Minha paixão secreta por Kim JongIn Follow story

_nathi Nathi Bonfim

Eu, Do KyungSoo, definitivamente estava morando na cidade grande e mesmo com os meus 17 e poucos anos na cara podia afirmar com toda certeza que odiava a capital. Ah, o motivo do ódio? Meu desnecessário vizinho de porta, Kim JongIn.


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Como eu conheci Kim JongIn

Kim JongIn é alguém que julgo ser desnecessário.

Ele era aquele tipo de pessoa que marcava sua presença onde estava sem ao menos precisar abrir a boca para falar algo, o tipo de menino que quando sobe no ônibus faz até a vovozinha que está sentado ao lado da porta querê-lo ao seu lado.  Um pacote completo: era lindo, por fora e por dentro, a coisinha mais educada que eu já vi, tinha um sorriso tão quente e fofo, sem falar o cheiro... Ah, o cheiro que exalava daquele homem podia ser comparado aos animais em época de acasalamento, não é brincadeira. Sabe quando alguém passa do seu lado na calçada todo perfumado? Ou naquelas ocasiões que só de passar um carro com a janela aberta o cheiro da pessoa impregna a rua.

Esse era Kim JongIn.

Mas ao contrário do que eu disse, ele não precisava de um carro para espalhar seu perfume e carisma pelos corredores extenso da escola, o que não tornava preciso esforço para adivinhar quando ele andava por ali. O ar mudava e novamente o perfume perfeito daquele homem corria pelos armários, as meninas suspiravam contidas e eu me envergonhava de falar que gostaria de ser uma delas para poder fazer o mesmo sem ser julgado. Mas eu tenho certeza que não sou o único.

Ele aparecia com todo aquele sorriso e o uniforme sem graça do colégio que parecia ter feito especialmente para seu corpo, sem exagero nem nada, mas quem é que consegue ficar tão bem com uma camisa de botão branca, uma gravata azul e preta junto com aquela maldita calça que deixava suas penas mais longas e deliciosas? Exatamente, ninguém além dele. Eu particularmente ficava parecendo qualquer coisa dentro daquelas vestes, menos gente.

— Você se segura para não suspirar também, não é? — SeHun caçoou ao meu lado quando viu para onde eu estava olhando.

— Cale a boca. — Quase me esqueci que o embuste do meu amigo estava do meu lado, provavelmente rindo da cara que eu estava fazendo, por esse motivo fechei o armário com força e voltei a minha feição de poucos amigos. 

       Mas o que eu poderia fazer? Era impossível não olhar para aquela figura morena que de longe era algum tipo de badboy. JongIn acenava para tudo e para todos enquanto caminhava com seus amigos, um sorriso divertido sempre nos lábios e os cabelos para baixo com uma maldita franja que o deixava mais adorável que o normal. Não importa quem era você ali dentro daqueles muros ou o que você fazia fora deles, todos olhavam para Kim JongIn, fosse com amor ou ódio.

No meu caso eu o amava e odiava por ser, como dito antes, extremamente desnecessário.

Nós não trocávamos mais que "bom dia" exatamente no mesmo lugar. Isso pois, veja bem, além de ser alguém totalmente desnecessário, JongIn morava bem de frente para o meu apartamento. Não era um pouco para esquerda ou para direita, era exatamente na frente, só alguns poucos metros nos separavam, os corredores dos prédios eram algo em que duas pessoas, lado a lado, sempre invadiriam o espaço pessoal da outra.

Eu o via algumas vezes saindo de casa, mas era com toda certeza que nos esbarraríamos no ponto de ônibus ou no caminho para este — já que eu ando como uma tartaruga deficiente — e ainda éramos obrigados a ficar sentados esperando o maldito transporte que nos deixava duas quadras do colégio. Resumindo tudo, eu permanecia poucos metros de Kim JongIn num trajeto de 30 minutos, o tempo que demorava de minha casa até que eu estivesse na escola.

Eu achava 30 minutos muito pouco.

— Sabe Soo, eu acho que você deveria fazer chocolate quente com marshmallow para ele e ver no que dá. — Sehun tornou a falar assim que o moreno cruzou a esquina do corredor, trazendo de volta à vida metade do colégio que estava ali.

      — Eu não mandei você calar a boca?

