Tio Yashamaru Follow story

laviniacrist Lavinia Crist

Depois de anos desde a libertação do Shukaku em Sunagakure, é encontrada uma carta no meio dos relatórios sobre o incidente. Seria apenas um erro sem importância, se tal carta não tivesse Yashamaru como seu emissor, relatando todas as circunstâncias de tal atrocidade.


Fanfiction Anime/Manga Not for children under 13.

#gaara #Karura #temari #kankuro #Rasa #Yashamaru
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Começo

A primeira vez em que me lembro dos dois terem se visto, eu ainda nos considerava como crianças. De qualquer jeito, não existem crianças em meio à guerra, existem apenas sobreviventes.

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Em uma pequena casa de beira ao mar, Yashamaru observava pela janela as ondas indo e vindo. De repente, ele notou algumas luzes se aproximando ao longe pelo horizonte, pareciam vários e vários barcos.

— Karura, olha só que lindo!

Animado com a vista, o garotinho chamou a irmã mais velha para ver. Diferente dele, Karura ficou assustada com aquela visão tão “bonita” das luzes boiando pela água.

— Precisamos ir, Yashamaru!

— Para onde?

— Qualquer lugar, antes que eles cheguem! Rápido!

Naquela época, o País dos Ventos era dividido e espalhado por todo seu território, o povo se abrigava no meio das areias e muito mal se comunicavam entre si. As guerras tornaram as áreas próximas de fronteiras exteriores pontos estratégicos para serem invadidos, uma das partes mais atingidas foi o litoral, onde os dois irmãos moravam.

Da melhor maneira que conseguiram, os dois se esconderam no meio de redes de pesca e algumas outras tralhas amontoadas próximas da casa.

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Eu e minha irmã estávamos de mãos dadas, com medo, perdidos no meio de uma tempestade de areia. Achávamos que conseguiríamos atravessa-la sem problemas e, quando demos conta, desejávamos apenas conseguir sobreviver a ela sem sermos soterrados vivos.

Estávamos jogados no chão, sem capacidade alguma de levantar e segurando um ao outro como se fosse a coisa mais valiosa do mundo e, naquela época, era exatamente isso. Não tínhamos nada além de um ao outro.

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Depois de uma noite aterrorizante ouvindo o massacre acontecer nas cabanas na beira da praia, os dois irmãos esperaram os raios de sol iluminarem o lugar antes de finalmente terem coragem de sair do esconderijo.

— A-Acha que tem alguém vivo ainda, irmã?

A garota acenou negativamente, triste. Finalmente estavam encarando a realidade de uma guerra.

— Precisamos sair daqui e ir para um lugar seguro!

— Um lugar como Sunagakure?

— Sim!

Sunagakure era uma espécie de terra prometida, onde os próprios deuses criaram uma proteção em volta a cidade, o lugar no meio da areia quente onde havia paz e tranquilidade.

Por mais que estivessem em meio à destroços agora, os dois irmãos seguraram a mão um do outro e sorriram. Ainda tinham esperanças, no fim das contas.

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De repente, o vento forte que fazia a nuvem de areia subir metros e mais metros parou. Demorou algum tempo até que tive coragem de abrir os olhos, assim como a minha irmã.

Ao longe, avistamos uma figura parecer controlar uma espécie de areia dourada e brilhosa. Era como se aquela areia diferente e bonita formasse uma muralha para interromper os ventos.

Eu fechei meus olhos novamente e imaginei estar louco. Era impossível uma pessoa ter tamanho poder e, se tivesse, ela não estava ali para nos ajudar. Diferente de mim, Karura manteve os olhos bem abertos até que decidiu soltar a minha mão e saiu correndo na direção daquele ser.

Não adiantou em nada eu tentar impedir...

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— Ei!

A garota corria e erguia os braços, tentando chamar a atenção da pessoa desconhecida. Atrás dela, o irmão mais novo gritava com as forças que ainda tinha e tentava fazer a irmã parar.

— Karura!

— Rápido Yashamaru! Ele pode ajudar!

Com uma vitalidade que só poderia ter vindo das últimas esperanças, Karura continuava correndo, quase saltitando, indo na direção do desconhecido.

— Você nem sabe quem ele é!

De nada adiantou o pequeno irmão tentar colocar um pouco de bom senso nas atitudes de Karura. Quando poucos metros separavam aquele desconhecido dos dois irmãos, a garota repensou seus atos e começou a temer pela própria segurança. Porém, já era tarde demais.

O tal desconhecido que controlava a areia dourada agora encarava os dois. O olhar era sério e indiferente o bastante para que nenhum dos mais novos esboçasse vontade de iniciar um diálogo.

— O que fazem por aqui? — Começou ele, dando alguns passos em direção à garota, que era a menos distante.

