30 Metas Para O Amor Perfeito Follow story

sonumber Nana Li

Jimin resolveu deixar de lado sua pose de heterossexual para passar um mês ao lado de Min Yoongi, sendo seu namorado 24 horas por dia, 7 dias por semana. É claro, ele não esperava que fosse se apaixonar perdidamente pelo garoto que beijou no calor do momento, e não pensou que esse mesmo garoto se tornaria tão importante em sua vida. Nenhum dos dois nem ao menos imaginara que aquele mês juntos poderia se tornar o mais delicioso sonho de suas vidas. [yoomin][longfic][originalmente postada no spirit | postada também no wattpad]


Fanfiction Bands/Singers For over 18 only.

#drama #bts #kpop #longfic #sugamin #yoomin #hopelessnana
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Se você está apaixonado, então é sortudo


Notas Iniciais: Olá! Como vão? Aqui é a antiga HopelessNana e, sim, estou postando As 30 Metas Para O Amor Perfeito em outras plataformas. O principal motivo para isso eu explico em um jornal no Spirit, em ambas as contas (HopelessNana e Sonumber). Ela estará sendo postada também no Wattpad e, quem sabe, AO3 e Nyah. Não se assustem se encontrarem ela por lá. Ela também será retirada do Spirit.

 Enfim, a fanfic está não só sendo repostada como também recebendo umas modificaçõezinhas que eu acho que seriam ótimas para torná-la mais atual. Eu espero que gostem! Boa leitura!



Eu posso dizer, por experiência própria, que algumas vidas demoram a mudar. Assim como algumas formas de pensar.

Pode acontecer em um dia, ou em uma hora. Pode acontecer ao longo de um ano, ou pode acontecer em apenas um segundo. Porque essa é uma história pessoal, foi como aconteceu comigo. Ou é minha conclusão sobre tudo, no final, quando eu pude por fim esclarecer as coisas, pensar para além do que aconteceu, além de mim mesmo.

E então, se eu fosse dizer que minha vida mudou, então diria que isto aconteceu ao longo de um ano, desde o início do terceiro ano do ensino médio. Mas se aqui estamos falando da minha mudança no quesito visão de mundo, e não da minha vida em si, então tudo aconteceu em um mísero um segundo.

Se me perguntasse, um segundo atrás, o que eu pensava sobre um homossexual, eu diria a você que amor entre dois homens era algo impossível. Simplesmente que não era para ser. Que se iludissem aqueles que quisessem, eu não era idiota em tentar algo que minha natureza não me pedia para ser.

E se me perguntasse, um ano atrás, se eu poderia mudar essa minha opinião e me descobrir diferente do que eu imaginava, eu diria que não, que aquele ano seria a mesma coisa, e que nada mudaria. Eu tinha minhas razões para isso. Eu era uma pessoa simples, que tinha uma rotina que se instalara para valer em minha vida. O mundo inteiro ao meu redor pensava desse jeito. Eu não esperava algo como reviravoltas, nem uma grande mudança. A percepção de que isto me acontecera só veio bem depois de acontecer.

 Eu estava errado sobre tudo. E agora, depois de tantos anos, eu posso finalmente entender que, puts!,é possível sim eu me apaixonar por um homem, e que eu nunca estive tão redondamente enganado em pensar que não era idiota em tentar ser diferente do que deveria ser. Eu era, sim, um grande idiota.

Talvez eu estivesse realmente enganado. Eu sou humano, era um adolescente confuso passando pela fase mais estabanada da vida. Na época tudo era tão insignificante... Eu me lembro de não ligar para nada a menos que a palavra diversão estivesse em pauta. Tudo era sobre as experiências e as coisas erradas que eu e meus amigos fingíamos que estava tudo bem em tentar.

Essa é uma história passada. É a história da melhor e da pior fase da minha vida. É a história de como Park Jimin se apaixonou pelo adorável Min Yoongi.

Sim, porque ele era adorável, não importa o quão durão fosse de vez em quando. Min Yoongi foi, sem sombra de dúvidas, a melhor coisa que me aconteceu nessa vida.


No começo do terceiro ano, em meados de fevereiro, aconteceu aquele momento em que nossos olhares se cruzaram. O que eu pensei? Nada. Eu realmente mal notei aquela pequena troca de olhares. Porque eu notaria? Quantas pessoas por dia passavam o olhar por mim e eu por elas?

Era insignificante, eu sequer senti algo vir à tona e eu realmente não sei como me lembro daquele mínimo momento. Estávamos no intervalo, eu na mesa do meio do refeitório, com meu grupo de amigos; ele sozinho, com um livro no colo, no banco do pátio.

