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Capítulo I – Conhecendo JongIn: O Contrato

12 de Janeiro de 2013

16h29min



JongIn estava com seus dois amigos na cafeteria, perto de academia de dança que frequentava.

-... Então ela perguntou qual era meu favorito entre os nomes que ela citou para nossos futuros filhos. – contou SeHun aos amigos.

Todos começaram a rir.

- Ela não desisti. – comentou Lay. – Mas você já pensou em dar uma chance para ela?

- Está louco? Eu não gosto dela. Sem falar que sou muito jovem para me amarrar. – disse SeHun indignado.

- Sem falar que ela é estranha. Parece uma stalker. Vai saber que coisas ela pode fazer com o corpinho do SeHun. – JongIn disse de maneira divertida.

- Vai se catar, JongIn. Por que você também tem uma caralhada de mulher atrás de ti. – respondeu SeHun, fazendo o amigo corar, algo tão atípico de um alfa.

- Elas-elas não correm atrás de mim. – gaguejou JongIn, vermelho e encolhido.

- Não mente não, bebê, que é feio. Não é Lay? – SeHun disse zoando.

No entanto, Lay não respondeu, estava muito ocupado cuidando do ômega que tinha entrado na cafeteria e se dirigia ao balcão do lugar. Os dois amigos vendo que Lay não estava prestando atenção neles, seguiram seu olhar, percebendo o ômega fazendo seu pedido.

- Falando em não desistir. – comentou SeHun, com um sorriso malicioso.

De repente, sentindo o peso dos olhares, o ômega olhou na direção da mesa dos três alfas, que não tardaram em disfarçar seus olhares, virando o rosto rapidamente. Ficaram assim enquanto o ômega saía da cafeteria com seu pedido para a viagem.

- Bem, não podem dizer que não somos discretos. – comentou SeHun sorrindo zombeteiramente.

- Lay, por que não desiste dele? –questionou JongIn preocupado com o amigo, mas ao mesmo tempo feliz por terem desviado a atenção dele.

Já fazia meses que Lay gostava do ômega e tentava se aproximar, mas sempre era barrado delicadamente pelo mesmo. SeHun e JongIn só podiam ver o amigo tentar incessantemente, na faculdade, nas festas e até na cafeteria puxar papo com o ômega, que fugia de si.

SuHo era um ômega de boa família, igual aos três alfas. Todos se conheciam pelo meio em que viviam. Sabiam que os pais não contestariam um relacionamento entre os dois, além de saberem que o ômega não tinha um prometido, então não entendiam a constante negação para com um alfa tão gentil e legal.

- Bem, agora que o Lay já viu o crush dele e cumprimos nossa missão diária do por que virmos sempre aqui, vamos embora. – SeHun disse antes de se levantar, já indo em direção ao caixa pagar sua comida.

Os três amigos pagaram suas referidas contas e continuaram com seu caminho.

Lay era o mais velho deles, com 21 anos. Um alfa calmo e gentil.

JongIn era o do meio, com 19 anos. Um alfa que nem parecia alfa, corava fácil, envergonhado e não gostava de chamar atenção.

SeHun era o mais novo, com 18 anos. Um alfa sarcástico, o mais extrovertido do trio, sempre saindo e curtindo por aí. Era o que movimentava a vida dos outros. E quando pequeno, geralmente era o que convencia os meninos a aprontarem, se metendo em problemas que resultavam sempre em broncas dos pais.

Os três cresceram juntos no meio da sociedade mais avantajada da qual faziam parte. E todos compartilhavam algo em comum, o que os juntou por todos esses anos: o amor pela dança. Frequentavam a mesma academia desde criança e queriam fazer isso para sempre, mesmo que tivessem que conciliar sua paixão com os estudos sérios que os preparavam para assumir e cuidar de suas respectivas fortunas. E por mais que o tema dançar já tenha causado certas brigas entre os meninos e suas famílias, eles não desistiam de sua paixão.




