ARQUEUS - PERSONAS Follow story

lucianosilvajhonatan Luciano SIlva

Henrique ficou desaparecido por 6 meses, sua última localização foi em São Paulo. Agora, Henrique é resgatado pelas forças de segurança do estado (exército, polícia federal, militar e civil) em uma grande operação a nível nacional. Ele é encontrado na grande mata do cerrado, na região oeste da Bahia, onde nasceu. Sem saber o que aconteceu por 6 meses de desaparecimento, ele é informado de que mais 20 pessoas foram encontradas no mesmo local que ele. O exército reúne todas as forças de segurança para investigar. Por conta da suposta amnésia, Henrique sofre com transtornos terríveis. Mas, não sabe que esses transtornos são na realidade evidências de habilidades especiais e a prova de uma ameaça em escalas catastróficas.


Science Fiction Not for children under 13.

#terror #morte #assassinato #esquizofrenia #loucura #depressão #239 #dor #surtos #alucinações #psicótico
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HENRIQUE

Os carros do exército estão chegando de todos os lados, o exército e a polícia militar trabalham juntas. Trata-se de um resgate! Há uma gritaria muito grande dos agentes, eles se organizam, soldados pegam as suas armas, os policiais também e todos avançam à mata fechada! Eram muitos espalhados naquela mata do cerrado, próximo ao Rio de Pedras.

A noite está violentamente chuvosa! Um terror tenebroso na terra molhada se transforma em adrenalina. Os agentes estavam elétricos e ansiosos na esperança de salvar alguém. Grupos de policiais e de investigadores do exército estavam mais a frente no meio da mata fechada. Alguns médicos, enfermeiros e técnicos ficavam nos veículos preparando-se para receber as vítimas, ao passo que outros iam ao campo fechado da floresta. Os delegado da polícia civil Victor Hermes recebe a informação de que 20 pessoas estariam ali, seriam os desaparecidos há cerca de 6 meses. As evidências coletadas pelo exército é que essas pessoas seriam vítimas de sequestro e, então, por algum motivo, foram jogados ali.

A escuridão era densa, as lanternas iluminavam a água que molhavam o ambiente em abundância. A lama corria pelo chão em direção ao rio. Pisar ali era difícil, a terra lamacenta pesava nas botas.

Rona era investigadora profissional do exército. Era a primeira vez que se empenhava em uma missão integrada ao Sistema Único de Inteligência e Segurança Pública (SUISP), unindo todas as inteligências investigativas de todo o país. O chefe dela era Magno, principal comandante da operação, também do militar do exército. Magno é um homem negro, com uma pequena falha nos dentes da frente, e com uns olhos grandes e castanhos. Além de médico, é um excelente investigador e especialista em psiquiatria e psicanálise. Embora, envolvesse resgatar uma quantidade pequena de pessoas, a circunstância lembrava filmes de guerra ou perseguição, ou seja, não havia palavras para explicar o desespero ali. Mas por que guerra? O estado das vítimas indicaria isso. Ninguém sabia dizer como elas estariam, ou que gravidade era a situação de cada uma.

Rona está na dianteira dos policiais e alguns militares. Faziam caminho na mata fechada. A chuva não deixava de assustar com suas fortes trovoadas. Mas com a lanterna, Rona detectou algo se mexer, ao se aproximar, era homem branco. Ele gritava de dor. Rona chama a atenção de todos por gritar:

- A primeira vítima foi encontrada, um homem branco, com aproximadamente 30 anos.

Ela segurou nas mãos do homem e disse:

- Diga seu nome, por favor.

O homem desesperado apenas gritava. Aparentemente não havia ferimento grave. A vítima estava assustada e apavorada. Mesmo assim Rona tenta acalmar o homem, mas em vão. Os socorristas vêm de imediato.

Magno ouve o movimento e vai ver com seus próprios olhos. O homem estava com medo, com pele amarelada e em estado de desnutrição. Ali mesmo a equipe de médicos verificam se há fraturas e examinam as pequenas feridas nos pulsos e os pequenos cortes na testa.

Magno pergunta ao homem:

- Além de você, tem mais pessoas? Onde elas estão?

O homem se acalma e se esforça para responder, falando muito rápido:

- Eles estão espalhados, mulheres e homens. Alguns podem estar com ferimentos graves.

- Qual é o seu nome? Pergunta Magno de novo.

- Meu nome é Renan.

- Escute bem Renan, meus amigos aqui vão colocar você na maca e te peço que não se mexa e mantenha a calma. (Virando para os agentes profissionais de resgate Magno continua) Levem-no o mais rápido para ambulância, quero um relatório do estado de saúde dele. Vamos gente, isto é trabalho importante. Vou correr atrás da equipe que está na frente para verificar se tem mais vítimas.

