O Murmúrio das Ondas Follow story

lullabynightmare Sophia Lima

Depois da morte de Cordélia e da transferência de seu coração para Yui, Karlheinz decide fazer o mesmo com suas outras duas esposas em segredo acreditando que apenas a reencarnação de sua segunda esposa se demonstraria como uma noiva útil. Entretanto Yui acaba morrendo por falta de sangue depois de sofrer um acidente e isso obriga o rei dos vampiros a utilizar das que chama de "segundo plano", utilizando dos mais diversos meios ele consegue convencer as famílias das novas noivas a enviarem-nas para as mansões Sakamaki e Mukami. Com isso ele acaba chamando a atenção de uma família de bruxas que dispostas a barrar os planos dele e salvarem as garotas enviam de forma infiltrada a nova herdeira até lá.


Fanfiction Anime/Manga For over 18 only.

#Harém-reverso #personagens-originais #Noivas-Prometidas #Mukamis #Sakamakis #terror #Diabolick-Lovers
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O Rugir dos Ventos - Mizuki

'As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade.'

Victor Hugo.


"Correr. Correr. E correr.

Era apenas isso que a mente confusa da garota de cabelos negros conseguia se focar. A tempestade rugia ao seu redor e as gotas de chuva dificultavam a sua visão, o que lhe gerou vários tropeços naquela mata fechada e uma possível torção no tornozelo, cuja dor poderia ser ignorada por hora.

Ofegante, ela parou para respirar sentindo suas roupas e botas pesarem e o ar frio se chocar contra sua pele molhada, o cabelo pouco abaixo dos ombros grudava em sua pele e roupas dificultando sua visão e lhe causando desconforto, ela se apressou em afastá-lo o máximo possível jogando-o para as costas, agora faltava pouco para sair dali e chegar em uma estrada, ela poderia pedir ajuda em algum pequeno hotel e ligar para a polícia, exército ou qualquer merda do tipo que lhe ajudasse a sair do pesadelo que se encontrava. Não poderia falhar estando tão próxima.

— Mizuki... — a voz foi como um assobio ameaçador do vento. Ele não deveria estar muito distante dali, parecia procurá-la pela floresta e seu tom denunciava certa diversão sobre a tentativa de fuga da garota. Com toda a certeza se guiava pelo cheiro de sangue dos arranhões feitos por galhos nos acidentes dela na corrida.

Engolindo seco, xingando o clima mentalmente e forçando seus músculos quase congelados a se moverem, a morena voltou a seguir sua trilha o mais rápido que conseguia, no fundo de seu coração tentava manter a esperança de que conseguiria fugir, que estava na dianteira, que faltava pouco. Já conseguia ver os primeiros postes de luz quase se permitindo sorrir apenas por isso, estava quase-

— Te peguei! — foi muito rápido, uma mão a segurou por um dos ombros e a virou, a última coisa em que seus olhos magenta puderam se focar foi na silhueta de seu captor antes que ele erguesse a outra mão e lhe deixasse inconsciente com um golpe na cabeça — E você não vai fugir novamente."


-.-

Colégio Hitousen, 15/5/XXXX

18:10 a. m. 

-.-


Com um pouco de dificuldade os olhos de Mizuki se abriram,  de início incomodados com o excesso de luz e branco do espaço ao redor que não parecia nem um pouco com seu quarto. Estava deitada em uma cama simples e muito dura com um curativo e muita dor na região frontal da cabeça.

E como toda a pessoa idiota resolveu que tocar no lugar inchado sera uma boa ideia.

— Ai! — se sentou por reflexo tentando entender o que diabos estaria fazendo na enfermaria da escola, abriu um pouco a cortina da janela ao seu lado notando que o céu se encontrava num belo tom de final da tarde salpicando cores como laranja, azul, roxo e amarelo, sorriu minimamente com a visão até ser despertada de seu transe pela enfermeira.

— Ah! Você já acordou! — a mulher estava preenchendo formulários até o momento e por isso não notara a paciente despertando. Ah, a famosa enfermeira Tanako, com seus cabelos  loiros o suficiente para que houvessem apostas sobre ele ser real ou não entre as meninas da escola que não conseguiam entender como alguém de feições claramente asiáticas conseguira nascer com um tom tão bonito e estrangeiro na cabeça, sinceramente Mizuki se perguntava se ainda haveria alguma salvação para a humanidade com uma sociedade de gente cada vez mais fútil — Komori-san você nos deu um susto em tanto.

