O Primeiro e o Último... Follow story

zackyuchiha Zacky U.

Tudo estava nos conformes na vida de Sakura até surgir um certo problema, e ele possuía um par de olhos negros misteriosos que tiravam o fôlego de qualquer ser vivo. Itachi. Não se dava bem com o irmão do melhor amigo, pelo menos não mais. Até a época do colegial eram bem próximos, porém ele foi estudar fora e acabaram perdendo o contato.Quando ele voltou, há três meses atrás, as coisas estavam diferentes. Agora, nunca concordavam com nada e Sakura fugia do Uchiha como o diabo foge da cruz.


Fanfiction Anime/Manga For over 18 only.

#romance #naruto #sakura #itachi #fns #itasaku #hentai #universo-alternativo #heterossexualidade #fodanojutsu #desafiofns
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One-Shot

NOTAS INICIAIS


{Igreja ItaSaku} sz 

Minha missão nessa vida é espalhar a palavra. ahsuhaus. Então, essa One foi feita de forma extra oficial (pois na época eu não tinha cadastro aqui) para um desafio antigo do grupo FNS no face. #FodaNoJutsu. Já deu pra ter uma noção do objetivo do desafio, imagino. Havia vários temas e eu escolhi "Primeira vez caótica". Essa é minha fic clichê, mas mesmo assim espero que gostem ; )


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O tempo estava fechado e ventava forte na cidade de Osaka-Kobe, Japão.

“Esperando ela terminar de se arrumar.”

Sakura não conseguia acreditar nas palavras que acabara de ler. Encarava a tela do celular estática, controlando a vontade de socar o volante do seu carro, relendo a mensagem que Sasuke lhe respondeu quando ela avisou que já estava na porta da casa dele. 

Fechou os olhos, irritada, discando o número da melhor amiga, sem saco para digitar todos os xingamentos que precisava exteriorizar naquele momento. Não tinha nenhum problema Sasuke aguardar Ino terminar de vestir-se para encontrarem-se, afinal, a loira não sairia de casa pelada. Mas precisava demorar duas horas pra isso? DUAS FUCKING HORAS PARA POR QUALQUER MERDA QUE UMA TARDE DE CINEMA NA CASA DO NAMORADO EXIGIA? 

Tamborilava os dedos impacientes sobre o volante, aguardando que Ino atendesse do outro lado da linha. Lá fora, folhas e galhos voavam pelo horizonte escuro, choveria em breve. A cada toque perdido Sakura sentia que poderia começar a espumar pela boca. Quem ouvisse a história pela primeira vez acharia que ela estaria exagerando, não era um compromisso formal, apenas um combinado entre amigos de maratonar filmes pela televisão e, imprevistos acontecem com todo mundo, é corriqueiro. Quem nunca se atrasou na vida?

Sakura. Ela era extremamente sistemática com tudo e com todos na maioria dos aspectos de sua vida.  O problema de Ino e Sasuke era que, eles não se atrasavam às vezes, aquele era o padrão comportamental deles e depois de tantos anos a Haruno era incapaz de se acostumar com aquilo. Até porque sempre era atingida de alguma forma por aquelas atitudes, tendo em vista que, cresceram juntos, estudaram juntos a vida inteira praticamente, vivem pregados um no outro, enfim, eram praticamente trigêmeos de mães diferentes. As melhores memórias de infância, como também das demais fases, que Sakura possuía, o Uchiha e a Yamanaka estavam com ela, a relação deles seria perfeita se não fosse por um pequeno empecilho denominado HORÁRIO. 

No começo da adolescência, quando os melhores amigos começaram a apresentar sinais que não viam-se de forma tão fraternal assim, Sakura ficou confusa com as emoções que invadiam seu peito. Por um lado ficava feliz pelos dois, por outro achava que seria jogada para escanteio restando-lhe a solidão ou fazendo amigos que nunca chegariam na intimidade que o trio conquistou pelos anos e danos que haviam compartilhado. Bem, ela devia ter posto mais fé em seus laços já que aquilo não aconteceu. Claro, havia um limite saudável, eles não transavam na sua frente, mas ela atuava como conciliadora sendo a madrinha oficial do casal.

Voltando ao problema inicial, se Sakura dependesse deles para algo, o mínimo que fosse, seria perdido ou feito atrasado. O banco já estaria fechado, o espetáculo teria acabado, a noiva teria entrado, o formando teria pegado o canudo, já teriam cantado os parabéns da festa, enfim, deu pra sacar. Aquilo a irritava toda vez como se fosse a primeira e, para piorar, haviam feito uma reunião na semana passada onde os dois prometeram terem mais consideração por ela naquele sentido. Era assim que Sakura enxergava aquele descaso, como falta de respeito.

Durou sete dias, quase inteiros, o resultado daquele acordo.

— Alô? - Uma voz masculina.

— Sasuke! Não acha que se eu quisesse falar contigo, teria discado o teu número? - Respondeu cínica, ouvindo-o suspirar cansado.

— Sim, mas ela ainda está surtando dentro do banheiro. - Disse simplório, Sakura não era grossa ou rude, exceto quando se cegava de raiva, o que acontecia frequentemente.

— Sou eu. EU QUE TO SURTANDO AQUI TENDO QUE ESPERAR OS POMBINHOS DE NOVO!  Qual problema de vocês? Tem duas horas que perguntei se estava tudo pronto e você disse que ela só iria se trocar! - Vociferou. O filme que assistiriam era alugado no canal por assinatura, passava repetidas vezes o dia todo sendo impossível de gravar, combinaram um horário que ficaria bom para todos e, se atrasassem, teriam que esperar acabar para recomeçar e conseguirem assistir desde o início. Sakura estava esperando ansiosamente sair disponível na TV por assinatura, era a continuação de seu filme favorito, recusava-se, assim como os amigos, a assistir qualquer conteúdo pirata, ia contra seus princípios éticos, e adivinhem graças a quem ela perdeu a chance de ir ao cinema no único dia disponível que sua agenda lotada tinha permitido?

— Acontece que ela usou o shampoo da colega de quarto por engano. - Ele começou contando.

— TenTen? 

— Sim. Tinha alguma química no produto, agora o cabelo dela está manchado de uma cor chocolate, enfim. Tivemos que achar um lugar aberto para comprar uns produtos que a cabeleireira dela indicou por telefone - Era feriado religioso, quase tudo estava fechado - E parece que tá dando certo. Só que vai levar um tempo. - Terminou de contar a novela.

Sakura fechou os olhos e suspirou, Ino era muito vaidosa e aquele cabelo valia o mesmo que o namorado então, sim, dessa vez foi plausível.

— Tá. Será que dá tempo antes da próxima sessão começar? - Perguntou acalmando-se gradativamente.

— Acredito que sim. - Sakura pôde ouvir um grito ecoando no fundo da ligação. - Ela disse que já passou da metade. - Informou por último.

— Tá. Eu tô com as compras aqui no carro, o sorvete vai derreter. - Informou olhando para o lado, vendo as sacolas em cima do banco.

— Você tem uma chave exatamente pra esse tipo de situação. Pode entrar, Itachi disse que sairia com uns amigos. - A última frase veio em tom zombeteiro, fazendo-a revirar os olhos.

— Tchau. - Despediu-se desligando sem esperar resposta.

Itachi. Não se dava bem com o irmão do melhor amigo, pelo menos não mais. Até a época do colegial eram bem próximos, Sakura jamais admitiria em voz alta, apesar de Sasuke e Ino saberem por não serem idiotas, mas já tinha tido uma paixonite pelo Uchiha mais velho e todos diziam que era recíproco. Inclusive corria um boato na escola que os meninos eram proibidos de chegar na Haruno ou teriam que se ver com o capitão do time de futebol e sua gangue. Sakura achava aquilo ridículo, não era cortejada porque ninguém interessava-se por ela, que não fazia parte dos grupos considerados descolados. Era uma nerd tradicional, dessas bunda de ferro, queria cursar medicina e focava nisso, sem tempo para testes de líderes de torcida ou festinhas que considerava triviais, que Sasuke e Ino adoravam, na verdade Ino adorava uma farra e Sasuke adorava Ino, então, elas por elas. Os pais da Haruno não tinham condições e ela sabia que teria que batalhar por uma bolsa de estudos desde cedo caso quisesse correr atrás dos seus sonhos. 

