Os amores fracassados de Oikawa Tooru Follow story

alex_setubal Riku Absolem

Oikawa Tooru amou sem medo de ser magoado, não foram poucas vezes e nem correspondido, mas isso não o abateu, não desistiu, não até aquele momento. "Eu devo estar enlouquecendo."


Fanfiction Anime/Manga Not for children under 13.

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Tulipa - Kageyama Tobio

Avisos:



- Beijos homoafetivos

- Bebidas alcoólicas

- Violência

- Insinuação de sexo



O texto em itálico corresponde a lembranças, cenas que aconteceram no passado. Qualquer dúvida é só mandar.



Sem mais delongas, enjoy... Ps: Também postada no Spirit e Wattpad, usúario Riku Setúbal ou Riku Absolem, afinal, somos um só. 


∆ Levantadores

∆ Competitivos

∆ Controladores

∆ “Reis" da quadra



Esses eram todos os pontos que tínhamos em comum e eu sabia perfeitamente disso, o que não ficava nenhum pouco satisfeito ou contente, porém, o jeito era aceitar. Sempre me consideraram um rapaz jovem, bonito e sedutor, ganhava atenção da maioria das pessoas — principalmente dos estudantes de sexo feminino que viam os treinos e/ou jogos que eu participava. Não sou paquerador, mas devido a minha aparência muitos pensam isso, para falar a verdade, eu sigo o embalo sem me importar, aceitando mimos, declarações e olhares maliciosos sem o menor pudor das garotas, mas do único que esperava o mínimo de consideração que fosse, só ganhava patadas e ofensas.


No entanto, nem todas as vezes isso era um problema, inúmeras vezes acabávamos mais próximos do que nunca ao invés de nos distanciarmos.


— Sabe, se você treinasse mais poderia acabar chegando ao meu nível. — Falei com meu costumeiro sorriso maldoso, o tom alegre não encubria os sentimentos bons e ruins que eu sentia por ele. Encarei a face irritada de Kageyama, notando a veia que saltava em sua testa, não pode evitar sorrir mais. — Será bastante difícil na verdade, mas caso se esforce... Talvez consiga, Tobio-chan.


— Vai se ferrar, Oikawa. E pare com esse apelido idiota! — Murmurou e cruzou os braços. 


— Por que eu pararia, Tobio-chan? É tão fofo, combina com você.


Encostei-me na parede da quadra. Havíamos ficado ali depois do treino para que treinássemos levantamento, o Tobio queria dicas e eu passar um tempo com ele então ambos saíam vencendo. Ao menos foi o que pensei até começarmos a implicar um com o outro. Uma bola que atingiu a rede ao invés de passá-la foi o marco de nosso conflito, seu rosto vermelho e expressão de desgosto só me deu vontade de ofendê-lo, deve ter sido por isso que ao invés de dizer algo como "Na próxima você consegue" o que saiu por meus lábios foi um "Você é um péssimo jogador" o que estava longe de ser verdade.


— Não sou fofo, Oikawa!


Seu tom era bravo, mas o sorriso pequeno que apareceu em seus lábios dizia o contrário. Ficamos nos olhando por longos minutos, nenhum dos dois abria a boca nem para pronunciar um "a" sequer, pude analisar até os mínimos detalhes de sua face, seus olhos tempestuosos, queixo fino e nariz um pouco arrebitado pareciam tão charmosos naquele momento. Queria poder me aproximar dele, mas se o fizesse, provavelmente perderia o pouco controle que tinha e faria besteira.


— Po-posso ser bem melhor do que você se tentar. — Voltou a falar, gaguejando por algum motivo desconhecido por mim. Ri de sua infantilidade, ignorando o belo tom avermelhado que estava em suas bochechas.


Éramos duas crianças implicantes, agíamos tão confusos perto um do outro que acabávamos perdendo o foco das coisas, mas eu amava isso em nós, a forma como nossos problemas pareciam ser maiores do que tudo e ao mesmo tempo tão insignificantes.


— Se pode... Por que não tentou ainda? — Inquiri baixo, falando pausadamente.


Dei um passo em sua direção, em um claro desafio. Ele recuou, apoiando as mãos na cintura sem desviar o olhar do meu. Dava para sentir seu nervosismo de longe, porém, Kageyama não era dos que perdiam sem lutar.



Tobio se recompôs.


— Não está nos meus planos humilhá-lo agora. — Disse baixo.


— Realmente? Pois eu acho que você apenas não consegue.


Dei mais um passo e ele hesitou antes de fazer o mesmo, se aproximando de mim. Sua expressão estava séria novamente, mas havia um brilho diferente em seus olhos azuis, algo intenso e incrível de se ver.


Ele estava perto. Perto demais.


— Tobio-chan, eu consigo humilhá-lo quando, onde e como quiser. — Falei antes que pudesse dizer qualquer coisa, olhando-o de cima a baixo e dando o melhor sorriso malicioso que conseguia. — E não preciso planejar, é natural.


— Não tenho esse seu dom de não valer nada.


— Se quer mesmo ser como eu, você vai adquirir isso com o tempo, além de todos os meus defeitos e virtudes. Mas precisará se esforçar ainda mais. — Dei de ombros e ele fez algo que eu não esperava, sorriu.


