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agomechan Thais L.

[Amor Doce - Gender Bender] “A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar.” Essa citação do livro favorito de Akira se encaixava perfeitamente no momento em que terminou o que quer que tinha com André. E ele era o motivo pelo qual Akira se transferiu de escola. Como se permitiu ser conquistado assim? Não lhe restava mais alternativas além de superar e prosseguir com seus estudos. Akira se considerava até sortudo, pois fazia amizades com facilidade, tendo quem poderia lhe dar apoio. Pessoas como Isaac, que era um garoto bastante prestativo, doce e sorridente, mas ingênuo. Não era entendido desses assuntos românticos, por isso lhe fascinava os sentimentos honestos do amigo, sua experiência e sensatez. Ambos se simpatizavam de tal forma que Akira até esquecia uma outra importante citação do seu livro favorito: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." Créditos: Fanart © Citgepolol



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Eu odeio Akira Kobayashi

Notas

Essa fanfic foi postada (e pode voltar a ser) no socialspirit, está sendo postada também no wattpad e nyah!

Olá pra quem já me conhece e já leu fanfics minha aqui no AS, olá a quem só me conhece e olá a você que veio parar aqui e essa é sua primeira vez comigo ¬w¬ 

Ok, parei 

Essa é minha primeira fanfic gender bender, para você que não compreende o que significa, resumindo, eu peguei os personagens do AD e troquei seus gêneros. Os que faziam parte do gênero feminino foram para o masculino, os que eram mulheres são homens agora. Entendeu? 

Por exemplo, como na imagem desse capítulo, da fanfic, vemos Ambre e o grupinho como meninos. É exatamente isso. 


Charles = Charlotte 

Ambre = André 

Li = Li (é, eu sei kkkkkk mas o nome é unissex) 

Bê/Bernado = Bia 

Kendall = Ken/Kentin 

Castiel = Cassandra 

Akira = AkiMitsu (minha docete) 


Os outros personagens da fanfic vão aparecendo com o tempo, vamos com calma. 

Iris = Isaac 

Lembrando dele porque estava na sinopse. 


Espero que aproveitem! 

P.s.: Vou repetir essa nota de nomes no final, assim quando tiver lendo o final da fanfic e esquecer qm é qm kkkkk vai ser mais fácil descer a barra do que subi pra cá


Créditos: Fanart © Citgepolol



 


André

Odeio Akira Kobayashi.

Odeio.

Odeio aquele sorriso debochado que sempre aparece naquela boca que só fala merda e gírias. Afinal e só pensar o lugar perigoso que ele cresceu.

Pobre, né.

Do tipo que come pizza na frente da TV com a família e que prefere estrogonofe a escargot. Pobre e valentão. Idiota que tem a mania de não saber seu lugar com toda aquela posse de superior.

Olhar superior.

E santo Deus, cabelo verde?

Piercings na sobrancelha, nas orelhas, tatuagens… e aquelas roupas?

Ah, roupas de marca pra que não é mesmo? Capaz dele trocar por batata-frita.

Alguém deveria mostrar a excelente invenção da modernidade para ele. Se chama camisa ou uma camiseta, porque ele vive sem. Usa regata ou pior, com uma blusa de moletom com gorro e tudo, zíper aberto e… sem camisa. Qual é o sentido?

E as calças baixas, porque todo mundo é obrigado a olhar pra sua cueca que nem é Calvin Klein. Não sei lidar!

 

- Pronto, Charles. Eu fiz a lista.

Disse André entregando uma folha do seu fichário.

Rapidamente seu amigo leu e o olhou desapontado, suspirando e arrumando os cabelos castanhos para trás.

- Não acha que você tem mais motivos para odiar aquele imbecil, André?

Li, amigo de ambos, só deu uma rápida olhada naquela folha.

- Já é mais que o suficiente, Charles. Pegue leve com ele.

- Claro que pra você é, você tem preguiça até de ler, Li. – Charles não abriria mão do seu ponto de vista tão fácil.

Na realidade ele era o mais esperto do grupo em questões acadêmicas, – e na maioria das outras coisas também – enquanto Li era o mais lento.

O líder do trio era André que bufou impaciente e pegou a folha de volta. Ele não gostava de ficar perdendo tempo escrevendo, mas quando Charles lhe apresentou aquela matéria da revista “Fabulosos” sobre “10 passos para superar seu ex”. Ele topou na mesma hora e obviamente aqueles dois prontamente lhe ajudaram.

Aquele era o terceiro item: listar tudo o que não gosta nele.

O primeiro foi fazer um simbólico velório, o que foi muito esquisito. E o segundo tinha sido ficar se lembrando dos motivos que levou a separação.

Ele e os amigos ficaram pensando nessas razões, até chegarem à conclusão que o ex de André não o compreendia. Não valia a pena.