Ninguém entendia onde Sakura encaixava-se no grupo mais invejado do colegial: a Yamanaka blogueira e os irmãos Uchiha, galãs bajulados desde sempre. Mas todos entenderam muito cedo que, se mexessem com ela, seriam queimados e perseguidos na internet, Ino possuía muitos, muitos seguidores; seriam menosprezados pelo humor ácido de Sasuke, que realmente era muito bom em ferir só com palavras, as pessoas até prefeririam ganhar um murro, acabando com aquilo de vez, exceto se fosse de Itachi esse murro. Chegamos ao último ponto, o estágio mais perigoso no que diz respeito à integridade física, Itachi mandou um cara pra enfermaria e pegou uma semana de detenção quando entrou naquela briga, só não foi expulso porque comprovaram que o idiota assediou Sakura, dando um tapa na bunda dela para humilhá-la na frente de todos no horário do intervalo. A bunda da Haruno era de tirar o fôlego, mas isso nunca deu direito a terceiros de fazerem o que quisessem.

Enfim, Sakura era terreno proibido. Até que se formaram no último ano e foram para faculdade, Itachi se formou bem antes e foi estudar fora em uma das melhores faculdades de engenharia do mundo, era considerado um gênio e uma das coisas que Sakura mais gostava/gostou nele era isso. O Uchiha não era um idiota machista babão igual todos os caras populares da escola, ele falava mais de três idiomas, disputavam pelas notas mais altas do colégio e discutiam sobre literatura, o corpo atlético e o rosto esculpido por Deus era só a cereja do bolo. O Pai, Fugaku, dono da empreiteira mais famosa do Japão, logo passaria o império para os filhos, Sasuke ficou satisfeito em cursar administração para ajudar futuramente, Ino tentou entrar para medicina junto com a amiga, mas não conseguiu, acabou escolhendo odontologia.

Tudo ia bem até três meses atrás quando Itachi retornou a cidade. Os pais haviam mudado a sede para Tóquio e, com Itachi formado, deixaram o filho responsável por aquela filial. Ele era muito protetor e cuidadoso com Sasuke, que lambia o chão por onde ele passava, então não quis morar em outra casa, até porque o imóvel que os pais de Sasuke deixaram pra ele era enorme, uma mansão. Viveu e cresceu naquela casa, tinha seu próprio quarto e era bom sentir-se rodeado e acolhido, depois de tanto tempo, em um lugar familiar. Porém, Sakura e ele se estranhavam agora. Uchiha e arrogância eram praticamente sinônimos e ela estava acostumada com isso a vida inteira, mas Itachi tinha uma postura altiva e superior que tirava-a do sério e a irritava por isso.

Nunca concordavam com nada e, por causa de política, brigaram feio na última vez que tiveram um diálogo que não consistisse em palavras monossílabas, com direito a Sakura gritar e apontar o dedo na cara dele perguntando o quê que um riquinho de merda nascido em berço de ouro saberia opinar sobre os programas governamentais de inclusão social para as classes menos favorecidas. Saiu e bateu a porta com força prometendo nunca mais pisar os pés naquela casa. Reconheceu que exagerou, Itachi pediu desculpas formais num enorme e-mail, mas nunca voltaram a se falar, até por que ela fugia do Uchiha como o diabo foge da cruz.

Pegando as sacolas de compras com ambas as mãos e fechando a porta do carro com o pé, Sakura fez uma corridinha até o hall de entrada da mansão, os cabelos bagunçaram violentamente graças ao vento forte e as sacolas pareciam querer voar de suas mãos. A casa ficava em um bairro nobre e bem arborizado, ela pôde ver os troncos das árvores balançando em desespero, sentiu medo. Merda. Odiava tempestades. Usou a chave que tinha, que ficava no mesmo chaveiro que a do carro, e entrou na residência apressada. Estava quieto e silencioso, comprovando a teoria de Sasuke que o irmão tinha ido curtir o feriado com os amigos ou, talvez, com uma mulher. Não que Sakura se importasse, claro.

Deixou os sapatos no tapete afastado e se dirigiu direto para a cozinha a fim de guardar as compras. Ligou a luz e o sorvete, provavelmente derretido, foi o primeiro a ser lembrado, aproveitou para guardar o chocolate e outras besteiras na geladeira também. Sakura usava uma saia rosa bebê jardineira e uma blusa personalizada com uma arma dentro de uma placa de proibição visível por baixo dos suspensórios, um all-star preto tradicional completava o look despojado.

— Que bom que sou do tipo que pergunta antes de atirar. - Uma voz grave preencheu o ambiente fazendo com que Sakura pulasse de susto ao mesmo tempo em que soltava um gritinho comprometedor. Virou-se a tempo de ver a figura masculina escorada de maneira displicente no batente da porta, encarando-a com divertimento, vestia uma calça cinza confortável de moletom e uma camiseta preta. O sorriso, antes discreto, pareceu aumentar um pouco quando os olhos focalizaram no desenho que ela possuía estampado na camiseta, o porte de armas era outro assunto que discordavam veementemente, por isso aquele tipo de frase ao abordá-la não lhe surpreendia. Sakura entendia aquilo como zombaria.

— Mas que merda Itachi! Quer me matar de susto? - Vociferou irritada com uma das mãos sobre o coração acelerado, como se aquilo fosse impedir que ele saísse correndo para fora do peito. Ignorou o calor que sentiu subir pelo rosto, fazendo-a corar. Outra razão para sempre evitar esbarrar com o Uchiha, o rubor lhe tomava conta sem o seu consentimento e ele parecia notar, na verdade ele fazia questão de demonstrar sempre que demorava os olhos negros intensos sobre suas bochechas. 

— O que você quer? - Perguntou irritada quando ele fez aquilo de novo, brava tanto com ele quanto consigo por reagir fisicamente de maneira inapropriada só por estar sob o alcance dos orbes misteriosos.

— Bem, eu estou na minha casa, caso não se lembre. Vim conferir a movimentação estranha já que estava sozinho e barulhos começaram ecoar pelos corredores... Da minha casa... - A sobrancelha erguida com sarcasmo dava um ar surreal para as belas feições de Itachi. O filho da puta tinha ficado indiscutivelmente mais lindo do que antes, o que Sakura nem considerava ser possível, e parecia saber disso, o que piorava tudo. Tentava não ficar encarando, mas era difícil.

— Bem, agora sabemos que sou só eu. Mais alguma coisa? - Perguntou direta antes de pular de susto pela segunda vez quando algum objeto bateu forte contra o vidro da Janela.

— Vai cair uma tempestade. - Ele declarou categórico. Sakura semicerrou os olhos voltando sua atenção pra ele como quem indagava: O que você ainda faz aqui? Itachi ergueu ambas as mãos em sinal de paz enquanto se virava para deixá-la sozinha.

A Haruno suspirou baixo fechando os olhos e tentando recuperar o equilíbrio físico e mental, depois terminou de arrumar as compras, se encolhendo algumas vezes com os sons de trovões que começavam soar cada vez mais alto. É só uma chuva, pensou, tentando se acalmar, mas uma sirene começou a tocar alto, todo bairro tinha uma para avisar os moradores a tempo de se protegerem de uma catástrofe natural. O coração de Sakura, que ainda estava no processo de desacelerar graças ao contato que teve com Itachi, voltou a bater forte contra o peito, aquele barulho só poderia dizer duas coisas: Furacão ou terremoto. O vento estava muito forte do lado de fora, então apostaria dinheiro na segunda opção se não fosse o leve tremor que sentiu sob os pés. Merda.

