The Hunt Follow story

madderjen Jean Felipe

Após a morte de seus pais, Baekhyun é obrigado a morar com sua avó em uma pequena cidade no interior da Coréia, almejando uma vida simples e harmoniosa. No entanto, forças do mal que antes estavam adormecidas, retornam e trazem consigo o passado oculto de sua família, expondo-o ao perigo e à morte. Descobre os segredos da cidade e conhece um grupo de pessoas que lutam contra o mal, mas, diferentemente do que pensava, o grupo estava sob ameaça... Afinal, na caçada, nunca se sabe quando o caçador se torna a caça!



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Prólogo

A noite estava agitada e caliginosa, anunciando o início da grande tempestade que se aproximava. As nuvens densas enchiam o céu infinito e causavam uma escuridão desmedida, tenebrosa. A trevas roubavam para si o brilho singular da lua e simples das estrelas, espalhando o temor pela cidadela. Os ventos, ferozes, ameaçavam levar aos ares tudo que se fixava naquele pedaço de chão amaldiçoado da cidade, ominoso, fruto da traição.

O infinito azul era a manifestação pura da tenebrosidade! Os cirros escuros, junto aos altos-cúmulos, formavam no céu malhado entre negro e vermelho. O medo era resultado da combinação entre o sombrio colorido das nuvens e a entropia climática. Os tolos se escondiam debaixo dos cobertores, que serviam como uma espécie de proteção mágica… Idiotice! Ninguém estava seguro, ainda mais em noites assim. A segurança era algo inexistente naquela cidade e não seria o espesso tecido de algodão que salvaria a vida de alguém…

Os humanos sempre foram assim: preferiam acreditar em qualquer parvoíce que alguém inventava para garantirem a si mesmos um pouco de segurança, mesmo que esta não passasse de uma ideia mais abstrata que o normal. Além do frio notívago, a floresta, que cercava a cidade, estava densa e profunda, sinal dos seres aterradores que nela se escondiam.

Ninguém ousava se aventurar pela cidade nas noites invernais, que de longe eram as mais tempestuosas do ano. No entanto, sempre tinha algum humano estúpido que se achava forte e, por teimosia ou idiotice, saía de casa. Insolente! Não voltaria a ver a luz do dia, afinal, a morte sempre estava à espera de idiotas para roubar a vida. O segredo poucos sabiam, e os que sabiam se mantinham calados, ninguém estava preparado para saber e entender as verdades que se escondiam naquele inferno verde.

E seguindo o curso natural da vida, um tolo, achando-se superior às trevas, se rebelou, saiu e se encontrou com o seu passamento, com o seu fim. A morte, com efeito, não era a figura fictícia de uma criatura encapuzada com uma foice em uma das mãos, mas se expressava sob diversas formas. Não era única, tinha múltiplas representatividades, poderia ser um assassino, um acidente, um descuido, uma doença… Neste caso, a morte era uma criatura esfumaçada.

O ser esfumaçado se esgueirava contíguo à escuridão, andava devagar e guiava a vítima até o local do sacrifício, seu único propósito naquele momento. Não era um ritual exclusivo ou singular àquele garoto, só era mais um entre os milhares que já foram sacrificados no mesmo ritual, que sempre tinha o mesmo objetivo: contatar o mestre. Andou por mais alguns metros e parou quando escutou o murmurar do prisioneiro, aterrado.

— Anda logo! Preciso conversar com meu senhor — ordenou. A criatura, sem paciência, puxou com demasiada força as correntes que envolviam o pescoço da vítima, que gemeu de dor. — Vocês sabem que não deveriam sair em noites como esta, mas saem, por quê? São estúpidos, desprezíveis! Mas sempre me esqueço que é da natureza de vocês serem assim. — Riu. A criatura não gostava de pensar acerca dos humanos, mas admirava-os pelos ingenuidade, que de alguma forma sempre contribuía com seus planos. — Não se preocupe, garoto, logo enfrentará as consequências da sua teimosia. — Sorriu e viu no olhar do outro um medo e um terror inigualável. Era assim que as criaturas tratavam os teimosos, entregando-os à morte.

O prisioneiro não passava de um adolescente desavisado, incoerente. Achava-se o soberano do mundo e que suas ações nunca teriam consequências - assim como a maior parte dos adolescentes -, mas estava errado, pois como dizia a terceira Lei de Newton: “toda ação tem sua reação”, e a reação para com o garoto era o óbito, a morte. O jovem acreditava que todo o medo e receio dos cidadãos ocorria por conta da tempestade, mas não, tudo provinha das atividades malignas daqueles que viviam nas sombras, na imensidão verde. As pessoas eram e sempre serão assim, preferem inventar algo para satisfazer sua curiosidade ou medo ao invés de enfrentá-los sem rodeios. A verdade era cruel e ninguém estava preparado para vivenciar a crueldade da realidade.

A entidade andou mais alguns poucos metros até avistar o grande pedestal no centro daquela área aberta na floresta. Eram as ruínas de um templo dos povos antigos - erguido há milhões de anos. A natureza já tinha tomado conta do pouco que restara do lugar. As trepadeiras subiam aos céus através das colunas, criando uma cachoeira esverdeada e adornada em flores, lugar bonito se não fosse os restos mortais e rastros de sangue espalhados pelo chão. No pedestal, uma chama negra, alimentada por um líquido viscoso e vermelho, crepitava. O garoto ficou atônito. Não era o que estava pensando, era? Não podia acreditar...

Era sangue. O combustível escarlate e visguento da chama era sangue.

