Luxúria Follow story

krisoo reeves

Foi no aniversário de vinte anos de Kim Jongin que ele e Park Chanyeol destruíram o seu quarto, mas saiba que foi por um bom motivo. Um motivo cheio de luxúria. [ CHANKAI | PWP ]


Fanfiction Bands/Singers For over 18 only.

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Quente como o inferno

Chanyeol levantou o guardanapo em direção a ambos os olhos, mostrando que aquilo era dele e deslizou a mão pelo corpo vil e atraente de Jongin, até encontrar uma dos lados de sua bunda, onde enfiou os dedos dentro do bolso e deixou o bilhete, que dizia:

"Me encontre no seu quarto em dez minutos ou está acabado seja lá o que nós temos."


 

%


 

Se tinha algo que agradava Chanyeol, essa coisa certamente era o quarto de Kim Jongin. Tudo lá era tão a cara ele, desde as paredes brancas até a decoração bege e marrom, o imenso desenho de bússola acima da cama, as fotos com familiares e amigos em um grande painel metálico, decorado post-its repleto de mensagens dos seus colegas. Jongin era assustadoramente dependente de quase todas as pessoas que tinha intimidade. Ele riu ao encontrar sua própria mensagem no mural, no canto da foto estava colado o adesivo com a letra de Chanyeol, desleixada e de tamanhos diferentes, lembrava-se muito bem daquilo. Foi no último ano do colegial, uma das ideias sem sentido que o amigo tinha tido. Recordava-se de como o rapaz havia chorado naquele dia e de como o abraçou. Achava que o pai lhe mandaria estudar em alguma universidade da América, longe de todas as suas pessoas mais importantes, por isso havia pedido os post-its. Tinha noção de que talvez o grupo nunca mais fosse tão completo, mas ainda queria ter uma partezinha de seus amigos onde quer que ele estivesse, então os garotos escreveram suas mensagens nos papéis amarelos e depois colaram sobre suas próprias fotos com Jongin.

E lá estava a foto deles. Foi em um dia frio, com neve e ventania, e os quatro melhores amigos mataram aula com o intuito de passar o dia jogando diversas partidas de Red Dead Redemption na casa de Baekhyun. Kyungsoo bateu a foto enquanto Jongin abraçava a cintura de Chanyeol que estava sentado no seu colo, ambos sorrindo descontraídos, distraídos com a televisão.

— Pra que sofrer com a despedida se quem parte não leva nem o sol, nem as trevas e quem fica não se esquece de tudo o que sonhou? Eu sei, tudo é tão simples que cabe num pedaço de papel e se a história é de amor, não acaba tão mal…

— Gosto do som da sua voz quando recita poesias — Disse em tom calmo atrás de si. Chanyeol continuou olhando o painel à sua frente, não queria dar o braço a torcer naquele momento. — Gosto da sua voz…

— Eu sempre odiei poesias — Praguejou indiferente, arrumando um dos imãs que prendiam as imagens no mural.

— Sei disso — Jongin soltou uma risadinha fraca, tocando levemente as costas do rapaz com a ponta dos dedos. — Percebi que só fazia literatura pra me agradar quando descobri que você não sabia quem era Charles Dickens.

— Kim Jongin sabia que eu gostava dele esse tempo todo e ficou fazendo joguinhos — Chanyeol zombou, dando de ombros.

— O que seria de Kim Jongin e Park Chanyeol sem os joguinhos?

O mais velho não respondeu, apenas deixou que os dedos de Jongin deslizassem por suas costas até o seu pescoço, procurando pelo laço que prendia a capa da fantasia ao restante da sua roupa. A ponta dos dedos gelados em contato com a pele sensível daquele local faria Chanyeol se arrepiar caso ele não estivesse tão puto. Quando a peça de roupa deslizou pelos seus ombros até encontrar o assoalho do chão, Jongin depositou um selar calmo e molhado em sua nuca, esfregando calmamente seu nariz pelo pescoço cheiroso até a orelha, soltando um suspiro fraco perto do lóbulo.

— Vira pra mim, Chanyeol — pediu num sussurro manhoso tão típico dele, passeando suas mãos pela cintura do rapaz alto até parar na fivela do cinto grosso que este usava, agarrando e puxando-o suficiente para fazer com que o corpo maior virasse em sua direção.

E lá estavam aqueles habituais olhos felinos, tão escuros quanto uma ônix. Intimidadores, desafiadores, ilegíveis. Jongin inclinou a cabeça, afastando-se um pouco para que pudesse vê-lo e, porra, ele não era nada menos que a perfeição masculina. Traços marcados, um queixo bonito, uma boca pequena com lábios extremamente beijáveis. Cabelos escuros, longos o suficiente para puxar, e bagunçados. Chanyeol era incrível e Jongin temia não conseguir parar de olhá-lo assim que sentiu seu coração crescer e quebrar. Naturalmente, ele era o mais marcante homem que já tinha visto. Ele lhe encarava com olhos tão  expressivos e desafiadores que Jongin não conseguia nem por um segundo sequer e nem se atreveria a desviar o olhar.

— Você é tão lindo — Jongin segurou o rosto de Chanyeol com as duas mãos, usando uma para dedilhar as feições bonitas que formavam todo a beleza conjunta. Desde o nariz afilado, até as sobrancelhas, passando pelo vinco pequeno que havia se formado em sua testa, as linhas expressivas na bochecha e parando-os nos lábios vermelhos, levemente sujos com algum tipo de sangue falso. — E eu quero tanto, mas  tanto te beijar…

Chanyeol fechou os olhos, sentindo o dedo traçar o contorno de sua boca.

— Nada está te impedindo.

O garoto mais jovem bem baixinho antes de levantar minimamente seus pés do chão e ficar cara a cara com aquele belo homem. Ele guiou a destra até os fios sedosos e cravou suas unhas no couro cabeludo, arranhando levemente enquanto usava sua língua para limpar o pequeno caminho vermelho que marcava o rosto dele, desde o pomo de Adão até a lateral daquela pecaminosa boca. E se aquilo já havia sido o suficiente pra fazer com que a sanidade de Chanyeol diminuísse em cinquenta por cento, quando os lábios grossos e apetitosos do garoto encontraram com os seus próprios, foi o fim. A sanidade se esvaiu num passe de mágica, sua mente nublou e transformou-se numa pane completa de Jongin, Jongin, Jongin.

Não era apenas um beijo. Era a uma luta por poder. Por controle. O início de um árduo jogo.

O seu jogo.

E que jogo.