Precisava correr, os Uchihas, assim como todos os cidadãos de Osaka eram orientados a ter, possuíam um abrigo no porão da casa. Disparou assustada pela cozinha e assim que virou pela porta esbarrou em um corpo sólido. Era Itachi, os olhos perderam o sarcasmo e o cinismo, encaravam-lhe sérios e preocupados. Ele estava voltando para a cozinha? Sem dizer uma palavra a segurou pelo braço para induzi-la a correr até o porão da casa, assim que chegaram na base da escada que desceria para o subsolo, outro tremor, dessa vez mais perigoso que o outro, sacudiu o chão e toda a estrutura da casa. Sakura achou que levaria a maior queda da sua vida quando o tremor lhe pegou de surpresa, mas então sentiu a cintura ser envolvida por um laço apertado e tudo aconteceu rápido demais, em um segundo iria cair e rolar pelo chão, no outro estava segurando a base do corrimão da escada que levava ao subsolo com o corpo de Itachi lhe prensando pelas costas, uma das mãos dele lhe segurando forte pela cintura e a outra os mantendo equilibrados contra o corrimão.

Sakura fechou os olhos, a respiração sôfrega saindo rápida pela boca. Tudo que sentia eram os instintos de sobrevivência ativos, bem como outros instintos também, e a adrenalina correndo solta pela corrente sanguínea. Queria poder praguejar por seu corpo ser capaz de, naquelas circunstâncias, ficar gritando a sensação de calor e proteção que os músculos do torso de Itachi causavam sendo pressionados contra suas costas, mas preferiu rezar para que o tremor parasse. Após alguns segundos teve um intervalo.

— Vamos. - Itachi ditou autoritário. Engolindo em seco, a mente não gostou da sensação de parecer uma garotinha indefesa precisando ser salva.

— Pode ir à frente. - Apontou o caminho tentando sair do aperto dele. Foi conveniente que estivessem sob aquela situação extrema, assim Sakura poderia culpar suas reações comprometedoras ao fato de estarem sobre o estresse de um terremoto. Gritou quando um galho solto atingiu uma janela em um dos quartos, estilhaçando o vidro e fazendo um barulho alto repercutir pelos corredores. Itachi revirou os olhos, aquela não era a melhor hora para entrarem numa queda de braço, então apenas manteve o braço sobre sua cintura e passou o outro pelas pernas, pegando-a no colo e descendo as escadas depressa.

Assim que chegaram ao subsolo colocou-a sobre o chão e ela se encaminhou para a porta que dava para o abrigo, ele abriu um armário que a mãe insistia em deixar ali e pegou uma mochila contendo suprimentos e ferramentas, apesar de não achar que demorariam muito lá em baixo. Sakura parecia assustada, passou pela porta que dava para outra escada, essa de metal, tateando a parede do lugar escuro, buscando o interruptor.

— Cuidado para não cair. - Ele disse terminando de fechar o armário e entrando no abrigo.

— Acha que tenho quantos anos, Pai? - A irritação na voz quando falava com ele já era de praxe. Itachi revirou os olhos fechando a porta e ligando a luz no botão que ficava do lado oposto ao que ela estava procurando. Sakura engoliu em seco quando viu que estava bem na beirada daquela segunda escada. Fingiu que tudo estava sobre controle e desceu os degraus seguintes.


O abrigo possuía alguns lampiões, caso a energia acabasse, uma mesa com cadeiras, um colchão jogado em um canto e um sofá no outro, este estava de frente pra uma prateleira de livros, Dona Mikoto era amante de literatura e só ela mesmo para arquitetar uma mini biblioteca caso tivesse que ficar presa ali por tempo indeterminado, o material de tudo ali era do mais leve e sofisticado que havia no mercado, a prateleira estava amarrada a parede e os livros envoltos de fitas que os mantinha presos na estante, se não cairiam no primeiro tremor. Foi em direção ao sofá e jogou-se ali, respirando desconfortável pelo fato de estar sob a influência de abalos sísmicos, o cheiro amadeirado de Itachi impregnado levemente em suas roupas não tinham nada a ver com aquilo, claro.

Os tremores continuaram, alguns leves, outros mais profundos e demorados. Itachi estava calado e deitado no colchão no chão. Não trocaram uma palavra desde que foram ali para baixo. O teto, e tudo ali, tremia e os barulhos que vinham de fora eram aterrorizantes, o que poderia estar havendo? 

Durante um intervalo ela resolveu subir as escadas para pegar o celular, provavelmente já tinha acabado. Quando começou a subir os degraus a voz grave repercutiu pelo ambiente:

— A sirene ainda não tocou. - O que indicaria que as leituras sísmicas se estabilizaram.

— Não me diga... - Sakura rebateu irônica. Destrancou a porta, mas quando empurrou para abri-la teve uma surpresa, estava emperrada e alguma coisa impedia sua abertura. Soltou alguns palavrões e tentou forçar a maçaneta, acabou quebrando-a. 

— Caralho! - Reclamou com o objeto na mão.

— O que foi? - Itachi perguntou lá de baixo e ela virava-se pra descer.

— A porta não quer abrir. Alguma coisa obstruiu o caminho do outro lado. - Respondeu.

— Deixe-me ver. - Disse começando a subir as escadas.

— Ver o quê? Já disse que tá emperrada. - Rebateu. O que foi que Itachi ficou tão solícito?

— E eu achando que você cursava medicina. - Declarou. A escada era estreita e estavam quase se cruzando.

— Boa sorte. - Sakura disse antes de estender a maçaneta pra ele, que levantou uma sobrancelha.


— Parabéns, você quebrou. - Disse com tédio tomando o objeto de suas mãos e os corpos quase se tocavam quando passavam um pelo outro, ela descendo e ele subindo.

— Ah não fod...

Outro tremor. Por instinto, ou por ser a única coisa que estava na sua frente, Sakura agarrou a camisa de Itachi, fechando os olhos com o barulho horroroso que a escada de metal fazia ao chacoalhar sem piedade. Mais uma vez foi envolvida em um abraço apertado enquanto sentia os braços de Itachi tencionados pela força que ele estava pondo para os manterem no mesmo lugar. Não sabia se praguejava ou rezava, acabou ficando com o rosto enterrado no tórax do Uchiha e os pensamentos dividiam-se entre “não quero morrer aqui” e “Porra, que cheiro gostoso”.

Quando o tremor tinha praticamente passado, ela se viu na obrigação de esclarecer as coisas.

— Não ache que está me fazendo um favor. – Falou. A respiração entrecortada, o coração acelerado e as bochechas coradas, estavam em uma posição constrangedora. Itachi riu de suas palavras.

— Eu não acho. - Falou calmo. Por achar, num primeiro momento, que ele estava concordando com ela, levantou o rosto para encara-lo. - Eu tenho certeza. - Piscou um olho divertido. 

Sakura cerrou o maxilar e o empurrou para trás, além de tudo que estava sentindo, um frio estranho na barriga dificultava sua mente de raciocinar direito, odiava tempestades e terremotos, mas aquelas sensações eram inéditas pra ela. O calor da proximidade do corpo de Itachi e o cheiro amadeirado lhe atacando por todos os lados não tinham nada a ver com isso, claro. Desvencilhou-se dele com brutalidade e começou a descer as escadas pisando pesado. Ele revirou os olhos.

— Já reparou que seu senso de humor se torna nulo quando se trata de mim? - Ele falou sério naquela hora, também descendo as escadas, seguindo-a.

— Ah sim, que pessoa estranha que sou por não rir enquanto zombam da minha cara. - Ela foi andando mais devagar rumo ao sofá, os tremores eram leves, mas não queria levar uma queda na frente de Itachi, tinha que manter a dignidade.

— Eu não zombo de você. - Franziu o cenho.

— Pouco né?! Você me provoca para que eu fique falando e falando só pra depois contestar e me por em saia justa. - Virou-se irritada. Ele ia fazer o quê agora? Fingir demência?