— N-Nós... — Karura tentou se explicar, enquanto continuava seus passos para trás.

— Procuramos por Sunagakure, a cidade protegida pelos criadores! — Yashamaru completou a fala da irmã, aproveitando para ficar entre ela e o outro. Apesar de bem mais novo, ele via-se como o protetor da irmã.

— De onde ouviram sobre ela?

— É o que todos falavam...

— É um boato mentiroso! — O homem deu as costas para os dois irmãos.

— Não pode ser mentira! — A garota se exaltou.

— Então sigam-me e vejam por si mesmos...

Foi tudo o que aquele desconhecido disse antes de começar sua caminhada em direção à sabe-se lá de onde ele havia vindo.

Como Karura e Yashamaru já não tinham mais um lugar para voltar, concordaram entre si que era melhor ao menos tentar chegar em um local seguro junto com aquele ser que aparentava estar alheio aos dois.

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Talvez por pena, aquele homem poderoso e indiferente não se incomodou comigo e com a minha irmã indo atrás dele, em busca de um vilarejo seguro onde pudéssemos passar a noite.

Caminhamos por horas e horas, ultrapassando qualquer capacidade que nossos corpos tinham de manter-se de pé. Ao longe, porém, começamos a ver uma imensa parede de pedras camufladas pelo horizonte alaranjado.

Enquanto minha irmã parecia ter tido as energias revigoradas por aquela visão e corria na direção das falésias, meu corpo já não aguentava mais o próprio peso e nem o peso da fome. Eu me deixei cair no chão e lá fiquei. O pouco que eu consegui ver enquanto sentia algo me levantando, era Karura correndo e saltitando, parecendo feliz em se aproximar daquele lugar.

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— SU-NA-GA-KU-RE! — a voz melodiosa de Karura praticamente cantava as silabas daquele nome, ela repetia entre os risos, enquanto alternava passos rápidos, pulos curtos e corridas breves para chegar mais rápido.

— Espero que ela aproveite até chegar lá... — o homem misterioso falou do jeito mais frio que conseguia, levantando a criança jogada nas areias quentes e a colocando por cima dos ombros.

Ele vivia lá. Ele sabia melhor do que todos que a tal cidade protegida pelos criadores não passava de contos mentirosos que alguns comerciantes espalhavam.

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Quando acordei daquele sono pesado, eu parecia estar em uma casa de estuque parecida com a qual morei minha vida toda. O interior estava escuro, iluminado apenas por uma vela próxima a cama. Ao levantar, consegui notar que minha irmã estava sentada quase ao meu lado, parecendo assustada.

A primeira coisa que pensei foi que aquele homem que antes nos ajudou, teria feito algo com ela. Depois, me deparei com ele um tanto mais sério e sentado perto de nós dois.

Mesmo pequeno, eu entendia que se ele fosse nos ferir, já teria o feito. Quando eu finalmente olhei ao meu redor com um pouco mais de atenção, senti todo o meu corpo se arrepiar. Havia outra pessoa naquela casa, vestida com roupas diferentes de todas que eu já tinha visto, parecendo ser alguém ainda mais poderoso e perigoso.

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— O que fizeram com ela!?

Mesmo querendo ser o irmão protetor que foi ensinado a cuidar da irmã, Yashamaru não passava de uma criança ainda. O outro homem, de roupas diferentes, deu uma risada leve achando graça de toda a situação e respondeu:

— O que acha que eu fiz?

— Acho que você deixou ela assim!

Sem aguentar com a graciosidade que uma criança irritada poderia ter, o tal homem começou a gargalhar, enquanto o que havia ajudado aos dois momentos antes mantinha-se sério e encarando o nada.

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Hoje em dia, eu reconheceria as vestimentas de um Kage até mesmo de olhos fechados, mas naquele momento tudo o que eu consegui reconhecer nos trajes daquela figura alta e aparentemente perigosa foi o símbolo do País do Vento no chapéu estranho.

Quando ele abriu a boca, eu poderia jurar que ameaças e todo tipo de coisa ruim iria sair de lá, mas ele apenas disse palavras doces para acalmar a mim e minha irmã. Rasa, aquele homem que nos ajudou, mantinha-se sério como se nem mesmo ele acreditasse que tudo iria se resolver de uma forma tão simples.

Karura e eu descobrimos que a cidade maravilhosa de Sunagakure jamais existiu. Suna era como qualquer outro lugar no meio do deserto, com seu povo lutando na guerra.

Ao menos, teríamos um teto sobre nossas cabeças se quiséssemos permanecer ali. Tudo o que precisávamos fazer era ajudar Sunagakure de algum modo, só não fazíamos ideia de qual.

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— Pode até ser que aqui não seja maravilhoso e nem nada assim, mas eu ainda não confio em você! — Yashamaru apontava irritado para Rasa.

