Day Off Parade Follow story

saaimee Ana Carolina

Para ídolos dias de folga são raros e para alguns esses dias só significam mais tempo para praticar e melhorar suas habilidades. Tokiya é um desses que gosta de estudar tranquilamente quando está livre, porém um convite surpresa de Natsuki acabou mudando seus planos. 「Natsuki × Tokiya」 ✼ Postar esta estória em qualquer página sem a minha autorização é completamente proibido. Plágio é crime e eu tomarei providências.


Fanfiction Anime/Manga All public. © Os personagens desta estória pertencem a Uta no Prince-sama. Todos os direitos sobre eles são reservados a © Broccoli.

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Capítulo Único

Já era a terceira vez que ele tirava o celular do bolso para verificar tanto a hora quanto a localização marcada no mapa. Não estava atrasado e nem perdido, mas, mesmo assim, parado ali próximo a loja, se sentia deslocado questionando o que deveria fazer.

O ar estava limpo e o céu tão azul que parecia uma manhã de verão. Seria um dia perfeito para relaxar em um lugar tranquilo lendo. Seria se ele não estivesse agora no meio da cidade em um dia de comemoração.

Havia multidões de pessoas falando alto, rindo e brincando por todos os lados que se olhasse. Todas essas vozes desconhecidas davam som aos sentimentos ao mesmo tempo que se misturavam desorganizadamente as melodias alegres vindas dos postes de luz.

Isso tudo sem falar nas decorações coloridas que te faziam sentir dentro de um pote de gomas. Eram fitas pelos postes, confete e serpentinas pelo chão e nas roupas dos mais animados, decorações infantis nas lojas e muita cor por todo lado. Era lindo, porém caótico.

Um cenário assim não deveria ser problema para um ídolo como ele, afinal, já estava acostumado com luzes em seu rosto e gritos vigorosos ao redor o tempo todo. Mas talvez fosse por esse mesmo motivo que se sentia sufocado. Ficar ali não era insuportável, mas o fazia esperar que Hayato fosse sair do meio da multidão gritando seu tão conhecido “bom dia” no meio da rua.

Seus olhos correram pela calçada vendo mães carregando crianças com sorrisos, outras correndo brincando por entre pessoas e até alguns rostos chorosos depois de ralar os joelhos.

Sua mão pegou o celular novamente – já estava se tornando um meio de se distrair e aliviar sua ansiedade –, pensou se deveria ligar, mas se impediu sabendo que o barulho iria atrapalhar. Considerou por fim que talvez enviar uma mensagem fosse o suficiente.

Não que estivesse preocupado com algo, o amigo sabia se cuidar, mas queria ter certeza que nenhum dos dois tinha se enganado com as informações e estavam esperando um ao outro em pontos diferentes como idiotas.

— Tokiya-kun! Oi!

Só deu tempo de abrir a tela de mensagem e procurar pela conversa finalizada três horas atrás quando ouviu seu nome ser chamado carinhosamente na distância.

Seus olhos seguiram o som um pouco mais desesperado do que deveria encontrando o rapaz correndo com seu sorriso gentil de sempre. Foi fácil distingui-lo dos demais. Era o mais alto dos membros, loiro e que sem muito esforço conseguia brilhar em qualquer lugar.

Não foi sua intenção, mas o suspiro aliviado saiu alto por seus lábios enquanto guardava o celular antes do amigo o alcançar.

— Desculpa! – O tom da voz ainda estava alto mesmo com a distância diminuindo. Tokiya se afastou da parede dando um passo à frente vendo o outro rindo com a respiração acelerada. Ele aguardou até que recuperasse o folego antes de dizer qualquer coisa. — Ah... Te fiz esperar muito tempo?

— Não. – Apesar da resposta curta, sua voz soou gentil o suficiente para aliviar o rapaz.

— Verdade? Que bom. – Colocando as mãos no peito suspirou ainda mais contente do que antes. O gesto era simples, mas trouxe um pequeno sorriso no canto dos lábios de Tokiya. — Eu pensei que ainda tinha tempo antes de chegar e acabei me distraindo. Desculpa.

— Está tudo bem. Então? O que você queria fazer?

— Ah, verdade! – Arrumando sua postura ele olhou ao redor como se finalmente percebesse onde estavam. — Tokiya-kun, não sabe o que vai acontecer?

— Não... exatamente.