— O que aconteceu? — precisou pigarrear duas vezes para que a voz saísse normalmente ao invés daquele tom rouco horrível e falho, a mulher se levantou de sua cadeira giratória e se aproximou da morena com um sorriso gentil passando uma clara áurea de amizade sem parecer forçada, como se ver a adolescente mal-humorada tivesse feito o seu dia valer a pena.

— Você não se lembra? Bom, acho que o impacto pode ter sido mais forte do que pensávamos. — ela sorriu, parecia divertida com alguma piada interna que a paciente não conseguiu entender — Meu filho, Hiroshi, acabou acertando sua cabeça com uma bola de beisebol durante o treino do time, você estava saindo quando do lugar quando foi atingida. Ele trouxe você desmaiada para cá, junto de quase todo o time, como precisei mandá-lo para casa por estar apenas atrapalhando meu trabalho amanhã receberá seu pedido de desculpas apropriadamente.

Colocando o óculos ela pegou uma prancheta  em cima do criado-mudo ao lado da cama e anotou mais algumas coisinhas, com um rápido "Assine aqui, por favor." ela deixou o objeto e a caneta nas mãos da outra enquanto ia até o armário de remédios e abria em busca de alguma coisa para aliviar a dor.

Os olhos da mais nova foram para a sua ficha, suas bochechas ficaram levemente mais rosadas ao ler que a causa de seu desmaio foi uma bolada na cabeça, parecera menos humilhante na fala da enfermeira. Ela se lembrava pouco do que havia acontecido no campo, porém tinha quase certeza que aquilo não fora acidental, com toda a certeza Hiroshi quis tentar impressionar sua ex acertando a pior inimiga dela na escola.

Alguns flashes rápidos a faziam entender que havia brigado com Narui nas arquibancadas, a causa deveria ser algum comentário ou ação estúpida da garota de cabelos castanhos para a realização de seu bullying gratuito. Talvez ela ainda estivesse irada por Mizuki ter a atenção do garoto mais popular da escola depois de os encontrar conversando na saída — ignorando ou não sabendo que os dois eram primos.

Vendo que forçar sua mente a lembrar de algo tão inútil não a  levaria a lugar algum apenas apoiou a prancheta nas pernas cobertas pelo lençol e escreveu da melhor forma que conseguiu o seu nome na linha marcada. Ao mesmo tempo em que terminou a loira chegou ao seu lado lhe oferecendo um analgésico e água depois de confirmar que a estudante só tinha alergia a mirtilos. 


-.-


Quando saiu da enfermaria em direção a sua sala notou que alguns outros alunos também estavam de saída, pelo horário deveriam ser membros de clubes que já haviam terminado com as respectivas atividades. Todos pareciam felizes entre seus companheiros e Mizuki se perguntou como seria ter amigos de verdade.

Não que fosse a esquisita completamente isolada na sala, tinha seus amigos, mas não havia ninguém ali em quem poderia dizer ser capaz de contar com em algum momento bom ou ruim. Sacudindo a cabeça ela chegou até a porta de sua classe 2 - B puxando com o mínimo de barulho possível. Viu sua bolsa revirada com alguns livros e cadernos jogados no chão e até na lixeira, folhas arrancadas e amassadas ao redor da sala e mensagens nem um pouco gentis escritas em caneta preta enfeitando sua cadeira.

É, ao que parecia, ela definitivamente não tinha amigos.

Com um suspiro conformado ela se pôs a arrumar suas coisas calmamente e jogar os papéis rasgados no lixo, depois de feito tentou pegar sua carteira, presa na janela da sala, e revirou os olhos irritada ao ver que tinham pego o seu dinheiro também. Se um dia ela pusesse as mãos em Narui...

Não havia muito que pudesse ser feito quando se é uma bolsista e os pais da garota que te odeia são o diretor e a conselheira da escola, como sempre ela deveria apenas deixar para lá enquanto planejava alguma vingança dolorosa que nunca se concretizaria.

Saindo da sala e já pensando em como faria para chegar em casa sã e salva no menor tempo possível ela cruzou o corredor iluminado pelo sol poente e muito vazio, no meio do caminho ela sentiu como se alguém a estivesse observando e se virou para saber quem poderia ser. Ficou um pouco assustada ao constatar que não havia uma alma viva sequer além dela por ali, se virou e apressou mais o passo ignorando o medo, deveria ser sua mente já começando a criar as paranoias sobre a péssima ideia que era cruzar a cidade durante a noite sozinha.