A partir do momento em que a boca de Chanyeol entrou em contato com a sua, Jongin soube. Soube que aquele garotinho apaixonado por si era um tremendo homem, um mestre no que fazia, capaz de estipular seus desejos e suas metas apenas num roçar de lábios lento, quente, muito insistente. Sua boca se movimentava sobre a dele, as mãos seguravam-no próximo ao próprio corpo, não permitindo que Jongin se afastasse até que ele estivesse pronto para deixá-lo finalmente ir. Não era o primeiro beijo deles, mas talvez fosse o primeiro beijo compartilhado que roubasse a vontade de se afastar, que consumia  a capacidade de pensar, de resistir, de sentir ou fazer qualquer coisa que não fosse entregar-se àquele toque sedento.

Chanyeol beijou Jongin como se tivesse algo realmente importante para dizer, para provar. Aquilo era um oito ou oitenta, um vai ou fica. Era destino, era futuro, era uma definição e ele provou para o Kim que aquele beijo era só o começo.

Mas se ele quisesse, podia ser o final de tudo também.

Jongin deixou escapar um suspiro e tombou a cabeça para o lado, agarrando a camiseta alheia e trazendo-o para mais e mais perto do seu corpo, como se o mínimo espaço entre eles pudesse fazer as coisas desandarem. Chanyeol tinha gosto de Hite e bala de canela, ardente, excitante, e Jongin era como o pior tipo de pecado, um doce veneno e tão entregue.

A mão insistente do Park deslizou mais para baixo e aquilo estava se tornando íntimo, perigoso demais para alguém como Chanyeol, que ainda não tinha tido a resposta que precisava. Jongin sentia como se fosse entrar em combustão, tremer até perder os sentidos quando sentiu a respiração em seu pescoço obrigando a manter a própria cabeça no lugar, ainda que seu desejo fosse incliná-la mais ainda para o lado, clamando silenciosamente para ser tocado. A boca quente e úmida beijava o lóbulo de sua orelha, inticando, intercalando entre uma que outra lambida suave e sopros úmidos que enlouqueceriam qualquer um naquela situação. Um ato faminto, que exigia atenção, exigia que ambos se entregassem aquela postura, a total rendição.

E Jongin o fez porque quis.

Não porque apenas desejava aqueles toques, mas porque precisava deles loucamente.

Podia sentir o estrondo do seu sangue fluindo nas laterais de seu rosto quando Chanyeol pressionou ambos os corpos até que ele se virasse. Atrás de si encontrava-se a cômoda de estudo, Chanyeol afastou o rosto de Jongin e olhou por cima de seu ombro, encontrando o alvo perfeito. Ele juntou o corpo bonito ao seu, depois ambos à superfície modulada do móvel. Jongin só entendeu suas reais intenções quando o antebraço do amigo já estava varrendo tudo de importante que havia naquela mesa.

Não dando escolha ao Kim, ele agarrou as pernas roliças e marcadas pelo jeans branco, erguendo o corpo até colocá-lo sentado em cima da mobília, abrindo suas pernas com indelicadeza e retomando à um beijo sedento e ébrio. Nada ali era delicado e cuidadoso. Ambos se desejavam na mesma intensidade, desejavam o tudo e o que viria após isso. Os toques, as palavras sujas, a tensão.

Quanto mais os toques iam aumentando e os murmúrios tornavam-se mais e mais sugestivos e os beijos acelerados, acirrados, menos ainda eles queriam que aquilo terminasse. Chanyeol varria suas mãos desde os joelhos de Jongin até as coxas, deixando seus dígitos apertando perigosamente perto da virilha do aniversariante, enquanto Jongin mantinha sua palma esparramada por cima do tecido que cobria o abdômen sarado daquele cara fodidamente sexy, vez que outra intercalando entre subir até os cabelos macios e descer até a nuca. Contudo, quando a mão ampla de Chanyeol resvalou tão calmamente pela abertura do jeans que o outro usava, percorrendo o tecido fino de sua camiseta e parando nas costas de sua cintura, adentrando ambos os bolsos do brim, apertando a carne da bunda gostosa que ele tinha, Jongin chegou ao seu limite.

Apenas toques despretensiosos não eram o suficiente. Ele estava excitado pra caralho e o oposto não estava tão diferente, podia ver, podia sentir a testosterona e a atmosfera tão densa acima deles que era quase palpável.

Jongin rodou a cintura do outro com as pernas, trazendo-o para mais perto e quase tocando seus peitorais. A palma que estava no abdômen percorreu o caminho até o cós da calça negra, parando sobre a ereção e fazendo um carinho insinuante. Ainda beijando os lábios acolhedores de Chanyeol, ele apertou o pau duro, descendo a mão até tocar onde sabia estar os testículos. Queria abrir a braguilha e chupar ele ali mesmo, porra, queria tanto. Precisou parar de beijá-lo porque sentiu a boca enchendo de saliva só com o pensamento.

— Hum… você já está louco pra ser comido só com um beijinho, Jongin? — Disse com descaso, afastando a mão dele de sua intimidade. — Mas você foi um garoto tão ruim lá embaixo, me faz pensar... será que você merece?

— Chanyeol... — Jongin não tinha certeza do porquê gemeu o nome dele. Era como forma de argumento? Uma imploração? Por favor, eu quero e preciso terrivelmente disso?

— Isso, Jongin. Você vai gemer assim, só que mais ninguém vai te ouvir além de mim  — Aquelas palavras deveriam tê-lo o apavorado, mas elas só fizeram sua excitação crescer ainda mais. — Está pronto?

— Sim — A resposta veio rapidamente, como um raio. Curta, direto ao ponto.

— Ótimo — Chanyeol sorriu de canto e cravou novamente suas mãos até a bunda alheia, segurando as duas bandas com força, retirando-o do móvel e colocando-o de pé no chão. — Vá até o meio da sala e continue de pé.

Respirando fundo, Jongin caminhou com o pouco de confiança que lhe restava, determinado a fazer tudo que fosse mandado. Gostava de obedecer Chanyeol, se sentia ainda mais estimulado toda vez que servia as vontades dele.

Ele atravessou o assoalho escuro, seus pés descalços traçando o caminho como uma verdadeira pluma, como se fosse um passo de dança. Suave, intenso, calculado. Quando chegou ao meio do cômodo, virou-se devagar. Assistiu Chanyeol andar até a poltrona de veludo do lado da cama, onde sentou-se com as pernas abertas e o corpo inclinado para frente, as mãos caindo levemente através dos joelhos; relaxado. Jongin desejou poder dizer o mesmo a respeito de si.

— Tire a roupa — Disse calmamente, percorrendo olhos de cima a baixo pelo corpo escultural. — Toda ela.

Jongin concordou relutante, mas ergueu as duas mãos até primeiros botões na frente da camiseta e os desabotoou devagar. Em seguida, subiu os dedos até a gravata borboleta que usava, mas foi repreendido.

— Deixe isso, mas tire todo o restante.