Um dos socorristas questiona:

- Senhor, como sabe que tem mais pessoas? Só estamos com três ambulâncias. Outras duas vão chegar daqui a pouco! Nem sei se vão chegar com essa chuva terrível.

Magno responde enquanto anda em frente:

- Rapaz, continue a fazer seu trabalho. Tivemos a denúncia de que tinha 20 pessoas espalhadas por essa mata. Os nossos amigos do exército vão montar uma base temporária até que os helicópteros cheguem. (Falando bem alto para equipe, ele procura incentivar) Vamos pessoal, coloquem logo esse homem na maca.

Em dado instante, surge mais outra equipe trazendo a segunda pessoa para as ambulâncias. A vítima era uma mulher morena com cabelos escuros e lisos, de meia idade.

O investigador da polícia civil, Victor Hermes Silva, tem uma bagagem de experiência de uns 20 anos como delegado. Victor conseguiu achar 7 pessoas, também em estado de fraqueza, elas não conseguiam se mover e a feição delas era de medo. Mais uma equipe cinco ambulâncias chegam, são mais 10 pessoas, médicos, enfermeiros e técnicos.

A chuva se intensificava. A lista de vítimas ainda não se completou, Victor contava 5 pessoas já socorridas, ainda faltava 15, isto é, se a denúncia estivesse correta, pensava Victor. Era visível o sofrimento das vítimas, os médicos as examinaram uma, duas, três vezes, não encontravam ferimentos grave, fraturas internas detectáveis, e nenhum sangramento, só haviam pequenos cortes na testa e pequenos hematomas nos pulsos e tornozelos. Então, elas não estavam gemendo de dor física mas de dor emocional ou de medo. O frio as faziam tremer e baterem o queixo, de vez em quando duas mulheres pareciam reviver os acontecimentos por gritar e se debater.

Victor entrou mais para dentro da mata junto com mais 17 soldados e 13 policiais. Quando se aproximaram de um local aberto lá estava uma pessoa no chão molhada com muita lama. Um dos ajudantes, soldado do exército disse:

- Senhor, deixa eu ir ver se ela está viva.

O soldado se aproximou da vítima e pôs suas mãos nos ombros dela. Não dava para enxergar direito, por causa da noite e da chuva. Ele percebeu uma espécie de pele muito mole, dava para sentir os ossos quebrados da face. Ao iluminar com uma lanterna, o jovem se desesperou e viu uma cena horrível, um corpo totalmente desfigurado e a pele do cadáver era gelatinoso, estava tão flácido que se podia ver os ossos quebrados, mas eles não perfuravam a pele, não existia perfuração, ao não ser no rosto.

Magno, que também estava ali acompanhando de perto, gritou para o soldado:

- Soldado, afaste-se do cadáver. Esta dever ser o primeiro corpo, encontrado aqui. Chamem os técnicos e comuniquem por rádio que tem um corpo aqui.

Victor se aproximou para examinar o corpo e, espantado, disse:

- Meu Deus, o que é isso?

Magno respondeu:

- Vai se acostumando, senhor delegado. Pode ser que o pior está por vir.

- Por isso, que o exército está aqui! Nunca vi tal desgraça em todos os meus 20 anos nesta cidadezinha de Barreiras.

- Na realidade, nunca lidamos com isso também.

- Fala sério!

Outro técnico, tentando remover o corpo, gritou:

- A chuva está atrapalhando muito.

Magno disse:

- Deixe esse corpo aí. Os técnicos especializados virão e farão a remoção de forma segura. Tem novos corpos aí? Vamos pessoal!

Magno e sua equipe continuaram a vasculhar uma área com gramas altas e árvores medias. Rona, a agente do exército gritou de susto. A equipe ficou desesperada e foi até ela. Ela não para de chorar, ela se depara com 7 pessoas mortas. Os colegas a acalmam. Magno deu passo na frente e com a lanterna iluminou todo aquele espaço. Os corpos estavam na lama e, assim como a primeira, os 7 estavam com os ossos quebrados e o rosto bastante machucado.

Porém, algo chamava a atenção da agente, Rona, que tinha se assustado naquela hora. Algo brilhava além dos corpos, um pouco a frente. Querendo mostrar coragem, ela se levantou e disse a Magno:

- Senhor, parece que ali no horizonte tem uma luz brilhando, talvez seja um sobrevivente.

- Pessoal vão até lá e veem se acham alguma coisa. Ordenou Magno à sua equipe.