Natsuki ainda estava encantado olhando para as decorações quando ouviu o tom inseguro na voz do rapaz. O sorriso que estava em seu rosto permaneceu, contudo, em seu olhar, dava para notar fragmentos de curiosidade.

Se virando se aproximou um pouco mais rindo contente com a situação.

— Nesse caso, vai ser melhor se eu não te contar.

— Eh?

— Mas, né, – como se ignorasse a desconfiança do amigo seguiu falando — por enquanto, o que quer fazer?

— Eu? – Natsuki era realmente insistente e nesse momento Tokiya se perguntava se ele tinha consciência do quanto isso o fazia parecer um pouco sádico. — Não pensei muito sobre isso. Eu não sabia o que esperar quando você me chamou.

O loiro ficou olhando atento com a cabeça caída para o lado vendo o olhar perdido do amigo o fitar em busca de pistas. Tokiya realmente não tinha se preparado para nada disso. No dia anterior quando Natsuki o encontrou não deixou claro o que fariam, apenas disse o local de encontro e que queria se divertir com ele.

O convite primeiramente pareceu estranho. O esperado seria que chamasse Syo ou talvez Otoya, pessoas mais agitadas que acompanhariam seu ritmo e não alguém sério e, por vezes, entediante como ele.

Naquela hora pensou em recusar, mas as palavras do maior soaram tão felizes e esperançosas que atingiram seu coração. Tokiya podia ser muitas coisas diante do olhar alheio, mas ele sabia que não era cruel.

Não sabia como responder e ser observado daquela forma não o ajudava muito. Perdido correu os olhos pelas ruas como se desesperado procurasse por algo que o auxiliasse. Viu rostos de todos os tipos e imagens que aumentaram ainda mais suas dúvidas o fazendo permanecer em silêncio.

Natsuki não conseguiu conter o sorriso assistindo ao esforço do outro. Todos sempre viam Tokiya como a pessoa mais responsável e incrível do grupo, não que isso fosse mentira, porém ele tinha outros lados como agora. Para o loiro essa confusão e insistência em encontrar a resposta só o deixava adorável.

— Ah! – Batendo as mãos exclamou quebrando o barulho ao redor e chamando a atenção do amigo. Pensar na situação de Tokiya o fez ter uma ideia. — Já sei.

— Shinomi-

Antes de conseguir terminar a frase sentiu seu pulso ser agarrado e, com velocidade, puxado o arrastando dali sem dar espaços para recusas ou protestos.

— Espera um pouco!

Ignorando o pedido preocupado, Natsuki continuou correndo o levando por entre as pessoas e os confetes. Um pedido de desculpa aqui, outro ali e seus passos não paravam entrando em cada pequena brecha que encontravam na multidão.

Era tão irresponsável sair dessa forma quando se podia correr o risco de causar problemas para os outros. Tokiya até tentou o impedir para colocar algum juízo nessa situação, mas a mão do amigo agarrada a sua não o permitia se soltar.

O labirinto de pessoas parecia enorme, mas logo chegou ao fim quando Natsuki parou em uma parte menos movimentada da cidade deixando o outro tomar fôlego enquanto se aproximava.

— Aqui.

Tokiya nem tinha olhado ao redor ainda quando ouviu a voz apontar alegre para o destino.

Mais confuso do que antes ele seguiu a direção em que Natsuki olhava encontrando diante deles a entrada do que parecia ser uma confeitaria.

Havia cadeiras e mesas brancas na área coberta ao lado da entrada onde várias pessoas estavam sentadas conversando enquanto aproveitavam de suas bebidas e comidas alegremente. A porta estava aberta permitindo ver o interior de paredes coloridas em rosa e azul, o chão de azulejo branco e um pouco dos bolos nas geladeiras mais próximas.

Tokiya não entendeu o motivo da correria, mas também não quis questionar. Saber que tinham chegado a algum lugar normal já era o suficiente para fazê-lo suspirar aliviado.

— Vamos?

— Sim- – ele mal tinha conseguido se acalmar por completo quando percebeu que ainda estava de mãos dadas com o outro. Sua reação foi automática em se interromper sentindo o rosto corar. — Shinomiya-san...

— Sim?

— Minha mão...

Se Tokiya não tivesse dito nada o rapaz não teria se dado conta da situação. Por essa razão os olhos verdes dele fitaram confusos o rosto envergonhado do outro antes de ver seus dedos agarrados a mão tremula.