Jongin concordou novamente, deslizando o tecido fino pelos braços amorenados até a camiseta estar no chão. Os olhos de Chanyeol tornaram-se uma linha fina. O desejo se evidenciou em seus traços grosseiros, o maxilar trincado e as mãos apertando com força as laterais da poltrona. Jongin estava excitado, tão excitado que era evidente na simples forma em como seus mamilos estavam duros sem nem terem sido tocados. Chanyeol era como uma droga fatal e ele nem sequer havia tocado-o além de gestos rasos, apertões na bunda e beijos. Mas o olhar... a intensidade como os olhos dele Jongin tão entregue quase queimavam seu corpo.

O aniversariante continuou o percurso, guiando seus polegares até o botão da calça apertada, expondo o corpo perfeito com calma, perpassando-a pelas pernas torneadas através de sua paixão pela dança e retirando-a das panturrilhas pelos pés. Assim, repetindo o trajeto com sua cueca o mais rápido que pôde, como se aquilo pudesse evitar passar por tanta humilhação, mesmo que gostasse da sensação. Seu pau estava lá, duro, ereto, pulsante e implorando por atenção, mas ele tentou se cobrir num gesto inconsciente, procurando uma maneira de limitar-se da vergonha que era estar ali. Ele depositou ambas as mão cruzadas sobre seu sexo.

— Tão lindo — Disse Chanyeol, mais para ele do que para Jongin. — Mas não se esconda.

Jongin fechou os olhos e afastou as mãos, vulnerável, esperando que desse as próximas instruções.

— Venha até aqui.

Ele abriu um dos olhos apenas o suficiente para enxergar a direção onde precisaria andar e o fechou novamente, cambaleando até a poltrona, poucos centímetros de distância. Chanyeol endireitou seu corpo na cadeira, afastando ainda mais suas pernas sugestivamente. Havia um volume tangível dentro da calça, parecia doloroso.

— Abra os olhos — ordenou e Jongin rapidamente obedeceu, vendo que a mão do mais velho estava esticada em sua direção, chamando-o. — Sente aqui.

Segurou os dedos grossos e colocou-se entre suas coxas. Chanyeol o puxou com certa delicadeza, trazendo-o para si e fazendo menção para que ele sentasse no seu colo. Naquele lugar. Os joelhos de Jongin ajeitaram-se em volta do corpo esguio do homem, suas pernas pressionadas entre ele o tecido quente da poltrona.

Deslizando a mão até a nuca dele, Chanyeol segurou-a e a puxou para si,  tomando os lábios com os seus. Sua respiração estava quente e esgotada. Subiu os dedos até os seus cabelos, entrelaçando-os nas mechas com força. Um grunhido saiu dos lábios de Jongin e Chanyeol estendeu a mão, agarrando uma das nádegas da bunda arrebitada e puxando-o contra ele. A calça era desagradável contra a pele sensível de Jongin, seu pau dentro do tecido, vívido e duro.

Chanyeol invadiu sua boca com a própria, dando-lhe um beijo tão impetuoso e desesperado, exigindo a sua paixão através de um toque, que Jongin estava sem fôlego quando se afastou. Ele soltou o cabelo do moreno que ainda segurava, arrastando a palma até a barriga dele, deslizando-as pela tez até que lhe tocou o peitoral. Segurando um mamilo com o dedo, enquanto movia o outro punho que estava em sua bunda até o outro lado, para depois inclinar o rosto boca e sugar o bico com os lábios.

Jongin gemeu baixo e estremeceu com a celeridade que o toque sucedeu. Apoiando ambas as mãos nos braços do sofá, ele jogou a cabeça para trás enquanto tinha seu bico rijo circundado pela ponta da língua de Chanyeol, esse que alternava entre ambos os mamilos em suas mãos, provocando e brincando. Lambeu, chupou, mordiscando-os moderadamente até ficarem vermelhos. Chanyeol soltou-o e vagou a mão pelo corpo, deslizando-a pelo abdômen sarado até as pernas entreabertas. Tocou-o gentilmente, explorando cada milímetro do pau de Jongin.

Um dedo deslizou sobre o freio e o corpo dele inteiro se retesou em resposta. Chanyeol estimulou a extensão úmida e excitada, espalhando toques por todo o comprimento, enquanto o polegar acariciava gentilmente a cabecinha. Jongin abaixou a cabeça apenas o suficiente para assisti-lo através de seus olhos semiabertos. A boca gostosa em seu peito, puxando seu o mamilo, era a visão mais erótica do mundo, e ainda por cima, só fazia o desejo dentro de si crescer mais.

— Porra, Chanyeol… — gemeu baixinho, manhoso, do jeito que o outro gostava de ouvir.

O Park agarrou o pau duro com força, e Jongin tornou a gemer quando ele ainda aplicou mais pressão com o polegar na glande, fazendo movimentos circulares com o dedão enquanto sua mão subia e descia devagar. Então, mordiscou o mamilo, esfregando os dentes metodicamente pelo bico rijo. Ele afastou o rosto apenas o suficiente para que o aniversariante pudesse ver claramente a cena pecaminosa, enquanto Chanyeol tirava sua mão do pênis alheio e levava um dos dedos sujos de pré-gozo até os próprios lábios, olhando nos seus olhos.

— Alguma vez você já gozou tantas vezes que perdeu os sentidos, Jongin? — Chanyeol abriu os olhos, afastando seu dedo da boca. —  Espero que não, porque é isso o que vou fazer com você essa noite.

A voz dele era grossa, muito gostosa de escutar. Jongin não negava pra ninguém o quanto gostava de ouvi-lo falar, cantar, sussurrar, gemer... Mas ali, naquele momento, o seu timbre pareceu diminuir três oitavas. A respiração estava lenta e quente, seus dedos eram amistosos, mas insistentes, e Jongin quase gozou apenas pelo tom grave da voz, pelas palavras e pela promessa. Gemidos vazavam dos lábios grossos do rapaz sem parar, como um copo transbordando, enquanto a língua do homem traçava pequenos caminhos de saliva pelo seu peitoral, clavículas, pescoço e orelhas. O ritmo de suas mãos era indescritível, lento, determinado e estonteante, com a intenção de fazê-lo implorar.

Durante um bom tempo, Jongin não tinha como medir quais eram seus objetivos, ele apenas estimulava sua pele do tronco e com a mão circulava seu pênis sem nenhum tipo de padrão. O queimor cresceu dentro de si, a pressão aumentou deliberadamente, como se Jongin estivesse se afogando de dentro para fora, no fundo do próprio prazer. Os gemidos, a respiração descompassada, os quadris se movendo sem a sua supervisão, roçando contra a ereção completamente evidente abaixo de sua bunda.