Rona foi na frente com mais 9 homens. Assim que chegaram, viram que era uma espécie de pequena lanterna, cor branca com uma pequena lâmpada na ponta, era pequena, brilhante e intrigante e ela estava no chão. Rona a pegou e colocou bem no bolso no alto do seu peito. Antes que alguém questionasse, ouviu-se um grito. Então, eles se deslocaram um pouco mais pra frente e de repente não perceberam que eram um buraco imenso com mais ou menos 1 km de diâmetro, caindo 2 metros abaixo. Depois que viu seus colegas caírem no buraco, Rona e mais 4 homens perceberam que o grito vinha do meio do buraco. Ela iluminou a parte do centro e avistou um rapaz tentando se levantar, mas não conseguia por conta dos ferimentos. E o rapaz gritava com dificuldade e alto:

- Socorro. Socorro. Me ajudem, por favor.

Rona desce rapidamente à cratera para prestar ajuda. Ela tenta ver se o rapaz está lúcido:

- Qual é o seu nome, rapaz?

- Meu nome é Henrique, estou.... (tosse) tendo problemas (tosse) para falar (tosse). Minha barriga doe muito.

O jovem Henrique não consegue suportar ficar acordado e então desmaia. Rona grita por mais socorro:

- Ajudem, por favor, eu preciso de ajuda!

Os homens a auxiliam e carregam Henrique.

Henrique é um rapaz de 1,93m de altura, moreno claro, cabelos pretos, olhos castanhos, nas melhores fases da vida ele era forte e tinha muito vigor. Agora, o rapaz se encontra vítima de uma suposta rede de tráfico de pessoas, o que o governo informa a impressa.

As terras eram da família Xanadu e de sua corporação com mesmo nome. O presidente da corporação é Mêncio Xanadu.

Os noticiários acompanharam tudo o que estava acontecendo. Na manhã seguinte não tinha outra notícia. A movimentação da polícia e do exército era estrondosa, sua presença estava em todo lugar da cidade. Jornais e os noticiários da TV diziam: "Finalmente são achadas os desaparecidos de 7 estados brasileiros", "A ONU cobra explicações do Brasil sobre o desaparecimento das 20 vítimas do suposto trabalho escravo", "Defensores dos direitos humanos fazem protestos em Brasília, cobrando informações sobre as investigações do Sistema Único de Inteligência e Segurança (SUIS)".

Na delegacia, vem uma jovem, morena e de altura media, Natasha, ela chora e treme as mãos. Victor, pergunta a ela:

- Algum problema moça?

- Eu soube que meu irmão, Henrique, está vivo. Onde ele está? Disseram que ele estava aqui na delegacia.

Outro policial disse à Victor:

- Victor, essa é a irmã do rapaz que foi ao hospital. O rapaz é aquele jovem que tinha desaparecido há 6 meses. O nome dele é Henrique Dias Silva.

- Por favor coloque todas estas informações na minha sala. Não fui informado disso. (Victor se dirige a jovem e continua) Moça eu vou te levar até o hospital onde seu irmão está recebendo cuidados médicos, ele foi levado faz poucos minutos.

Natasha aceitou e foi com Victor. Depois de vinte minutos, chegaram no hospital. Victor já havia informado ao hospital que a irmã do rapaz estava vindo. Médicos disseram que Henrique teria que passar por uma cirurgia e emergência para a retirada de um metal que perfurou o abdômen.

Enquanto acompanhava a cirurgia do lado de fora, Natasha não segurava o choro, estava em choque e em desespero. Victor viu aquela cena e se perguntava o que iria acontecer caso os parentes das outras vítimas vierem a cidade. No pátio do hospital, Victor recebe uma ligação, era Rona, ele tinha que volta imediatamente para a delegacia.

Quando Victor chega ao IML, encontra Magno, Selí e Rona. Magno ao ver Victor, diz:

- Que bom que chegou, agora são umas 3 horas da manhã. Conseguimos salvar os que estavam no local, os sobreviventes, foi um total de 13 pessoas, 7 homens e 6 mulheres. Em estado grave de desidratação e fome. Parece que eles foram jogados naquele local. E aqui estamos vendo nessas mesas as vítimas letais, 7 pessoas, 5 homens e 2 mulheres.

Victor esperou a oportunidade e decide falar:

- Nunca vi corpos tão desfigurados como esses. São horríveis, sofreram o pior dos tratamentos. Senhores, nesses vinte anos como delegado da polícia civil, eu nunca vi nada igual. Comecei com os meus 25 anos, e na minha época não havia quase policiais. Eu reconheço que eu sou limitado em comparação com vocês. Mas existem coisas que não consigo entender. Porém, por outro lado, tem coisas que eu sei que não se encaixam. Não estamos procurando uma organização que sequestra e sujeita as vitimas ao trabalho escravo. São um bando de psicopatas, assassinos, terroristas!

