O Poço Follow story

agomechan Thais L.

Por tanto tempo todos acreditavam que o poço funcionava apenas comigo e Inuyasha estando em posse de um dos fragmentos, realizando o desejo de Kikyou entre outras palavras. Sem querer um dia cai no poço e passei sem estar com fragmentos, com Inuyasha ocorreu o mesmo e me perguntava se simplesmente o poço tinha aberto exceções, mas prosseguiam ocorrendo. Eram nossos desejos que estavam alimentado o poço. Mas eram só pensamentos e conclusões que fui tentando e que não pensei tanto até em certas circunstâncias. A era atual foi onde nasci, mas sempre tomei as atitudes de escolher os caminhos que segui, não depender da decisão dos outros e lhe dando com as circunstâncias. Então me pergunto se nossos laços são realmente tão fortes, ou se tudo à nossa volta possuiu uma vontade própria, por que tantas vezes a joia esteve a nosso favor? Não sei… mas pulei tantas vezes naquele poço naqueles três longos anos longe dessa era que me coloquei a pesquisar bastante sobre o assunto, sobre nossa casa, sobre o poder espiritual que tudo à nossa volta possuía, afinal era um templo. Por isso nunca desisti de voltar. E finalmente voltei. Coisas estranhas andaram acontecendo ao poço-come-ossos. — Mamãe? Ouço a voz que reconheceria em qualquer lugar. Estava incomodado. Percebia pela maneira que aqueles olhos âmbares me encaravam, como encolhia seu pequeno corpo.


Fanfiction Anime/Manga All public.

#inuyasha #kagome #filho #kanketsu-hen #epilogo #inugome #inutalesreturn
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Poço Come-Ossos

Notas: Oneshot publicada também no Nyah!, Wattpad e Social.

Vim postar porque estou participando de um projeto pra reacender a chama apagada em relação a fanfics de Inuyasha. A ideia é escrever sobre o que gostaria de mudar no inverso de Inuyasha e aqui estou eu pensando sobre isso e nasceu essa oneshot. 
Espero que gostem. 
Decidi mudar o final/epilogo... fingir que aquele epilogo não existe, apesar de ter sido criado com as melhores intenções do mundo não me mostrou o que eu queria... hahaha *chorando* 

Essa fanfic sou eu me aproveitando de um dos filmes e de erros do animê/manga tipo aquela parada de passar pelo poço-como-ossos com fragmentos da joia que várias vezes Inuyasha passava sem nenhum pq estavam com a Kagome? Então kkkkkkkk 
Tudo para lhe dá uma final feliz.

  


A shiko no tama, joia de quatro-almas, foi sempre que ditou as regras dessa jornada?

Foi sua necessidade poderosa de resistir ao decorres dos séculos fazendo humanos e youkais se corromperem, ou se ludibriarem na ilusão de mantê-la longe das “mãos erradas” protegeria a todos, entretanto no final a joia nunca fez distinção. Não existe o bem e o mal para ela, só o poder a levar quem lhe possui para um fim trágico para ser passada para outro mais forte.

O desejo de Kikyou que inconsciente fez me trazendo até essa era, de certa forma, para encontrar Inuyasha… mas não foi bem seu desejo em si realizado, só algo paralelo. A joia nunca realiza com reais intenções o que o usuário pede. Só o que ela deseja.

Como nos contos de fadas que lia quando criança, dos gênios da lâmpada que distorcem o desejo daquelas pessoas desesperadas que o procuram.

Ou daquela lenda antiga da pata de macaco.

No final assim como ocorreu com Kikyou quem deseja acaba por fracassar.

Por tanto tempo todos acreditavam que o poço funcionava apenas comigo e Inuyasha estando em posse de um dos fragmentos, realizando o desejo de Kikyou entre outras palavras.

