B.J. Alexandre e outras drogas Follow story

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@sweetreaderbb era o usuário por detrás de um dos maiores blogs de fansubs de Incheon. Seu trabalho conquistava cada vez mais leitores, e seu nome carregava grande respeito entre os autores de comics locais, devido sua preocupação com direitos autorais e valorização desses artistas independentes. Assim, seu nome tornou-se referência pelas interwebs, por sempre entregar o que prometia. A organização ímpar de seu domínio era admirada por colegas, invejada por outros tradutores. O usuário apenas dava o seu melhor em seu amado hobbie. @sweetreaderbb levava, assim, uma vida tranquila. Até aquele maldito e-mail, onde sua permissão para traduzir B.J. Alexandre tinha ido para o ralo.


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De como tudo começou.

B.J. Alexandre e outras drogas


AVISO: Todos os acontecimentos aqui descritos são meramente ilustrativos, e apenas foram inspirados por alguns esporádicos eventos cotidianos. Todos os nomes aqui citados foram alterados para apenas fazerem alusão à realidade, não correspondendo, hora alguma, à mesma, nua e crua. Todos os personagens possuem apenas semelhança física com os artistas a que seus nomes estão associados, e suas personalidades são fruto única, pura e exclusivamente, de um indivíduo que gosta de doces e de tentar contar alguma coisa. Por favor, se algo incomodar, fale diretamente comigo, que não exitarei em alterar o mais rápido o possível. Tenha uma boa leitura!


"WebComics. A oitava maravilha do mundo. 


Em um tempo onde a leitura digital tem conquistado cada vez mais espaço, era de se esperar que determinadas obras passassem do papel para plataformas on-line. Cada vez mais sites globo afora tem construído verdadeiras bibliotecas de Alexandria na internet, popularizando e facilitando o acesso a grandes nomes da literatura, desse ou de séculos atrás. 


Esse processo de democratização do acesso a livros estende-se para além desses paralelepípedos recheados de folhas. Mangás, HQ's, folhetos e panfletos, todos possuem seu gêmeo virtual. Na rede, basta apertar apenas um botão, digitar uma palavra-chave ou buscar pelo nome do produto e, voilá! Está feito. Pode começar a destrinchar o universo selecionado. 


Quer conhecer um pouco mais sobre Machado De Assis? Dê um Google. Basquiat? Tem também, veja na Amazon. Confúcio? Até perfil no twitter ele já fez. 


Outro fenômeno garantido pela inundação de publicações já existentes no mundo físico, nas várias páginas da internet, foi a (parcial) destruição das elites publicantes. Neologismo à parte, a burocracia por detrás dos processos de publicação em editoras foi deixado de lado. A entrega de um manuscrito e o anseio pela sua aprovação já não são mais tão necessários para autores iniciantes. 


Agora, é possível se auto-publicar. Cada vez mais plataformas de distribuição de histórias são criadas, e que buscam se adaptar às necessidades de cada usuário. Bons designs e boas ferramentas de edição, simplicidade na adição de conteúdos multimídia e regras que protejam a dignidade de cada um dos que buscam se aventurar na propagação do entretenimento. É como uma vez já foi dito: 


Qualquer um pode criar (ou algo assim, deve ser). 


É aqui onde entramos no cerne de toda essa discussão: as webcomics. O que raios são, de onde vieram, do que são feitas? Do que falam, para onde vão, porque existem? De modo geral: what the fuck? 


Não se sabe o certo quando essas belezinhas começaram a integrar o hall de coisas disponíveis na internet, mas uma coisa é certa: são histórias em quadrinhos. Mas, não são histórias em quadrinhos quaisquer. Lembra quando eu disse que toda criatura possui uma correspondente virtual? Talvez eu me enganei. 


As webcomics não podem ser adquiridas. Pelo menos, não em qualquer camelô por aí. Elas existem apenas na grande web. O nome é quase auto-explicativo, não? 


As restrições podem soar equivocadas mas, no entanto e em sua maioria, é assim que funciona. Ir à uma revistaria, uma banca ou um posto e revirar cada canto em busca de uma webcomic apenas resultará em frustração. Esses são espaços para o papel, para capas de papelão embebidas em tinta e traços carregados de personalidade. E seus conteúdos, geralmente, pertencem ao lugar comum. 