— Por favor — suplicou —, eu só quero voltar para casa… Eu nunca mais vou sair para lugar algum, por favor, me deixe ir... — E chorou, soluçando. Era terrível pensar que teria um fim como aquele, que não viveria e não teria filhos. O que seria de sua mãe? Ela o alertou, mas preferiu não escutá-la. Era um péssimo filho, sua teimosia custar-lhe-ia a vida.

— Não é nada pessoal, garoto, mas você é só um humano. — A criatura esfumaçada, em um movimento brusco, sacou uma adaga e cortou a garganta do adolescente. O denso líquido vermelhusco jorrou pela ferida fatal ao passo que a entidade pegou uma cuia de mármore negro e recolheu o sangue. O corpo do adolescente, que ainda agonizava, caiu de encontro ao chão de folhas secas, pintando com o vermelho vibrante os vários tons de marrons da serapilheira.

O ser sem forma, com a cuia em mãos, se aproximou do pedestal e o alimentou. A chama negra ganhou mais força, as labaredas ganharam mais vida, tudo ganhou uma vitalidade maligna. A criatura pôde sentir o poder do seu senhor e entoou um cântico, este repleto de sons grotescos que se assemelhavam ao som do crepitar das chamas ou de inocentes morrendo ao fogo. Era esplêndido!

O lume negro era hipnotizante, sedutor e estranhamente bonito, era a manifestação legítima da malevolência, a exteriorização da beleza oculta que existia no mal. A criatura poderia observar a chama por horas e horas, sem se cansar. Precisava contemplar a magnitude do seu senhor, o legítimo mestre e dono deste mundo, que foi traído e condenado à solidão, mas retornaria com todo seu esplendor.

A tempestade teve início, os relâmpagos preencheram o céu escuro com toda sua resplandecência. Assim como os trovões tomaram o céu, o caos se apoderou da floresta. As árvores se remexiam insanamente por conta dos ventos impetuosos, em uma dança maligna e estupenda. Era o sinal correto, seu mestre estava ali. Sua presença tomava conta dos lugares mais remotos da floresta, aterrorizando cada átomo do mais pequeno ao maior ser.

— Senhor? Está aí? Consegue me ouvir? — perguntou, curioso. Esperou por alguns minutos e nada aconteceu. — Mestre, responda-me, por favor, preciso de mais instruções…

A criatura estava ligeiramente nervosa. O ritual não havia funcionado? Tinha certeza que havia seguido todos os passos para fazer contato, mas a chama não reagia aos seus chamados. Sabia que seu líder estava adormecido, preso em um sono profundo que perdurava por séculos, mas precisava, nem que por alguns segundos, ouvir as ordens do seu senhor.

— Senhor, responda-me! — gritou, desesperado. A criatura não tinha muito tempo, afinal, os caçadores estavam por perto. — Não tenho mais tempo, senhor, eles aparecerão logo.

A flama brilhou intensamente e a tempestade se acalmou, o que sinalizou a presença do ser que dormia do outro lado. A criatura sem forma fixou seu olhar nas labaredas escuras e visualizou a figura do seu senhor, adormecido. Era realmente magnífico, lindo, era o ser mais perfeito, por isso que merecia ser o dono do mundo. Os humanos idiotas precisavam conhecer sua magnitude! Tinha que dominar o universo e destruir a Ordem maldita, afinal, o Caos era o seu filho precioso. Seu líder era o verdadeiro rei, era um dos criadores do universo, merecia sua parte, mas seu irmão foi tão egoísta que o baniu ao sono eterno. No fim, fazia tudo por justiça! Era uma porção de justiça temperada com vingança. E tiraria bom proveito da refeição, mesmo que isso custasse milhões de vidas.

— Mestre — sussurrou —, eles fugiram com um dos meninos, o que devemos fazer? Não poderemos acordá-lo sem um deles, senhor. Sabemos que um ainda vive na cidade, o outro, infelizmente, não se encontra mais aqui.

O semblante adormecido resmungou, levemente irritado. Não poderia agir como queria, já que os filhos do seu irmão não passavam de crianças, bebês. Queria justiça, claro que queria, mas estava fora de cogitação matar dois inocentes, pois mesmo na maldade existia um pouco de bondade. Além disso, tinha que ser cuidadoso em seus movimentos, pois se fizesse algo errado, seu plano secular desmoronaria.

— Não mate mais ninguém a partir de agora, precisaremos deles inteirinhos até o Grande Dia... Por hora, mate os familiares da criança que aqui ainda vive e cuide para que ela cresça infeliz e sem nenhuma expectativa. E está na hora de você preparar o meu exército… Você sabe o que terá que fazer! — ordenou.

O ser esfumaçado concordou. Seu mestre estava certo, sempre estava, não podia contrariá-lo, afinal, ele sempre saberia o que fazer. No entanto, precisava perguntar sobre o outro garoto, pois tanto um quanto o outro eram importantes para o curso do plano e com a falta de um, tudo daria errado.

— Mas, senhor, o que devo fazer em relação a outra criança? Nossas forças não são fortes o bastante para atingi-lo em outra região…

— Durma — aconselhou. — Consiga um substituto e guarde suas forças. No momento certo saberá o que fazer.

— E quando será este momento? — A criatura não gostava de incomodar seu mestre, mas também não era muito esperta para lidar com as entrelinhas da situação, precisava de instruções específicas.

— Você saberá… Só tenha paciência…

— Tudo bem, senhor. — A criatura concordou e se refugiou antes que os caçadores aparecessem. Deveria seguir os comandos do mestre, descansar e poupar suas energias para que no momento designado destruísse a vida daqueles que seriam seus principais obstáculos.

Ninguém sabia, nem mesmo os caçadores, mas naquele dia o fim do mundo tivera seu início. Era só uma questão de tempo…

O tic-tac do relógio começara a martelar...

Nov. 11, 2018, 12:04 a.m. 0 Report Embed 0
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