Selí interrompe e diz:

- A causa da morte é de hemorragia. Não há lugar se quer no corpo em que osso não quebrasse e rompesse os músculos. Até compreendo que vivendo apenas aqui no interior, nunca tenha visto coisas terríveis e amaldiçoadas como essas.

Victor responde, olhando diretamente para Selí, enquanto examina os cadáveres:

- É isso mesmo, eu sou um homem do interior tentando entender essas investigações e crimes. Nós recebemos a denúncia de que havia uma vã preta, com sobreviventes, ou sequestrados nos últimos 6 meses. Depois de várias palestras e discursões, nos unimos aos militares e fomos em busca da vã. E tem outra coisa, a vã não foi encontrada.

Magno explica:

- Victor, as informações se atualizam. Nossos investigadores viram a vã preta. Essa vã estava na cidade de Luís Eduardo. A policia rodoviária federal perseguiu o veículo e no quilômetro 30 da rodovia federal 020, a vã entrou para a estrada de terra que dava acesso a fazenda dos Xanadu. Aí perderam de vista. E tem uma coisa, a vã foi encontrada sim! O helicóptero da polícia militar achou a vã abandonada perto do rio. Não tinha ninguém, daí traçaram um raio de mais ou menos três quilômetros, e acabaram achando o local das vítimas abandonadas naquele mesmo momento. Equipes demoraram uma hora e meia até o local. Durante esse tempo começou a chover forte e torrencialmente.

Victor fica em dúvida:

- E por que que a vã não está aqui para a perícia da polícia técnica? Eu não fui informado sobre isso!

- Nós temos, Victor, o nosso pessoal. A polícia militar passou a informação e enviei homens até lá para fazer a perícia, mas não encontraram nada!

- Muito estranho isso. Não quero receber informações, comandante, de última hora! E quero a minha polícia técnica envolvida nas pericias, eu comando ela e confio no meu pessoal, por que conheço eles. Tudo que é investigado aqui precisa ser transformado em papel, cheios de relatórios, dos quais o estado da Bahia exige. Ou você acha que é só Brasília que acompanha essas investigações? O governador está com o nariz em cima, também.

- Vamos nos preocupar, Victor, com o que temos aqui. A vã já era, entendeu!

Magno olha para Victor e diz mais uma vez:

- Victor, percebo que você tem um olhar muito detalhista, isso será importante para a investigação. Mas eu preciso saber se você confia em mim e no meu pessoal. Será que fomos enviados a este lugar atoa? O que acha?

- Eu não estou questionando você e sua grande equipe. Eu não vou dizer que eu confio em você, por que estaria mentindo. Eu não confio em pessoas que não conheço. O problema está na minha adaptação, antes era eu e minha equipe, e agora estamos unidos a outras equipes.

- Eu entendo. Nós do setor de inteligência do exército sabia dessa vã com todas as vítimas. Só conseguimos intercepta-la aqui em Barreiras. Ela vinha de longe, do estado de Tocantins, das minas famosas de minério. Por isso que falamos a todos órgãos colaboradores que se tratava de uma rede de tráfico de pessoas, que por sinal é bastante complexa. E ainda para piorar tudo, não encontramos nenhum suspeito, apenas vítimas. Isso dificulta, no entanto conseguirmos registrar os rastros deles.

Rona, cansada de todas estas explicações, diz:

- Pessoal, é só eu que estou cansada de tanta informação aqui? Afinal precisamos concentrar todos os nossos esforços em descobrir pistas. Essa conversa não está levando a nada.

- Rona, tem razão. Pode ser que demore muito tempo até descobrirmos mais alguma coisa. Complementa Magno.

- Quanto tempo, você acha que vai durar essa investigação? Pergunta Victor.

- O exército decidiu montar uma base armada aqui em Barreiras. Então, creio que se não encontrarmos nenhum suspeito, vamos demorar pouco. Eu creio que em questão de meses, se Deus quiser as coisas vão voltar ao normal aqui em Barreiras, enquanto esse tempo não chega, continuaremos a investigar intensivamente. É uma questão tão seria que o Palácio do Planalto está intimamente interessado em saber do resultado desta operação. Então, vejam bem, a Rona, agente especial da SUISP, Selí, médica criminal do exército e você, Victor, delegado da polícia civil e eu, Magno, responsável pela ocupação militar e porta-voz do exército, nós formamos uma comissão central para investigar esses casos.O Governo está trabalhando com a hipótese de que seja uma organização de terror e extremista, mas muito especializada no que faz. Então se nós ficarmos perdendo tempo só questionando, senhor delegado, entenda que a cada dia que passa mais esta cidade corre perigo.

