? Todas aqui sabem o que isso é.

—Leila, eu acho que você não está aqui para isso. Eu te dou um dia inteiro, se não escolher ninguém, vai ter que voltar para Bélgica.—A mulher cruzou os braços, ainda corada. A vergonha que sua irmã a fez passar não tinha como reverter.

—Um dia, Ellie? ‘Tá achando que eu sou o quê? Não quero escolher qualquer uma. Preciso de… uma semana.

—Não comece com seus dramas. Fique por uma semana, se isso te faz feliz.—Leila sorriu, e Ellie revirou os olhos.—Mas que fique claro, apenas uma semana. E isso é tudo.

—Obrigada! Estava mesmo sentindo falta do calorão do meu belo Rio de Janeiro, as praias, o Sol… adoro o verão!

—Meu orfanato não é uma pousada. Alice, ajude Leila com suas malas, por favor. Ela ficará no quarto 303. Estão dispensadas, podem voltar às suas rotinas.

—Então… Alice, não é?—A mais velha puxou assunto. Não a leve a mal, é que Leila odeia ficar quieta.

—É sim.—A moça não tinha a menor vontade de iniciar uma conversa. Subiam as escadas vagarosamente, no ritmo da mais nova.

—E… você tem quantos anos?

—Possuo quatorze anos, senhora.

—Oh, você é nova! Sabe, eu sempre quis alguém assim, da sua idade. Me acompanhar nos shoppings, manicures… me sinto tão sozinha. Quem sabe você não seja a escolhida?

—Eu prefiro que não seja.

—Sério? E porquê não?—Leila estava confusa. Todas as meninas queriam desesperadamente sair desse orfanato, por quê ela não?

—Motivos pessoais, senhora.—Leila iria falar, mas foi interrompida pelo som de porta rangendo.—Esse é o seu novo quarto. Tenha uma boa estadia, e passar bem.

A azulada nem teve tempo de agradecer, já que Alice já a tinha deixado sozinha. Seus olhos azuis se entristeceram, era realmente alguém de coração mole. Mas não importa, deixaria para conhecer melhor Alice mais tarde. Por hora, estava particularmente morta de sono.

~♡~

Dec. 26, 2018, 7:05 p.m. 0 Report Embed 0
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