Ergui uma sobrancelha, confuso.


— Que foi?


Ele não quis me responder e não me importei disso.


Não lembro quem deu o primeiro passo, isso nem importava na época e agora muito menos, mas... Em um momento estávamos discutindo e provocando um ao outro, no seguinte estávamos aos beijos, as mãos afobadas e ágeis do garoto segurando minha cintura com cuidado enquanto eu me curvava em sua direção, circulando seu pescoço com os braços e mantendo-o perto.


A competitividade que tínhamos fora deixada de lado naqueles infames segundos, só queríamos continuar com aquele erro, sem nos importarmos com o que viria a seguir.


Fomos tolos, não vejo problema em admitir isso hoje em dia. Eu era tão ingênuo que deixei-me levar pelos sentimentos que me torturavam por dentro a tanto tempo e ele era ingênuo ao ponto de me seguir, sem pensar nas consequências.


"Poderíamos acabar virando um casal." Poderíamos, a palavra se colocava perfeitamente em foco na nossa situação, uma alternativa impossível que parecia a mais correta. Na verdade, a partir daquela noite as coisas só ficaram mais complicadas, nossas brigas teriam menos sentido e seríamos ainda mais competitivos do que nunca. Eu não queria perder o controle, mas sua indiferença quanto ao que houvera só me magoava e... Não pude evitar descontar nele.


— Você ia bater nele. O que foi aquilo Oikawa? — Hajime perguntou bravo, acho que aquela foi uma das poucas vezes que usou aquele tom frio comigo. Estávamos no vestiário, eu estava sentado sobre as panturrilhas no chão defronte a dele, olhando para seus pés descalços sem conseguir encará-lo.


— Iwa-chan, eu não sei. Aquela hora eu estava fora de mim, com muita coisa na cabeça... Isso foi um impulso! Eu perdi o controle


— Isso não é desculpa! Você gritou com ele e-


— Você vive fazendo isso! Vive gritando com a gente e nem por isso lhe damos sermão. — Gritei angustiado, olhando para seu rosto pela primeira vez desde que entramos ali. Seus olhos tempestuosos fixaram-se nos meus e não consegui desviar, a agressividade ali presente fez com que eu me calasse.


Iwaizumi se aproximou, agachando na minha frente e dando tapa na minha cabeça, a sua expressão séria fez com que eu contivesse minha língua. Hipócrita.


— O problema aqui não é você ter gritado ou não. — Disse respirando fundo, o tom baixo e calmo me dando arrepios. Ele também tentava ocultar o estresse, dava para notar pelo modo como as sobrancelhas se franziam e o lábio tremia levemente. — É normal explodirmos, Oikawa, principalmente quando estamos sobre tanta pressão. Mas tem lugar e hora para fazer isso e... Não era aquele.


— Então, quando é o momento certo? Onde eu posso explodir? Iwa-chan, isso é difícil para mim... – O mesmo estava prestes a falar algo, quando ouvimos o som da porta se abrindo e uma respiração corrida e entrecortada se fez presente. Não olhei para ver quem era, mas Hajime inclinou a cabeça na direção e viu, pois balançou a cabeça negativamente e encarou-me quando a porta fechou novamente. A mão dele que permanecia em minha cabeça empurrou-a um pouco para trás, acariciando meu cabelo, seu olhar não era mais de fúria, agora parecia mais... Curiosidade.


— Aconteceu alguma coisa entre vocês dois? — Perguntou baixo.


— Aconteceu, eu e ele... Estou tão perdido, Iwa-chan. — Reclamei alto, vendo sua expressão se tornar preocupada. Apertei as mãos com força no colo, sentindo uma vontade estranha de chorar. — A gente se beijou e isso não foi nada pra ele, o Tobio continua com aquele ar idiota e indiferente, falando comigo como se nada tivesse acontecido... Aquilo significou muito para mim, mas e ele? Nada mudou! Iwa-chan, eu não sei o que fazer...


Iwaizumi apoiou a mão no meu ombro, apertando-o gentilmente. Não estava nos meus planos chorar diante do meu melhor amigo e me assumir daquela forma, mas foi como aconteceu. Talvez tenha sido melhor daquele jeito.


— Vocês conversaram sobre isso? — Inquiriu e neguei com a cabeça, ele enxugou uma solitária lágrima que escorria por meu rosto. — Vai lá, fala para ele, Oikawa, diz o que sente... Não é você que sempre tenta e nunca desiste do que quer?


— É, mas...


— Sem mas. Vai Oikawa, vá atrás dele, ele provavelmente foi lá fora já que não se trocou ainda e viu que estamos aqui dentro.


— Viu?


Iwaizumi só concordou com a cabeça, levantando e oferecendo a mão para que eu fizesse o mesmo.


Procurar o Tobio na multidão nunca havia sido tão fácil quanto naquele dia, um garoto triste e sozinho próximo a um murro de pedra não era nenhum pouco discreto, principalmente quando os ombros desse tremiam e ele parecia chorar.