      Forcei a tranca do armário para ter certeza que estava trancando com certa raiva pela brincadeira de Sehun, que me fez corar, lembrando-me novamente da ideia de que Kim JongIn não deveria existir. Não pense você que era alguma paixão platônica, ou melhor, na verdade era, mas vamos fazer de conta que eu e ele namoramos em algum lugar da linha do tempo, ou outro universo... 

Sehun era um amigo meu, próximo, e a única qualidade que ele tinha era ser amigo de JongIn, mas isso nunca me deixou uma brecha para que eu me aproximasse, nenhuma vez se quer — minha culpa, admito, sou terrivelmente vergonhoso —. Sehun já me apresentou ao rapaz, o que não era necessário pois eu o conheci de um jeito muito peculiar e particular.

Como? Muito bem, narrarei o calamitoso dia em que eu me apaixonei por Kim JongIn.


Fazia apenas uma semana que eu definitivamente estava morando na cidade grande. Com meus 17 anos feitos já tinha meu próprio apartamento, não era alugado e errado estão vocês se pensam que sou rico, minha família vive no sítio e eu tive que trabalhar muito tempo junto de meus pais para conseguir um lugar bom, num bairro simples.

Como um menino que não estava acostumado com luzes demasia e o trânsito que muitas vezes podia ser infernal no período da noite, que por algum motivo foi a única hora possível para que houvesse minha mudança, eu Do KyungSoo odiava a capital. Eu minha mãe e meu pai andamos com a caminhonete azul marinha até o bairro residencial calmo de Seul, paramos em frente a um amontoado simples de algo que não era um prédio grande, apenas quatro andares.

Eu morava em um daqueles apartamentos que na verdade tem no máximo cinco andares e uma escada, sem porteiros ou coisa do tipo. Quando eu falei sobre os corredores serem estreitos na verdade eu tecnicamente menti, pois, veja bem, não existia corredores; era apenas um lugar parecido com uma varanda só que com três lances de escada, porém não exclui o fato de minha porta ser extremamente perto de meu vizinho, assim como a janela da minha cozinha ser de frente para a janela dele.

Mais tarde vocês iram ver o que esse fato da janela me causou.

Voltando ao dia em que conheci essa peste negra de olhos lindos. Com uma semana na grande capital eu começava a duvidar que eu iria me acostumar com aquilo, eu mal sabia eu que de fato as coisas naquela cidade poderiam me assustar mais. Para começar toda a minha narrativa quero que vocês entendam que era um sábado tedioso onde eu assistia um desfile de drags na TV.

Eu tinha alguns amigos da escola que eu frequento, mas no momento estava de férias e eles não sabiam de fato que eu havia me mudado, — o celular foi algo que comprei a pouco tempo. Por esse fato eu me assustei quando ouvi a campainha tocar, o relógio marcava 3 da manhã e eu cogitei a ideia de ignorar.

Mas vejam só: eu nunca morei sozinho na minha vida, é muito estranho sair dos mimos da mamãe e da barulheira que quatro irmãos juntos faziam numa casa. A minha experiência morando sozinho era 0 e naquele momento, quando a porta da frente — como se houvesse outras portas principais — foi aberta, eu percebi que precisava adotar o costume de trancar a casa de noite.

Me levantei do sofá com pressa, mas o medo me abateu e logo mais meus passos voltaram a ser calmos, me guiando até o hall onde tirávamos os sapatos para adentrar minha residência com pantufas. Fiquei parada na parede que dividia a sala desse local, colocando apenas minha cabeça para que conseguisse visualizar quem arrombava minha casa.

Tal foi minha surpresa quando uma pele amorenada entrou no meu campo de visão. Um rapaz muito bonito tentava tirar um par de coturnos dos pés, percebi pelo jeito que mexia a cabeça e os braços que o mesmo estava bêbado, porém não me assustei ou coisa do tipo, eu sabia que aquele dali era meu vizinho do apartamento da frente, que eu já havia visto algumas vezes.

Tudo bem. Estava na cara que ele apenas havia se enganado por estar bêbado, invadindo assim o meu apartamento que estava arreganhado pela minha tamanha burrice. Aproximei-me do moreno que não sabia o nome e toquei seus ombros, fazendo com que o mesmo desse um pulo no lugar e virasse para mim com os olhos vermelhos, suas bochechas e nariz se encontravam no mesmo tom.

