A Magia do Amor Follow story

lu-inoue1541002911 Lu Inoue

(...) Hanbridge sentiu o ar lhe faltar e seu peito se aqueceu e se apertou, uma pressão, uma dor, um incômodo incomum. Enquanto a garota sorria glorificando um momento tão tolo, as leves rajadas de vento esvoaçavam os cabelos achocolatados jogando-os contra o rosto do rapaz. Era magia? Porque de uma hora pra outra o mundo desapareceu e restou apenas ela com aquele sorriso iluminado, dobrando os braços com as mãos fechadas em punho e se balançando de um lado para o outro, como em câmera lenta? Ele fechou a boca quando se deu conta do tempo excessivo que a estava admirando. Atsuko não era uma beldade, a garota mais atraente que ele já conheceu, não tinha postura, elegância, nem era dotada de curvas e muitos atrativos físicos, mas aquela energia, aquela aura.Mas seria possível que… (...)


Fanfiction Anime/Manga All public.

#Finalizada #LiTlleWitchAcademia #romance #magia #fluffy
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Diversão

+ Não era nada demais. Somente o maior parque de diversão do mundo, na cidade e todas as suas amigas tinham algo importante pra fazer. Akko não era do tipo que desistia fácil de seus desejos e nós sabemos muito bem disso. Seu sonho era ser como a Chariot e ela fez muito melhor que isso, embora quase ninguém a reconheça e lhe dê o devido valor, mas a bruxa pouco se importa com isso. Com o que ela se importa? Com a diversão, é claro! Com amigas ou sem amigas o dia seria inesquecível.

Em meio a centenas, talvez milhares de crianças, a garota não se destacava muito devido a sua pouca altura, mas estava saltitante a agitada com os pequenos que esperaram tanto para entrar naquele maravilhoso local. Ela tinha trabalhado durante as férias de verão e economizado para estar ali, iria comprar o ingresso quando viu que Diana tinha ganho dois de cortesia e estava prestes a jogar fora, óbvio que ela se jogou sobre a loira e implorou que ela lhe desse de presente. Bem, seria jogado fora mesmo, então o que para uma não tinha valor, para a outra foi de grande economia, mas agora a bruxinha tinha dois ingressos e nenhuma companhia.

Enfim, era seu grande dia, e ela se considera sortuda por ter dinheiro de sobra para comprar o que quisesse. Ergueu o punho animada gritando — É isso aí, eu vou me divertir! — acompanhado de um salto.

Naquela mesma manhã, Kagari recebeu uma visita em Luna Nova, se tratava do jovem Andrew, que tinha ido a cidade na companhia de seu pai que ficou em uma reunião, ele aproveitou para levar o chapéu que a bruxa tinha esquecido em seu carro e nunca conseguiu entregá-la, mas saiu com a notícia de que a menina havia ido ao parque.

Ao voltar para o centro da cidade, o moreno avistou as grandes construções do parque e ordenou que seu chofer rumasse para os arredores do local. Como que por magia do destino, conseguiu avistar a animada bruxa, saltitando na fila em meio as crianças agitadas.

— parece uma delas. — constatou em um murmúrio.

— Disse alguma coisa jovem Hanbridge? — questionou o chofer.

— Sim, sim, pode estacionar por aqui, vou encontrar uma conhecida. — julgava exagero chamá-la de amiga, não eram tão próximos, afinal. —Pode voltar para a câmara, o encontrarei lá assim que possível. — avisou abrindo a porta e saindo do veículo.

Nem se deu conta de que suas mãos estavam vazias, o propósito era entregar o chapéu para a bruxa. Parando a poucos centímetros da menina e olhando-a de costas, ponderou um fato interessante, porque ele não deixou o objeto com suas amigas ou professoras? Era um simples chapéu e para ela que parecia tão desleixada, com certeza não era de tanto valor. Porque estava alí afinal? Porque seus batimentos estavam tão altos que parecia poder ser ouvido por todos os presentes.

Sem encontrar respostas para tantos incômodos questionamentos, Andrew virou-se com intuito de retornar a sua limousine, mas era tarde seu chofer se fora o deixando al. O dia estava quente, ensolarado e ele trajava um terno que já o estava incomodando.

