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azarashionna Azarashi Onna

"Você merece. Por quantas coisas nós já passamos esse tempo todo?" RoyAi | Desafio do Tarot - Amestris Central | Roda da Fortuna


Fanfiction Anime/Manga Not for children under 13.

#desafio-do-tarot #Amestris-central #desafio-tarot #roy-mustang #riza-hawkeye
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Único

- É difícil termos momentos como esse. O que foi, tão de repente? - A voz de Riza ecoava no penhasco onde estavam. Suas madeixas douradas estavam soltas, e vestia um casaco e uma calça simples. Agachou-se próxima ao seu companheiro com o intuito de oferecer ajuda, que já percebendo a linguagem corporal dela, estendeu o braço à sua frente, impedindo-a de ajudar.

- Não se preocupe. Não quero que você tenha trabalho agora. - Roy foi firme, mas sem rispidez, o objetivo era fazer um agrado a Riza. Ela estava ali para receber os mimos, e não o contrário.

Riza se resignou, e esperou Roy terminar, com um sorriso de canto no rosto. Admirava o esmero de seu amado só para agradá-la. Pensou em depois fazer-lhe uma surpresa do tipo, porque sentia-se da mesma forma sobre ele.

Enquanto isso, Roy cuidava da arrumação. Estendeu um cobertor no chão, e espalhou algumas velas sobre pires de porcelana, com distância o suficiente para iluminar o local, sem correr risco de incendiar algo.

E num estalar de dedos, Roy trouxe o fogo a cada uma das velas, iluminando o local onde estavam. As chamas faziam jus à beleza de Riza, conferindo uma iluminação mais quente em seus cabelos, que Roy nunca cansava de apreciar. Após acender as velas, Roy tirou suas luvas próprias para alquimia, deixando suas mãos livres.

Ela observava, admirada com o gesto. Poderia estar acostumada em vê-lo usando alquimia, mas não. Quando tinha propósitos românticos ou mesmo maliciosos, não existia o "estar acostumada". Existia apenas a satisfação de receber um presente. Corou, entregue aos próprios pensamentos, quando foi interrompida por Roy se sentando no cobertor e estendendo-lhe a mão. Ela segurou a mão de seu amante, e sentou-se ao seu lado.

- Então, por que me trouxe aqui hoje? - Olhava para ele com uma expressão bem humorada no rosto.

- Minha rainha... Acho que precisava ficar um pouco só com você. - Sorriu, a encarava serenamente. - Já passamos vários anos juntos, e quase nunca conseguimos comemorar cada ano a mais por causa de nossa profissão. Quis fazer algo diferente hoje.

Os dedos de Roy brincavam com os fios loiros, entrelaçando, explorando, apreciando a textura macia.

- Você sabe que eu estou bem assim, não precisava ter se incomodado em fazer isso. Estamos juntos, e isso é o que importa. - Modesta e pouco exigente, como sempre. Riza sendo Riza.

- Você merece. Por quantas coisas nós já passamos esse tempo todo? É nisso que eu penso. Em comemorar o fato de ter você comigo sempre. - Os dedos dele desceram pelos botões da camisa de Riza, abrindo os primeiros.

Riza sorriu, e depositou um beijo no canto da boca de Roy.

- Quer dizer que você está sentimental hoje, é? - Riu.

Como era bom terem esses momentos a sós. Conheciam facetas um do outro que raramente eram expostas.

- Eu não estou sentimental. - O moreno tentou simular teimosia, mas acabou rindo junto.

- Está sim. - Riza levou a mão ao queixo de Roy, fazendo seus olhos se encontrarem.

Roy a deitou, segurando-a pelos pulsos, e em seguida a beijou ardentemente. Quando a soltou, seu peito ainda arfava, assim como o dela. Maliciosos.

- Preciso fazer isso para você parar de pegar no meu pé? - Roy brincou.

- Quem sabe... - Riza estava corada novamente, desviando o olhar e tentando disfarçar o sorriso.

Roy se deitou ao lado de Riza, e ela se aconchegou em seus braços. Ambos observavam o céu estrelado, que dava margem para devaneios, até em mentes mais realistas.

Dessa vez foi Riza quem veio com conversa parecida.

- Eu nunca imaginei que fôssemos nos tornar tão próximos. Em um dia, você bateu na nossa porta e... Aqui estamos nós, hoje. - Suspirou.

- Acho que não sou só eu o sentimental aqui. - Roy implicou. Deu uma risada, cutucando a bochecha de Riza, que não se conteve em rir.

Riza corou imediatamente, usando a mão para esconder a gargalhada.

- Mas é. Nós já perdemos pessoas queridas, quase perdemos um ao outro, lutamos juntos tantas vezes... - Lembrou com um misto de sentimentos, desde pesar até mesmo orgulho.

- Já passamos por cada uma... E você é uma constante. Você trilhou esse caminho junto comigo até aqui, e eu devo demais a você. Obrigado por existir. - Encarou a amante novamente.

Riza pôs a mão sobre a de Roy, e acariciou.

- Seu objetivo também é o meu. Continuaremos em frente. - Sorriu, aquele sorriso de evidente cumplicidade.

- Também não esperava que além de minha aliada, fosse encontrar o amor da minha vida quando bati na porta de sua casa. - E dessa vez, foi Roy quem corou.

Em silêncio, apenas se abraçaram, buscando calor um no outro, olhando para aquele céu. Roy sem dúvidas escolheu um excelente lugar para fazer isso. Riza não se importava com demonstrações pomposas, agrados simples mas significativos como esse tinham o seu valor.

Seus narizes se encontraram, brincando um com o outro, até que as bocas fizeram o mesmo, de um selar de lábios a um beijo apaixonado e desesperado.

Ali debaixo daquele mesmo céu, se amaram, sabendo que já tiveram uma história rica de experiências juntos, e passariam por inúmeras experiências novas na vida. O importante era se manterem cúmplices quando essas mudanças viessem, fossem boas ou ruins: quando se tem um confidente, o fardo é mais fácil de carregar.

Após o êxtase, descansaram. Quando suas respirações já se acalmaram, o casal preparou a volta para suas casas. Não poderiam passar a noite no penhasco, o dia seguinte os aguardava com obrigações.

O que eles não sabiam, é que mais uma mudança viria no outro dia. A articulação para a nomeação de Roy como Fuhrer vinha sendo feita, e no dia seguinte, ele receberia a proposta. Obviamente, com isso viria tanto coisas boas quanto ruins.

Nada anormal: a vida é feita de mudanças.

"Se tudo é cíclico, a “Roda da Fortuna” é um aviso sobre a constante transitoriedade de nossas experiências. A separação, de uma forma ou de outra, é inevitável – mesmo no caso dos amores eternos. A estabilidade é relativa, vivemos em constantes mudanças. A duração desses ciclos atua de forma diferente na vida de cada indivíduo."

Oct. 29, 2018, 3:15 p.m. 2 Report Embed 1
The End

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Nany Lopes Nany Lopes
EU AMO UM CASAL!!! Imagina como o roy deve ser na cama? o bicho já é mandão e teimoso normalmente... Mas penso que sua personalidade seja exatamente como nessa fic: casca por fora, manteiguinha por dentro.
November 09, 2018, 02:28

  • Azarashi Onna Azarashi Onna
    Menina e o pior é que eu tava fazendo um hentai pra esse desafio, mas mudei o plot. O hentai ainda devo usar em outra ocasião, mas tava fazendo algo bem nessa linha mesmo que você pensa. Ai, que casal maravilhoso. Aaaaaaaaaaaaaa November 10, 2018, 16:37
~