— Chama-se diálogo. As pessoas discutem ideias de maneira civilizada, cada uma expondo seu ponto de vista e respondendo possíveis furos de enredo. - Falou como se fosse óbvio. - E eu não faço você ficar falando e falando pra zombar de você. Ou já se esqueceu de quando lia pra mim na biblioteca do colégio? - Não havia cinismo na voz daquela vez, sem ironias. Sakura decidiu que se sentia bem mais segura quando só jogavam indiretas e trocavam farpas, quando apenas tinha que reagir a arrogância e prepotência do Uchiha. Ele lhe encarando sério daquele jeito e as memórias do tempo em que eram próximos, na verdade foi mais o fato dele lembrar-se do que da memória em si, estavam causando curto circuito em seus neurônios. 

— Eu só lia, nunca perguntei a razão. - Declarou. Ele parecia fazer uma ligação entre duas coisas tão distintas que ela ainda não havia assimilado. Itachi sorriu convencido.

— Eu gosto do som da sua voz. - Falou categoricamente. - E você é inteligente, esperta e astuta, é muito interessante te ver expondo opiniões tão contrárias às minhas de forma sensata e perspicaz. Foi a primeira vez que alguém conseguiu fazê-lo e nem posso dizer que fiquei surpreso. - Apesar de sério, se divertia do desespero que as feições dela demostravam à medida que as palavras saíam por sua boca. Como resultado ela parecia incapaz de responder e ficaram encarando-se por um tempo, os tremores no solo passando gradativamente. 

Sakura sempre foi linda, mas conseguiu se superar quando se transformou naquele mulherão. Ela não gostava de academia e musculação, então praticava artes marciais para não ser sedentária, era possível ver os resultados dos exercícios no corpo esbelto, os braços e coxas definidas, era dona de uma bunda que faziam até os professores, no tempo do colegial, ficarem em apuros. Mas os olhos verdes pareciam brilhar algumas vezes, tinha um gênio forte, Itachi sabia disso mais do que ninguém, e aquilo só a deixava ainda mais charmosa, sempre falava o que pensava e não levava desaforo pra casa, independente e resolvida com os próprios assuntos, quando sorria parecia que o mundo era um lugar melhor e... Aquela boca... Sim, o contorno dos lábios rosados dava a sua imaginação asas gigantes. Assim que o tremor deu um intervalo de descanso, começou a andar a passos lentos na direção da Haruno. Ela arregalou os olhos.

— O que você tá fazendo? - A voz quase saiu um sussurro.

— Estou andando até você bem devagar. - Respondeu com o timbre igualmente baixo.

— Por quê? – Perguntou. A respiração pesada. Ele sorriu discreto, os lábios levantando-se minimamente no canto da boca, era impossível desviar os olhos quando ele fazia aquilo.

— Porque se eu for rápido você sai correndo. - Á essa altura ele estava bastante próximo.

— Você é muito prepotente! - A voz estava baixa, porém exasperada. - Sempre arrogante com esse seu nariz empinado! E não ache que eu não vejo quando você fica me encarando com esses seus... 

Itachi extinguiu a distância entre os corpos usando os dedos para puxa-la de encontro a si pelo cós da saia jeans. A boca dele foi rápida em lhe roubar os lábios, sugando-os uma, duas, três vezes, os estalos vibrando pelo ambiente ao redor deles. Sakura não acreditou que estava excitada com tão pouco, sentia as pernas moles e o coração sufocava dentro do peito, parecia que toda a pele estava ligada em uma tomada de alta voltagem.

— Por que você fez isso? - As testas estavam coladas e Sakura não conseguia lhe encarar nos olhos, a voz saiu carregada de desejo e os dois ofegavam.

— Porque você me incomoda. - Foi a resposta rouca que ele deu antes de voltar a devorar a boca dela com desespero, os braços enlaçaram sua cintura de forma possessiva e a apertava contra si. Sakura queria poder dizer que ficou surpresa pela forma intensa como retribuiu aquele beijo, as mãos, agindo por conta própria, jogaram-se ao redor do pescoço dele e os dedos enfiaram-se nos cabelos negros, apreciando a textura enquanto apertava as madeixas entre os dedos, mas não, o subconsciente não demonstrou surpresa, as células vibravam em satisfação como se sonhassem com aquele momento há tempos. Como a mente deu um nó, não se constrangeu pela sequência de suspiros satisfeitos que soltava contra boca de Itachi à medida que ele aprofundava as coisas, notava apenas a respiração aliviada dele mesclando-se de forma cúmplice a sua. Os corpos vibravam em sintonia, imersos no calor um do outro. 

Até que ele separou as bocas momentaneamente, mordendo e puxando o lábio inferior de Sakura. Começou a empurrá-la para o lado, contornando o móvel, que era devidamente fincado no chão para que não andasse e bolasse por todo o cômodo, e sentou-se nele assim que possível. A Haruno estava perdida, extasiada pelas sensações que arrebatavam seu corpo, então Itachi passou as mãos por suas coxas e a puxou para que se sentasse sobre ele.


Ela ficou com um joelho em cada lado de seu quadril e sentou no meio de suas coxas, agarrando com força sua camiseta e o puxando para si, colando os lábios novamente em uma súplica muda, porém, antes de conseguirem aprofundar o beijo mais uma vez, os tremores voltaram sem piedade. Sakura já se agarrava com força em Itachi e este apenas cedeu uma das mãos, que estavam enlaçadas no quadril dela, para segurar o braço do sofá, a garota estava quicando nas pernas dele e, pelos céus, foi uma cena constrangedora, não sabia onde enfiar a cara! Mas depois de intermináveis minutos houve outro intervalo e ela escondeu o rosto na curvatura do pescoço dele. Por que o beijo mais esperado de sua vida tinha que ser sobre aquelas circunstâncias? Sentiu a garganta dele tremendo antes de uma risada discreta ser depositada no pé do seu ouvido.

— Não acredito que tivemos que ficar presos no porão pra você aceitar me beijar. - A voz grave repercutiu por todas as suas veias e arrepiou a pele sensível pelos amassos que vinham dando.

— Aceitar? Não sei do que você tá falando! - Ergueu o tronco para poder encará-lo.

— Sakura, por favor, todo mundo sabia que isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde. - Ele levantou uma sobrancelha de forma sarcástica e, se já não estivesse, ela coraria por estarem colocando as cartas na mesa daquele jeito, sentia-se mais segura no anonimato e, céus, como ele era lindo, os olhos negros brilhavam em puro desejo e aquilo a derretia por dentro.

— Ah, cala a boca! - Suspirou arrastada enquanto o puxava de novo pela camisa e o beijava com vontade, ele não contestou, soltou o braço do sofá para ter as duas mãos livres explorando sem pudor o corpo da Haruno sobre o seu. Descia os dedos pelas costas, apertava a carne da cintura, do quadril, as coxas que lhe rodeavam daquele jeito sexy, mas percebeu que ela discretamente usava os braços para bloquear o caminho do busto.


Itachi era um observador nato e, mesmo se não conhecesse muito bem Sakura desde sempre, apesar dos anos que passaram separados, nos poucos meses que se reencontram já poderia fazer várias anotações mentais apenas observando discreto o comportamento da garota. Pelas roupas, ela era ousada, não se importava em usar short ou saia curta, modelos justos também não eram um problema, mas ele notou que ela nunca usava decote ou qualquer coisa que chamasse atenção para o colo. Já ouviu Ino repreendendo-a por isso algumas vezes, a loira já a presenteou com vestidos e blusas que a Haruno não usava por razões estéticas, ela tinha pouco busto. Uma bobagem, na opinião de Itachi.

Ele desceu as mãos para o quadril e foi em direção ao cós, soltando os suspensórios para que os dedos conseguissem adentrar por dentro da blusa.

— Para de tentar esconder seus seios. - Falou entre o beijo. Ela arregalou os olhos. Deveria ficar surpresa por Itachi notar sua insegurança? Não, mas ficou.

— Eu... Eu... - Tentou falar, mas as mãos grandes e quentes estavam espalmadas em contato direto com a pele de suas costas, um arrepio passou por toda sua espinha. - Não tô... - Ele abriu o fecho do sutiã, ela não conseguia acompanhar. - Esconnnnnnn - Fechou os olhos com força e desistiu de falar quando as mãos dele pousaram sobre ambos os seios, o polegar acariciando com cuidado os mamilos. Suspirou tímida, aquilo era bom, sua calcinha nunca mais seria a mesma. 