— Por favor… Chanyeol — ele pediu, mas não sabia exatamente o quê. Queria tudo que pudesse receber. — Por favor, por favor...

O calor cresceu de um jeito impressionante, fazendo suas pernas tremerem e seus calcanhares apertarem-se contra o corpo másculo, mantendo-o para si. Jongin precisava tocá-lo, sentia-se muito carente e sensível em momentos de extremo tesão.

Precisava tê-lo. Muito. Então passou seus braços em torno do pescoço e o abraçou apertado, afundando sua cabeça no pescoço Chanyeol quando as mãos dele aumentaram simultaneamente os movimentos; rápido e intenso, enquanto Jongin resmungava com os dentes cravados no ombro coberto, antes de seu orgasmo vir forte, pulsando dentro de si. Com jatos grossos, ele sujou as mãos de Chanyeol.

Chanyeol não parou de masturbá-lo. Não cessou seus movimentos mesmo depois do garoto ter atingido seu limite. Ele continuou a ação com agilidade, agora deslizando com mais facilidade devido ao gozo entre os dedos. Jongin abriu as pernas, dando-lhe acesso, dando-se por completo para deixá-lo fazer o que quisesse consigo.

Aquilo havia se tornado um jogo. Quantas vezes Chanyeol poderia fazer Jongin gozar?

— Mas que merda... — mal era capaz de fazer as palavras saírem com algum sentido, estava frenético com a necessidade ao sentir outro clímax crescendo dentro de si. Jongin arqueou o corpo, tremendo, tomado por um frenesi enquanto ele o estimulava ainda mais. Segurou-se aos ombros largos, enquanto onda após onda de prazer o levavam num quase orgasmo incrível. — Eu... vou gozar.

— Não até eu permitir que você faça isso, Jongin. Não goze ainda.

— M-mas…

— Só tenha calma, ok? Ainda não é a hora — Jongin tentou obedecer, mas simplesmente não conseguia. Ele precisava tanto gozar. A necessidade era como uma abundante oscilação dos melhores e mais angustiantes sentimentos, ardente por dentro. — Erga-se um pouco com os joelhos.

Kim fez o que ele disse, levantando o seu corpo o suficiente para que Chanyeol pudesse afastar suas pernas, deixando a bunda descoberta e bonita sem apoiar em nada. Ele estava espalhado na poltrona, jogado sobre o corpo do mais velho e bem aberto, completamente entregue, frustrado e sem saber o que Chanyeol queria, o que ele havia planejado. Mas assim que seus dedos agarraram uma das nádegas e afastando-a o suficiente para que seus dedos pudessem tocar a coxa e deslizar para as curvas da bunda, Jongin soube o que ele faria.

— Não — disse firme. — Não, Chanyeol.

— Não? Você realmente não quer que eu toque aqui? Eu não vou se você negar novamente.

Estava com medo sobre o poder de Chanyeol sobre si, sobre o misto de sentimentos que sentia. O medo do quanto já havia o deixado fazer… estava zonzo pelo orgasmo, mas mantinha-se na tentativa de não gozar, como havia sido ordenado. Chanyeol tinha lhe dado os comandos e ele apenas obedeceu como uma marionete. Enquanto pensava, o moreno deslizou o dedo entre as bandas com um toque provocante. Jongin estava pairando a beira do clímax, temendo a necessidade de terminar aquilo para gozar, e todo aquele tempo que ele estava lhe provocando, deslizando seu dedo comprido ao longo da bunda.

— Se você não negar, então isso vai acontecer, Jongin — Ele beijou a mandíbula do garoto de cabelos loiros e seguiu seu caminho até a parte atrás de sua orelha. Sentiu o calor e a presença do corpo robusto sob o seu, sua camisa contra a pele esbranquiçada, sua calça roçando suas pernas. — Você tem cinco segundos para decidir, Jongin. Em cinco segundos eu vou deslizar a porra do dedo pra dentro da sua bunda grande, vou colocar ele nesse seu cuzinho e você vai gozar com força. Você quer isso, não é?

Chanyeol ficou em silêncio e Jongin sabia que essa era a sua única chance de se opor. Não, eu não quero. Apenas quatro palavras, uma respiração curta. Uma frase fácil de dizer, um murmúrio. No entanto, não saiu. Por que... sinceramente? Foda-se. Jongin queria. Jongin queria pra caralho qualquer coisa que Park Chanyeol pudesse fazer consigo. Mesmo que ele terminasse inconsciente.

— Diga — A voz de Chanyeol era um sussurro insistente em seu ouvido. Seu dedo deslizou, movendo-se mais fundo, roçou a entrada apertada e circulou-a, deixando Jongin a beira do precipício do prazer, sentindo o coração batendo mais forte. A decisão já estava tomada. Queria tanto gozar, tanto, tanto…  Já estava cansado psicologicamente dos jogos, afinal, ele sempre desistia, sempre percebia o que queria. Jongin queria tudo dele. — Apenas diga.

— Faça isso, Chanyeol — sua voz era mais forte do que imaginava. — Toque-me.

— Onde, Jongin? Tocá-lo onde? Eu quero ouvir nas suas palavras — seu dedo parou e pressionou levemente, apenas o suficiente para lhe atormentar.

— Dentro... de mim. Coloque o seu dedo na minha bunda, Chanyeol. Faça isso, por favor. Por favor.

Em questão de segundos, o dedo não estava mais o provocando. Estava em frente ao seu rosto, dois deles, bonitos dedos, tatuados e grossos. Chanyeol agarrou a mandíbula de Jongin com força, trazendo sua cabeça para perto e deixando um selar rápido em seus lábios antes de rudemente mandá-lo abrir a boca e enfiar seus dedos lá, deixando que Jongin fizesse o trabalho de deixá-los molhados o suficiente com sua língua.

O Kim fechou os olhos e tirou os dedos de sua boca, colocando-os de volta e repetindo o ato duas ou três vezes, simulando uma boquete gostoso antes de Chanyeol soltar seu pescoço e erguê-lo mais ainda, deslizando as mãos pela bunda dele para segurá-lo. O corpo de Jongin ainda tomado por ondas de prazer após o orgasmo. O pau de Chanyeol latejava e pulsava, dolorido, mas naquele momento a atenção era toda voltada ao aniversariante.

Ele afastou as bandas de novo e repetiu o processo, levando o mesmo dedo até a entrada contraída.

— Assim? — perguntou, pressionando suavemente e aumentando a pressão no local e Jongin obrigou-se a relaxar para aceitá-lo.

— Uhum — Jongin mal conteve uma lamúria quando ele deslizou o dedo em si até a segunda junta. E então, passou a outra mão ao redor da sua, forçando-o a segurar o próprio pênis, enquanto usava a sua e a mão alheia para movimentá-lo, ao mesmo tempo em que seu dedo forçava mais fundo dentro, voltando minimamente e depois entrando com mais vontade.