Nós trocamos um olhar, e apenas isso. Ele não estava me olhando, estava lendo, e então lançou um olhar a minha direção e me pegou assistindo-o no exato momento. Eu desviei o olhar, sem nem me constranger. Foi coisa de dois segundos, eu só estava passando os olhos pelo lugar.

Mas depois daquela troca de olhares pouco significativa para mim, tudo começou a mudar, e... Eu queria poder voltar no tempo e perceber tudo desde o início. Queria ter sentido algo de cara, logo ali. Eu não estaria tão arrependido agora se todo aquele drama não tivesse sido feito. Eu devia ter aceitado desde o começo. Eu estava errado.

Eu me pergunto por que diabos eu reprimira tanto o pequeno interesse que senti por Yoongi naquele ano. Nessas trocas de olhares que aconteciam vez eu outra, e eu insisti em dizer que eram descompromissadas porque tinha medo do que podia significar. Sabe, ele estava realmente adorável.

Yoongi tem cabelos castanho claros meio bagunçados, e isso era bonito da forma mais estranha possível. Havia algo em sua pele branca em contraste com os cabelos claros que fazia com que o sol parecesse um holofote pessoal e... Havia as árvores ao fundo também, e o livro em seu colo. Não importa de que ângulo se está olhando, Yoongi parece sempre adorável. Ele não o é, exatamente, mas sua imagem é sempre a mais doce, entende? Bem, hoje eu entendo, mas naquela época, eu o negava como se fosse a coisa mais absurda de se pensar.

Aconteceu de nos esbarrarmos pela segunda vez algumas horas depois daquele olhar. Eu o vi de novo no final da aula, parado atrás de uma das árvores do pátio do colégio. Yoongi estava lendo o mesmo livro de capa azul e letras prateadas. Bem, ou estava lendo, ou estava disfarçando. O livro cobria metade de seu rosto, e ele parecia procurar por alguém. E quando percebeu que eu estava o vendo, parado perto das lixeiras, arregalou os olhos e fugiu lentamente para trás da árvore, se escondendo do meu olhar, como se quisesse disfarçar que estava me procurando.

Adorável, não? Na época eu achei vergonhoso, mas é uma das minhas memórias favoritas, porque ele fez ficar tão óbvio que estava procurando por mim, e mesmo assim eu pensei que estava olhando para outra pessoa. Yoongi não era bom em guardar segredo e eu era um grande tapado.

Foi meio repentino. Eu ri, neguei com a cabeça. Afinal, qual era o problema dele? O que tinha de mal em simplesmente ser visto espiando alguém? Eu fazia isso o tempo todo no banheiro das meninas, não podia ser tão ruim!

E então, aconteceu de novo no dia seguinte. Ele estava atrás do último da fileira de armários, com o mesmo livro em mãos, mas dessa vez sem cobrir o rosto. Ele espiava de minuto em minuto, e eu estava parado bem atrás dele, na porta da minha sala de aula, pronto para seguir meu grupo em direção ao refeitório, para o intervalo. E quando passei por ele, ele gelou, me encarando nervosamente.

Tudo bem, para mim naquela época aquilo não era nada. Eu pensava que não era o alvo. Ele simplesmente estava sendo pego vezes demais espiando alguém, e sempre pela mesma pessoa, o que devia ser bem constrangedor. Eu me convenci disso e, por mais algum tempo, funcionou.

O ponto é que eu nunca notei que aqueles olhares eram para mim, não antes de um acontecimento em especial. Um dia, logo antes das férias de verão, na última aula do semestre, ele apareceu outra vez. Sem livros, sem espiar ninguém, apenas me chamou para conversar, muito nervoso, trêmulo. Parecia prestes a desmaiar.

Meu grupo de amigos era realmente do pior tipo, sabe? Então não perderam a chance de zoar comigo e com ele. Perguntaram o que eu estava fazendo, conversando com aquele esquisito. Eu estava tão curioso que nem me dignei a responder. Sabe, depois de todo aquele tempo trocando olhares com ele, algo como uma cumplicidade surgiu entre nós. Uns sorrisos descompromissados.

Eu não o conhecia, mas sentia como se conhecesse. Min Yoongi? É o cara que está por aí com um livro no colo o tempo inteiro e... não sei. Ele parece legal.

Talvez eu fosse o único a pensar assim, porque nada se sabia sobre ele. Ele era um garoto extremamente quieto. Yoongi não tinha amigos e não conversava com ninguém que se aproximava dele, então costumava ser zoado pelas outras pessoas. O que era cruel, com toda certeza. Eu nunca fui de zoar com ninguém.

Naquele dia, ele pediu para que eu fosse andar com ele pela escola. Paramos atrás daquela mesma árvore, mesmo que ele parecesse constrangido em me levar ali. Não havíamos dito nada durante o caminho, e Yoongi parecia muito nervoso quando se virou para mim. Ele não me olhou nos olhos, manteve sua cabeça baixa, respirou com dificuldade por um tempo.