— Com licença... — Comecei todo educado, mas ele foi mais rápido e ao me ver em sua frente levantou-se rapidamente, me envolvendo num abraço bem apertado.

— Suho Omma! — Eu assustei, claro que sim, não estava acostumado com pessoas fora do meu círculo familiar me tocando. Será que esse povo da cidade era tão afetivo assim? Não posso lidar com isso.

— Desculpe, acho que você está me confundindo. Não nos conhecemos.

Dizer isso foi quase como a morte pra mim, após aquela frase os braços que me rodeavam, deixando o meu ser totalmente sem graça, simplesmente sumiram, as mãos alheias tocaram meu ombro, fazendo com que eu me encolhesse. Logo os olhos do rapaz devoraram os meus, e ao contrário do que eu pensei estavam molhados de lágrimas.

      — Suho Omma não lembra mais do JongIn? — Eu fiquei sem reação por ver um cara daquele tamanho chorando à minha frente, como eu já disse, não era acostumado com pessoas em volta de mim que não fossem da minha família.

— Es-espera!

— O que eu fiz pra você? — Após essa pergunta um choro alto começou, iniciando meu desespero. Pensando rápido, a única coisa sensata a se fazer era caminhar para fora e levar aquele rapaz para a porta da frente, mas de todas as formas que eu pensava em realizar isso, todas pareciam ser insuficientes, ainda mais quando o moreno se curvou no chão e o choro subiu de tom.

— Calma... JongIn, certo? — O rapaz me olhou com os olhos molhados e eu não consegui esconder meu nervosismo. — Cla-claro que omma se lembra de você.

Minha voz soou tão patética, mas valeu a pena pois no segundo seguinte o rapaz já estava de pé, me olhando com um sorriso muito lindo que fez meu coração bater igual a um deficiente mental. Achei que como o choro teria parado eu poderia acalmá-lo para enfim levá-lo até sua casa, mas logo o mesmo estava de pé novamente com seus dedos entrelaçados nos meus, indo para dentro da minha própria casa.

— Omma faz chocolate quente pra mim? Com marshmallows? — Pediu infantilmente, seus olhos ainda estavam molhados pelo recente choro e meu corpo ainda estava tremendo de nervoso pelo que estava acontecendo. Fiquei com medo de outro choro começar então apenas assenti, andando até a cozinha.

JongIn se sentou na mesa de madeira estreita que possuía 4 cadeiras apenas, ficou ali me observando andar pela minha cozinha enquanto tagarelava sobre algo que eu não entendia, o que não era pra menos já que eu não era esse tal de Suho Omma que saia de seus lábios. Durante a narrativa descobri que JongIn era mais novo que eu e que havia vindo da América no começo do ano.

Ele foi ao banheiro duas vezes e eu fiz careta quando percebi que ele não havia fechado a porta, o som de seu xixi batendo no vaso foi algo ultrajante para a minha pessoa, mas ele não pareceu se importar. Ao menos ele lavou as mãos. Talvez ele e esse tal de Suho fossem extremamente íntimos, pois não havia outra explicação para o modo em como ele falava comigo.

Eu mexia com calma o chocolate quente enquanto olhava para JongIn, seus traços eram firmes e fortes, sua pele amorenada devia ser pelo fato de que, assim como ele contou, antes morava na Califórnia. Ele tinha uma voz gostosa, que parecia estar gemendo constantemente, isso não era nada bom pra minha mente de um adolescente-quase-adulto, virgem, louco para liberar hormônios. Apesar de tudo isso sua risada era alta, escandalosa e tão ridícula que eu me perguntava qual era o meu problema por estar sorrindo enquanto ele ria.

 — Está pronto... — Ditei calmo, levando a xícara até ele.

 JongIn soltou um grito meio afeminado quando degustou do meu chocolate quente, disse também que eu havia melhorado meus dotes culinários pois nunca havia feito algo tão bom, levei por base que esse tal de Suho não devia ser bom de cozinha. Depois de longos minutos de conversa onde JongIn era o único a dizer as coisas, ele terminou de beber o chocolate quente.