— Está. - Ele finalizou o assunto, deliciando-se com as reações que ela esboçava, memorizando cada suspiro e cada som de prazer que era depositava contra sua boca, a textura da pele corada e o calor inebriante. A queria muito, e há muito tempo, também não sabia se ficava feliz ou triste por chegar à conclusão de que Sakura deve ter tido péssimas experiências sexuais para reagir surpresa daquele jeito e ainda ser insegura com alguma parte do corpo.

Roubou-lhe os lábios antes de puxar a blusa dela para cima e teve que separá-los para que o tecido passasse por cima da cabeça. Sakura estava muito excitada, porém nervosa, não sabia o que fazer então agia por instinto, mas tinha certeza que queria ter todas aquelas experiências com ele, por isso permitiu que lhe tirasse a blusa e o sutiã, respirando pesado quando se viu exposta.


Itachi enfiou uma das mãos nos cabelos rosa e puxou sua cabeça para trás, deixando o pescoço mais exposto. Depois foi distribuindo uma sequência de beijos, mordidas e chupões por toda a pele arrepiada, a inclinou mais para trás e desceu pelo colo até abocanhar um dos seios, vibrando por dentro pelo arfar e o suspiro satisfeito que saiu pelos lábios entreabertos da Haruno. Os olhos dela estavam fechados com mais força do que o necessário e, céus, como aquilo era bom, o calor da boca e da língua de Itachi enviavam sinais para todas as suas terminações nervosas, sentia as contrações severas entre as próprias pernas e queria muito que elas parassem, pelo método tradicional da coisa.


Ele chupava e mordia o bico rijo enquanto acariciava o outro seio com os dedos, demorou o tempo que achou necessário naquilo e quando terminou Sakura havia adotado uma nova postura. Ela segurou os cabelos negros com força e o puxou para um beijo desesperado, que era o atual estado de espírito dela, depois começou a puxar desajeitada a camiseta preta dele para cima, ele sorria contra sua boca, mais do que solícito em lhe ajudar a despir-se.


Mal sua camisa tocou o chão e outro tremor tomou conta da terra, obrigando-os a interrompem as atividades por tempo indeterminado. Indignados, soltaram-se para agarrarem-se no sofá, aquele veio um pouco mais forte do que da última vez, tanto que a escada de metal fazia um barulho macabro e Itachi achou que ela não suportaria, tudo balançava violentamente e a adrenalina que corria por suas veias resultavam na pele transpirando de excitação e nervosismo. Estava durando tempo demais, Sakura se perguntava se era aquilo que ganhava por ser tão bem educada ambientalmente, custava zero reais a mãe natureza quebrar seu galho daquela vez. Assim que tiveram outro intervalo voltaram a se beijar com pressa, correndo contra o tempo, mas um barulho muito alto sobre suas cabeças fez Sakura pular de susto.

— O que foi isso? - O coração acelerado e a respiração descompassada eram tanto pelo desejo quanto pelo instinto de sobrevivência alertando todos os sentidos.

— Pode ter sido seu carro sendo arrastado. - Ele lhe beijava no pescoço e usava as mãos para levantar a saia jeans.

— Não... Meu... Carro... - Reclamava sôfrega com as mãos dele deslizando intimamente pelo quadril. - Eu ainda não terminei de pagar aq.... 

Ele enfiou a mão por dentro de sua calcinha ao mesmo tempo que mordia seu pescoço. Sakura gemeu manhosa quando sentiu os dedos deslizarem por toda extensão de seu sexo, buscou os lábios com desespero, mas a medida que ele lhe estimulava com maestria, ela mais gemia contra sua boca do que o beijava. Itachi sentia uma pontada no membro rijo por cada som indecente que vibrava pela garganta dela, estava louco e totalmente a mercê de Sakura, bem mais do que ele poderia imaginar e bem mais do que sua masculinidade gostaria de admitir, seria mentiroso se dissesse que não havia fantasiado viver tudo aquilo com ela, estava sendo bem melhor do que sua imaginação poderia ter previsto e olha que o ambiente era péssimo e o mundo estava acabando do lado de fora.


Desceu os lábios até os seios mais uma vez e fechou os olhos satisfeito com o aperto em seus cabelos negros. Os gemidos foram aumentando gradativamente de frequência e volume até ela começar a rebolar o quadril contra seus dedos lambuzados. Rodeou sua entrada para aplacar a vontade que ela tanto tinha, mas estagnou por um segundo quando uma percepção nova lhe invadiu a mente, o que passou despercebido pela Haruno, que delirava ansiosa por atingir o ápice. Ele voltou a estimulá-la em seu ponto mais sensível, outro estrondo balançou o teto sobre suas cabeças e o gemido dela saiu mais alto por conta do susto, a boca dele mordendo e chupando os mamilos eriçados era o ponto final para que nada mais ao redor deles importassem. 

Sakura fechou os olhos e jogou a cabeça para trás sentindo a eletricidade fritar todas suas terminações nervosas enquanto o corpo era varrido por uma onda de calor. Sorriu satisfeita e ainda com a pele sensível pelo orgasmo que a atingiu em cheio, o coração batia tão forte que chegava a doer dentro do peito e não conseguia regularizar a respiração. 

Abraçou o pescoço dele com os braços e distribuiu beijos por todo o rosto, Itachi sentia a maciez dos lábios contra a pele, o hálito quente e descompassado lhe arrepiava percorrendo um caminho lento até sua boca, ela o beijou de forma intensa, os lábios deslizando sobre os seus como se quisesse lhe roubar o gosto da boca para sempre, as mãos desceram pelo tórax, explorando e arranhando a pele, ele sentia o pênis latejando e implorando por atenção, mas segurou as mãos delas, suspirando ansioso pelo toque, quando as unhas chegaram no cós de sua calça. Ela rompeu o beijo para encará-lo na mesma hora.

— O que foi? - Perguntou arfando. Notou algo além de desejo no brilho intenso dos olhos negros... Receio? Ele engoliu em seco. 

— Você é virgem. - Aquilo não era uma pergunta. Sakura sentiu todo o rosto arder e arregalou um pouco os olhos.

— Algum problema com isso? - Como sempre, já estava na defensiva. Itachi não sabia dizer, mas só aquela garota para lhe colocar em um dilema tão complexo. A ideia de outro cara lhe tocando era veementemente bloqueada na mente do Uchiha, não queria nem imaginar, porém, ela ser virgem não melhorava aquele quadro momentâneo em que viviam, loucos de tesão, em um sofá velho dentro de um abrigo com a terra tremendo. Se ela já tivesse experiência seria bem mais proveitoso para ambos.

— Nenhum, mas... Acho que esse não é o lugar mais indicado pra isso. - Tentou lhe acariciar o rosto, porém ela lhe deu um tapa na mão.

— Sabe que eu não sou o Sasuke pra você cobrir com sua superproteção não é?! - A irritação crescendo e esquentando ainda mais o corpo a medida que o assunto fluía.

— Não é uma questão de superproteção. - Remexeu-se incomodado com a ereção ignorada. Outro estrondo, céus, a casa estava desabando? - Só que essa não é a melhor forma d...

— E você não me acha capaz de julgar o que é, ou não é, a melhor forma de transar pela primeira vez? HRRR, vocês sempre foram assim, desde o colégio agindo como se eu fosse uma garotinha indefesa. Eu sou capaz de tomar minhas próprias... - Interrompeu o raciocínio e arregalou os olhos mais um pouco, como se constatasse uma coisa importante. - Ah não ser... Que você não queira... - Lhe encarou séria.