Aqueles dois não perderiam a oportunidade de engradecer o ego de André, de ficarem o bajulando o tempo todo. E o mesmo preferia assim, preferia pensar naquelas razões que aqueles dois haviam lhe convencido.

Não só eles como o Bê – Bernado – o menino baixinho que vivia o venerando e seguindo pela escola.

Mas aquele dia…

- DEVOLVE O DINHEIRO!

Ainda estava bem vivo na memória de André, aparecia até em seus pesadelos.

 

- Pequeno príncipe! – Ele corria afoito.

Era assim que Akira costumava a lhe chamar.

André se parecia mesmo com o personagem do livro favorito dele, os cabelos naturalmente loiros, naquele tom dourado vivo. Como trigo… sim, como trigo. E seus olhos claros também lembravam ao personagem.

Entretanto o que tinha acontecido… o descaracterizava.

Não podia ser verdade.

- É mentira, certo?

Sem saber do que se tratava, André piscou repetidas vezes, confuso, enrugando o cenho. Rapidamente desrugou e ergueu as sobrancelhas loiras. Não podia esquecer que ficar fazendo essas expressões lhe daria rugas na testa. Sua mãe sempre o advertia.

Voltou-se seus olhos ao Akira, ou melhor, aos braços do mesmo que estavam expostos já que ele usava regata. O peito largo que subia e descia porque ainda ofegava.

Deus abençoe o calor que o fazia se vestir assim.

- André, porra!

O rapaz deu um pulo pelo susto. Havia acabado de lhe chamar pelo nome?

- Você não roubou Kendall, certo?

Chegou a engasgar com a acusação e Akira deu um passo em sua direção, fazendo André se pressionar contra a parede. Geralmente gostava dele ser mais alto, mas naquele momento a altura de seu namorado só o tornava mais ameaçador.

E gritar:

- Responda!

Não ajudou. Prosseguiu gritando e o confrontando e André foi se sentido cada vez menor e mais acuado. Não estava conseguindo mais processar o que o outro lhe dizia. Estava com medo de olhar para dentro dos olhos escuros dele que pareciam captar cada expressão facial, como um detector que apontava: Mentira! Mentira! MEEEENTIRA!

Desde que Akira se transferiu para essa escola as coisas ficaram esquisitas entre os dois.

Sabia que deveria ter me esforçado mais para manter ele longe da Cassandra. Aquela vadia. – Pensou André, vendo o namorado se virando e socando a parede.

Charles e Li não demoraram para chegar. Como bons amigos tentaram acalmar seu crush, inocentando André, mas não adiantava. Ele não acreditava mais. Charles perdeu a paciência e admitiu que os três haviam mesmo feito.

- Por que se preocupar com aquela garota esquisita, feia, quarto olhos? Pra deixa seu namorado louco? André está assustado, vamos parar de falar de…

Akira já tinha empurrando Charles que se desequilibrou e caiu no chão. Ambos começaram a brigar ali mesmo. O corredor encheu de expectadores.

Cassandra apareceu no meio da confusão junto com sua namorada e Isaac. Ainda assim precisaram de mais um amigo para conseguirem tirar Akira de cima de Charles e o arrastaram para longe dali.

Vendo o estado do amigo, André e Li o levaram a enfermaria.

Ele não sabia o que dizer. O namorado havia acabado de atacar seu melhor amigo. O que lhe dizer nessa situação?

Com o rosto meio inchado, tentando ajeitar seu cabelo para trás como de costume, Charles disse:

- Vá atrás dele, André. Sei que é o que quer e pelo humor dele… não sei se é seguro não encerrar esse assunto logo.

Agradecido e se desculpando, deixando Li terminando de cuidar das feridas do amigo, ele saiu dali correndo.

André

Iria cuidar dele. Lhe abraçar, beijar e o amar muito.

É só uma briga.

Apenas uma discussão, um desentendimento. Quem nunca?

Mas são assim os namoros.

 

Curioso.

Akira nunca me pediu em namoro…

 

O vi descendo as escadas prestes a ir embora.

Gritei seu nome.

Ele não se virou.

Gritei repetidas vezes e bufando ele finalmente me encarou.

Me mandou não descer os degraus e eu desci.

Pousei minha mão em seu ombro e ele se afastou, mandando não toca-lo. Mas eu procurava o contrário.

Não havia mais “pequeno príncipe”. Nem seu olhar carinhoso. Só sentia que ele me tratava como um inseto repugnante.

Sempre fiz de tudo por ele.

Dizia que não gostava de declarações “extravagantes” como um pedido de namoro fabuloso num restaurante caro com um anel de brilhantes, porque sabia que ele não gostava.

Ele não via necessidade dessas coisas. Anéis de namoro lhe pareciam estranhos. Não gostava de presentes caros, desejava os que tivesse “significado” para nós dois. Que fosse importante ou divertido, sexual.