Victor recebe uma ligação naquele momento. Logo em seguida desliga e diz:

- Precisamos voltar, recebi ligação do pessoal em campo. A equipe da evidência já tiraram fotos e fizeram medições. Eu já to indo, se alguém quiser vir, fique à vontade.

Daí Victor saiu da sala. Rona apenas olhou para Magno e acenou indicando que ia atrás de Victor.

Aquele dia cedo, era hora de investigar e saber a verdade. Os sons ensurdecedores dos helicópteros faziam todos ficarem surdos, então para se comunicar era necessário abrir a boca e gritar bastante! Todos sentiam um terror naquele ambiente.

Rona ainda se encontrava no local do crime, nas fazendas Xanadu. Havia ali Magno e uma equipe de 30 pessoas, incluindo homens e mulheres, alguns policiais civis e outros soldados e especialistas contratados. Selí começou a designar tarefas para os técnicos, mas antes disse a cada um, ali mesmo em meio a floresta e o campo aberto:

- Pessoal, agora, vamos dar atenção ao local dos corpos que foram retirados cedo. Quero que tirem mais fotos, façam anotações. Não é possível que com essa equipe a gente não vai extrair mais informações! Então vamos ao trabalho.

Rona veio e assim os três começaram a discutir os detalhes. Selí diz:

- Bem todos os corpos têm praticamente o mesmo detalhe. Os 7 possuem ossos quebrados no corpo inteiro. A face de cada um recebeu muitos cortes.

Magno então questiona:

- Como se quebra os ossos sem perfurar a pele? Como ele fez isso?

Selí responde:

- Não sabemos ainda. Parece algo sobrenatural. Eu não entendo como aconteceu. Vamos ter que descobrir. Temos um trabalho muito grande a fazer, até identificarmos os corpos.

- Então Selí, faça o seguinte deixe os dois técnicos lá no IML. E o resto dá um descanso de oitos horas, mas avisem eles que estão de plantão, portanto evitem bebidas alcoólicas. Eu vou pro meu hotel, qualquer coisa me liga.

Victor e Rona decide ir no hospital para acompanhar o estado dos sobreviventes. Assim que eles chegam, veem uma grande comoção de pessoas no pátio do hospital. Eram os parentes das vítimas. Victor viu aquilo e disse:

- Rona, precisamos de cautela e discernimento. Respeite a dor dessas pessoas, tente extrair informações dos parentes que tiverem disposição para falar, tenha descrição. Se os médicos permitirem falar com alguns sobreviventes, faça isso.

- Senhor delegado, eu fui treinada pra isso. Já tenho muitos anos de investigadora e participei de maneira direta nas maiores operações federais de investigação do país.

- Eu vou numa sala aqui. Depois a gente se vê.

Eles se separaram então. Victor se dirigiu a sala de recuperação intensiva. Colocou as roupas apropriadas e se aproximou do único sobrevivente que estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ali estava Henrique, do lado de fora havia a irmã, que estava muito preocupada. Magno chega ao local da UTI, no mesmo lugar onde Victor estava.

- Você sabe por que ele é tão especial? Pergunta Magno.

- Magno, pensei que estivesse lá no local do crime. Victor responde.

Magno chama a atenção para Henrique e explica:

- Henrique tem características muito diferentes dos outros. Ele estava machucado seriamente no abdômen, e no rosto. E os outros? Nenhum deles recebeu tal tratamento, só tinha evidência de desidratação e fome. Esse rapaz talvez saiba quem é o autor dessa série de assassinatos e cárceres. No laboratório do governo havia um homem capaz de tudo, muito inteligente e manipulador. Um psicopata. Ele fugiu e veio parar aqui. Assim que soubemos da informação viemos, até descobrirmos ele estava envolvido com tráfico de pessoas. Monitoramos não só ele, mas um grupo terrorista, durante meses. O governo quer menos publicidade, até por que está sofrendo uma crise terrível, como você já sabe.

- Qual o nome do fugitivo? Não fui informado a respeito disso.

- Vou mandar um monte arquivo no seu e-mail amanhã. Só tente não falar muito disso.

Magno finalizou e disse que iria descansar no hotel. Victor, permaneceu ali na UTI, hospital do estado. Mas agora percebe que está lidando com um tipo de experiência mais traumatizante.

Dec. 25, 2018, 12:43 a.m. 0 Report Embed 1
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