Itachi revirou os olhos e lhe apertou o quadril com ambas as mãos, puxando-a de suas coxas para si, montando-a sob sua ereção, estavam completamente encaixados agora. Não poder evitar que um barulho grave vibrasse por sua garganta pela pressão que o peso dela exercia sobre si. Sakura fechou os olhos com força sentindo ser pressionada pelo volume rijo abaixo de seu corpo, o calor da raiva sendo convertido em outras emoções. Voltou a beijá-lo necessitada antes de pular de susto mais uma vez e olhar para cima preocupada, o teto tremeu e foi como se a casa estivesse sendo demolida. Voltou sua atenção pra Itachi, que lhe olhava com cara de "eu te avisei". Ele só não queria que ela se machucasse ou que fosse ruim. 

Sakura enfiou o rosto na curvatura do pescoço dele e passou a beijar e explorar com a língua, subindo para a orelha antes de sussurrar:

— Eu quero tentar... - Mordeu e sugou o lóbulo. Novamente a pele arrepiou e ele sentiu um calafrio percorrer sua espinha, enfiou as mãos nos cabelos dela e a beijou voraz, se livrando das amarras que queriam prendê-lo, gemeu contra sua boca quando ela rebolou sobre a ereção ainda presas dentro da calça.

— Levanta. - Ordenou rouco. Com as pernas trêmulas ela se pôs de pé, precisava ser rápido então puxou sem delicadeza a saia e a calcinha, de uma vez, para baixo. Passou a língua pelos lábios tendo ideias promíscuas por ela estar nua na sua frente e sua boca estar tão próxima do sexo exposto, porém, mal conseguiu masturbá-la sem que tudo tremesse e caísse, que dirá chupá-la naquelas circunstâncias, não daria certo. Consolou-se com o pensamento de que teriam tempo e espaço nas próximas vezes. 

A puxou para cima de si novamente e dessa vez não a impediu de levar as mãos até o cós da calça de moletom cinza e empurrá-la para baixo. Ele ergueu os quadris com Sakura em cima para ajudar no processo e gemeu satisfeito quando ela manuseou a ereção, enfim, liberta.


— Você vai sentar. - Orientou rouco. Daquele jeito ela poderia controlar o ritmo e seria menos doloroso. Sakura fez menção de  levantar o quadril, afoita, quando mais uma vez eles tiveram a impressão que a casa foi atingida por algo, o porão tremeu e a estante, fixa na parede, soltou-se e começou a cair na direção deles, Itachi arregalou levemente os olhos e Sakura virou o rosto para trás a tempo de ver a prateleira cheia de livros passando a centímetros de seus corpos e espatifando-se no chão, assustou-se de novo com o baque dos livros espalhando-se.

— Céus, vamos morrer aqui?! - A respiração entrecortada.

— Não posso imaginar uma forma melhor. - Ele disse depositando um beijo entre seus seios. 

— Isso é hora pra ser clichê? - Sakura repreendeu a cambalhota de alegria que o coração deu ao escutar aquilo. Voltaram com o beijo e mais uma vez ela ergueu o quadril conseguindo encaixá-lo em sua entrada, todos os músculos de Itachi ficaram tensos em apreensão e teve que usar todo seu autocontrole, por estar vendo de perto a bela imagem de penetrá-la lentamente, para não jogá-la sobre aquele sofá e enterrar-se sem piedade no corpo que tanto desejava.

Fechou os olhos com força e gemeu em agonia enquanto sentia ser comprimido pela cavidade imaculada, teve que manter as mãos afastadas ou a puxaria de uma vez para si. Sakura segurava-o pelos ombros para equilibra-se e os gemidos chorosos pela invasão que ela soltava fizeram Itachi abrir os olhos de novo.

Com o rosto corado, boca entreaberta, lábios inchados de tanto beijá-lo e olhos fechados com mais força do que o necessário, ela era a coisa mais linda que Itachi já tinha visto, acabou liberando as mãos para que lhe acariciasse a pele nua e foi inevitável não tentar apressá-la um pouco naquela descida. Gemeu rouco quando se sentiu dentro dela por inteiro e engoliu em seco por ela não fazer menção de se mexer ainda, ao invés disso enterrou o rosto em seu pescoço. Ele usou as mãos para descerem apertando a pele por toda a extensão das costas até fincar as unhas nas nádegas e apertá-la contra si, gemendo satisfeito contra os cabelos rosa.

Sakura estava tentando acostumar-se com o volume dentro de si, apesar da abundante lubrificação sentia uma ardência que a fazia suspirar dolorida. Para melhorar, o chão tremeu de leve, fazendo os corpos vibrarem em sintonia, mordeu os lábios com força sentindo seus músculos dilatarem e cederem aos poucos, constatou que gostou, e muito, dos sons guturais que escutava escapar pela boca de Itachi a qualquer movimentação que ela fazia. Levantou o rosto e resolveu repetir o movimento, as mãos dele se fecharam ao redor de sua panturrilha, como se para garantir que ficassem ali. Na segunda vez o incômodo foi bem menor, voltaram a se beijar e ela sentiu-se relaxando com a forma feroz que a língua de Itachi explorava sua boca enquanto as mãos faziam o mesmo com seu corpo. Até que se viu rebolando e gemendo sem pudor sobre o seu colo, as mãos dele focalizaram em seus glúteos e tentavam ditar um ritmo, até que a retirou de cima dele e a jogou deitada no sofá, os olhos de cor negra pareciam refletir um vinho luxúria.

O problema foi que quando ele estava colocando-se entre suas pernas outro tremor se apossou do chão, ele acabou se desequilibrando e caindo do sofá, indo parar de costas sobre a prateleira que estava caída no chão ao lado deles. 

— Ai.- Ele se permitiu dizer quando sentiu as costas sobre as capas dos livros.

— Oh céus! - Sakura disse se segurando onde dava, esperando que o tremor piorasse, não aconteceu. 

Suspirou ansiosa, nunca imaginou que transar seria tão difícil.

— Por que você ainda não tá aqui? - Reclamou quando viu que estavam em outro intervalo e seu canal latejava com o desejo e adrenalina presentes na corrente sanguínea.

— Acredite, está sendo bem pior pra mim do que pra você. - Declarou também irritado com a situação. Levantou-se e voltou para o sofá, abrindo suas pernas e se posicionando ali no meio. Chupou seus lábios já sentindo a entrada úmida. Não foi tão devagar quanto ela, mas também não tão rápido como queria, achou um ponto de equilíbrio e gemeram contra a boca um do outro. 

Itachi segurou-se no braço do sofá e começou a estocá-la devagar, se deliciando com a sensação de ser pressionado pela cavidade apertada. Mordeu seu pescoço e o lóbulo da orelha antes de sussurrar:

— Gostosa pra caralho. 

Sakura nunca imaginou viver para presenciar o dia em que Itachi Uchiha falaria um palavrão, ele mantinha a pose de elegância em seu pedestal de homem culto, mas quanto mais gemia, à medida que as penetrações aumentavam de ritmo, mais descobria o vocabulário sujo que ele escondia na manga, a mais leve que se lembraria depois era:

— Quero esse boceta só pra mim.

Abraçou o quadril dele com as pernas e rasgou suas costas com as unhas quando ele começou a lhe estocar com força, indo cada vez mais fundo. Sentia todo o corpo vibrando junto ao dele, os gemidos e as respirações ofegantes mesclando-se de maneira íntima e o calor correndo desenfreado pelo corpo, acumulando-se no seu baixo ventre. Até que fechou os olhos, sentindo o corpo ser arrebatado de dimensão e se permitiu gemer alto o nome dele, que infelizmente foi abafado por outro estrondo do que quer que estivesse voando do lado de fora da casa, os músculos tencionaram com força e toda a pele ficou arrepiada com as descargas elétricas que percorriam suas veias, até conseguir suspirar aliviada e mergulhar na sensação pós-orgasmo.

