Para Todas as Pessoas Que Narumi Amou Follow story

garotaestragada Isadora Souza

Uzumaki Narumi é uma garota na faixa dos seus 17 anos, que escreve cartas para cada pessoa que já amou. Não estava nos seus planos entregá-las, de fato. Ela apenas as escrevia para colocar para fora o que sentia. Mas quando as cartas são misteriosamente entregues, a vida de Narumi da um giro de 360 graus. Agora ela era o centro das atenções, principalmente, a de certa morena.


Fanfiction Anime/Manga Not for children under 13.

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Cartas, paixões e reviravoltas

Eu escrevo uma carta para cada pessoa que já amei, são meus bens mais preciosos. Seis ao total: 

-  Yuki Haku, a primeira garota que eu tive um crush. Nos conhecemos em um piquenique quando eu tinha doze anos. Ela tinha cabelos negros compridos, usava um vestido florido e tinha cheirinho de lavanda. E quando ela sorriu, eu fiz a coisa mais sensata que uma garota de doze anos, no começo da puberdade faria: eu corri - nunca mais a vi.

-  Sabaku no Gaara, conheci ele quando tinha treze anos, no baile de primavera. Ele tinha cabelos ruivos e os olhos mais bonitos que eu já tinha visto. Estava sentado no canto da arquibancada, como se quisesse se esconder do mundo, então, decidi chamá-lo para dançar, mesmo sentindo as pernas bambas e as mãos suadas. Ele aceitou e sorriu de forma brilhante. Nos divertimos e dançamos a noite toda e quando meu pai veio me buscar beijei a bochecha dele. Ele ficou tão vermelho!

- Uchiha Sasuko, estudamos juntas desde o primário. Ela sempre foi uma garota quieta e muito inteligente, com os cabelos e os olhos pretos, meio puxados, ela era do Japão pelo que entendi. Sempre a achei a garota mais linda da escola mas numa consegui chegar nela, era muito fechada. Passei uns bons anos achando que ela era assexual já que nunca deu bola nem pra garotos nem para garotas. Mas no aniversário de uma colega nossa, acabou rolando um jogo da garrafa e que me desafiaram a beijar a pessoa mais bonita da roda, e bom... Meio que perdi meu BV com ela.

- Hyuuga Hinata, uma garota tímida que sentava na minha frente na aula de matemática. Ela tinha os cabelos negros, quase azulados e os olhos muito claros. Não conversávamos muito, em parte por que a professora de matemática era uma filha da puta, em parte por que Hinata era muito tímida. Acabamos fazendo um trabalho juntas, como terminamos cedo, passamos o resto da noite assistindo filmes, comendo pipoca e, enfim, dando uns amassos.

– Nanabi Fū, essa era, definitivamente, a garota mais excêntrica que já conheci na vida. Tinha os cabelos em um tom de azul mar, a pele bronzeada e os olhos castanhos claros. Estar com ela era como estar na praia em um dia de verão, igual o dia que nos conhecemos. E era simplesmente incrível conhecer alguem tão falante quanto eu, alguém com quem eu não precisava me segurar. Perdi minha virgindade com ela, e dois meses depois ela se mudou para o México, cidade de origem.

E por fim, a última carta era de Sasori, meu melhor amigo e, para minha sorte, apaixonado pelo meu irmão mais velho, Deidara. Acabei juntando os dois, já que, em uma das nossas noites de irmãos, Deidara acabou me contando que também era apaixonado por ele. Juntando o útil ao desagradável, fui basicamente o cúpido dos dois. Não me entenda mal, eu não odiava meu irmão ou meu melhor amigo. Na verdade, tenho que dar os devidos créditos aos dois, já que faziam de tudo para me incluírem nos encontros deles - encontros do tipo casal - para não me deixarem sozinha, afinal, Sasori era meu único amigo.

Mas as coisas mudam, e nossa amizade forte foi se tornando algo que só mantínhamos por sermos vizinhos. As noites que viravamos vendo filmes de terror ruins e comendo biscoitos que a avó dele fazia juntos foram trocadas por idas ao parque, passeios de casais e jantares românticos. Não tinha mais espaço para mim ali no meio dos dois, então, me afastei aos poucos.

Não tinha por que eu estragar algo que era tão importante para meu irmão e meu melhor amigo por puro capricho meu. Sasori era um cara incrível e merecia alguém tão incrível quanto Deidara. Mesmo eu sentindo falta dele todos os dias.