Quando o calor do orgasmo tomou conta do seu corpo pela segunda vez naquela noite após um gemido alto, Chanyeol apertou ambas as mãos no pau apetecido de Jongin, impedindo que ele gozasse outra vez. Ele elevou os quadris, tremendo, ao mesmo momento que Chanyeol usou a brecha para inserir o segundo dedo. A respiração abandonou o Kim assim que as investidas tornaram-se certeiras, um raspar leve pela sua próstata, fazendo-o se contorcer no colo do amigo. Quase tendo um orgasmo seco, Chanyeol parecia não querer liberar seu pau para que ele pudesse gozar.

— Chanyeol! — chamou, estridente, implorando para que o rapaz o deixasse gozar.

Chanyeol liberou o aperto e foram necessárias apenas mais duas investidas de seus dedos e alguns carinhos superficiais da própria mão do loiro para que ele viesse novamente em jatos fortes, tremendo em seu colo e contraindo-se ao redor de seus dedos. Jongin não conseguia falar ou pensar em algo. Quando Chanyeol havia avisado sobre perder os sentidos, não pensava que seria num sentido literal.

Lentamente, Chanyeol retirou a mão, e então envolveu-o com seus braços enormes, apertando-o junto ao próprio corpo em seu calor reconfortante. Jongin encostou a testa no ombro dele e fechou os olhos, cansado, abalado pela total intensidade do seu orgasmo. Chanyeol afagou-lhe os cabelos molhados e depois as costas, seu toque era gentil. Em seguida, entrelaçou a mão no seu pescoço, puxou-o apenas o bastante para que ele erguesse a cabeça e seus olhos encontrassem os dele.

— Segure-se em mim — pediu.

Jongin enlaçou seus braços em torno do pescoço e ombros dele, apertando mais suas pernas em volta da cintura. Chanyeol usou suas mãos para impulsionar o seu copo para cima e em poucos segundos, ele colocava com cuidado o corpo cansado de Jongin no colchão, sentando-se ao seu lado e tocando-lhe o rosto com a ponta dos dedos.

— Se você quiser parar por aqui, eu irei entender.

— Eu só... — Jongin fechou os olhos, respirando fundo. — Preciso de alguns minutos para me recompor.

Chanyeol sussurrou um "tudo bem" e traçou seus dedos até o cabelo do outro, fazendo um carinho suave e incansável, enquanto distribuía beijos castos pela pele corada de seu rosto, ombros, peitoral e repetindo o ato, sem deixar o afago em sua cabeça cessar.

Num vasto momento, quando Park achava que ele até mesmo estava dormindo, pois sua respiração estava regulada e parecia tão calmo, o Kim abriu os olhos e ficou encarando intensamente o homem na sua frente, como se procurasse as palavras exatas para diferir naquele momento, como se procurasse coerência.

— Você parece mesmo o Drácula — falou em um pensamento alto. — Tem essa pele branquinha e as sardas quase imperceptíveis nas bochechas e você deveria parar de tentar escondê-las, sabe? Combina com o seu cabelo escuro e os olhos pretos, ou quando sua boca tá bem vermelhinha no frio. Você parece ele, mesmo sem aquela capa.

Chanyeol sorriu de lado, aproximando seu rosto do garoto.

— Sabe o que me deixaria ainda mais parecido com o Drácula? — Perguntou, arrancando um "o quê?" curioso de um Kim Jongin de olhos brilhante. Ele tirou a mão dos cabelos descoloridos e pousou na pele entre o pescoço e o ombro bronzeado. — Morder esse seu pescoço bonito.

— Isso é uma sugestão, Park Chanyeol? — Jongin perguntou, ao mesmo tempo em que a língua do moreno deslizava pelo seu queixo até seu pescoço, ora beijando, ora marcando-o.

— Não sei... talvez seja, não? — Sussurrou próximo a sua orelha, não perdendo a oportunidade de deslizar sua língua por lá também, roçando seu dentes superficialmente pelo tragus e lóbulo.

Jongin suspirou sôfrego quando a respiração morna do companheiro bateu contra a pele molhada de seu ombro, antes dos dentes pontudos de Chanyeol apertarem sua carne numa mordida. Ele gemeu. Alto. Não porque aquilo machucava, mas porque lhe dava ainda mais prazer saber que acordaria no outro dia e olharia aquelas marcas afinco, sabendo que aquela noite havia realmente acontecido.

— Chanyeol... — Chamou astucioso, enrolando os próprios dedos na gravata que o mais velho usava, puxando-o para perto de seu rosto e não deixando saída a não ser retribuir-lhe o seu beijo. Mas Chanyeol permaneceu imóvel, pelo menos até Jongin esfregar seus lábios sobre os dele, as respirações juntas, sua língua saindo rapidamente para traçar o contorno dos lábios alheios. E então, o moreno não podia deixar de beijá-lo de volta, não quando ele lhe tomou e multiplicou as sensações apenas com um roçar de lábios, cedendo à necessidade, seu pau roçando contra a coxa descoberta, apenas as bocas se movendo. — Eu quero você. Quero foder com você. Quero tudo...

Ele deu um passo, colocando suas duas pernas nas laterais de Jongin. Inclinou-se para frente, segurando os pulsos dele na parte de cima de sua cabeça, mantendo o beijo constante, as bocas sendo dinâmicas, os lábios experimentando e dentes beliscando, línguas se fundindo e emaranhando-se, fazendo os corpos de ambos quase incendiarem quando involuntariamente o pênis coberto pela calça jeans de Chanyeol roçou por cima do próprio de Jongin.

Chanyeol esquivou, sentando sobre as coxas grossas de do moreno, retirando o colete social vinho que vestia. Jongin tentando alcançá-lo, arqueando um poucos as costas até estar meio sentado, de uma maneira que conseguisse desabotoar a camisa e puxando minimamente o Park  para frente. E droga, Chanyeol era simplesmente o ser humano mais vamp da face da terra, mesmo sem precisar de muito. Só a pele leitosa e repleta de veias grossas eram de enlouquecer qualquer um, mais ainda acompanhadas de lábios inchados e vermelhos — abertos, pidões.

Jongin pôde finalmente tocar naquela pele quentinha e macia, escorrendo as mãos pelo físico escultural até parar no abdômen,  onde desenhou com a ponta dos dedos os caminhos salientes ao mesmo tempo em que distribuía beijos no pomo de Adão bonito e nas clavículas salientes, deixando uma marca arroxeada em cada. Chanyeol gemeu lânguido quando, com um simples toque das mãos de Jongin no seu pau ainda coberto, quase o fizera gozar. Ele ficou parado, olhando para o rosto do mais novo com um sorriso sugestivo curvado na sua boca, enquanto o outro abria o botão da calça jeans, e em seguida, um pouco sem sem jeito, o zíper. Após puxar a calça para baixo, até um pouco depois dos joelhos, Chanyeol saiu de dentro deles com facilidade.