Apesar do barulho lá fora, Itachi estava com o rosto próximo o suficiente para escutar seu nome sendo gritado. Aumentou o ritmo das estocadas, sentindo o membro sendo prensado pelas contratações internas dela, gemeu satisfeito, derramando-se ao atingir o ápice, conseguia sentir os corações igualmente acelerados, enfiou o rosto na curvatura do pescoço feminino e suspirou mais uma vez, curtindo aquele alívio momentâneo, rezando para que a terra não começasse a surtar de novo. Sentiu os dedos, que antes faziam um desenho abstrato em suas costas, deslizarem pela pele em uma carícia delicada, os pelos arrepiando pela delicadeza do movimento, sorriu contra seu pescoço e distribuiu beijos por ali, até se retirar de dentro dela e acomodarem-se no sofá para que ele ficasse por baixo e ela descansasse por cima de seu corpo.

Itachi brincava com as madeixas rosas entre os dedos, ciente dos seios dela esmagando seu tórax. Ficaram ali, relaxados, por tempo indeterminado.

— Como esperou tanto tempo? - Quis saber, curioso.

— Eu não esperei! - Defendeu-se. - Só nunca achei ninguém que preenchesse os requisitos necessários e o curso me toma boa parte do tempo e das forças. - Queria estar falando aquilo sem tremer de leve toda vez que ele alisava com carinho seus ombros e os braços desnudos. Itachi sorriu e ela levantou os olhos para encará-lo. As feições serenas e os olhos negros calmos aqueceram sua alma por dentro, queria saber se seu mundo iria parar de girar toda vez que ele sorrisse daquele jeito. 

Sakura parecia totalmente alheia à informação que acabara de soltar e Itachi não perderia a chance de falar em voz alta.

— Então, eu preenchi. - O orgulho brilhando nos orbes Ônix, as feições tomando um ar presunçoso. Ela sentiu as bochechas corarem ao entender onde havia se metido, não sabia o que era pior, deixá-lo acreditar que se encaixava em sua lista ou admitir que a jogou fora no momento em que os lábios dele lhe tocaram pela primeira vez. A primeira parecia ser menos comprometedora. 

— Você é tão idiota. - Rosnou escondendo o rosto em seu peitoral. Até que ouviram a sirene tocar alto do lado de fora, o perigo passou  - Graças! Estou morrendo de fome! - Disse levantando- se e inconscientemente segurando-o pela mão e puxando-o junto, ele não comentou nada, mas percebeu o gesto e sentiu o coração apertar quente dentro do corpo. Vestiram-se sem pressa, ele só colocou as calças e subiu as escadas, deparando-se com a porta emperrada.

— Lembra-se que estamos presos? - Sentiu um calor formando-se novamente entre suas pernas só por constatar que estava com o cheiro de Sakura impregnado na pele.

— Não brinca comigo! E agora? - Ela estava de calcinha e sutiã no pé da escada, a saia jeans em uma das mãos e olhava pra ele preocupada.

— Vamos ter que esperar Sasuke chegar, ele sabe que estamos aqui. - Declarou voltando lá pra baixo.

— Ele sabe que EU estou aqui, tinha me dito que você estaria com uns amigos, mas enfim, é bom que ele não me esqueça. - Falou irritada. Itachi sorriu malicioso, estava devendo uma para o irmão já que havia deixado claro no café da manhã que não sairia de casa hora nenhuma, mas Sakura não precisava saber disso, pelo menos não agora. Ele desceu as escadas como um felino mirando sua presa, podendo analisar com calma o corpo seminu em sua frente. A Haruno engoliu em seco vendo o jeito com que era devorada a medida que ele avançava pelos degraus e se aproximava dela, não conseguia se mexer, apenas aguardar o momento com anseio. Ele já chegou esmagando seus lábios contra os dela, as mãos passeando pela cintura até apertarem as nádegas e erguê-la para que lhe rodeasse o quadril com as pernas.

— Não consigo pensar em um jeito melhor de passar o tempo. - Sussurrou rouco contra sua boca. A pele, ainda sensível da Haruno, arrepiou-se pela brutalidade com que ele lhe agarrava e prensava. Não conseguiu responder, apenas voltou a beijá-lo com intensidade, ainda se surpreendendo pela maciez gostosa dos seus lábios, sendo correspondida na mesma sintonia. Ele caminhou apressado pelo abrigo, conduzindo-os até o colchão que ficava voando de um lado para o outro durante os tremores anteriores. 

Ajoelhou-se a deitando sobre a superfície macia, não poderia expressar em palavras como era bom ter liberdade de movimentos. Começou a beijá-la e chupá-la pela orelha, estendendo-se pelo pescoço, colo, seios... Uma das mãos já havia deslizado pela barriga e se infiltrado pelo tecido da calcinha, melecando os dedos na entrada úmida pelo sexo anterior e subindo para o clitóris, onde passou a estimular sem pressa. Sakura gemeu baixinho enquanto sentia todo o corpo acender de novo, dessa vez não tinha a mesma pressa e urgência da primeira vez, era intenso, mas ela conseguia discernir que o calor se acumulando aos poucos na intimidade e se espalhando pelas pernas era resultado dos dedos mágicos de Itachi, já o frio na barriga vinha da língua aveludada que desenhava em sua pele sensível, o calafrio na espinha veio com a junção dos mamilos sendo mordidos e um dos dedos lhe penetrando devagar. Gemeu lânguida, arqueando as costas e impulsionando os quadris para aumentar o contato com Itachi, ele já devia ter percebido, mas ainda assim lhe torturava com um ritmo lento.

— Mais rápido... - Ela gemeu engolindo o próprio orgulho, o sentiu sorrindo contra seus seios e ergueu os quadris estremecendo quando ele lhe penetrou o segundo dedo, a ardência não incomodava mais, pelo contrário, a fazia gemer como uma puta, implorando implicitamente por mais. Quando sentia que gozaria em sua mão ele parou o movimento de forma abrupta. Retirou a calcinha, passando o tecido pelos pés e aproveitando para se livrar da própria roupa.

— Tira isso. - A voz rouca e autoritária, o queixo e os olhos apontavam para o sutiã que ela ainda vestia.

Murmurou várias maldições com a voz chorosa, mas obedeceu resignada e se livrou da última peça de roupa que trajava. Até que ele usou as mãos para puxar seus os joelhos pra cima, abrindo bem as pernas antes de se meter no meio delas impaciente, Sakura sentiu ser alisada pelo membro rijo e a respiração pesada não ficou mais elegante depois da apreensão que se antecedeu pelo próximo movimento do Uchiha.

Itachi lhe penetrou de uma vez, forte e fundo como desejava fazer desde a primeira vez que a viu quando voltou para cidade. Sabia exatamente a roupa que ela estava usando naquele dia, só não se lembraria agora porque gemia alto com o tremor delicioso que lhe correu pelo corpo, o grito lascivo feminino arrepiou toda sua pele e ele repetiu o gesto potente por mais três vezes antes de recuperar o controle. As costas rasgadas ardiam e talvez precisassem de pontos se ela continuasse a bordá-la daquele jeito, por sorte conhecia uma aplicada aluna de medicina, mas não foi por essa razão que prendeu as mãos dela contra o colchão, logo acima dos cabelos rosa. Queria se equilibrar de forma que tudo que pudessem fazer fosse encarar os olhos um do outro.

E não havia dinheiro Uchiha no mundo que pagasse pela visão das feições de Sakura se contorcendo de prazer quando ele lhe estocava cada vez mais fundo, o som imoral das carnes se chocando e as respirações ofegantes eram a trilha sonora no palco montado em cima daquele colchão. Havia deixado-a bem no ponto, então era difícil manter um ritmo com ela beirando o orgasmo, gostava de pensar assim e não ter que ofender seu ego admitindo que interrompia os movimentos porque estava por um triz de gozar primeiro que ela. Mas chegou uma hora que os instintos tomaram de conta e as estocadas ganharam um ritmo insano, violando-a com mais intensidade, as respirações quentes falseando sobres os rostos corados. Itachi sentia o suor descendo pelas costas e chegou ao ápice quando Sakura fechou os olhos com força, gemendo alto, dessa vez sem barulhos indesejados para macular a perfeição daquela voz indecente preenchendo o ambiente ao redor deles, o divisor de águas sendo a intimidade feminina se fechando ainda mais nas últimas estocadas que conseguiu efetuar antes de ser varrido pela força do orgasmo que os arrebatava ao mesmo tempo.