Assim que entendeu um sorriso curto, porém contente surgiu seguido de um leve movimento dos dedos no pele do outro.

— Hm... é realmente bonita. – O comentário fez o coração do rapaz pular um batida ao mesmo tempo que seus olhos procuraram os de Natsuki tentando entender o motivo para aquilo. Não havia nada além de um sorriso ali que logo virou riso. — Desculpa.

Sem dar explicações ou dizer qualquer coisa o maior saiu na frente deixando Tokiya para trás se questionando o que tinha acabado de acontecer ali.


Depois de tomar alguns longos suspiros e se recompor Tokiya finalmente seguiu seu rumo para dentro do estabelecimento. Logo que passou pela porta pôde ver o amigo inclinando diante de vidros cheios de guloseimas.

O local tinha um clima tão doce quanto os produtos expostos o que acabava possibilitando dois sentimentos: constrangimento ou conforto. No caso do Tokiya nenhum dos dois parecia se sobressair mesmo não tendo o costume de frequentar ambientes assim a confeitaria não parecia um local horrível de se passar o tempo.

Calmamente se aproximou parando ao lado do amigo vendo as coberturas coloridas em tons claros e as massas que pareciam ser capazes de pular de tão fofas. Ele pôde ver o interesse no olhar alegre de Natsuki e não se atreveu a interrompe-lo tomando tempo para ele mesmo observar os arredores.

Não demorou muito para decidirem se sentar e finalmente descansar depois da correria e de tanta confusão.

— Ah, eles tem tantas coisas aqui. – Suspirando como se estivesse apaixonado o loiro comentou apoiando-se na mesa de madeira.

— Shinomiya-san, já veio aqui antes?

— Sim. Uma vez sozinho e outra com Miu-chan-senpai.

— Camus? – O comentário o deixou surpreso. Tokiya sabia que o veterano gostava de doces, mas o local não encaixava nem um pouco com a aparência dele. — Ele realmente gosta de doces.

— Não é?

O rosto de Tokiya estava intrigado enquanto o de Natsuki brilhava em um riso tímido. Ambos eram diferentes, não tinha como negar, mas isso não fazia da companhia ser ruim para eles.

O moreno assistiu a imagem a sua frente percebendo o quanto ele se encaixava naquele local, um ambiente de sonhos doces e alegria. Diferente dele que não estaria ali se não tivesse sido convidado. Por um instante essa reflexão o fez questionar se Natsuki e Hayato poderiam ter se tornado bons amigos antes.

— Eh? O que foi? – A pergunta o trouxe de volta para ver o olhar preocupado o encarando. — Tem algo no meu rosto?

— Não, nada. Eu só... imaginei que esse lugar combina com você.

A resposta o surpreendeu tanto quanto o olhar gentil. Tokiya desviou o olhar observando o ambiente fazendo Natsuki o seguir.

— Verdade?

— Sim. Você sempre diz que gosta de coisas fofas então eu não esperava menos de um lugar assim para você.

— Oh... – O olhar dele ainda estava rodeando a área enquanto o de Natsuki já havia voltado a observar o rapaz. —Isso quer dizer que também me acha fofo?

— Eh?! – Sua cabeça bruscamente voltou na direção anterior e assim que encontrou os olhos dele sua nuca se arrepiou. Era o mesmo Natsuki, mas tinha algo mais intenso escondido ali. — Não, é que... Eu... Eu...

A falta de jeito com as palavras que ninguém esperava do rapaz perfeito fez o loiro rir. Não era comum o ver nessa situação e saber que estava tendo esse privilegio o deixou ainda mais feliz.

— Tokiya-kun – começou fazendo Tokiya se calar de vez — envergonhado é realmente fofo.

— Shi-Shinomiya-san!

A atitude quase automática em virar o rosto para afastar o olhar fez Natsuki rir timidamente antes de finalmente pegar o menu sobre a mesa e parar de provocar o amigo.

Com os pratos sendo servidos eles deixaram de lado toda a vergonha para se encantarem nas cores suaves dos doces e se entregarem ao frescor das bebidas.

Nada disso havia sido programado e ainda assim os dois pareciam estar aproveitando cada minuto disso compartilhando gostos e lados sem nem perceberem.

Assim que terminaram suas guloseimas seus pés os guiaram para fora dali calmamente. Não estavam relutantes em sair, mas o sentimento de que essa não seria a última vez a visitar o lugar permaneceu iluminado no fundo de suas mentes.