Precisava sair dali de uma vez por todas, afinal não tinha nada em mãos e portanto não teria motivos para abordá-la. Deu o primeiro passo, mas sentiu o tecido de seu terno sendo segurado, com certeza uma daquelas crianças hiperativas, portanto virou-se na intenção de ralhar educadamente, mas seus orbes verdes se encontraram com rubis luminescentes, vivazes e expressivos de uma certa bruxinha.

— Olha só quem eu encontrei aqui. — bradou a menina animada.

— E-eu já estava de saída. — espera, ele gaguejou, justo ele um cavalheiro tão eloquente e seguro de si, como pode gaguejar diante de uma garota atrapalhada e infantil como ela?

— Ah, mas não vai mesmo. Eu estava aqui tentando me convencer de que poderia me divertir sozinha. — baixou os ombros e fez uma expressão triste. — Mas todos vieram acompanhados e eu aqui sozinha, mas agora… Olha, você não precisa ficar na fila, eu tenho ingressos e são VIPS.

— Se são VIPS porque você estava na fila?

— É simples, seu bobo, aqui é mais animado e eu tinha chances de encontrar algum conhecido. Veja que sorte, te encontrei. — revelou com naturalidade o puxando para o local onde estava anteriormente.

— Hey, não pode furar fila! — Um garoto rechonchudo de aproximadamente dez anos, reclama com a boca cheia de pipoca e o grito faz com que farelos voem contra o casal.

— Nós somos VIPS, pirralho implicante! — Akko faz careta e mostra a língua, erguendo os ingressos na mão, fazendo Andrew ficar com gotinhas sobre a cabeça.

— Está discutindo com uma criança. — murmurou limpando os farelos de pipoca de seu terno.

— Foi ele quem começou. Você viu.— com desenvoltura ela enlaçou sua mão a dele e o puxou para dentro do local, entregando os ingressos, sem nem ao menos ouvir uma concordância da parte dele.

Discutir com uma criança, mostrar a língua, deixar de entrar como VIP porque a fila é mais animada, segurá-lo pela mão como se ambos fossem íntimos a vida toda, como se ele pertencesse a ela de alguma forma. Senhorita Kagari era mesmo peculiar, desde o primeiro encontro que tiveram, quando ela estava com orelhas de coelho, ele sabia que ela tinha aroma de encrenca e sempre foi assim, encontrar-se com ela era sinônimo de confusão.

No entanto, Atsuko era uma das poucas pessoas que parecia apreciar quem ele era de verdade. Andrew Hanbridge, seu nome era de peso e portanto era de seu conhecimentos que as garotas se descabelam para estar com ele, mas pelo nome, não por apreciá-lo de fato, mas não ela, Akko não ligava para isso, nem diante do seu pai ela se intimidava.

Ele voltou seu olhar para a pequena em sua frente, que o puxava pelo local cheio de barracas coloridas repletas de brincadeiras, vendas de alimentos, pelúcias. Parecia uma criança em uma loja de brinquedo. O contato entre as mãos estava tão quente e íntimo. Lá estava ele, novamente embarcando em mais uma das loucuras dela.

— Lá está! A montanha russa mais alta do mundo e com doze voltas! Vamos nela primeiro! — tão natural quanto tomou iniciativa de segurar em sua mão, ela o soltou para mostrar onde queria ir.

— E qual a graça de ir naquela coisa para alguém que voa em uma vassoura? — ele a trouxe para realidade e ela parou em meio a saltitar infantil e levou a mão ao queixo analisando o fato.

— Não é a mesma coisa. — ponderou, se lembrando de suas guerras com a vassoura teimosa. — Não vai me dizer que você está com medo.

— Não ponha palavras na minha boca, na verdade é que não vejo diversão alguma em tudo isso. — os olhos verdes se reviraram desdenhosos.

— Credo, já está virando um velho amargo igual ao seu pai. — novamente ela falou sem filtros e ele cruzou os braços.

— Senhorita Kagari, não deveria falar dessa forma. — e teve que conter a vontade de rir porque na verdade ele concordava que seu pai precisava mesmo se divertir mais. — Então podemos começar por aquilo.

— É isso aí! — saltou animada, agarrando-o pela mão mais uma vez, o puxando em direção ao brinquedo.

Seguiram por entre as pessoas, o cheiro de pipoca, algodão doces e maçã do amor, se misturavam no ar, Andrew não sabia explicar mais tudo aquilo combinava tanto com a garota.