— Ele só queria o nosso bem. É feio apontar, Yashamaru...

Como em todos os outros desentendimentos, Karura mantinha-se sorrindo serenamente e tentava apaziguar os dois

— Se não confia em mim, então dá um fora! — como se fizesse pouco, Rasa apontou para a porta.

— Como se a casa fosse só sua! O Kazekage disse que podemos ficar aqui para sempre!

Apesar de mais novo, Yashamaru se manteve firme e colocou as mãos na cintura. Se Rasa não fosse sempre tão sério, se fosse como o Kage, com certeza estaria rolando de rir a essa altura.

— E daí? A casa é minha!

Por mais que estivesse irritado com as novas companhias, Rasa jamais iria desejar que, realmente, seus dois novos hóspedes fossem embora. Era apenas uma garota e uma criança, não deixaria que os dois caminhassem no deserto sem rumo novamente.

— Eu acho que vou precisar ir embora... — a doce voz de Karura interrompeu os dois que, devido ao comentário, fizeram silencio instantaneamente.

— Vai tentar fazer chantagem emocional agora? — A voz de Rasa tentava soar indiferente, mas suas bochechas estavam rosadas e indicavam o quanto aquele comentário o atingiu.

— Você não disse que gostava daqui, irmã? — Yashamaru perguntou confuso, olhando-a. — O Rasa é feio, mas no fundo ele é legal...

— O Kazekage disse que podemos ficar, desde que fizéssemos algo por Sunagakure mas... mas até hoje eu nunca consegui fazer nada direito. Não consigo usar armas, não consigo lutar, não consigo usar areia como ataque... — a garota abraçou o irmão — Até você, irmãozinho, é melhor nisso do que eu...

— Não precisam lutar. Podem ajudar as pessoas que lutam.

A alternativa de Rasa fez com que a garota sorrisse novamente, contente. Por mais que ele quisesse parecer alheio, aquele sorriso fez com que as feições rígidas ganhassem uma coloração avermelhada.

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Mesmo estando mais tranquilo com a proteção que o Kazekage nos daria, eu ainda via Rasa com certa antipatia. Não era exatamente desconfiança, era apenas uma birra minha por como ele tinha assustado a minha irmã, mesmo que logo depois ele tenha nos aceitado em sua casa.

Os meses seguintes passaram de uma forma tão amenas que posso afirmar com certeza: eu e minha irmã estávamos felizes em Sunagakure, apesar de não ser o lugar dos nossos sonhos.

A minha implicância com Rasa havia diminuído consideravelmente. Provavelmente foi devido à falta de tempo que eu tinha para ser apenas uma criança já que tanto eu como a minha irmã tínhamos nos tornado Iryo-nin. Hoje em dia eu vejo que o único motivo pelo qual perdemos os títulos de aprendizes tão rápido foi pela guerra estourando, não por um dom descoberto em nós dois. Talvez minha irmã tenha notado isso na época, mas eu, como um garotinho novo e inocente, não via ainda o que realmente estava acontecendo.

Rasa também estava sempre ocupado. Julgávamos ser também por culpa da guerra, afinal, todos os ninjas partiam para batalhas longas e cansativas. Jamais imaginaríamos que ele, logo ele, era um dos mais importantes comandantes, o braço direito do Kazekage.

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— O grupo D vai seguir na frente, com Pakura liderando. Sasori, você vai ficar como reforço.

— Porque eu não lidero o D e ela fica como reforço? Todos aqui sabem que meus ataques são os mais eficazes contra...

Antes que Sasori conseguisse terminar sua explicação lógica em como usar o veneno de suas marionetes para um ataque melhor, Rasa o interrompeu e continuou a explicar as formações dos grupos.

— Você não sabe liderar.

— Se quer colocar a vida de tantas pessoas em risco por um motivo tão raso, ótimo!

— Eu diria que você vai ser a nossa esperança caso os ataques não surjam efeito. Pense bem, Sasori... — a voz de Pakura tentava soar a mais animadora possível.

— O Kazekage está na frente, com o A e B. Eu vou tomar conta de toda a região C.

Rasa continuou a explicação, sem se importar com o quanto as tomadas de decisões dele poderiam deixar o ruivo mais novo irritado.

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Não era apenas ele quem andava se esforçando nos últimos tempos. Eu e minha irmã éramos os únicos médicos que ainda atuavam na ala médica central. Todos os outros estavam ocupados demais em pesquisas sobre venenos, focados em dar baixas nas forças inimigas, esquecendo completamente que nosso povo também estava sofrendo baixas.

Um dos piores dias no qual servimos lá, foi quando todo um pavilhão da enfrentaria foi praticamente dizimado. Depois de sairmos em buscas de sobreviventes no meio dos corpos mutilados, os poucos que ainda respiravam estavam infectados por veneno e não conseguimos salvar.