Desabou sobre o corpo abaixo de si, sentindo as vibrações que circulavam pelos corpos extasiados como se fossem um só. Enquanto aguardavam as respirações regularizarem, a barriga dela roncou abaixo de si. Ergueu o rosto para encará-la, ela deu um sorriso sem graça.

— Eu disse que tava com fome. - Involuntariamente as mãos pequenas, já libertadas do aperto, foram até o rosto relaxado, acariciando-o. Ele sorriu travesso.

— Eu estou satisfeito. - Ela revirou os olhos diante da piadinha infame por trás daquelas palavras. - Vamos, vou fazer alguma coisa pra você comer, se ainda existir uma cozinha. - Selou os lábios em uma carícia leve antes de se levantar e pegar a calça de novo. Recolheu as roupas de Sakura que estavam espalhadas e lhe entregou, ela ainda estava deitada no colchão abotoando o sutiã com o rosto aéreo, até se tocar de uma coisa.

— Estamos presos! - Quis lembrá-lo, mas ele apenas ignorou o comentário. Já vestido na calça de moletom, foi até o sofá e pegou a blusa preta, jogando-a displicente por cima do ombro, depois caminhou até a mochila jogada em qualquer lugar, abriu um dos bolsos e puxou um alicate e outra ferramenta que ela não soube identificar qual era. Aquilo estava estranho. Itachi começou a subir as escadas sem preocupação, até assobiou em determinado momento, ela vestiu a saia com pressa esquecendo-se da blusa sobre o colchão, correndo até a base da escada para espionar o que ele estava aprontando. Chegou a tempo de vê-lo manusear os objetos para quebrar e retirar as dobradiças da porta, puxando-a para trás e saindo da frente para que ela se estabanasse no chão. De fato, o armário do lado de fora estava preso de um jeito que impedia que a porta se abrisse, mas aquele não era o foco da Haruno no momento, sentiu as bochechas corarem de raiva quando o Uchiha se virou pra ela com a típica arrogância nas feições e apontava com a cabeça para a saída, tendo a audácia de chamá-la.

— Seu cretino! Você deixou a gente preso de propósito! - Acusou irritada. Ele piscou o olho direito divertido enquanto passava a blusa sobre os braços, vestindo-a. Itachi foi até a entrada do lugar empurrando o armário com força para liberar passagem, subiria o segundo jogo de escadas para o térreo se ela não tivesse sido destruída. Suspirou, mas logo começou a rir da quantidade de xingamentos e maldições que Sakura soltava quando tinha voltado para vestir sua blusa, mas agora ela já subia as escadas a fim de sair do abrigo. Ele escorou no batente da porta e ficou aguardando.

— Ridículo. - Ela finalizou a sequência quando estava no mesmo piso que ele e marchava para fora do abrigo, fazendo menção de ignorá-lo na entrada, a cara emburrada. 

Itachi não resistiu, ela ficava ainda mais linda de bico. Foi rápido ao passar firme um dos braços pela cintura delgada e a colar em seu corpo.

— Você tá invadindo o meu espaço pessoal. - As mãos espalmaram o tórax dele.

— Eu invadi muitas coisas hoje. - O rosto dela corou com a malícia no timbre da voz masculina e a resposta demorou um pouco pra sair, pois ele baixou os olhos analisando seu rosto detalhadamente, era difícil se concentrar com ele lhe encarando daquele jeito tão íntimo. 

— N-não a-ache que você tem algum poder sobre mim agora só porque... - Ele colou as testas voltando a lhe fitar direto nos olhos - Só por que... - As palavras estavam fugindo de sua mente. Itachi foi mais rápido e levou a boca até o pé de sua orelha.

— Só porque você gemia alto meu nome, implorando para que eu não parasse de te comer? – Ele até fechou os olhos sorrindo malandro com a lembrança. Ela arfou pelo tom baixo e lascivo que ele usou para lhe sussurrar aquela obscenidade, o hálito quente batendo contra sua pele. Tentou empurrá-lo, o que foi ridículo dado a força que ela sabia ter para a que usou naquele momento.

— Homens... - Começou constrangida sentindo o rosto arder e arfou minimamente quando o aperto em sua cintura aumentou. - Não ache que ser o primeiro te coloca em algum tipo de pedestal! - Tentou se defender.

— Mas eu não me importo em ser o primeiro. - A voz perdeu a malícia e ele estava sério quando levantou o rosto para ficar reto com o seu. Ela arregalou os olhos sentindo o coração apertar triste com aquela declaração, também não precisava desdenhar da posição! 

— Me importo em ser o segundo... - O rosto foi se aproximando lentamente do seu. - O terceiro... - Selou os lábios de leve ainda com os olhos lhe hipnotizando. - O último. - Declarou por fim com um sorriso discreto na ponta dos lábios. Amava quando ele sorria daquele jeito, amava várias coisas, na verdade, que não dava para listar agora.

Fechou os olhos, aliviada com aquelas palavras e apertou bem de leve o tecido da camiseta preta entre os dedos antes de findar a distância entres os rostos e beijá-lo. Dessa vez não estavam embargados com o desejo e o tesão acumulado que, diga-se de passagem, fora muito bem descarregado. Beijavam-se com ternura, os lábios deslizando com carinho um sobre o outro, ele levou a mão livre para o rosto delicado, acariciando as bochechas coradas com o polegar. Estavam imersos em uma bolha só deles, acordando de forma subliminar que havia bem mais que apenas desejo entre eles. Até que um limpar de garganta sarcástico e característico espocou essa bolha.

— Eu disse que eles estavam bem, amor. - Romperam o contato imediatamente a tempo de encarar um Sasuke com os braços cruzados, do alto do térreo, lhes fitando com os olhos destilando ironia, o sorriso era de vitória. - Na verdade diria que estão bem até demais. - Ino, que estava ao lado do namorado boquiaberta, apenas levou uma mão a boca, sorrindo com os olhos na típica pose que fazia quando ficava sabendo "um babado fortíssimo", segundo suas próprias palavras.


Sakura engoliu em seco antes de dizer exasperada:

— Eu posso explicar!


---


NOTAS FINAIS


Podem falar qualquer coisa, mas que foi caótica foi. Ashaushua. Estou migrando as fics mais curtinhas primeiro. Espero que tenham gostado ^^

Dec. 5, 2018, 6:43 p.m. 3 Report Embed 2
The End

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Post!
Patricia Carmo Patricia Carmo
Nss, mais uma história sua q eu leio e amo! Eu nunca shippei os dois mas ainda sim amei a sua fic! Não consegui responder o seu comentário sobre Adventícia mas estou ansiosa para ler o 3° capítulo! Eu amei MT todas as suas histórias (sim, já li todas) e te achei um escritor maravilhoso! Pfvr não pare de escrever pq quero não parar de me divertir e me entreter com suas histórias das quais são todas MT maravilhosas! Sobre essa com a Sakura e o Itachi já li mais de uma vez desde q li pela primeira vez bem como fiz com Adventícia, amo sua forma de escrever e estou ansiosa para ler o 3° capítulo de Adventícia! Continua escrevendo bem assim! Até baixei o app por conta das suas histórias! Meus parabéns, de vdd ♥️
June 29, 2019, 4:29 p.m.

  • Zacky U. Zacky U.
    Oi lindaaa 😍 Mns que honra e felicidade por ter te ganhado como leitora 🎉 Mais uma vez fico lisonjeado pelas palavras e mto grato por estar gostando do meu trabalho! Vou tentar sempre melhorar e crescer (essa história vou revisar e melhorar alguns errinhos que me incomodam e que não vi na hora, mas respiro calmo em ver que isso não atrapalhou ela ao ponto de vc não gostar ❤️) Sobre o capítulo 03 de adventícia: eu postei já tem dois dias! 🙆‍♂️ Confere lá, não deve ter chegado notificação pra você! Obg por ler e comentar minhas histórias! Abraços ; ) June 29, 2019, 6:17 p.m.
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