Era estranho num todo.

Por outro lado, eu ficava sempre tentando me enquadrar em suas expectativas.

Mas ele não compreendia e não reconhecia meus esforços.

- Não o quê?! André, você não fez outra coisa além de mentir pra mim! Como eu iria pensar que você me enganava esse tempo todo?! Você fingiu ser outra pessoa!

- Mas eu fiz porque foi necessário!

 

André já estava aos prantos.

Sempre foi chorão, mas até isso ele escondeu de seu namorado, acreditando que o mesmo não gostava de drama. E não gostava mesmo, porém é plausível pessoas chorarem, é natural e humano. Belo. Se soubesse que na verdade Akira o acharia mais adorável, o abraçaria e consolaria, certamente teria feito diferente.

Mas seu tempo acabou.

Akira já não se comovia.

A confiança que depositou no menino mimado foi quebrada e por mais que o seu namorado, ou o que quer seja, tentasse falar e se explicar, ele não acreditava.

Tinha vindo aquela escola para fazê-lo feliz. Passar mais tempo com André e procura conhece-lo melhor. Ele vivia querendo que os dois passassem mais tempo juntos…

Só foi pisar lá que o que queria se realizou.

André se mostrou mais mimado, parecia exibi-lo como troféu. Era mais egoísta e por que mentia sobre gostar de ler livros? Não percebia que facilmente poderia ser pego mentido?

Agora Akira deveria ir se desculpar com Cassandra. Bem que ela o tinha avisado, mas ele evitava falar do assunto. Não queria brigar com a amiga por causa de namorado, aquilo era ridículo. Mas acabam por se desentenderem.

Deveria se desculpar, ela estava certa. André tem o caráter duvidoso.

Roubar Kendall com dois caras?

Ele não precisava do dinheiro.

Nenhum dos três!

Eram ricos!

Kendall era uma menina ingênua, doce e frágil. Já é ruim pegar dinheiro dela. Agora assalta-la com dois capangas, empurrar ela no chão, pisar no seu óculo e humilha-la… quem faz isso?

Foi a gota d’água.

Não me deixa, Akira.

Sempre teve impressão de que Akira era volúvel, não tinha sossego, pois nunca se sabia quando ele se cansaria.

- E se eu tivesse sido eu desde o início, hã? Admita que você nunca teria me dado chance. Nunca se envolveria comigo caso mostrasse como sou de cara!

- Verdade! Seria mais um entre vários outros, mas fez de tudo pra conseguir o que queria, porque não sabe ouvir um “não”.

André ficou o encarando, estupefato.

Agora quando olhasse aquelas joias da loja perto do apartamento que vivia, Akira se irritaria com a cor turquesa delas, que antes lhe fazia dar um sorriso bobo. Tudo por causa desse traidor.

Lhe fez de idiota, de trouxa, de objeto de desejo.

O playboy mimado queria-o tanto, porque sabia que não podia tê-lo. E quando conseguiu o pôs em exposição na escola.

Se sentia um bicho de circo.

Belo espetáculo, pensou.

- Com certeza não iria sair com você, porque é obvio que a gente não daria certo. Agora deu merda. – Ele nem gritava mais. Estava num estágio de raiva onde mostrava extrema frieza. Ódio. – Conquistou o que queria. Feliz com a porra do prêmio?

Girou os olhos quando em resposta o garoto loiro cobriu o rosto para chorar mais.

- A culpa é sua, não vou sentir pena.

André

Mas seria bom se sentisse.

Akira, não me abandone já.

Lute por mim.

Tente me entender.

Fique ao meu lado.

Eu…

- Eu te…

- Não ouse dizer isso!

- Mas…

- Chega, André! Já deu!

- Eu realm…

- Porra!

- Essa é a maior verdade! Sobre isso nunca menti!

- Você é egoísta demais pra amar, é possessivo demais pra me deixar, é idiota demais pra menti. Eu errei em confiar em você, mas não vou persisti nesse erro. Cansei. Acabou.

- Akira…

Seria bom se depois dessa briga as coisas fossem como nos filmes. Ele insistisse para ficarmos juntos e procurar tentar de novo.

- Fiquei o dia inteiro com Kendall. Você nem foi a atrás dela, nem pediu desculpas, muito menos devolveu o dinheiro. Não sente remorso e a diretora ainda por cima caiu na sua lábia.

E então recomeçaríamos. Recomeçar é bom.

- Você me dá nojo. Como pode ser tão covarde?

Ele tinha razão.

- Principezinho de merda…

Não demos certo.

- Eu te amo, Akira.

Mas eu era teimoso demais para admitir.

- … me esquece.

E o que mais odeio nele é que ainda o amo demais, mas ele facilmente me deixou.

 

Continua…

Nov. 2, 2018, 3:43 a.m. 0 Report Embed 0
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