Minha irmã não estava pronta para suportar tanto, ela não conseguia ver a calamidade atingir seu redor novamente daquele jeito e, quando constatamos que não haviam sobreviventes, ela entrou em uma crise de pânico. Me vi obrigado a ser forte e tentar proteger ela de tudo, por mais medo que eu estivesse começando a sentir de tudo aquilo.

Eu tentei fazê-la voltar ao posto, afinal, as batalhas estavam cada vez mais próximas de nós. Precisávamos estar dispostos a salvar todas as vidas que conseguíssemos e, quando não tivesse mais jeito, sair da ala central e ajudar nas outras.

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— Irmã... Precisamos continuar, podem ter mais pessoas machucadas!

Yashamaru tentava fazer Karura sair de seu “esconderijo” em um dos estoques da ala médica. Ela estava em mais uma de suas várias crises de choro e culpa, coisa que acontecia toda vez que ela não conseguia salvar uma pessoa ferida em campo de batalha. Ele não entendia o peso de uma vida ainda.

— E-Ele era tão novo... — ela soluçou — Deveria ter a sua idade e... — Finalmente ela conseguiu prender o choro, havia ouvido passos perto de lá.

— Karura! Yashamaru! — Aquela voz que chamava pelos dois parecia ser de Pakura — Droga! — Os passos continuavam zanzando pelo local — Algum médico, rápido!

Os irmãos se entreolharam. Karura foi obrigada a deixar suas crises de lado, Yashamaru já saia do lugar segurando algumas caixas com bandagens e coisas do tipo, como desculpa.

— Onde você tinha se metido, pirralho incompetente!? — Pakura agarrou o jovem Yashamaru pelo ombro e saiu o puxando — Você não está na ala médica para ficar brincando!

— A culpa foi minha, pedi para que ele viesse me ajudar! — A irmã tentou amenizar as coisas, saindo também com algumas caixas na mão — O que houve? Acabamos de ter uma leva de feridos do bloco D, não é possível que já tenham mais...

— É apenas um.

— E quem é? — Yashamaru ousou perguntar, encarando Pakura um tanto mais sério.

— Rasa — a mulher respondeu e encarou o chão, sentindo-se em parte culpada por ser a portadora da notícia.

Neste momento, mesmo sendo uma criança, Yashamaru entendeu que ser um médico nunca seria fácil, principalmente quando a pessoa ferida era alguém próximo. Ele também entendeu o motivo de todos tentarem se manter indiferentes quanto a tudo ao seu redor, era o único jeito de conseguir excelência nos atos.

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Em uma guerra, não pode haver sentimentos. Os sentimentos apenas atrapalham o foco em momentos como aquele.

Só me dei conta do quão despreparados de fato estávamos para sermos médicos quando uma ninja apareceu por lá desesperada. Ela não estava ferida, mas eu entendi o movido de ela estar tão atônita ao ponto de abandonar seu posto e ir pedir ajuda para nós dois: Rasa estava ferido.

Rasa era um homem forte, forte o suficiente para defender um território todo contando apenas consigo mesmo. Nunca ninguém conseguiu pensar no motivo de ele ter sido ferido daquele jeito, como se uma fera tivesse o atacado pelas costas.

Felizmente, minha irmã e eu conseguimos deixa-lo bem. Naquele momento, pude ter certeza de três coisas muito importantes:

A primeira é que minha irmã não conseguiria manter aquele cargo de médica, ela não tinha controle emocional o suficiente para suportar ver o sofrimento das pessoas;

A segunda é que, apesar de implicar e muitas vezes sentir ciúmes, eu gostava do Rasa;

A terceira é que ele e minha irmã se amavam e eu odiava me sentir fora daquilo.

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— Deveria parar de chorar por nada... — a voz de Rasa era fraca, mas tentava sustentar a mesma indiferença de sempre.

— Você está bem! — Karura continuava chorando, dessa vez não por culpa, mas de alivio.

— Por isso mesmo, para de chorar atoa... — era quase possível ver um sorriso nas feições sempre tão sérias.

Como resposta, Karura abraçou o homem ainda deitado na maca e, para a surpresa de Yashamaru, o abraço foi retribuído enquanto os fios do cabelo loiro eram afagados delicadamente. Sentindo o rosto queimar, a criança se aproximou alguns passos, até se sentir confortável o bastante para falar algo.

— Fico feliz que você esteja bem... — Yashamaru sorriu um tanto sem jeito, tímido, até ser puxado para perto por sua irmã e também abraçado por Rasa.



NOTAS FINAIS:

Espero que tenham gostado!

Caso queiram ler mais:

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Nov. 11, 2018, 1:51 p.m. 0 Report Embed 0
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