Com as mãos ansiosas, Jongin abaixou a boxer apenas o suficiente para mostrar o pênis, revelando a glande larga, rubra e brilhante.  Ele usou o elástico para puxá-lo para cima e inclinou-se para lamber a gota de pré-gozo na pontinha, onde friccionou seus lábios em torno, provando-o. Ele esfregou uma das mãos, indo e voltando, mal encostando na pele aveludada. Chanyeol era grosso, bem gostoso… já sabia disso, mas sempre se surpreendia ao vê-lo completamente ereto.

Chanyeol respirava pelo pelo nariz, cenho franzido, lábios levemente abertos, ao contrário de seus olhos que estavam espremidos em baixo das pálpebras. Jongin tocou com a ponta dos dedos ao redor dos testículos inchados, deslizando o punho para baixo e girando suavemente, observando sua expressão enquanto o tocava. Com a palma desocupada, ele segurou a extensão do pau grande dele, mantendo-o reto e deixando que um fio de saliva escorresse pelos lábios carnudos, tocando a pele sensível do membro macio, ajudando-o a diferir movimentos de vai e vem adequadamente, ainda mantendo seus olhos fixos nos dele enquanto acariciava extensão muito lentamente. A expectativa pairou no ar. Jongin podia sentir a excitação dele de longe, a intensidade daquele desejo.

— Porra, que gostoso... — Jongin gostava muito de ser elogiado, lhe dava ainda mais vontade de se dedicar. — Mama com vontade…

Jongin o colocou na boca, rápido, deslizando a língua desde a extremidade até o final… tinha preferência por engolir tudo, principalmente quando ele estava depilado daquele jeito... Contornou uma veia arroxeada e pulsante com a ponta da língua, depois tomando-o profundamente em sua boquinha apertada, toda esticada para recebê-lo. Ele esfregava a glande na parte interna da bochecha e fazia sucções com maestria, bombeando na base, com velocidade cada vez maior.

Ia trocar o foco da sua atenção para as bolas tensas quando Chanyeol se refreou.

— Chega, pode parar — ordenou o mais velho, ao que já fincava as unhas no seu couro cabeludo, afastando o rosto do seu sexo rapidamente.

Tinha feito algo errado? Não estava bom o suficiente?

— Você já ia gozar?

— Não — Chanyeol respondeu verdadeiramente, ainda com as unhas no emaranhado de cabelos, aproveitando para trazê-lo até próximo de sua boca e beijando-o com ânsia. — Eu quero te sentir em volta do meu pau. Preciso estar dentro de você mais do que preciso respirar, Jongin.

O aniversariante sentiu um frio na espinha… Ele definitivamente não sabia o que aquilo significava, o que estava sentido, os seus sentimentos, o rumo daquela noite; nada, mas não se importou. Aquele era o último vestígio do seu controle, do próprio corpo, das suas ações e Jongin tinha entregado-o numa bandeja com flores para Chanyeol. E sinceramente? Ele não dava a mínima.

Chanyeol levantou para tirar as peças que estavam presas nas suas pernas, aproveitando para pegar algo. Conhecia aquele quarto como a palma de sua mão e ainda tinha orgulho de saber quais preciosidades Jongin escondia na última gaveta de seu guarda roupa. No fundo ele era só mais um garoto pervertido…

E Jongin pegou-se sorrindo, sentado no colchão com a bochecha apoiada no joelho, contemplando a visão do mais alto nu e entretido a procura de alguma coisa, empatando a foda deles. Os seus quase um e noventa, a pele que parecia reluzir na iluminação fraca, os braços bonitos, grossos, as costas largas e a bunda redondinha e droga, Jongin adorava tanto ela, afinal de contas, combinava como inferno com o restante do corpo profano e o rosto sexy.

Se o pecado tivesse nome de gente, se chamaria Park Chanyeol.

Jongin ainda estava sorrindo quando o mais velho caminhou em sua direção, seu pênis balançando conforme seus pés chocavam-se contra o chão; duro e apetitoso. Só o pensamento de ser tocado com aquilo lhe tirava o fôlego.

— Eu quero te foder lá — Chanyeol apontou para o divã posicionado abaixo da janela pivotante, onde era possível ver a cidade escurecer pelo vidro arredondado, enquanto lá longe as primeiras luzes se apagavam.

Jongin soltou uma risada abafada pelo nariz, usando as mãos para levantar do colchão. O Park estava parado à alguns passos do móvel, analisando enquanto o seu garoto caminhava despreocupadamente pelo assoalho, antes de parar na sua frente e lhe dar um beijo casto nos lábios, esperando as novas ordens. Chanyeol segurou a embalagem de lubrificante com os dentes e usou os dois punhos para girar noventa graus o corpo bonito, deixando-o de frente ao encosto do sofá, empurrando com delicadeza as costas desnudas até o peito de Jongin entrar em contato com o estofado de couro, assim como seus braços, onde ele apoiou o rosto.

As pernas retas, abertas e a generosa bunda arrebitada. A visão era tão linda que Chanyeol queria gozar. Era incomum ver Jongin daquele jeito, ainda que já tivessem transado outras vezes. Sexo baunilha era comum entre os dois, principalmente por, na maioria das vezes, terem que aproveitar alguns poucos minutos ou por não terem um planejamento. Diferente das outras vezes, eles tinham algo para aproveitar da maneira que desejassem: tempo. Uma noite inteira para usarem como bem entendessem, rogados apenas pelo céu estrelado através da janela e a música eletrônica retumbando no andar inferior.

Chanyeol segurou a cintura moldada com uma das palmas, roçando seu pênis ereto superficialmente pela coxa bronzeada, usando a outra palma para desferir um tapa não muito forte contra uma das nádegas. Ele realmente amava o traseiro de Jongin, que soltou um gemido baixo com a ardência sua pele, imerso aos toques certeiros.

— Vamos logo com isso — pediu Jongin, remexendo-se contra o material do sofá. Aquilo era desconfortável.

— Isso o que, Jongin? — Chanyeol agarrou seu pênis com uma das mãos, fazendo uma rápida masturbação, e com a outra abriu a embalagem em seus dentes, derramando uma quantidade considerável no membro rijo, esfregando-o de maneira provocante entre as bandas da bunda alheia, ora simulando uma penetração, ora deixando leve batidinhas, mas nunca dando para o Kim o que ele queria.