Guardei todas as cartas dentro da caixa laranja com um laço preto, e a escondi dentro do meu closet, assim que ouvi passos na escada. Sai de lá fingindo trocar de saia.

– Nee-chan vem jantar! - Konohamaru, meu irmão mais novo estava apoiado na porta.

– Obrigada, Kono. Já desço.

Meu irmãozinho apenas deu de ombros, correndo escada abaixo.

– Cuidado com essa escada moleque! - gritei, lá de cima ainda.

– Tá, tá! - ele gritou de volta, mas duvido que tenha parado de correr. Essa peste só obedece o Deidara-nii mesmo.

Dei uma olhada no meu quarto, e ele estava bem bagunçado - mas isso não era algo novo quando se trata de mim. Apenas dei de ombros saindo dali, sem dar muita importância. Se eu não vejo, não existe. Desci as escadas pulando dois degraus de cada vez e quase escorreguei no último - mas isso ninguém precisa saber.

Fui até a cozinha, meu tou-san estava lá, cozinhando alguma coisa que eu não pude identificar pelo cheiro.

– Tou-san o que o senhor tá fazendo? - perguntei, me sentando na bancada.

– Oi Narumi-chan! - ele disse sem olhar para mim, parecia lutar contra a carne que ele fritava e que respingava óleo em tudo na sua volta. - Papai tá testando uma receita nova aqui.

– E... Tá dando certo?

– Sim, sim. Agora vai pra sala, e espera lá com seus irmãos.

Desci da bancada em silêncio já que tou-san parecia concentrado no que fazia. E quando seu Minato inventava de fazer comidas asiáticas - para 'reviver as origens', segundo ele - era melhor não incomodá-lo.

Sendo assim, fui até a sala. Deidara-nii estava lá, deitado no sofá e assistindo televisão. Assim que me viu, desligou a TV, se ajeitando no sofá.

– Vem cá deitar comigo - ele disse sorrindo, batendo no espaço entre as pernas dele.

Fui até o sofá saltitando e me ajeitei no espaço que Deidara-nii havia indicado. Ele soltou meu cabelo, começando a fazer o melhor cafuné do mundo, que só ele sabia fazer. Isso me fez lembrar de quando éramos pequenos, depois que a kaa-san morreu, Deidara-nii era o único que conseguia me fazer dormir. Sorri meio triste por isso, me ajeitando melhor e deitando minha cabeça no peito dele, fechei os olhos e apenas aproveitei o carinho.

Era estranho pensar que em alguns dias eu não ia mais ter meu irmão comigo. Ninguém para me fazer cafuné ou maratonar séries de baixa qualidade comigo. Ninguém para me dar conselhos que no fim eu não iria seguir ou me dar bronca por nunca arrumar o quarto (se bem que talvez disso eu não sentiria tanta falta assim...). Então, apenas aproveitei enquanto eu ainda o tinha alí.

Foi o som de passos pesados e rápidos na escada que me acordaram. Abri os olhos encontrando Kono nos olhando com carinha de cachorrinho que caiu da mudança. Sorri, me ajeitando melhor no sofá para caber eu e meu irmãozinho no abraço de Deidara-nii. Ele sorriu feliz, daquele jeitinho dele que fazia os olhos fecharem e que me lembrava tanto da kaa-san. Ficamos alí deitados, os três juntinhos, como nos velhos tempos.

– Crianças, venham jantar! - tou-san gritou, eu gostava de como ele ainda falava conosco como se fôssemos crianças. Nós três nos olhamos inseguros. Não era que tou-san cozinhasse mal. Só que ele também não cozinhava exatamente bem, tirando a lasanha de frango, isso ele fazia muito bem.

Mas para não desapontarmos ele, nos levantamos, mesmo que a contragosto. Chegando na sala de jantar, que ficava entre a sala e a cozinha, sentimos um leve cheiro de queimado, e quando olhamos para tou-san dava para ver que até mesmo seu rosto estava um pouco preto. Mesmo assim, não comentamos nada, apenas nos sentamos cada um no seu lugar. Não tinhamos do que reclamar afinal, tou-san se esforçava muito para compensar a falta que a kaa-san fazia, e só por isso, aquele homem já merecia o mundo.

Mas antes mesmo de começarmos a comer, a campainha tocou.

– Deixa que atendo - Deidara-nii falou para o tou-san, se levantando e indo até a porta.

– Sasori? - escutei Deidara-nii dizer surpreso. - O que você tá fazendo aqui?

– Vim te ver. Seu pai me chamou para jantar com vocês hoje, não lembra?