E é aqui, mais uma vez, que as coisas tomam outro rumo. Nenhum assunto é proibido nesse formato. Cada quadrinho desenhado pode abordar toda e qualquer coisa. Sem exceções. Mas, como já disse, há regras, códigos a serem seguidos. É assim que crimes virtuais são impedidos. Portanto, deixe-me reformular, para ficar ainda mais compreensível. 


Nenhum assunto é proibido, nenhum tema é tabu, desde que seja abordado de maneira correta e humana. Que não haja romantizações ou incentivos, fascínios exacerbados e fomento de crueldades. Quer falar sobre relacionamentos abusivos? Fale. Mas não diga que é amor, não há mais tempo para falácias. 


Essa liberdade, essa permissividade, além de abrir diante do leitor um mar de possibilidades, insanas ou ruins, facilitou algo extremamente positivo: descrever qualquer coisa é poder descrever qualquer um. Tribos, grupos sociais diversos, ganham um pouco mais de voz nesse meio artístico. 


Ir à livraria, procurar por uma obra que aborde com delicadeza os nuances de uma vida marginalizada, seja por orientação sexual ou pela raça, é um trabalho exaustivo. Um ou outro exemplar serão salvos. On-line, a roupagem é outra. 


Exceções são regras, pois mais uma vez, como já foi dito, qualquer um pode criar. 


Protagonistas deficientes, sociedades igualitárias, casamentos entre seres humanos e seres fantásticos, de toda e qualquer diferenciação. As webcomics permitem isso, bem mais do que os meios de publicação comuns (em devidas proporções, logicamente, devido as ideias de cada um, a quais histórias serão contadas. Mas essa é a realidade, e está acontecendo agora). 


Curioso sobre como seria uma aventura no Nordeste brasileiro? Cangaceiro está em andamento com sua publicação. Quais são as dificuldades físicas e psicológicas de um adolescente deficiente? Por favor, me salve pode te contar um pouco. E a mente doentia de um assassino é destrinchada em O Matador de Stalkers. 


Histórias. Estórias. Contos. Vivências. Tudo ao alcance dos dedos, apenas aguardando serem lidas, descobertas, contadas. Não apenas é possível ter acesso as produções de seu país, como também as do mundo inteiro. Criadores, que permitem que suas criaturas sejam distribuídas para quem quiser. Alguns usufruem de ganhos, outros apenas deixam rolar. Isso vai de cada um. 


Porém, nem tudo são flores. Em um universo tão vasto, com tanto a ser visto, um grande problema surge: a pirataria. As construções que levam dias para serem lapidadas, diálogos e quadros que precisam ser revisados para melhor passar suas mensagens apenas são copiados, tratados de qualquer forma e apenas sendo "mais um" nos acervos de sites desonestos. 


O desagrado que permeia essa situação acaba por se agravar quando é preciso levar em consideração algo incontrolável, que se alastra quase que como um ser vivo pelas entranhas de grupos e mais grupos de leitores: as traduções. O obstáculo maldito, aquele que separa famintos de fornecedores. Sem conhecer mais do que a língua-mãe, como desfrutar de projetos tão incríveis? 


Os meios legais para tanto, na maior parte de todos os casos, são caros. Para chegar ao conteúdo desejado, é preciso tirar do próprio bolso. O que não é nada mais do que justo, considerando que as webcomics tornaram-se, com o tempo, o 'ganha-pão' de vários autores. Suas postagens são seu emprego, parte de suas vidas; e para adquirir alguma, é preciso fazer uma troca. 


Nesse ponto, a pirataria domina o cenário. Com traduções precárias e páginas mal escaneadas, a liberdade de pensamento de seus criadores originais é minada. A vontade de continuar com seus projetos esvai-se. Pois, afinal, qual o propósito por detrás de tamanho esforço, tamanho tempo gasto e que, logo mais, ao ser posto na famosa "terra de ninguém", terá um tratamento tão desrespeitoso? Qual o sentido de continuar com algo assim? 


Uma ferramenta concebida para fins tão nobres, para facilitar a propagação de escritos e incentivar cada vez novos produtos, é utilizada, justamente, para propósitos totalmente contrários. Pois aqueles que conseguem, de maneira respeitosa, ter acesso ao material de qualidade, tem suas práticas machadas por aqueles que preferiram agir de qualquer maneira, sem cuidado ou empatia. 


E, outra vez, é aqui onde entra @sweetreaderbb. 


Nov. 21, 2018, 5:27 p.m. 0 Report Embed 1
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