Eu nem suspeitava do que ele queria me dizer.

— Jimin... — Ele gaguejava. Eu nem me perguntei como ele sabia meu nome, porque eu era conhecido naquela escola. Ele provavelmente ouvira falar. — E-eu... Só não ri, okay? Pode sair andando, mas não ri. — Ele tentou falar, comendo tantas palavras que eu só consegui olhá-lo confuso e assentir, mas ele continuou a abrir e fechar a boca, como um peixe.
   No fim, ele bufou para mim mesmo, frustrado. Eu ergui as sobrancelhas, ri um pouco. Não estava o caçoando, mas Yoongi parecia realmente engraçado com as bochechas vermelhas daquele jeito. Ele fez uma careta contrariada e eu apenas esperei que dissesse o que queria. Ele cobriu a boca com a mão em punho, coberta pelo moletom grande e branco que ele sempre usava, e então disse, o mais baixo que conseguiu:

— E-eu estou apaixonado por você.



Eu queria poder dizer que aceitei seus sentimentos e que nos beijamos embaixo daquela árvore e tudo se tornara um mar de rosas depois daquilo. Teria sido realmente ótimo. Mas não foi o que aconteceu.

Eu ficara naquela mesma expressão, sobrancelhas arqueadas e sem saber o que pensar ou o que responder. Afinal, aquilo era babaquice. Eu pensava assim. Não ri, pois não era necessário, eu realmente não pretendia rir dele quando concordei. Se era isso que ele dizia sentir, então tudo bem, não me fazia diferença. Eu tinha certeza de que não era gay e que não o corresponderia, não importando o que eu sentisse naquele instante. Aquele formigamento nas mãos era nada. O coração falhando uma batida era nada. Era apenas isso.

— Era só isso que queria? — Eu o perguntei por fim, enfiando as mãos nos bolsos. Engoli um bolo na garganta. Ele assentiu e fechou os olhos, desviando o rosto como se não quisesse que visse sua expressão. Ele parecia frustrado consigo mesmo. Quando eu desisti daquele clima estranho e me virei para ir embora, ele me gritou de volta.

— Espera! — Eu parei e esperei, como ele pedira. Sua voz era só um fio. — Não vai... responder?

— Esquece isso. Talvez queira minha amizade e está confundindo as coisas. Você é um homem, cara. Para com isso. —  Sorri para ele. Não queria que me odiasse, mas... Não queria que tentasse algo comigo também. Naquela época isso parecia tão errado que eu nem ao menos pensava em aceitar. — Se quiser ser meu amigo, me procure outra vez amanhã e nós conversamos.

Eu fui embora. Estava desconfortável. Algo parecia errado, e estava errado. Talvez fosse meu subconsciente dizendo-me que eu estava perdendo uma das maiores chances da minha vida. Merda, Jimin... Poderia ter tido tudo logo ali.

Eu o escutara fungar antes de realmente conseguir distância. Ele estava chorando. Fingi que não era nada quando meus amigos me perguntaram, e por mais um tempo, eu o ignorei. Preferi ignorar, sabe? Simplesmente porque ele não fazia sentido, não queria minha amizade e o que ele queria, eu não podia dar.

Eu não era gay. Não era e não queria ser. Eu sabia pelo que as pessoas passavam quando se assumiam. Sua vida passava a ser problema de todo mundo e todos se sentiam capazes de julgar tudo o que você fazia. Eu via isso nas pessoas ao redor e, por algum tempo, desejei que Yoongi também não fosse.

Mas eu estava errado, sabe? Há muito mais por trás de Yoongi além de um garoto apaixonado por outro. Há mais em seu choro do que apenas mágoa pela rejeição. Há mais em seu silêncio que apenas silêncio. Ele tinha uma profundidade enorme de detalhes e eu perdi muito tempo me negando a desvendá-la. Esse fora, sem tirar nem pôr, o maior erro que eu cometera na minha vida.

 

Oct. 26, 2018, 3:58 p.m. 5 Report Embed 3
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Thauane Ribeiro Thauane Ribeiro
essa história foi minha primeira amo mt , poderia postar ela de novo no Spirit por favor
Jan. 24, 2019, 6:09 p.m.
Anna Luisa Anna Luisa
Aaaaa, eu amei <3 <3 <3, beijos :3
Oct. 27, 2018, 4:52 p.m.

  • Nana Li Nana Li
    Aaaaaa muito obrigada! Eu fico muito feliz que tenha gostado <3 Oct. 27, 2018, 9:59 p.m.
Maria Eduarda Maria Eduarda
Oct. 26, 2018, 12:42 p.m.

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