Mas mesmo que tenha se voltado contra si e que na realidade ela queria estar com aquele Inuyasha do seu passado que ela não odiava, aquele que lhe entendia e compreendia e só tinha olhos para ela… Kikyou voltou contra a vontade de qualquer forma para encarar suas angústias, de ter uma segunda chance, e não foi graças a pedra de shiko.

Sem querer um dia cai no poço e passei sem estar com fragmentos, com Inuyasha ocorreu o mesmo e me perguntava se simplesmente o poço tinha aberto exceções, mas prosseguiam ocorrendo.

Eram nossos desejos que estavam alimentado o poço.

Mas eram só pensamentos e conclusões que fui tentando e que não pensei tanto até em certas circunstâncias.

Ou quando pude falar com InuYasha através daquela árvore em que ele tinha sido lacrado em que havia um fragmento ainda ali cravado, me dando a chance de retorna quando o poço se lacrou.

A era atual foi onde nasci, mas sempre tomei a atitude de escolher os caminhos que segui, não depender da decisão dos outros e lhe dando com as circunstâncias.

Então me pergunto se nossos laços são realmente tão fortes, ou se tudo à nossa volta possuiu uma vontade própria, por que tantas vezes a joia esteve a nosso favor?

Não sei… mas pulei tantas vezes naquele poço naqueles três longe dessa era que me coloquei a pesquisar bastante sobre o assunto, sobre nossa casa, sobre o poder espiritual que tudo à nossa volta continua, afinal era um templo.

Por isso nunca desisti de voltar. E finalmente voltei.

Assim como meus avos que fugiram para se casar, assim como nossos antepassados sobreviveram a dificuldades, assim como minha mãe que mesmo quando meu pai se foi se manteve forte para criar a mim e Souta, eu tomei minha decisão parar seguir com minha vida assim como as escolhas eu fiz com meus poucos anos.

Então gosto de vir aqui. Na árvore sagrada onde tudo aconteceu, colher algumas ervas medicinais ao seu redor e dar alguns passos numa direção onde seria minha antiga casa, me senta e pensar na saudade que tenho da minha família. Provavelmente foi assim para meus avôs.

Não me arrependo. Deito contra o gramado e sorrio sentido a brisa contra meu rosto. Apesar que…

— Mamãe?

Ouço a voz que reconheceria em qualquer lugar. Me sento para ver minha criança me olhando atrás de uma árvore. Estava incomodado. Percebia pela maneira que aqueles olhos âmbares me encaravam, como encolhia seu pequeno corpo.

— Mas o que foi Souta?

Saiu de trás da árvore emburrado dessa vez, o que me fazia rir por me lembrar a maneira do seu pai:

— Falta pouco.

— Para o que?

Bufou cruzando os braços e olhando pro chão:

— Para aquele dia, mãe.

— Aquele di… ah! — Bati contra minha própria testa. — Mas Souta, falta o que? Três ainda para o primeiro dia do mês.

— Mas o pai ainda não chegou!

— Vai chegar… — Me levantei pegando meu cesto. — Por que tão ansioso? Ele saiu ontem com Miroku e os outros. E você sabe que eu gosto muito desse dia, hm? — Me aproximei mais do meu pequenino e comecei a lhe aperta uma das bochechas. — Você fica mais parecido comigo.

Ele ficou extremamente vermelho conseguindo escapar de minhas mãos e cobrindo suas bochechas:

— Não gosto, fico mais fraco. Não é bom, não é bom… mãe? — me chama quando estava distraída olhando onde até a pouco estava deitada.

— O que foi, querido?

— É aqui não é? Onde ficava seu templo?

— Que era minha casa. Falando que o templo era meu faz parecer que sou uma deusa ou algo assim…

— Bem, muita gente acha que a senhora é por ter casado com papai. — Cobri a boca com a mão para conter o riso. — Shippo vive falando isso quando…

— Lembre-se de nunca tocar nesse assunto quando seu pai estiver por perto. E ele quis dizer santanão deusa.