A porta se fechou atrás deles fazendo o som abafado dos sinos do lado de dentro soar quase imperceptível da calçada. Estavam lado a lado respirando o ar fresco que trazia o contraste do cheiro dos doces anterior.

Tokiya tinha um leve sorriso no rosto enquanto olhava ao redor vendo que as aglomerações que ocupavam todas as ruas havia diminuído e logo o som distante e melódico de tambores e trompetes invadiram seus ouvidos o deixando curioso.

Estava vasculhando o local na distância em busca de alguma resposta quando ouviu o amigo fazer um som alto como se tivesse se lembrado de algo chamando sua atenção.

— A gente tem que correr!

Sem dar tempo ou espaço para questionamentos Natsuki bateu a mão na de Tokiya a agarrando como havia feito anteriormente e assim como antes o guiou para o desconhecido.

Essa atitude imprudente dele o incomodava. Ele podia simplesmente explicar o que estava acontecendo e Tokiya o seguiria sem qualquer problema. Tinha concordado em sair com ele então qualquer que fosse o plano seria o suficiente. Agir assim era como o deixar de olhos vendados para o que estava por vir. Era irritante, mas ao mesmo tempo fazia seu coração acelerar.

Novamente se esgueiraram por entre as pessoas, novamente se desculparam, novamente correram de mãos dadas.

A cada passo o som da música aumentava ecoando em seu peito. Toda aquela multidão que Tokiya não conseguia encontrar a poucos minutos atrás estava toda em uma única rua aguardando por algo sem prestar atenção neles. Estava ficando mais quente, mas ele não sabia dizer qual era a razão.

De repente Natsuki parou o puxando uma última vez para a beirada da calçada. Seus pés desengonçadamente tentaram manter seu equilíbrio o fazendo parar ao lado. Assim que conseguiu o alcançar tentou procurar pelo rosto do maior para repreende-lo, porém o que viu antes o fez mudar completamente o foco.

No meio da rua filas de pessoas caminhavam quase marchando com roupas coloridas que brilhavam lantejoulas com a luz dos postes carregando tambores e todos os instrumentos de sopros que tocavam enchendo a cidade de sons alegres.

Por entre elas outros corriam, dançavam e brincavam cantarolando ou dizendo coisas que só aumentavam a agitação do público. Seus sorrisos estavam decorados pelas cores das maquiagens e seus olhos pelo sentimento de felicidade.

Não demorou até que carros com alegorias enormes se aproximassem espalhando ainda mais brilho e cor por toda a rua, por todos os rostos.

Os dois estavam na ponta da calçada onde pessoas os rodeavam, mas ninguém atrapalhava sua visão. Podiam ver cada detalhe daquele sonho refletindo em seus olhos. Tokiya estava de boca aberta e olhos ainda mais arregalados como uma criança quando recebe o presente tão desejado. Seu rosto estava pintado nos brilhos encantados daquela noite.

Seus olhos seguiram o carro que passava encantados quando no canto de sua visão captou o rosto do amigo. Ele cautelosamente virou a cabeça podendo ver melhor a imagem.

Natsuki estava com um sorriso enorme onde suas bochechas estavam marcadas pela leve cor avermelhada, seus olhos verdes brilhavam tanto por trás das lentes que pareciam esmeraldas. Era um sentimento puro de alegria, a mais linda surpresa que poderia receber.

Não demorou até que o sorriso o contagiasse o fazendo esquecer da apresentação acontecendo a frente. Também não demorou até o loiro perceber a insistência do olhar ao lado.

Ele se virou o pegando de surpresa. Seus olhares se encontraram e por questões de segundo o rosto de Tokiya congelou. A expressão pacifica foi substituída pelo susto que esfriou seu estomago ao mesmo tempo que agitou seu peito. Natsuki o olhou confuso por alguns instantes.

Estavam próximos encarando um ao outro sem pensar em nada. O som da música se tornou distante e a iluminação do desfile brilhava em seus perfis aumentando a luz em seus olhos. Nenhum dos dois se atreveu a desvia o olhar.

Pareciam estar presos dentro dos olhos um do outro onde nada nem ninguém podia os ver.