– Ah... Sim, sim. Que cabeça a minha. Entra.

Achei a conversa dos dois meio estranho, mas continuei na minha, tentando de alguma forma cortar aquele pedaço de tijolo chamuscado que chamavam de carne. Observei Sasori discretamente, ele era mais baixo que Deidara-nii, um pouco mais alto que eu, usava uma calça justa bege e um camiseta preta, o cabelo ruivo molhado. Suspirei não tão discretamente assim, tão lindo...

Sacudi a cabeça para espantar aqueles pensamentos. Ele era namorado do meu irmão!

Acenei discretamente para ele, sussurrando um “oi”. Nos encaramos por um tempo, até eu abaixar a cabeça sentindo minhas orelhas vermelhas. Sasori se sentou ao lado de Deidara-nii, a minha frente e ficou me encarando. Estava sentindo minhas orelha muito quentes, e tudo que eu mais queria nesse momento era me enterrar nesse chão.

O jantar seguiu normalmente, mesmo eu sentindo que meu rosto poderia entrar em combustão a qualquer momento. Mesmo assim, eu percebi que tanto Deidara-nii, quanto Sasori pareciam estranhos. Meu irmão parecia muito tenso, enquanto meu ex melhor amigo parecia bastante ansioso até, o que era totalmente incomum para alguém como ele.

– É tão estranho pensar que eu não vou mais ver o nii-san até o dia de ação de graça - Kono disse, cutucando a “carne” com o garfo e um biquinho nos lábios.

– Até o natal, querido. Alemanha é muito longe - tou-san disse, como se não fosse nada.

Soltei os talheres na mesa, levantando a cabeça e olhando indiginada para ele. – Tá de brincadeira, não é? - perguntei mesmo já sabendo a verdade. - Não vamos vê-lo até o natal?!

– Olha pelo lado bom, querida. Agora que o Dei não vai mais usar o carro todos os dias você vai poder aprender a dirigir.

– Ah, esqueci que a nee-chan que vai dirigir...

– Sinta-se a vontade para ir de ônibus Konohamaru.

– Ou... - Sasori falou - Eu posso levar vocês até a escola no meu carro.

(o carro na verdade era da avó dele, mas deixei isso passar)

– Ou... Eu dirijo e quando a polícia parar a gente eu troco de lugar com a nee-chan! - Kono disse rindo e eu, como irmã mais velha que ele e madura, apenas mostrei lhe a língua e virei o rosto.

– Nem pense nisso mocinho - tou-san disse, estreitando os olhos para Kono e apontando o dedo, no que deveria ser uma ameaça. Não que tenha funcionado, de qualquer forma.

– O que eu perdi? - Deidara-nii perguntou, sentando na cadeira. Ele tinha ido até o banheiro, eu acho.

– A gente tava falando o quanto a nee-chan é uma pessima motorista.

– Não posso discordar - riu e eu o olhei indiginadissima. Ele levantou as mãos em rendimento. - Não tem como te defender Naru.

– Nossa, amo minha família, viu - ironizei.

– Na verdade, também falamos sobre aviões e... - Sasori falou, se virando e pegando alguma coisa no casaco que estava pendurado na cadeira e entregando para um confuso Deidara. - Aqui, surpresa.

Pela posição que eu estava não consegui ver o que era, apenas que era  envelope. Deidara-nii abriu desconfiado, antes de arregalar os olhos azuis, o que deixou a todos nós confusos.

Ele levantou o papel que tinha em mãos e enfim pude ver o que era: passagens.

– Já que você não vai estar aqui no ação de graça - Sasori tornou a falar, dessa vez sorrindo. - eu decidi ir até você, na Alemanha!

– Foi uma atitude muito bonita de sua parte Sas... - tou-san ia dizendo, porém Deidara-nii o interrompeu.

Você já pagou por isso?

– É, já sim... Quer dizer, desde que você disse que ia viajar, eu... Eu pesquisei as passagens no Google e... Deixei marcado. Por que? Não gostou?

Deidara-nii ficou em silêncio e dobrou o papel, sem olhar para Sasori. O clima no mesmo momento ficou tenso, já que todos meio que haviam entendido a situação ali, tanto que nos retiramos da mesa, para Deidara-nii e Sasori poderem ter privacidade para o que é que fossem discutir. E sinceramente, nenhum de nós estava interessado em saber, já que só pela cara do Dei-nii já dava para saber que a discussão seria feia.

Dec. 28, 2018, 4:01 a.m. 0 Report Embed 0
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