— Não me faça implorar, Chanyeol — Jongin empurrou seu quadril para trás, fracassando na tentativa de conseguir mais contato. Seu pênis estava esquecido, ele estava com um tesão do caralho e aquele homem estava tirando uma com a sua cara.

— Ainda não estou ouvindo — cantarolou Chanyeol perto do ouvindo de Jongin, atiçando os pelos de sua nuca e arrepiando a pele acobreada, aproveitando para deixar um beijinho em seu ombro.

— Certo — resmungou o garoto loiro, virando seu rosto para trás, olhando-o por cima dos ombros. Lábios entre os dentes, cenho franzido, olhar exasperado. Sexy. — Chega de joguinhos e de provocações. Eu quero sentir você, aqui e agora. Então, por favor, me fode de uma vez, Chanyeol… por favor, me come logo…

— Bom menino — Chanyeol sorriu, derramando o restante do material viscoso nos dedos, deslizando-os por cima da entrada contraída de Jongin.

Jongin agarrou o couro do estofado com força quando sentiu a pressão, a glande inchada e macia invadindo-o muito lentamente, tomando espaço, alargando-o devagar. As mãos firmes de Chanyeol apertavam o ombro esquerdo d moreno, firmando com força. Jongin queria gritar e xingá-lo de todos os nomes possíveis e ameaçar até a sua última geração, mas não o fez. Não daria aquele gostinho ao cara que lhe provocou a noite inteira, o fez sentir-se em meio a humilhação o próprio prazer, não daria aquele gostinho nem fodendo. Literalmente.

E Chanyeol controlava-se ao máximo, indo o mais lentamente que conseguia, esforçando-se para não afundar literalmente dentro de Jongin. Ele era muito, muito apertado... Amava-o e mesmo que desejasse como o inferno aliviar seu prazer, não queria machucá-lo mais do que já faria. Não quando seu rosto estava num misto bonito entre lábios demonstrando angústia, nariz enrugado, olhos fechados e cenho franzido.

O Park sentia cada músculo nas laterais de Jongin, desde sua cintura até as nádegas, contraírem cada vez que um centímetro a mais de seu pau o preenchia. O rabo de Jongin lhe recebia tão bem quanto sua boca abrigava sua língua, como sua mão encaixa na palma. Era tão perdidamente apaixonado que conseguia pensar nas coisas mais broxantes e românticas em meio ao sexo, em meio aos suspiros de Jongin, aos sussurros implorativos.

Ele queria.

E Jongin queria igualmente.

Ele saiu do interior e penetrou-o sem aviso. Uma, duas, três vezes. Forte. Duro. Arrancando um gemido alto do mais novo, abraçando seu corpo pelas costas com as duas mãos, agarrando seus mamilos eriçados, vendo-o tremelicar e contorcer-se ao seu domínio. Enquanto Chanyeol diferia palavras obscenas no seu ouvido, saindo muito vagarosamente do seu interior apenas para preenchê-lo novamente.

— Você é de quem, Jongin? Quem te fode gostoso e te faz gozar até quase perder os sentidos? — Perguntou estridente, agarrando a mandíbula do loiro, trazendo seu rosto para trás. As feições de puro contentamento, os lábios tremendo sempre que sua bunda chocava contra o quadril do amigo.

— V-você — sua voz falhou, saindo como uma mera lamúria. — Eu pertenço à você, Chanyeol… só você consegue me fazer gozar desse jeito… eu gosto tanto…

— Tão fodidamente lindo — Chanyeol puxou as madeixas descoloridas, conduzindo aqueles lábios grossos para os seus, arrancando-lhe um beijo excitante. Engolindo seus gemidos, chupando sua língua, tomando sua boca com a sua. Possuindo-o.

Era quase a alucinógena a maneira como o pau de Chanyeol entrava e saia de si, tão lento e torturante. Sentia-se desesperado por mais, com uma aflição terrível por ansiar mais e mais daquilo e saber que implorar só faria com que as coisas fossem ainda mais lentas, porque aquele era o joguinho estratégico de Chanyeol; fazê-lo enlouquecer, implorar  e chorar, porque era aquilo que ele era naquele momento.

— Chanyeol… hyung… por favor — Gemeu baixinho, adquirindo total atenção alheia. Jongin tocou seu rosto, ansiando seus lábios num beijo tão doce. Podia sentir o gosto de Chanyeol na sua língua, as provocações que só eles entendiam. Sim, Jongin era dele. Não havia mais dúvida. E Chanyeol não tinha planos para deixá-lo ir até que estivesse completa e totalmente saciado do seu corpo. — Eu preciso de mais.

— Sempre tão necessitado — Riu o mais velho perto ao ouvido de Jongin, chupando sua pele molhada até deixar um hematoma próximo onde havia uma mordida. — Você quer sentir meu pau te comer bem forte, não quer?

— Sim.

— A única coisa que você precisa fazer é pedir, amor — lá estava aquele Park Chanyeol provocativo de sempre, brincando com os instintos que Jongin tinha, arrastando seu ego até o fundo do poço, se é que ainda existia algo que pudesse chamar de ego.

— Sim, Chanyeol. Eu quero sentir seu pau me fodendo forte. Rápido. Agora — e aquelas palavras tão explícitas o deixaram fora de si, irado e furioso. Sua sanidade esvaindo-se como fumaça pelos dedos.

— Eu me pergunto se você faz ideia do quanto me enlouquece — disse vagamente, pensando algo... Ele daria o que Jongin queria, mas não naquele sofá. — Venha.

Jongin achou que ia despencar no chão quando o vazio lhe consumiu. Não sabia como caminhar ou falar; estava paralisado. Na sua frente, Chanyeol segurava seu rosto e beijava calmamente suas bochechas sussurrando diversos "me acompanhe" e "venha comigo". Em questão de segundos, o rosto e peito de Kai entraram em contato com a madeira gélida da escrivaninha. Chanyeol segurava seus punhos juntos atrás das costas, impossibilitando que Jongin apoiasse com outra coisa que não fosse seu próprio tronco.

— Eu vou dar o você quer, doce — Separando um pouco as pernas do garoto e apontando para o espelho, na direção onde a cabeça do Kim estava virada. — Mas quero você assista enquanto eu faço isso.

Chanyeol o puxou para si, e Jongin sentiu a glande do pau dele na entrada da sua bunda. O moreno fez apenas uma pausa rápida antes de penetrá-lo com força, se acomodando ligeiramente ao corpo dele. Jongin não conseguia nem ao menos completar um gemido decentemente, pois suas expectativas eram desenfreadas cada vez que o pau duro dele entrava dentro de si… cada vez mais frenético… era... Chanyeol o segurou pelos quadris, levantando um pouco uma de suas pernas e segurando-a pela coxa.