12 de Janeiro de 2013

21h13min



JongIn se ajeitou antes de entrar no escritório de seu pai. Possuía muito respeito pelo mais velho. A relação dos dois não era a clássica, como se via nos doramas que sua mãe gostava de ver. Seu pai sempre foi muito atarefado e trabalhador, mas sempre achou um tempo para a família e JongIn cresceu sem ter do que reclamar no quesito atenção, tinha ótimas memórias com o pai.

- Mandou me chamar pai? –falou ao entrar no escritório.

- Mandei, JongIn. Preciso falar sobre algo sério com você. Sente-se, por favor. – falou o mais velho, indicando à cadeira a frente de sua mesa. Fez uma pausa enquanto via o filho sentar no lugar pedido, parecendo tenso. E nem podia acalma-lo, pois o assunto causaria ainda mais tensão do que a já sentida por JongIn. – Não vejo motivos para enrolar, então serei direto. – o mais novo concordou, assentindo. – Na minha mocidade eu tinha um amigo tão inseparável quanto você com os garotos da família Zhang e Oh. O nome dele era Lee WonYoung. Crescemos juntos e fizemos uma promessa quando ainda brincávamos de correr pelos jardins, nós dissemos que nossos filhos se casariam um dia. – nessa hora a boca de JongIn se abriu em surpresa, sabendo onde seu pai queria chegar com essa conversa, mas mesmo assim não interrompeu a fala do mais velho. – E mesmo sendo crianças, a palavra de um alfa é a palavra de um alfa. Na nossa adolescência, WonYoung conheceu Do JooAh. Ela não fazia parte do nosso meio, mas tão rápido quanto eles se encontrarem, eles já estavam amando um ao outro. Mas WonYoung não poderia ficar com JooAh, seus pais nunca permitiram isso, além dele já ter uma prometida. No final, eles acabaram fugindo. Ele trocou seu nome para não ser achado e trocávamos cartas escondidos. No entanto, com o passar do tempo, elas foram ficando cada vez menos frequentes, mas não me incomodei com isso por que ele estava realmente se esforçando na nova vida, trabalhando e construindo uma vida com JooAh e sempre me dizia que por mais que fosse difícil, não se arrependia. Mas um dia as cartas pararam, na época em que você estava com dois anos de idade. Continuei não dando importância e vivi minha vida, acreditando que meu melhor amigo estava feliz. Sabe, sempre tive orgulho dele. – JongIn não conseguia nem falar, sentia que estava descobrindo um novo lado do seu pai, algo que ele nunca partilhara com ninguém. – Conforme você crescia, fui me lembrando daquela promessa e me preocupei, mas continuei levando, pensando que se ele não aparecesse para cobra-la, eu podia continuar assim. Porém, a curiosidade foi maior e mandei pessoas para encontrarem meu amigo. Ontem à noite recebi o resultado da pesquisa de meses do meu pessoal. WonYoung está morto há quase vinte anos. Morreu no inverno de 1996, em um acidente de carro. – mais uma vez JongIn ficou surpreso e não escondeu esse sentimento. Podia ver no rosto e ações de seu pai que ele não estava bem com aquela notícia. Imaginou o que ele estava passando, ao saber que seu melhor amigo estava morto, ficaria arrasado se acontecesse isso com ele e seus amigos. – JooAh vem cuidando do filho deles sozinha desde então. A vida financeira deles não é a melhor, mas JooAh é uma mulher forte e aguentou muita coisa, o pequeno KyungSoo também me parece um menino muito forte, ajudando a mãe das formas que pode. Trabalha desde muito cedo e conseguiu entrar em uma universidade pelo mérito de sua inteligência. – o mais velho deu um suspiro antes de continuar, tomando coragem. – Então é isso, JongIn. Você é esperto o suficiente para saber aonde essa conversa vai levar. Eu fiz uma promessa com WonYoung e quero cumpri-la. Quero que se case com KyungSoo.

JongIn ficou um tempo calado, se recuperando e absorvendo a história que seu pai lhe contou, antes de falar.

- Mas, abeoji... – falou de forma hesitante. – Isso não é completamente justo comigo.

- Sei que não, filho. Mas não posso mudar nada em relação a isso.

- E meus estudos? Tenho 19 anos, sou muito novo para casar e...