— Mas os aldeãos acreditam que a senhora é alguma coisa assim pelos poderes e uns youkais que não se aproximam daqui e…

— Tá bom, Souta, tá bom. Vamos indo para casa, sim?

Deu de ombros aquele pequeno menino com as orelhas pontudas caninas como as do pai e os longos cabelos prateados. Usando um kimono como o que Inuyasha usava antigamente, com a rata-de-fogo ajustada para seu tamanho.

Ele empurrava e cortava os galhos com suas pequenas garras para abrir caminho a mim. Sempre cuidadoso comigo. E curioso sobre como ele tinha sua própria maneira, mesmo tendo traços em sua personalidade que lembravam ao Inuyasha e até a mim.

Mas de forma curiosa, o que tinha de diferente em sua maneira mais pensativa e observadora do que a de nós me lembrava a do meu falecido pai. É uma sensação que tenho.

Como fica curioso ouvindo as histórias da família youkai, da avó humana falecida que tinha sido uma princesa — que Miyouga adora conta — e sobre a parte constituída só de humanos, que estão vivos assim como o tio Sesshomaru, porém diferente dele, ele não pode visitar e nem vê de longe.

Não pode abraça-los ou memorizar seus cheiros.

Uma curiosidade sobre como tratar entes queridos que como os já falecidos não tem contato, mas estão vivos em algum lugar. E é isso que reparo no meu filho Souta. Talvez ter escolhido esse nome tenha aguçado ainda mais sua vontade de saber mais sobre essa lado que lhe parece e soa estranho na sua família.

Bem, parte da culpa é do Inuyasha de nem pensar em um nome, porque “Keh! Não sou bom pras essas coisas, Kagome. Deixa esse nome humano mesmo, nenhum nome de youkai você gostou”, e não tinha mesmo…

Não sei se foi uma boa escolha, de toda forma, mas coisas estranhas andaram acontecendo ao poço-come-ossos. Novamente a reputação de devorar ossos de youkais retornou, as vezes quando penso estar delirando ouvia som de passos, ou pássaros vindo dele, mas dizia pra mim que eram ruídos ao meu redor.

E essas coisas só iam aumentando a frequência quanto mais Souta crescia. Até que uma vez Inuyasha sentado comigo ao meu lado vendo Souta brincar de caçar sapos e passarinhos, sussurrou para mim tendo cuidado que nosso filho estivesse distraído o suficiente para não percebe:

— Eu posso jurar sentir o cheiro da comida da sua mãe. — E rapidamente, mal dando para eu acompanhar seu movimento com os olhos, ele já se pôs de pé encarando o fundo do poço. — Vem daqui…

Fiquei tremula e nervosa sorri:

— Inuyasha… deve ser só sua cabeça te pregando uma peça. — Não tinha coragem nem de levantar.

Ele me olhou.

 

Não era mais o Inuyasha para qual eu tinha voltando, nem eu era a mesma Kagome. Agora ele usava armaduras de ossos de outros youkais que derrotou feita por Sango, que usava por cima das vestes vermelhas. O cabelo preso num alto rabo-de-cavalo, as espadas em sua cintura.

E eu prosseguia como sacerdotisa. A ideia era vivermos uma vida mais calma, mas depois da guerra do Naraku os nossos nomes circularam e tivemos que prosseguir de certa forma nessa busca de poder mantermos em segurança, com a gratidão daquela aldeia que se tornou o nosso feudo.

 

Arqueando uma de suas sobrancelhas estendeu em silêncio a mão para eu me levantar com sua ajuda. Ele sabia que eu queria evitar. Passou tanto tempo, não sou mais aquela menina, mas eu podia vê que ele sabia que certas coisas nunca mudam.

Peguei em sua mão e ele me puxou para não dar tempo de eu enrolar e mudar de ideia. Encarei o fundo daquele poço e poderia jurar que apesar de não estar nítido em alguns pequenos buracos naquela terra com uns ossos… parecia ser o céu…

— Deve ser poças de água…

— Kagome… — Me virei para encara-lo. Me envolveu em um dos seus braços me dando conforto firme. Pude deitar a cabeça em seu ombro voltando a encarar aquelas possíveis poças porque… não poderia ser. — Não cheira a terra molhada.