Valendo-se do passe VIP, passaram na frente de todos e entraram no brinquedo, as mãos se separaram mais uma vez. O rapaz sentia sua pele formigando com o contato, parecia ter ficado dormente, sem que ela percebesse ele esfregou as mãos para ver se aquela sensação estranha passava.

— Aperta o cinto. Isso vai ser muito divertido. — os olhos dela brilhavam de empolgação, o sorriso formando covinhas nas bochechas redondas.

— Eu duvido muito. — não era como se ele pudesse deixar de ser ranzinza.

O brinquedo foi ligado e começou a andar, as crianças gritaram em comemoração e a bruxinha gritou junto vibrando entusiasmada, erguendo os braços.

Hanbridge sentiu o ar lhe faltar e seu peito se aqueceu e se apertou, uma pressão, uma dor, um incômodo incomum. Enquanto a garota sorria glorificando um momento tão tolo, as leves rajadas de vento esvoaçavam os cabelos achocolatados jogando-os contra o rosto do rapaz.

Era magia? Porque de uma hora pra outra o mundo desapareceu e restou apenas ela com aquele sorriso iluminado, dobrando os braços com as mãos fechadas em punho e se balançando de um lado para o outro, como em câmera lenta?

Ele fechou a boca quando se deu conta do tempo excessivo que a estava admirando. Atsuko não era uma beldade, a garota mais atraente que ele já conheceu, não tinha postura, elegância, nem era dotada de curvas e muitos atrativos físicos, mas aquela energia, aquela aura.Mas seria possível que…

— Andrew, vamos tirar uma foto pra registrar o momento? — indagou a bruxinha, já com o celular na mão, o tirando de seu transe.

— Uma foto?Ah, não, eu não gosto disso, eu-

— Por favor, eu juro que não vou colocar em redes sociais, sei que essas coisas de nome de família é importante, e  vai pegar mal o filho de um político importante em um lugar bobo como esse, vou guardar só pra lembrar mesmo. — declarou sinceramente.

E os olhos verdes se encontraram com os rubis mais uma vez. Kagari era assim… se divertia com tão pouco, não se importava com títulos e aparência, qualquer outra garota estaria tirando fotos e compartilhando com as amigas nas redes sociais, o exibindo como um troféu, não ela. A bruxinha nunca se importou com seu nome, nunca… Enfatizou em pensamento e sorriu tirando seu celular do bolso também.

— Está enganada, Akko, esse lugar não é bobo e sim divertido. Vamos tirar muitas fotos e podemos postar em redes sociais sim. Vamos mostrar aos nossos amigos a diversão que eles estão perdendo.

Precisou de um tempo para que a garota acreditasse na atitude do, sério amigo, mas logo ela abriu um largo sorriso e concordou feliz. Ambos começaram a tirar várias selfies com caras engraçadas e cabelos esvoaçando. Andrew bem sabia a bronca que levaria de seu pai, mas foi afrontoso e nem se importou, queria mesmo divertir-se ao lado da garota espontânea e cativante.

Quando o carrinho chegou ao topo do trilho, Hanbridge sentiu um frio na barriga e ele bem sabia que não era por medo, Kagari colocou a mão sobre a dele como se o acalmasse, julgando que seu desconforto era por  medo, seu orgulho gritou para que se defendesse, mas um lado desconhecido o fez ficar em silêncio e segurar a mão dela, eles se olharam e a garota fez um breve menear com a cabeça, como se o encorajasse, ele se limitou a sorrir, quase involuntariamente.

Quando o carrinho desceu os trilhos de uma só vez, Akko esgoelou, como era previsto e enlaçou os braços em torno do pescoço do rapaz de olhos verdes, o que o fez instintivamente envolvê-la pela cintura, os rostos se colaram e ele sentiu a maciez da pele da bochecha dela contra sua, o cheiro doce de balas de morango.

Era como se aquele momento fizesse tudo valer a pena, o calor, a gritaria, as crianças inquietas, nada mais existia só aquele abraço tão natural e involuntário, que ele tinha certeza que ela faria com qualquer outra pessoa, pois era seu jeito de ser, mas para ele aquilo foi tão especial que desejou secretamente que aquela queda durasse para sempre.

Continua...

Nov. 26, 2018, 9:09 p.m. 0 Report Embed 6
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