— Tobio-chan... — Chamei aproximando-me do rapaz, seus ombros tencionaram.


— O que quer, Oikawa? Veio tentar me bater de novo? — Exclamou furioso, esfregando os olhos com as costas das mãos. Ele virou-se, ficando de lado, o olhar fixo direcionado ao estacionamento.


— Eu... Só queria vê se você tá bem.


— Você se importa com o que eu sinto? Ah, tá bom. — Falou alto, que bom que não tinha pessoas ao nosso redor, se não elas teriam ouvido meu coração se partindo com aquelas palavras. Kageyama me encarou, o ódio que sentia por mim reluzindo em suas orbes e parecendo me queimar vivo. — Agora que já viu já pode ir embora.


Engoli a seco, sentindo minha garganta arranhar.


— O que fiz lá dentro foi errado, eu estava estressado e não deveria ter descontado em você, muito mesmo avançado em sua direção e tentar te agredir. Tu estava errado, mas eu não deveria ter agido daquela forma infantil, normalmente não sou tão agressivo! Você sabe. — Pedi calmo, tentando não transparecer meu desespero. — Desculpa, Tobio-chan.


— Tanto faz, Oikawa, nem ligo para aquilo. — Falou sem me encarar, a expressão havia suavizado, mas ainda havia raiva em seu semblante.


— Não minta.


— Não estou mentindo! — Gritou de volta, manchas avermelhadas e inchadas nos cantos de seus olhos, as bochechas úmidas ainda eram notáveis mesmo que ele houvesse enxugado as lágrimas. Ele realmente estava chorando, mas por quê? Se não era por nossa briga, qual era o motivo dele estar assim? Seria culpa minha? Eu me perguntava, sem saber o que pensar ou dizer.


— Então por que está assim, Tobio-chan? Se não é por minha causa então-


— Quem disse que não é por sua causa? — Tornou-se agressivo novamente, fechando a mão como se fosse me socar e apertando com força. Ele grunhiu furioso. — Você é um maldito galinha, não é? O Iwaizumi sabe que você dá em cima de mim e dele ao mesmo tempo? Que a gente se beijou?


— Claro que sabe, eu digo tudo pra ele... — Respondi confuso, um lampejo clareando minha mente quanto aquilo, não pude evitar sorrir bobamente. — Por que a pergunta? Não me diga... Você está com ciúmes de mim, Tobio-chan?


As bochechas dele adquiriram um tom rosado.


— Não é de você, idiota! — Exclamou, batendo a mão na testa, fazendo aquela pausa como se pensasse com cuidado nas palavras que ia dizer. — Eu gosto do Iwaizumi.


Algo se quebrou dentro de mim e fiquei quieto, sem saber o que fazer. Suas palavras foram um golpe certeiro e doloroso, atingindo-me antes que eu pudesse reagir. Respirei fundo, acalmando meu coração da melhor forma possível.


A vontade de chorar me acertou com força novamente, mas dessa vez eu não me deixaria derrubar, não diante do Kageyama.


— Então... Por que me-me beijou? — Inquiri baixo, a voz falhando vergonhosamente.


Limpei a garganta, faziam horas que eu estava acordado e nem água estava ingerindo, isso não me faria bem depois. Apoiei a mão no chão, pegando a garrafinha que estava jogada na mesa e dando um gole. Estiquei as pernas debaixo da mesinha, olhando para o teto enquanto continuava a beber. Lembrar daquela época me dava saudades, era um pouco triste, mas eu já havia superado, amores passageiros e amizades desfeitas não eram nada demais para mim.


— O que está fazendo? — Hajime perguntou, o tom rouco de quem estava acordando agora arrepiando-me de forma que não deveria. Olhei confuso para ele que estava parado e encostado na porta do quarto, os cabelos bagunçados e cara amassada.


Ri baixinho, fechando meu caderno para sair de meus devaneios e me levantando, mas não sem antes colocar a caneta no porta lápis e pegar a toalha sobre a cama. Fui em direção a ele, praticamente esquecendo o que fazia antes, um sorriso pequeno nos lábios.


— Nada não, apenas escrevendo bobagens do passado. — Respondi do jeito mais normal que conseguia. Vendo-o levantar uma sobrancelha em curiosidade mas não perguntar nada. — Os outros já acordaram?


Ele deu as costas, fechei a porta do quarto, seguindo-o para a sala.


— Não, mas vão acordar agora. Viemos para passar a noite e treinar pela manhã e não para acordar ao meio dia. — Iwaizumi parou, olhando-me por cima do ombro. — Não foi?


— Sim, senhor. — Respondi e seus lábios formaram uma fina linha que poderia se igualar a um sorriso. Por algum motivo meu interior se aqueceu com aquilo, abri a boca e a fechei sem dizer mais nada.


— Ótimo. Vamos, Oikawa, temos que levantar um batalhão e não será fácil.


— Claro, Iwa-chan. — Falei baixo, seguindo-o até onde os outros dormiam.


Eu devo estar enlouquecendo.


Nov. 20, 2018, 5:39 p.m. 0 Report Embed 1
To be continued... New chapter Every Monday.

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Riku Absolem Poxa, Lucifer, nao chora.

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