 

 

Olhando aquele poço ao longe sozinha me dei conta de que posso não ter me arrependido jamais de minha decisão, que sou muito mais feliz nesses anos do que nos três em que passei longe dessa era, mas eu deveria me permitir mais sentir saudade e quem sabe ter um pouco de esperança.

— Souta? — Mas onde estava o meu filho?

Comecei a ficar tremula

 

 

 

Souta Higurashi estava cansado de mais um dia de aula na faculdade. Estudar tanto era estressante mais valia a pena e só de sentir o cheiro bom vindo de sua casa, valia a penas subir aqueles últimos degraus de escada. Por céus, viver num antigo templo não era fácil. Pelo menos saúde ele tinha.

Correndo para ir ver sua mãe e seu avô ao passar naquela pequena casinha fechada a anos desde que sua irmã foi embora ele ouviu uns ruídos vindo de lá.

O que lhe apavorou.

Afinal… o gato que ele tinha já morreu.

Então poderia ser outro? Um rato?

Bem, se fosse uma ratazana ele teria que enfrentar de todo jeito, sua mãe ficaria apavorada de ver uma. Engolindo seco e a passos curtos temerosos foi se aproximando daquele local.

Destrancou a porta e aos poucos a abriu vendo um vulto rápido e grande voltar para o poço o que o fez cair pra trás e gritar. Ainda bem que seus amigos de faculdade não estavam ali pra ver a cena dele se tremendo todo.

— Sota! — Sua mãe gritou lá da cozinha. — Vem comer.

— S… — Iria responder, mas pode vê algo saindo do poço rápido e ficar lhe encarando.

Um par de olheiras caninas pontudas que se mexeram ao som da voz de sua mãe e olhos dourados naquela escuridão. Era o pouco que conseguia identificar por estar muito escuro ali naquele cômodo.

Seu coração começou a bater até mais forte. Respirava afoito… mas ele reconhecia aquelas características.

Depois de novamente engolir seco, disse numa voz tremula, mas dando um sorriso meio feliz meio temeroso de estar tendo uma miragem e enlouquecendo.

— Inu-onii-chan?

Pode vê mais ou menos aquele rosto estranhar o que disse porque a sobrancelhas grossas se encontraram, ou seja, a criatura estava enrugando a testa.

E de uma voz infantil ele pode ouvir:

— Quem está me chamando pra comer?

Novamente Higurashi arregalou os olhos e meio sem jeito deixando seus materiais ali no chão, foi tentar se aproximar. Mas a criatura se assustou com sua aproximação.

— Não devo comer na casa de estranhos, estranho! Mamãe não deixa!

Dito isso o rosto afundou naquele buraco e uma luz logo em seguida emergiu dali, rapidamente se apagando.

Exatamente como na época em que sua irmã o usava.

Souta correndo descendo as escadas e indo até o poço para olhar seu fundo e estava como antes.

— Ele falou “mamãe”, ele falou “mamãe”. — Começou a sorrir sozinho abobado. — Era pequeno, não era o… então só pode ser… MÃE! — Saiu de lá correndo até sua casa.

Tinha notícias ótimas.

Oct. 29, 2018, 3:31 a.m. 0 Report Embed 1
The End

Meet the author

Thais L. Meu nome é Thais, também conhecida como "Kagome chan" por ser fã de InuYasha e ter um canal com esse nome, além de minhas outras contas ter esse nome como usuário, e como na versão dublada fica "Agome", deixei assim por aqui. Escrevo sobre: InuYasha, Spideypool, Amor Doce Pretendo explorar Detroit: Became Human Leio esses citados acima e Harry Potter Minhas outras contas (❍ᴥ❍ʋ) Nyah!; SocialSpirit; AO3; Fanfiction.net

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