Tudo caiu num silêncio brutal, JongIn parecia normal pra mim, e falando no sentindo literal, eu já havia cuidado de altos porres dos meus tios, mãe e pai. Eu morei num sítio a vida inteira e a minha família adora se juntar para beber e comer. Tirando por isso posso dizer que eu tinha certa "experiência" em pessoas bêbadas, por isso, olhando para JongIn eu via que ele parecia estar melhorando, por minutos jurava que ele estava ficando sem graça, pois assim que o assunto acabou e o copo esvaziou, o silêncio pareceu incomodá-lo tanto quanto a mim.

Estaria ele voltando ao normal e enfim percebendo na burrada que fez? E talvez também estivesse com vergonha agora disso... Bom, ele não estava mais bêbado, eu tenho completa certeza disso.

Eu ia começar com calma tentando contornar aquilo, já cogitando que ele estava sem graça em demasia para sair pela porta da frente como se não tivesse feito nada, porém uma outra surpresa vinda do rapaz me deixou todo idiota, percebi que JongIn devia ser alguém regado por fazer as coisas por impulso. Logo após ter posto a xícara na pia eu me levantei, tentaria conversar novamente com ele, mas os lábios quentes e grossos selaram os meus assim que eu me coloquei em sua frente, a língua entrando na minha boca aberta pela surpresa.

Pensei em tirar uma lasquinha do meu vizinho gostoso pois não faria mal a ninguém, porém o meu cu piscou em desespero pelo ato repentino e no momento em que eu desencostei os nossos lábios delicadamente eu quis grudar de novo e foder com ele ali na mesa pequena da minha cozinha, mas eu havia feito certo, JongIn devia sim ainda estar bêbado, isso é abuso, mesmo que ele tenha feito o primeiro movimento, parte da pessoa sóbria não coagir. Eu havia feito certo? Claro, eu havia feito certo...

Eu havia...

Meu Deus, como eu odeio fazer as coisas certas!

O beijo não durou míseros segundos — trocamos saliva do mesmo jeito, me deixe em paz — e eu tinha certeza que minhas bochechas estavam vermelhas. Antes que eu pudesse falar algo, perguntando o que foi aquele beijo ou coisa do tipo ele correu para o banheiro.

Eu rodei os olhos quando ouvi que ele estava pondo a bebida para fora, provavelmente por apenas conter álcool, seu estômago não deve ter aceito muito bem a bebida quente que eu havia preparado. Depois de 3 minutos de barulhos horríveis eu ouvi a descarga, o barulho dessa sendo o último som que veio do banheiro. Esperei mais alguns minutos, mas JongIn não havia voltado. Calmamente andei até onde ele deveria estar e abri a porta devagar, rindo quando encontrei o mesmo desmaiado no tapete ao lado da banheira velha que eu tinha.

Os minutos seguintes foram a mesma coisa que horas na academia. Kim JongIn era muito pesado e levá-lo até o apartamento da frente foi o maior sufoco da minha vida, com exagero. Eu vasculhei os bolsos do cara enorme que estava apoiado em mim como se fosse um aleijado, encontrando as chaves que ele tinha para abrir o apartamento, logo já estávamos dentro da casa do moreno que era bem parecida com a minha, mudando apenas a cor que as paredes eram pintadas e a distribuição de móveis.

Eu deixei o corpo mole em cima do sofá e fechei a janela da sala que estava escancarada, o vento frio parou de entrar no mesmo instante e JongIn não se mexeu nem nada. Peguei a chave que ele tinha, deixei a janela da cozinha aberta pois a mesma dava de frente para a minha. Sai de dentro da casa do moreno e tranquei a porta, jogando a chave pela janela e vendo-a parar ao lado da pia.

Caminhei até a minha própria casa e dessa vez rodei três vezes a chave. 


Desculpem qualquer erro :v Se tiverem alguma sugestão ou coisinhas pra me ensinar a mexer nesse nova plataforma incrível, manda pra mim que sua ajuda será muito bem vinda ♥ 

Essa fic é uma que eu estava repostando em outro site (SS), mas tive que migrar pois as regras do mesmo não condiziam mais com ela e achei o Wattpad mais viável para isso.

Beijos, até o próximo capítulo. 

Nov. 5, 2018, 4:51 a.m. 0 Report Embed 2
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