-.-


Dos portões da escola até sua casa eram cinco bairros de diferença e ela não conseguia se decidir se ia pelo caminho rápido e assustador denominado "atalho" ou pelo longo e cheio de pessoas chamado "caminho certo". Precisaria estar em casa cedo se não quisesse levar uma bronca da mãe e do pai por ainda não ter feito o jantar e ouvindo por uma hora eles reclamando sobre terem que se matar de trabalhar e ela apenas ter a obrigação de estudar.

Depois de refletir bastante ela aceitou cruzar o caminho, se alguma coisa desse errado poderia correr em direção a saída mais próxima, havia feito parte da equipe de corrida durante sua época do ginásio e mesmo estando um pouco enferrujada ainda seria mais rápida que um assaltante ou molestador.

Reunindo o máximo de coragem que conseguiu se pôs a andar entre os prédios ignorando tudo ao seu redor, vez ou outra saltando por se assustar com algum encanamento ou máquina que ligava ou desligava do nada, já estava na metade do caminho quando se sentiu observada novamente. Aumentou o aperto de sua bolsa no seu corpo e começou a correr, quando já estava no final do beco olhou para trás e ficou mais temerosa ainda ao notar que assim como no corredor não havia ninguém ali.

Levemente trêmula voltou a andar seguindo o curso novamente e se assustando com  um cano que disparou do nada.


-.-

Rua Takedashi

19:49 a. m.

-.-


Ao chegar no final do caminho já conseguia ver a sua casa em uma outra rua, feliz por as luzes ainda estarem apagadas, desacelerou um pouco mais, acabou notando a propaganda em uma loja de perfumes que parecia ter lançado uma linha nova, sua cabeça virou para o lado em confusão ao notar o tão conhecido modelo Kou Mukami, achava que ele fazia apenas propagandas de roupas. Deu de ombros quando pensou mais uma vez que a carreira e vida de pessoas ricas e resolvidas não era da conta dela.

Voltou a andar, mas travou assim que deu seu sexto passo, com o coração a mil ela se virou para olhar do outro lado da rua onde uma silhueta bastante parecida com a do seu sonho parecia observá-la, graças a falta de claridade ela não conseguia ver seu rosto ou qualquer coisa relevante sobre o que quer que fosse aquilo. A figura deu um passo para frente e os dois postes de luz ao lado desligaram ao mesmo tempo, mais outro passo e mais dois.

A morena não conseguia sair do lugar ou gritar, se sentia no meio de uma paralisia do sono e rezava para que acordasse o quando antes, quando a figura deu o terceiro passo um carro atravessou a rua em alta velocidade. Mizuki olhou para o lugar onde o ser havia estado antes e não tinha nada, os postes de luz também voltaram a funcionar no momento em que os faróis do carro confundiram sua visão. Ela havia sonhado acordada?


-.-


Ao entrar em casa encontrou o lugar ainda vazio e com um suspiro leve começou a preparar um jantar simples pela falta de coisas na geladeira, seria apenas uma sopa. Ligou a televisão e praticamente todas as luzes do lugar e trancou/verificou a tranca tanto das janelas quanto das portas duas vezes, foi tomar seu banho depois de ter desligado o fogo aproveitando o chuveiro.

Já tinha acabado de colocar o pijama quando ouviu seus pais chegarem, a mãe era costureira de uma marca de roupas famosa, mas que não recebia muito enquanto o pai era construtor e vivia sempre em um novo projeto, sempre vinham cansados do serviço e mal-humorados na maioria das vezes por causa dos erros dos outros em alguma coisa durante a jornada de trabalho e acabavam descontando isso na filha ou nas brigas entre os dois que já se tornaram frequentes.

Naquela noite foi o dia de sua mãe passar horas falando sobre uma novata que desperdiçou um bom tecido depois de fazer a roupa errada, em como a qualidade de funcionários que chega vem diminuindo e que a sopa não tinha tempero o suficiente.

Seu pai havia ficado apenas quieto parecendo cansado de mais para se importar com qualquer coisa ali, depois que os dois foram dormir, a garota lavou a louça, limpou a mesa, verificou as trancas mais uma vez e fez tudo o que sempre fazia antes de dormir.

Teria sido a parte mais normal de seu dia se durante o seu sono ela não houvesse sentido uma mão estranha acariciando do topo de seus cabelos até o pescoço, contudo não havia como alguém ter entrado ali, afinal as janelas estavam trancadas

Oct. 31, 2018, 3:05 a.m. 0 Report Embed 0
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