— Porra — Jongin resmungou, desejando como nunca poder masturbar-se, mas suas mãos continuavam presas atrás de suas costas.

A visão do corpo suado de Chanyeol sobre o seu, o jeito como a mão ampla agarrava sua perna, seu pau rígido entrando e saindo de si de um jeito tão bom, as estocadas brutas, estipulando um ritmo nocivo. Jongin gemia a cada golpe, procurando permanecer imóvel enquanto Park estimulava-o com estocadas extremamente fortes, rudes, lhe enchendo centímetro por centímetro, para então retirá-lo na mesma velocidade e jeito. Jongin assistiu o brilho de suor que cobrir seu corpo, ouvia sua respiração de Chanyeol ficar irregular e sentiu seu corpo tremendo enquanto lutava para manter o ritmo tortuosamente lento que ele estabeleceu para si mesmo.

— Mais... — Suspirou, agarrando o mínimo de força que ainda lhe restava. — Mais forte, por favor. E-eu preciso de mais… muito mais…

Chanyeol respirou fundo, soltando os pulsos maltratados sem reclamar quando um desses foi diretamente para seu pênis esquecido, aliviando-o. O ritmo dentro de si diminuiu, mas como consequência, tornaram-se mais firmes e intensos. A força de seu pau, empurrando-o para a frente na superfície de madeira. Uma, duas estocadas fortes. Seus dedos formando hematomas no quadril sublime, enquanto Jongin gemia, tentando agarrar a madeira de escrivaninha com as unhas. Cada vez mais desvairado, cada golpe puxando a força um suspiro arrastado do aniversariante, ambas as vozes crescendo numa série ininterrupta de gemidos. Jongin sentiu uma oscilação de euforia, como se tivesse sido dopado... olhos desconexos, coração acelerado, quase explodindo no seu peito. O pau de Chanyeol em sua bunda estava lhe deixando selvagem, feroz como nunca antes.

Jongin estava louco por Park Chanyeol. Pelo seu seu domínio.

Olhando para trás, sentiu seu coração falhar uma batida diante da expressão sexy no rosto de Chanyeol. O olhar dele era cheio de desejo, mas o verdadeiro e bonito homem ainda estava lá, mesmo depois de uma notável perda de controle.

— Eu vou gozar dentro de você — confessou Chanyeol, reconhecendo os sinais que o corpo do amigo demonstravam. Estava tremendo temporalmente, quase quieto; ele gozaria, não demoraria muito. Estava concentrado demais no próprio prazer.

— Faça isso — A resposta veio rápida, como se já tivesse sido decorada.

As respirações ofegantes, os corpos suados, a mão de Kim arrecadando prazer a si mesmo numa masturbação rápida, tentando acompanhar as investidas dentro de si, mesmo que fosse impossível. Chanyeol moveu-se com maestria, abraçando o corpo, acariciando sua próstata pela primeira vez. Jongin soltou um resmungo, acompanhado de um grito febril, e o mais velho não precisava de tradução para saber que aquela era a brecha para proporcionar-lhe ainda mais prazer, acertando-lhe o mesmo lugar quatro, cinco, oito vezes. Jongin não poderia aguentar mais, nem conseguiria.

O aniversariante impulsionou o quadril, procurando mais, precisando de mais. Ele deu outra arremetida, forte e intensa, quase explosiva, enquanto Jongin contraia-se ao redor de si, consequentemente fazendo com que a penetração ficasse mais lenta e rude, porque aquilo não se tratava apenas do prazer de Jongin.

Chanyeol segurou forte o corpo do loiro com as mãos enquanto ele contorcia abaixo de si, o orgasmo tomando conta do corpo bonito que duvidava ser possível, evitando que ele caísse, mas não cessando suas investidas, como se quisesse lembrar de cada momento. Ele fechou os olhos, enfiando fundo. Com força. De repente, pressionou seu corpo tenso contra o dele, agarrando a carne farta de sua bunda com grosseria, os músculos do abdômen se contraindo.

Jongin viu com a visão ainda turva, tomado pelo prazer que parecia nunca acabar, quando Chanyeol gozou dentro de si pelo espelho. A feição bonita, o gemido alto e gostoso saindo de sua boca, logo seus lábios sendo mordidos.

Olhos fechados, respiração agitada e então Chanyeol deixou que seu corpo caísse sobre o grande tapete felpudo e fofinho, trazendo o de Jongin junto consigo, abraçando-o calorosamente. Eventualmente, Jongin ajeitou-se ao lado do mais velho, apoiando uma de suas pernas nuas sobre as dele, aconchegando-se ali mesmo, no tapete, em meio à confusão que estava o quarto, onde qualquer pessoa podia vê-los  se quisesse.

Ele cochilou durante um algum tempo, ainda que Chanyeol não tivesse feito a mesma coisa.

Quando acordou, poucos minutos mais tarde, o Park afagava seus cabelos, olhando pelo ombro o rosto bonito e cansado de Jongin. Ele que abriu um bonito e satisfatório sorriso ao vê-lo ali, tão relaxo e tão Park Chanyeol; e lá estava ele de novo, as expressões ainda bastante infantis, os olhos cuidadosos, as carícias e tudo o que fazia dele a pessoa mais preciosa do mundo, mesmo que tivesse acabado de destroçar o quarto durante o sexo.

Lembrou-se, de uma hora para outra, em algo que vinha pensando muito nos últimos dias: o pedido de namoro de Chanyeol.

— Eu aceito — Jongin disse simples, beijando o peitoral pálido, os cabelos lisos fazendo cócegas perto de sua bochecha.

O mais velho franziu o cenho, confuso.

— Aceita o quê?

— Aceito namorar com você — disse com um sorrisinho no canto dos lábios grossos.

Chanyeol sorriu e balançou a cabeça negativamente, puxando o queixo do garoto em sua direção e tomando-lhe em um beijo terrivelmente apaixonado, porque agora ele tinha certeza que era recíproco, que Jongin era seu e sua consciência estava leve.

Ele segurou uma das pernas do Kim e o trouxe para seu colo. Não saberia descrever se o que estava sentindo era felicidade ou prazer novamente, mas quando lábios de Jongin sugaram sua língua e morderam-lhe lentamente, sabia que estava pronto para uma próxima e para qualquer outra que viesse.

— Não vou falar que te amo após termos transado — Chanyeol disse divertido, sentindo Jongin rebolar calmamente no seu colo, segurando suas mãos e levando-as até a cintura afilada. Caralho, se ele continuasse, ia ficar excitado de novo.

— Ah, querido... — sussurrou em seu ouvido. — Você sabe… um pau duro é sempre mais sincero que um eu te amo.

Nov. 5, 2018, 3:01 a.m. 0 Report Embed 2
The End

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