Natsuki sorriu quebrando o feitiço e fazendo os sons serem ouvidos assim como os arredores serem notados. Tokiya desviou o olhar sentindo o rosto queimar, mas antes de mudar a direção do rosto sentiu a mão do rapaz apertar carinhosamente a sua o lembrando que ainda estavam se segurando. Seu coração disparou e sem ter coragem de levantar o rosto respondeu ao toque com um leve apertão.


— Ah... Foi tão divertido!

Os dois voltavam para casa calmamente pelas ruas vazias na noite iluminada pela lua. Ficar até o final do desfile acabou levando mais tempo do que estava programado.

O loiro falava entre sorrisos caminhando ao lado de Tokiya apesar da distância entre eles. Enquanto o outro suspirava cabisbaixo com um ar pensativo.

— Posso te perguntar uma coisa? – A voz estava séria como sempre, mas o rosto parecia bem mais preocupado do que o normal. Natsuki assentiu o observando enquanto andavam. — Por que me convidou?

— Eh... Eu não deveria?

— Não é isso... Só pensei que você se divertiria mais se estivesse com outra pessoa. – As palavras poderiam facilmente incomodar o loiro o fazendo se arrepender do que fez, porém a voz hesitante só o fez notar que estava certo em tê-lo chamado.

Com um sorriso sutil Natsuki suspirou olhando o céu pouco estrelado enquanto continuava permitindo que o silêncio aumentasse ainda mais as dúvidas do outro.

— Tokiya-kun é muito gentil, mas nunca pensa em si mesmo. – O comentário chamou o olhar confuso dele. — Você sempre se esforça tanto e procura o que seria melhor para os outros. Agora mesmo você preferiu pensar em mim do que em você. – Ele não sabia exatamente como reagir, mas de alguma forma se sentiu culpado. Não era a intenção de Natsuki fazer isso, mas ele nem se deu conta. — Eu fico feliz em saber disso, mas não quero que seja assim.

Bruscamente parou de andar fazendo o outro o imitar. Tokiya continuou o fitando, sabia que pelo olhar gentil no rosto dele ainda havia mais a se dizer ele só não tinha certeza se realmente queria ouvir.

— Eu te chamei porque queria que você se divertisse. Eu queria estar com você e mais ninguém.

O dia todo foi como uma montanha russa para o rapaz. Correndo por todos os lados, sentindo seu coração disparar e o estomago esfriar, mas nada disso se comparava ao sentimento que essas palavras trouxeram nesse momento.

Natsuki o encarava com um sorriso puro acompanhado de uma pose inocente de mãos dadas atrás do corpo. Tokiya o observou com as bochechas vermelhas sem conseguir fugir dos olhos dele.

— Eu... Me diverti muito. – A vergonha o fez engasgar entre suspiros chamando ainda mais a atenção do rapaz. Natsuki não conseguiu se controlar com a visão a sua frente e com passos rápidos avançou na direção dele.

— Ah, você é tão fofo! – Os braços o envolveram em um abraço apertando não deixando espaço para qualquer saída. Estava preso ali sentindo coração bater descontrolado contra sua vontade sem saber o que fazer.

— Esper-

— Me deixa tão feliz!

Estavam no meio da rua em uma noite tranquila. Suas vozes soavam altas demais para o local o que poderia fazer alguém dentro das casas facilmente os ouvir aumentando ainda mais o desespero na mente de Tokiya, porém ouvir aquelas palavras sinceras em seu ouvido trouxe uma sensação pura em seu peito.

Ele também estava feliz.

Sua mão timidamente tocou os braços ao seu redor sentindo o aperto diminuir e sua cabeça se enterrou no peitoral a sua frente na tentativa de esconder o rubor que dominava seu rosto todo.

— Obrigado.

A voz não era a mais estável que o loiro já tinha ouvido, mas era exatamente isso que a fez tão linda. Um sorriso calmo surgiu em seu rosto ao mesmo tempo que apertou levemente o corpo menor sentindo o calor e os batimentos se unirem. Sob a luz da lua eles permaneceram por mais algum tempo sem precisar dizer mais nada, sem precisar esconder mais nada.

Nov. 11, 2018, 6:25 p.m. 0 Report Embed 0
The End

Meet the author

Ana Carolina Mãe de 32 personagens originais e outros 32 adotados com muito carinho, fanfiqueira nas horas vagas e amante das palavras em período integral. Apaixonada demais e, por isso, sou tantas coisas que me perco tentando me explicar. Daí eu escrevo. ICON: TsukiAkii @ DeviantArt

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