- Daqui a pouco terá 21 anos e será maior de idade, sendo um cidadão legalmente, podendo casar se quiser. – JongIn já ia abrir a boca para retrucar, mas seu pai foi mais rápido, falando primeiro. – Não me agrada a ideia de te casar desse jeito também. Por isso vamos fazer um acordo aqui. Você tem um ano, JongIn. Ache alguém que ame nesse tempo e me apresente e eu esqueço essa história. Vou apenas ajudar a família do meu falecido amigo da forma que puder e eles nunca saberão disso. O conhecimento dessa promessa irá morrer comigo e com você. Mas se dentro desse prazo, você não achar ninguém, terá de se casar com KyungSoo.

JongIn ficou boquiaberto e surpreso. Não sabia o que fazer. Como acharia alguém em tão pouco tempo para amar? Mas também tinha noção que esse acordo seria a melhor oferta que conseguiria de seu pai. Ele tinha um ano para achar o amor de sua vida.




13 de Janeiro de 2013

13h14min



JongIn andava apressado pelas ruas, tinha marcado de se encontrar com seus amigos no Coffee Prince. Queria contar a novidade que seu pai tinha lhe dito ontem e sobre o ultimato. Pensava que SeHun riria de sua cara e Lay demoraria para entender a situação, para então ficar preocupado consigo. Estava tão avoado que demorou a reparar em uma briga que acontecia a poucos metros de si.

Ele viu três homens altos batendo em um que eramenor que eles. JongIn não gostava de se meter nas coisas dos outros, mas detestava covardia, aqueles caras não estavam brigando limpo. E quando dois deles conseguiram segurar o baixinho para que o terceiro lhe desse um soco no estomago, fazendo com que cuspisse sangue no chão, foi que JongIn chegou perto o suficiente para sentir o cheiro dos homens. Não pode acreditar em seu olfato, o rapaz menor era um ômega que estava apanhando de três alfas.

- Ei! – gritou JongIn para ser ouvido. Os homens olharam para ele e largaram o baixinho, se aproximando de si. O moreno lutou para se manter firme, por mais que se sentisse intimidado e evitasse tremer com todos aqueles olhos voltados para si.

- O que é?! – perguntou o alfa do meio, de forma arrogante.

No entanto JongIn não teve tempo de responder. Mais rápido do que achava ser possível, o baixinho chegou por trás dos alfas e derrubou o da esquerda com um golpe que JongIn nem pode assimilar ou conhecia. Logo desviando do outro alfa que vinha em sua direção, enganchando no pescoço do alfa que falara com JongIn, tomando impulso e derrubando-o com um baque pesado no chão, acertando sua cabeça com a cotovelo. Agora sobrara só um alfa, ao qual o ômega deu uma rasteira, e chutou sua cabeça quando esse caiu no chão.

Surpresa nem descrevia o que JongIn sentia nesse momento. Quando o ômega olhou para si com aqueles olhos escuros e penetrantes, engoliu em seco e de novo controlou a vontade de fugir. O ômega veio em sua direção e quando já estava a sua frente um tremor de medo passou por seu corpo.

- O que foi?! Achou que seria o alfa príncipe encantado salvando o ômega donzela indefesa?! – perguntou de forma rude o menor.

- Não. – a resposta foi quase um sussurro. JongIn já não escondia seu medo. Será que esse cara ia o bater também? Mas também estava ofendido pelo ômega destratar dele assim quando tentou apenas ajuda-lo. – Eu só queria ajudar, achei injusto... – não conseguiu terminar sua frase, pois o ômega avançou para mais perto, praticamente cuspindo as palavras sobre si.

- Não preciso da sua ajuda! Como viu, posso me cuidar muito bem sozinho! – disse furioso, antes de dar as costas e sair andando a passos firmes, deixando um JongIn pasmo para trás.



Notas

Olá, gente. Sou nova por aqui, por isso perdoem qualquer erro, por favor. Espero que gostem de ler essa fanfic. Tenho muito carinho por ela.

Abraços.

Feb. 26, 2019, 3:38 a.m. 0 Report Embed 0
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